Influência humana é clara no aquecimento “inequívoco” do planeta, diz IPCC

Global-warming-PSA-timePainel Intergovernamental de Mudanças Climáticas divulga primeira parte de estudo sobre aumento da temperatura no globo e afirma que últimas três décadas foram sucessivamente mais quentes que qualquer outra desde 1850.

Renate Krieger, Deutsche Welle, 30 de janeiro de 2014

O aquecimento do planeta é “inequívoco”, a influência humana no aumento da temperatura global é “clara”, e limitar os efeitos das mudanças climáticas vai requerer reduções “substanciais e sustentadas” das emissões de gases de efeito estufa. A conclusão é do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), que divulgou nesta quinta-feira (30/01), em Genebra, a primeira parte do quinto relatório sobre o tema.

Os cientistas do IPCC – que já foram premiados com o Nobel da Paz em 2007 – fizeram um apelo enfático para a redução de gases poluentes. “A continuidade das emissões vai continuar causando mudanças e aquecimento em todos os componentes do sistema climático”, afirmou Thomas Stocker, coordenador e principal autor da Parte 1 do quinto Relatório sobre Mudanças Climáticas, cuja versão preliminar já foi apresentada em setembro de 2013. Continue lendo

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Análise mostra que emissões estão fora de controle

Relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente revela que ainda é possível manter aquecimento global a 2ºC com o corte de CO2, mas falta de ação pode levar a aumento da temperatura global entre 3ºC e 5ºC

Jéssica Lipinski, Instituto CarbonoBrasil, 22 de novembro de 2012

Que as iniciativas climáticas tomadas até hoje para diminuir as emissões surtiam pouco efeito no corte de CO2 não é novidade para ninguém, mas um novo estudo indica que a disparidade entre as taxas de emissão de gases de efeito estufa (GEEs) e a necessidade de redução está aumentando, ameaçando ainda mais o controle da temperatura global.

Segundo o relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), intitulado Emissions Gap Report 2012 (algo como Relatório de Disparidade de Emissões 2012), a transição para uma economia de baixo carbono está ocorrendo muito lentamente, o que pode não ser suficiente para manter o aumento das temperaturas em 2ºC, mesmo que atualmente essa meta ainda seja possível.

A pesquisa diz, por exemplo, que para evitar que o aquecimento global ultrapasse os 2ºC, as emissões deveriam ficar em média em 44 gigatoneladas (44 Gt) ou menos até 2020. No entanto, atualmente os níveis das emissões de GEEs estão cerca de 14% acima disso. A análise prevê que, se nenhuma mudança for feita nesse sentido, a diferença entre a meta e as emissões reais poderá chegar a oito Gt, levando a um aquecimento de 3ºC a 5ºC. Continue lendo

Consequências climáticas e económicas do degelo do Ártico preocupam

NSIDC (Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos Estados Unidos) confirma derretimento recorde no extremo norte do planeta, o que traz impactos para o clima global e acirra a corrida por recursos, como petróleo e gás, que até agora estavam fora do alcance das empresas e governos.

Jéssica Lipinski, Instituto CarbonoBrasil, 27 de setembro de 2012

Nas últimas semanas, diversos especialistas vêm alertando para o crítico degelo no Ártico e a possibilidade de serem alcançados recordes no derretimento. Pois no dia 16 de setembro, imagens de satélite do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo (NSIDC) dos Estados Unidos mostraram que a capa de gelo ficou com 3,42 milhões de km2, a menor extensão desde o início das medições, em 1979. Continue lendo

We Were Wrong on Peak Oil. There’s Enough to Fry Us All

We were wrong on peak oil. There’s enough to fry us all. A boom in oil production has made a mockery of our predictions. Good news for capitalists – but a disaster for humanity

George Monbiot, The Guardian, July 3, 2012

The facts have changed, now we must change too. For the past 10 years an unlikely coalition of geologists, oil drillers, bankers, military strategists and environmentalists has been warning that peak oil – the decline of global supplies – is just around the corner. We had some strong reasons for doing so: production had slowed, the price had risen sharply, depletion was widespread and appeared to be escalating. The first of the great resource crunches seemed about to strike. Continue lendo

For an Ailing Planet, the Cure Already Exists

With world carbon levels nearing 400 PPM, solutions to climate crisis abound

Stephen Leahy, Inter Press Service, June 1, 2012

The planet’s climate recently reached a new milestone of 400 parts per million (ppm) of carbon dioxide in the Arctic. The last time Earth saw similar levels of climate-heating carbon dioxide (CO2) was three million years ago during the Pliocene era, where Arctic temperatures were 10 to 14 degrees C higher and global temperatures four degrees C hotter.

Research stations in Alaska, Greenland, Norway, Iceland and even Mongolia all broke the 400 ppm barrier for the first time this spring, scientists reported in a release Thursday. A global average of 400 ppm up from the present 392 ppm is still some years off. If today’s CO2 levels don’t decline – or worse, increase – the planet will inevitably reach those warmer temperatures, but it won’t take a thousand years. Without major cuts in fossil fuel emissions, a child born today could live in a plus-four-degree C superheated world by their late middle age, IPS previously reported. Such temperatures will make much of the planet unlivable. Continue lendo

Global carbon-dioxide emissions increase by 1.0 Gt in 2011 to record high

International Energy Agency, May 24, 2012

Global carbon-dioxide (CO2) emissions from fossil-fuel combustion reached a record high of 31.6 gigatonnes (Gt) in 2011, according to preliminary estimates from the International Energy Agency (IEA). This represents an increase of 1.0 Gt on 2010, or 3.2%. Coal accounted for 45% of total energy-related CO2 emissions in 2011, followed by oil (35%) and natural gas (20%).

The 450 Scenario of the IEA’s World Energy Outlook 2011, which sets out an energy pathway consistent with a 50% chance of limiting the increase in the average global temperature to 2°C, requires CO2 emissions to peak at 32.6 Gt no later than 2017, i.e. just 1.0 Gt above 2011 levels. The 450 Scenario sees a decoupling of CO2 emissions from global GDP, but much still needs to be done to reach that goal as the rate of growth in CO2 emissions in 2011 exceeded that of global GDP. “The new data provide further evidence that the door to a 2°C trajectory is about to close,” said IEA Chief Economist Fatih Birol. Continue lendo

Innovation is Not Enough: Why Polluters Must Pay

Innovative energy technologies are certainly essential if the world is to curb carbon emissions. But in response to a recent e360 article by the co-founders of the Breakthrough Institute, an economist argues we must also cap emissions or put a price on carbon in order to avoid the worst impacts of climate change.

Gernot Wagner, Yale Environment 360, March 12, 2012

Steven Chu, the Secretary of Energy and a Nobel laureate, has argued that what the world needs is a handful of Nobel-level breakthroughs in energy technology. They sure would come in handy in the fight to avoid the worst consequences of global warming. But counting on breakthroughs is a crapshoot. We cannot rely on a miracle to navigate away from our current head-on collision with the planet. Continue lendo

Greenpeace: pré-sal colocará o Brasil entre os grandes poluidores

O petróleo do pré-sal vai fazer o Brasil subir de posição no indesejado ranking dos maiores poluidores globais. O país, que estava na sexta posição, vai passar a ocupar a terceiro lugar, perdendo apenas para China e Estados Unidos.

Liana Melo, O Globo, 04 de dezembro de 2011

A projeção de triplicar a produção de petróleo, como prevê o Plano Decenal de Energia 2011-2020, vai jogar na atmosfera mais 955,82 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente (CO2 eq). É o correspondente às emissões de gases de efeito estufa — aquele responsável pelas mudanças climáticas — de 5,7 bilhões de viagens na ponte aérea, entre o trecho Rio e São Paulo. Em 2015, a produção do pré-sal estará começando a ganhar peso, com 543 mil barris diários, de um total de três milhões, segundo a Petrobras. Em 2020, terá saltado para 1,9 milhão barris/dia, de um total de 4,9 milhões.

— Estamos ganhando um cartão de milhagem de um grande emissor e não de um viajando feliz — ironiza Sérgio Leitão, diretor de Campanha do Greenpeace, avaliando que o país estaria abrindo um “atalho errado”, já que a previsão é o pré-sal ser responsável por 54% da produção nacional em 2020.

— A exploração do pré-sal vai destampar uma enorme reserva de carbono. Gases do efeito estufa podem aumentar 197%. Uma verdadeira bomba. Continue lendo

Hacia un crecimiento con bajas emisiones de carbono?

Martin Khor, Red del Tercer Mundo, 30 de junho de 2011

El gobierno chino organizó una conferencia en Beijing del 22 al 24 de junio sobre “desarrollo verde con bajas emisiones de carbono” en la que participaron expertos internacionales y locales junto con autoridades nacionales y provinciales.

El hecho de que China auspiciara esta conferencia es importante ya que se trata del mayor país en desarrollo, tanto en población como en dimensión económica, y de uno de los dos mayores emisores de gases de efecto invernadero en el mundo. Continue lendo

Emissões de gás carbônico em São Paulo vão dobrar até 2035

Vinicius Konchinski, Agência Brasil, 18 de abril de 2011

São Paulo – O estado de São Paulo tem, desde 2009, uma das leis mais ambiciosas para o combate ao aquecimento global. A legislação prevê que as emissões de gases causadores de efeito estufa caiam em 20% até 2020 comparados aos níveis de 2005. Cumpri-la, porém, é um desafio. O próprio governo paulista já prevê que a quantidade de dióxido de carbono (CO2) emitida no estado vá crescer pelo menos 55% de 2005 a 2020. Até 2035, as emissões devem mais que dobrar. Continue lendo

SP emite 145 milhões toneladas de CO2 equivalente, mostrará inventário

Vinicius Neder, Jornal da Ciência, 29 de novembro de 2010

1º Inventário de Gases de Efeito Estufa do Estado de São Paulo será lançado oficialmente nesta terça-feira, dia 30, pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb)

O inventário paulista refere-se a 2005, quando o estado emitiu 145 milhões de toneladas de CO2 equivalente na atmosfera. O dado foi adiantado pelo diretor de inovação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de São Paulo, Fernando Landgraf, em apresentação no 6º Congresso Abipti, promovido pela Associação Brasileira de Institutos de Pesquisa Tecnológica, nos dias 24 e 25 de novembro, em Brasília. Continue lendo

Concentração de gases-estufa é a maior da história

Nem a queda das atividades industriais diante da pior recessão econômica em 70 anos nem os inúmeros discursos de líderes prometendo fazer algo pelo clima frearam a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera. Segundo dados da ONU, nunca na história a concentração de gases como o CO2 e metano foi tão alta como em 2009, em um alerta aos governos de todo o mundo de que a luta contra as mudanças climáticas pode ser muito mais difícil e custosa do que muitos imaginam.

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo, 25 de novembro de 2010

Os dados foram apresentados pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), braço técnico da ONU, e revelou que a concentração é a maior desde a Era Pré-Industrial. Segundo os cientistas, atividade industrial, desmatamento, transportes e agricultura são os principais responsáveis pelas emissões. A avaliação é de que um aumento na quantidade de gás na atmosfera eleva a radiação, incrementando as temperaturas no solo e alterando o clima. A conta, segundo os técnicos, é bem mais simples que a apresentada costumeiramente por políticos. Quanto maior a concentração de gases-estufa, mais o calor fica preso na atmosfera. Continue lendo

Estudo mostra as dificuldades de retirar CO2 da atmosfera

Fabiano Ávila, da Carbono Brasil, 7 de julho de 2010

Com os níveis alarmantes de dióxido de carbono (CO2) já presentes na atmosfera, estudos afirmam que mesmo se reduzíssemos as emissões a zero ainda assim sofreríamos os efeitos do aquecimento global.

Pensando nessa constatação, pesquisadores do Carnegie Institution realizaram modelos computacionais onde analisaram como o clima se comportaria se fosse adotada alguma medida capaz de extrair o CO2 em excesso da atmosfera. Continue lendo

Mar da Sibéria borbulha com metano, diz estudo

Fenômeno pode dar início a círculo vicioso que alimenta aquecimento global. Região libera 8 milhões de toneladas de CH4 por ano; situação não é “alarmante”, mas precisa ser monitorada com cuidado, diz cientista

Claudio Angelo, Folha de S.Paulo, 5 de março de 2010 Continue lendo

Concerto para surdos

poznan_posterO balanço quase final da 14ª Conferência das Partes, em Poznan, é desanimador. Os delegados não estavam com vontade de produzir, quem mais trabalhou foram os observadores.

Redação da Vitae Civilis, via Envolverde

Na quinta-feira, dia 11 de dezembro, foi aberto o segmento de alto-nível da 14ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima, com a presença de ministros e chefes de Estado dos mais de 190 países que ratificaram a Convenção. Durante a cerimônia de abertura, houve momentos memoráveis e outros, no mínimo, estranhos. Foi de arrepiar o discurso do primeiro-ministro de Tuvalu, principalmente a parte que ele enfatizou que a existência de sua nação é um direito fundamental do povo de Tuvalu e que está fora de questão migrarem para outro lugar. Continue lendo

‘Plano sem metas encoraja resistência’

Faltam cronograma, alvos e fontes de recursos na proposta do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, diz professor José Goldemberg

Cristina Amorim, O Estado de S.Paulo, 26 de outubro de 2008

Nesta semana, termina o prazo dado pelo governo federal para receber contribuições da sociedade sobre sua proposta de Plano Nacional de Mudanças Climáticas, apresentado há um mês. A idéia é finalizar o texto para ser levado à Polônia, onde em dezembro ocorre a 14ª Conferência do Clima das Nações Unidas, para mostrar o comprometimento do Brasil com o desafio de controlar o aquecimento global. Continue lendo

Emissões aumentaram 22% entre 2000 e 2007

Ecoblogue, 27 de agosto de 2008

As emissões globais de carbono resultantes da queima de combustíveis fósseis em 2007 aumentaram 22% em relação a 2000, refere um relatório recente do Worldwatch Institute. A China contribuiu com 57%, a Índia com 8%, os EUA com 4% e a UE com 3% para este aumento, mas as emissões da China (18.3%) continuam a ser inferiores à dos EUA (19.5%) em termos globais e com uma grande diferença em termos per capita.

A queima de combustíveis fósseis contribui para cerca 74% de todas as emissões de CO2 e aproximadamente 57% de todas as emissões de gases de efeito de estufa. O consumo desta fonte de energia pelos países mais ricos é largamente responsável por elevar os níveis de CO2 para os actuais 384 ppm, um aumento de 37% em relação aos níveis pré-industriais. Continue lendo