Renováveis contra apagão

Diversificar e descentralizar a geração e transmissão de energia é a forma mais segura para evitarmos o desabestecimento no país.

Ricardo Baitelo, Greenpeace, 05-02-2014.

A falha que ocasionou a interrupção do fornecimento de energia em diferentes pontos do país, afetando mais de 1 milhão de pessoas, evidencia novamente as restrições de um modelo centralizado de suprimento de eletricidade.

O Sudeste depende de grandes linhas de transmissão para receber energia de Itaipu que viaja longas distâncias até atingir as casas e edifícios consumidores. E este processo deve continuar com as próximas usinas hidrelétricas na Amazônia, ainda mais distantes dos principais centros consumidores. Continue lendo

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Time to Stand Against Big Oil in the Arctic

Kumi Naidoo, Yes! Magazine, November 17, 2012

Hanging from an oil platform in the Russian Arctic one day last August, I was hosed by a jet of water from above so icy it almost cut through the skin on my face. My hands and feet were blue from the cold. Though I was wrapped in layers of waterproof gear, freezing water trickled into the small openings around my neck. My body was under extreme stress, and I was sinking into a state of confusion. Suddenly I wasn’t so sure that joining this Greenpeace action was the best decision I could have made. Then I thought of the supporters who joined Save the Arctic to tell the oil industry, with a united voice, not to drill in this pristine environment. They kept me warm.

Global warming caused by our use of fossil fuels is already driving climate change and extreme weather events. From drought in South Africa to severe flooding in the Philippines to the devastation of Hurricane Sandy, our planet is sending us warnings that could not be clearer. And the Arctic ice is melting, reaching a record summer low this year. Continue lendo

Ártico registra recorde de degelo e aquece disputa internacional

Camila Nóbrega foi ao Ártico junto com a tripulação do Greenpeace que estava a bordo do Arctic Sunrise para investigar os impactos que o aumento da temperatura no mundo causaram na região.

Camila  Nóbrega, O Globo, 2 de outubro de 2012

Sobrevoando o Oceano Ártico, a sensação era de estar diante de um espelho gigante, estilhaçado em milhões de pedacinhos. Em vez de vidro, placas de gelo quebradas, resquícios dos últimos dias de verão, refletiam de forma descontínua os raios de sol. Vistos do alto, de um helicóptero, os pedaços, já frágeis, ocupavam quilômetros de mar, mas, a cada minuto, ondas engoliam mais um trecho da cobertura branca. Diante dos nossos olhos, a geleira que cerca o Polo Norte se desfazia, materializando números que, no dia 27 de agosto, já haviam acionado o alarme sobre a situação. Este ano, foi registrado o recorde de derretimento da cobertura de gelo no oceano, desde que as medições começaram a ser feitas, em 1979. Era esse o motivo que levava à região uma expedição do Greenpeace.

A bordo do navio Artic Sunrise, cientistas de diferentes partes do mundo, protestavam contra a exploração econômica do Ártico. Eles reivindicam a criação de uma área de proteção internacional.

O cenário é um exemplo vivo da elevação da temperatura da Terra, que se potencializa na região. O termômetro no local marca um aumento três vezes maior do que no resto do planeta. Cientistas alertam que o fenômeno é acelerado pela queima de combustíveis fósseis e que esse processo causará, cada vez mais, eventos climáticos extremos, como tempestades, inundações e secas. Continue lendo

Um brinde à vitória dos poluidores

Greenpeace, 11 de dezembro de 2011

Resultado da COP-17: os governos deram ouvidos às grandes corporações poluidoras em lugar do povo, que deseja o fim da dependência dos combustíveis fósseis. Continue lendo

World Peace Must Start with Environmental Justice

Kumi Naidoo, Vancouver Sun, September 16, 2011

For the past week, the world has reflected on the tragedy of 9/11 and the consequences of that fateful day. To my mind, we talk more about security than peace now. And we ignore the role that environmental justice can play in achieving world peace
It does not take a rocket scientist to understand that climate change will exacerbate global conflicts. And our reliance on fossil fuels and unconventional oil deposits – like those in the oilsands or the Arctic – will only accelerate climate change. Continue lendo

Errores cada vez más profundos en el Ártico

Kumi Naidoo, IPS / Rebelion, 22 de junio de 2011

La capital de Groenlandia está muy lejos de mi natal ciudad sudafricana de Durban, y llegar al mar Ártico es un largo camino para un africano que hace campaña contra el cambio climático. Pero aquí estoy en prisión, con mi compañero Ulvar Arnkvaern.

Terminé en la cárcel por violar una zona de exclusión y subir a una plataforma petrolera de aguas profundas en el Ártico, a 120 kilómetros de la costa de Groenlandia.

Traje conmigo las firmas de 50.000 personas que piden a Cairn Energy, dueña de la plataforma, que dé a conocer un “plan de respuesta a un derrame de petróleo” y pretendía reclamar el cese inmediato de las perforaciones. Continue lendo

Redd+ pode trazer mais desmate, alerta Greenpeace

Um estudo internacional realizado pela ONG Greenpeace aponta que os mecanismos de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (Redd+, na sigla em inglês) podem não ser tão eficientes para reduzir o desmatamento quanto se pensa. O Redd permite a compensação de emissões de gases-estufa, em países em desenvolvimento, por meio da negociação de créditos de carbono de áreas florestais de programas de manejo da floresta.

O Estado de S. Paulo, 11 de abril de 2011

O estudo, intitulado Má Influência, critica a consultoria McKinsey, que tem elaborado a maior parte dos planos de Redd+ dos países. Segundo a ONG, a consultoria distorceu o papel do mecanismo e incentiva a ação da indústria madeireira. O relatório cita o exemplo da Guiana, onde a ação de madeireiros cresceu 20% em razão do plano de manejo florestal sugerido pela consultoria.

Belo Monte. O futuro da energia no retrovisor

Marcelo Furtado, Folha de S.Paulo, 12 de fevereiro de 2011

O Brasil precisa de energia para seguir crescendo. Mas não precisa de Belo Monte. Um estudo do Greenpeace lançado em novembro, o (R)evolução Energética, mostra que o país pode suprir suas necessidades energéticas investindo em fontes de geração renovável, como a eólica e a solar, e dispensando a construção de megahidrelétricas na região da Amazônia. Continue lendo

Código Florestal. Greenpeace promove ‘Vacca Rezza’

Nesta terça-feira, ativistas do Greenpeace protestaram em frente à Câmara dos Deputados e no prédio em Brasília onde está instalado o governo de transição da presidente eleita Dilma Rousseff, contra a tentativa de aprovação a toque de caixa do novo Código Florestal. Vestidos de vaca, ativistas alertaram para a manobra política orquestrada pelo líder do governo na Câmara, Cândido Vacarezza, que declarou apoio aos ruralistas na aprovação ainda este ano da lei.

Greenpeace, 14 de dezembro de 2010

A “homenagem” a Vacarezza veio por seu empenho em barganhar a lei que protege as florestas brasileiras. Na última semana, enquanto dezenas de países, inclusive o Brasil, se reuniam em Cancún para discutir meios de reduzir suas emissões de gases-estufa para impedir uma catástrofe climática, alguns parlamentares brasileiros pensavam apenas no curto prazo e se lixavam para o futuro. Continue lendo

Propostas para um país do século XXI

Para ajudar Dilma e Serra, o Greenpeace preparou uma lista de pontos que qualquer candidato deveria adotar para garantir um futuro diferente para o Brasil. Os candidatos à Presidência da Republica, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), ainda não apresentaram à população brasileira seus compromissos com o desenvolvimento sustentável e limpo do Brasil.

Greenpeace Brasil, 20 de outubro de 2010

Até se dignaram a tocar um pouco mais no assunto neste 2ª turno das eleições. Serra e Dilma, por exemplo, rejeitaram a anistia a desmatadores que faz parte da proposta de revisão do Código Florestal que tramita na Câmara dos Deputados. Mas com relação ao compromisso com o desmatamento zero e a ampliação da presença de fontes solar e eólica na matriz energética do país, nenhum dos dois foi muito além de frases de efeito. Continue lendo

Desmatamento zero no país

Nilo D’Ávila, O Globo, 20 de outubro de 2010

O primeiro passo para o Brasil melhorar na área do meio ambiente é o início de uma política de desmatamento zero. O Brasil já está maduro para isso. Temos entre 40 milhões e 60 milhões de hectares desmatados sem uso, que foram desmatados para pastagens e depois abandonados, ou têm poucas cabeças de gado. É inaceitável. Continue lendo

Danish Warship Blocks Greenpeace Arctic Oil Protest

The Danish navy has warned that the Esperanza will be boarded by armed personnel if it breaches the exclusion zone

Severin Carrell and Kirsty Scott, The Guardian, August 23, 2010

A Greenpeace ship protesting against deep sea drilling by a British oil firm in the Arctic has been confronted by a Danish warship, and its captain threatened with arrest. The Danish navy has warned Greenpeace that the Esperanza will be boarded by armed personnel if it breaches a 500-metre exclusion zone around two wells drilled off Greenland by the Edinburgh-based oil firm Cairn Energy. Continue lendo

Ruralistas rifam florestas por eleição, afirma Greenpeace

Greenpeace, 6 de julho de 2010

“A proposta votada na comissão especial é o maior retrocesso que nossa lei de florestas já sofreu. Além de dar um sinal verde para mais destruição, com uma anistia ampla a quem desmatou ilegalmente e cometeu crimes ambientais nas últimas décadas, a proposta de mudança permite o uso político do Código Florestal na barganha da campanha eleitoral”, diz Rafael Cruz, coordenador de campanha do Greenpeace. Continue lendo

Deputados que aprovaram as mudanças no Código Florestal Brasileiro

EcoAgência, 6 de julho de 2010, com informações da Amazonia.org. br

Os ruralistas e seus aliados venceram o primeiro “round” a aprovaram na Comissão Especial as mudanças do Código Florestal Brasileiro. O parecer do deputado Aldo Rebelo, favorável às mudanças foi aprovado nesta terça-feira (6), por 13 votos contra 5.

A votação foi tensa, e já havia sido interrompida por manifestantes do Greenpeace, que protestaram durante a sessão com sirenes e uma faixa em que se lia a frase “Não vote em quem mata as florestas”. Após a votação, o deputado Aldo Rebelo pediu que todos os destaques fossem rejeitados, sem prejuízo de que os autores os apresentem em Plenário. A votação em Plenário deve acontecer apenas após as eleições.

Veja a orientação dos partidos para a votação:

Contra o relatório do Aldo Rebelo: PSOL, PV, PT.
A favor do relatório: PPS, PTB, PP, PR, DEM, PMDB, PT.
Liberaram a bancada: PSDB, PSB, PcdoB, PMN.

Acompanhe como foi a votação nominal:

Anselmo de Jesus (PT-RO) – SIM
Homero Pereira (PR-MT) – SIM
Luis Carlos Heinze (PP-RS) – SIM
Moacir Micheletto (PMDB-PR) – SIM
Paulo Piau (PPS-MG) – SIM
Valdir Colatto (PMDB-SC) – SIM
Hernandes Amorim (PTB-RO) – SIM
Marcos Montes (DEM-MG) – SIM
Moreira Mendes (PPS-RO) – SIM
Duarte Nogueira (PSDB-SP) – SIM
Aldo Rebelo (PCdoB-SP)- SIM
Reinhold Stephanes (PMDB-PR)- SIM
Eduardo Seabra (PTB-AP) – SIM
TOTAL A FAVOR: 13

Dr. Rosinha (PT-PR) – NÃO
Ricardo Tripoli (PSDB-SP) – NÃO
Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) – NÃO
Sarney Filho (PV-MA) – NÃO
Ivan Valente (PSOL-SP) – NÃO
TOTAL CONTRA: 5

Our Plan to Stop the Oil: 95% Renewables by 2050

Greenpeace International, CommonDreams.org, June 7, 2010

Want a way to stop the corruption and pollution that the fossil fuel industry is wreaking on our planet? We’ve seen a better future, and here’s our plan to get there: the Energy [R]evolution.

The best way to stop an oil gush? Keep it in the ground. If you think that’s impractical, or that it means shivering in the dark, or millions of people without energy, or millions of people without jobs, you’d be forgiven for thinking that. It’s the line that we’ve all been fed by Big Oil and King Coal. It’s wrong on all counts. Continue lendo

Greenpeace: Industry Lobbyists Succeeding in ‘Hijacking’ Climate Bill

Statement by Greenpeace, CommonDreams.org, April 23, 2010

WASHINGTON – Greenpeace has highlighted crucial elements of the draft climate bill necessary to address the catastrophic effects of global warming pollution. Senator Kerry, in a teleconference Thursday, organized by the We Can Lead coalition, outlined specific details from the draft Climate Bill expected to be released Monday that had not previously been publicly available.
In response Greenpeace Executive Director Phil Radford issued the following statement: Continue lendo

Greenpeace denuncia mecenas do negacionismo

Esquerda.net, 1 de abril de 2010

Koch é um gigante desconhecido da indústria petrolífera que já ultrapassou a ExxonMobil no financiamento aos negacionistas das alterações climáticas.

As indústrias Koch agem longe dos olhos do público e financiam os argumentos falsos de quem nega o aquecimento global. Uma empresa pouco conhecida, mas com bastante trabalho, passou a ExxonMobil no financiamento dos cépticos do clima, de acordo com um levantamento realizado pelo Greenpeace (para ver o relatório, clique aqui). As Indústrias Koch, com sede nos Estados Unidos, têm o petróleo no centro de seus negócios, produziram o 19º homem mais rico do mundo e carregam um passivo ambiental imenso, que tentam esconder de todos os jeitos. Continue lendo

[R]evolução Energética para Europa e Japão

revolucao_energeticaGreenpeace Brasil

O cenário europeu projeta o crescimento da capacidade instalada de energias renováveis em seis vezes até 2050. A energia eólica e os painéis fotovoltaicos responderão a mais de dois terços deste total, complementado pela geração hidroelétrica, co-geração a biomassa, geotérmica e solar concentrada. Em comparação ao cenário de referência, a redução da procura por eletricidade por meio de medidas de eficiência energética será superior a 30% em 2050.

O lançamento do [R]evolução Energética Europeu, na semana passada, aconteceu em um momento extremamente favorável para a energia eólica. O governo da Bélgica propôs aos governos da França, Alemanha, Holanda e Luxemburgo a construção de uma rede elétrica interligada entre os países a fim de atender a futura geração eólica no Mar do Norte. A ideia foi fortemente embasada pelo relatório Revolução Elétrica do Mar do Norte, lançado em setembro pelo Greenpeace Internacional. A cooperação deve ser estendida ao Reino Unido, Irlanda, Dinamarca e Noruega. Continue lendo

Legalização da ação direta para evitar catástrofe climática

Ontem, 10 de setembro, foi um dia histórico. Não, não é porque o mundo não acabou ou porque foi inaugurado o Grande Coalisor de Hádrons, no CERN, na Suíça. É porque um tribunal popular (com júri) julgou inocentes ativistas que violaram a lei para tentar evitar a catástrofe climática que está cada vez mais próxima.

O julgamente tinha como réus 6 ativistas do greenpeace que foram presos enquanto pintavam uma mensagem anti-carvão na Empresa de Energia de Kingsnorth, no Reino Unido. Eles foram acusados de causar US$ 53000 em danos (quase 100 mil reais) e ainda outras violações da lei (violação de propriedade privada alheia etc.).

O julgamento teve como testemunhas importantes climatologisatas, como James Hansen, da NASA, que apelaram para o fim do uso do carvão e os danos ao clima provocados pela queima desse combustível fóssil. As testemunhas falaram também dos danos a comunidades e espécies relacionadas ao Ártico e Antártica, bem como o impacto que a elevação do nível dos mares terá em países como Tuvalu.

Eis o que disse após o julgamento um dos ativistas, em tradução livre:

“Quando 12 pessoas normais (membros do júri) dizem que é legítimo para um grupo de ação direta desligar uma estação elétrica à carvão por causa dos danos que ela causa ao nosso planeta, então onde isso deixa a política governamental de energia?”

É fato que no Brasil ainda não podemos contar com um julgamento desse tipo. Primeiro porque não iríamos a juri popular. Em segundo lugar, porque a justiça é muitas vezes por demais reacionária. Mas, diante do que ocorreu com o protesto da Vaga viva, fica o recado: está chegando a hora em que crime será não fazer nada. Está chegando a hora em que crime será deixar as emissões de CO2 destruíram muias comunidades, espécies e o meio-ambiente. Crime será nós ficarmos de braços parados esperando o governo tomar alguma atitude. Façamos nós mesmos ações diretas para mudar esse estado de coisas. Façamos as bicicletadas, as vagas vivas e muito mais que pudermos. Nós e o planeta precisamos disso.