Mapa mostra tudo o que está conectado à internet

Fisicamente é difícil precisar o que é a internet, mas se for levado em conta que a rede depende de dispositivos para operar a coisa fica um pouco mais fácil.

Olhar Digital, 01 de setembro de 2014.

Foi o que fez John Matherly, fundador da Shodan. Ele usou a infraestrutura de sua empresa, que ajuda outras companhias a encontrar dispositivos conectados à internet, para apontar todos esses aparelhos.

O resultado é um mapa que mostra quão concentrada a rede está em países desenvolvidos e áreas metropolitanas. Não há como atestar totalmente que Matherly conseguiu identificar todos os aparelhos conectados, mas o mapa dá uma boa ideia de como anda a distribuição da web.

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Clique aqui e veja o tweet original de John Matherly.

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Em dois anos, 10 milhões passam a acessar internet

O País registrou, em 2011, crescimento de 14,7% da população que acessa a internet em relação a 2009 – 9,9 milhões de pessoas a mais. Em 2011, 77,7 milhões de pessoas com 10 anos ou mais declararam ter utilizado a rede mundial de computadores nos três meses anteriores à entrevista da Pnad – 46,5% da população nessa faixa etária.

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo, 22 de setembro de 2012

Em 2009, menos da metade da população, em todas as regiões, havia acessado a internet. Em 2011, Sudeste (54%), Centro-Oeste (53,1%) e Sul (50,1%) ultrapassaram essa marca. Apesar da grande expansão, menos da metade dos brasileiros tem acesso à internet. As pessoas com maior acesso à rede estão na faixa etária que vai de 15 a 17 anos (74,1%) e na de 18 ou 19 anos (71,8%). Os que menos navegam na internet são os que têm entre 40 e 49 anos (39,1%) e os de 50 anos ou mais (18,4%). Continue lendo

Quase metade dos lares brasileiros já tem computador

Gabriel Bonis, Carta Capital, 24 de agosto de 2012

Os computadores seguem ganhando espaço nos lares dos brasileiros. Em 2011, 45% dos domicílios do País possuíam o equipamento, contra 35% do ano anterior. Com isso, o acesso à internet – seja em domicílio ou outros meios, como lan houses –, também aumentou e atingiu 38% da população no mesmo período, um aumento de 11 pontos percentuais sobre o nível de 2010, embora esteja muito abaixo da média de 73% da União Europeia. É o que aponta a pesquisa da TIC Domicilios, do Comitê Gestor da Internet no Brasil, produzida pelo Núcleo de Informação e Coordenação do ponto BR (NIC.br), divulgada na manhã desta quinta-feira 31. Continue lendo

Uma rede de satélites dará Internet por baixo custo a meia humanidade

Rosario G. Gómez, El País / Portal Uol, 19 de fevereiro de 2011

A Internet está prestes a dar o grande salto para os países pobres. Uma rede de alta tecnologia avançada e de envergadura planetária oferecerá cobertura de banda-larga móvel a cerca de 3 bilhões de pessoas. Batizada de O3b (os Outros 3 bilhões, a metade da população), o projeto para conseguir uma internet global se baseia no lançamento de uma constelação de satélites na órbita do Equador que levarão o sinal da Nicarágua à Nova Zelândia, passando por Brasil, Nigéria, Síria, Etiópia e Índia.

Em 2010 calcula-se que cerca de 2 bilhões de pessoas tinham conexão à Internet. Mas uma grande parte da população internauta se concentra na América do Norte, Europa e Japão. O sul vive de costas para a rede. O sistema para reduzir a brecha digital consiste em levar aos países emergentes ou em desenvolvimento que ainda não entraram na sociedade da informação grandes dutos troncais de Internet através de satélites.

Os primeiros oito artefatos serão lançados em 2013. Uma sucessão de antenas ativas irá colhendo o sinal de um satélite para outro. Uma rede de teleportos instalados em diversos pontos do planeta permitirá baixar esses gigantescos dutos de Internet para diversas regiões. Um desses teleportos estará situado no sul da Espanha (previsivelmente na Andaluzia), de onde se canalizará a distribuição do sinal para boa parte do continente africano. Continue lendo

Banda larga é direito universal na Finlândia

Esquerda.net, 3 de julho de 2010

A Finândia tornou-se o primeiro país do mundo a determinar o acesso livre à banda larga como um direito de todos os cidadãos, obrigando os operadores a oferecer preços razoáveis.

O próximo objectivo anunciado pelo governo é o de garantir a velocidade de 100 megabytes por segundo para toda a gente em 2015. “Nós consideramos o papel da Internet na vida dos finlandeses. Os serviços de Internet não têm só a função de entreter”, disse a ministra das Comunicações da Finlândia, Suvi Linden, em entrevista à BBC. Continue lendo

Mundo digital e democratização

cesar-bolanoEntrevista com César Bolaño. IHU Online, 12 de dezembro de 2008

O cenário brasileiro de comunicação social é uma questão que realmente merece uma discussão extensa, diz o professor Cesar Bolaño no início da entrevista que concedeu à IHU On-Line. É exatamente essa profundidade que os movimentos sociais, a sociedade civil organizada e muitos pesquisadores da área da comunicação têm buscado fazer diante das novas possibilidades que as tecnologias digitais trouxeram.

Bolaño veio à Unisinos para participar do III Seminário de Pesquisa CEPOS – Economia Política da Comunicação como Meio de Análise Midiática. Aproveitamos para conversar com ele sobre esse paradigma proposto pela inserção das tecnologias digitais e as possibilidades que se criam a partir do seu desenvolvimento. Continue lendo

Promessas digitais

Na disputa pelos votos, os candidatos a prefeito vêm prometendo aos paulistanos uma completa inclusão digital. As propostas partem de todo o espectro político e mostram a importância e o apelo do tema. São, além disso, uma questão que está no âmbito do município enfrentar, não necessitando complicadas negociações no terreno estadual e federal. Abaixo está uma matéria que lista algumas destas promessas. Resta saber se, passada a eleição, elas serão cumpridas. Continue lendo

A presença crescente da internet no Brasil

Uma série de matérias tem relatado a rápida expansão da internet no Brasil. A marca das 10 milhões de conexões de banda larga, prevista para ser atingida em 2010, foi ultrapassada em junho de 2008, na seqüência de um crescimento de 48% no último ano. A previsão para 2010 é hoje de 15 milhões de conexões. Além disso, o número de internautas já ultrapassou os 35 milhões – ainda pouco para uma população de 180 milhões, mas com um impacto muito relevante. Trata-se de uma mudança maior para o país, que altera a maneira como a informação circula na sociedade, como são construídas posições e firmadas idéias, como é travada a disputa política. Os artigos a seguir, do jornal Folha de S.Paulo e do site G!, descrevem esta verdadeira explosão da internet no Brasil, tal como aparece para a grande midia.

Uso de banda larga cresce 48% em 1 ano

Julio Wiziack, Folha de S.Paulo, 21 de agosto de 2008

“Os brasileiros derrubaram todas as previsões dos analistas de mercado. Há cinco anos, estimava-se que o total de conexões à internet rápida (banda larga) não chegaria a 6 milhões. Dois anos depois, a previsão indicava que a saturação ocorreria em 2010, com um total de 10 milhões de conexões. Essa marca foi batida em junho deste ano, quando o país somou 10,04 milhões de conexões, um crescimento de 19,5% sobre o trimestre anterior. Entre junho de 2008 e junho de 2007, o aumento foi de 48,3%. Continue lendo

Por democracia e liberdade na rede mundial de computadores

A aprovação do Projeto de Lei Iniciado na Câmara (PLC) 89/2003, sobre crimes eletrônicos, representa uma ameaça a direitos fundamentais e traz regras que criminalizam o acesso legítimo a conteúdos digitais. O substitutivo de autoria do Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) foi votado em 9 de julho pelo Senado Federal e agora segue para a Câmara dos Deputados.

Longe de ser a melhor solução para evitar crimes eletrônicos, o PLC 89 pode trazer graves conseqüências para o direito à privacidade, à inclusão digital, à comunicação, para o desenvolvimento e a inovação da internet.

Em nome do combate ao crime cibernético, em especial à pedofilia e à fraude eletrônica, o projeto restringe liberdades de cidadãos e cidadãs, ao abranger e tipificar uma enorme gama de práticas legítimas e até mesmo de políticas desejáveis para o desenvolvimento. Continue lendo

Convergência digital, internet e conhecimento livre

É visível para todos que, depois de termos criado máquinas que multiplicaram a força e velocidade de nossos braços e pernas, a habilidade de nossas mãos, a precisão de nossos olhos, agora temos computadores que expandem nossos cérebros, ampliam nossa memória e multiplicam nosso conhecimento. E eles estão unidos, ligando um bilhão de pessoas em uma grande rede, a internet. A criação de riquezas, que antes se dava no campo e na indústria, agora ocorre cada vez mais pela produção de conhecimento nessa rede.

Esta nova inteligência coletiva multiplica a criatividade social, produz novos desejos e pode tornar nosso mundo mais diverso e humano. Enquanto na televisão assistimos passivamente imagens escolhidas pelos outros, agora podemos partilhar nossas idéias e sentimentos, podemos produzir e difundir nossas próprias imagens e pensamentos, podemos “fazer teve”. Conhecimentos, saberes e artes, antes caros porque tinham que circular em livros, discos e fitas, agora podem ser transformados em eletricidade e compartilhados, quase sem custos, com todos que tem acesso a rede de computadores.

No lugar do mundo do dinheiro, onde tudo é comprado e vendido, e da publicidade e do consumismo, que destroem a natureza e a base de toda a vida, podemos agora vislumbrar uma sociedade muito mais livre, uma sociedade da partilha, onde o bem-estar seja acessível a todos e a meta de felicidade não se reduza ao consumo de bens materiais, mas seja também o acesso à arte, ao conhecimento e a tudo que permita uma vida espiritual mais ativa, livre e gratificante. Continue lendo