Bye bye Mariano

A paciência é como um copo de água que se enche e enche e enche e, no final, acaba por se derramar. Nunca sabemos qual será a gota definitiva que fará as pessoas saírem à rua, em massa, e dizerem “já basta”. Mas o que é certo é que, mais tarde ou mais cedo, esse momento chega.

Esther Vivas, Esquerda.net, 20 de julho de 2013

Estamos nas mãos de chouriços. Enquanto nos dizem que temos de ter paciência, que cedo chegará o final da crise, que agora sim veremos os, tão cacarejados, brotos verdes, damo-nos conta, já quase sem estupefação, que os mesmos que nos dão lições de austeridade, têm vivido, durante anos, na abundância e na opulência. Roubaram-nos, defraudaram-nos e enganaram-nos. E ainda têm a pouca vergonha de olhar para outro lado. Continue lendo

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Cuando el hambre llama a la puerta

esther-vivas (1)Esther Vivas, 11 de julio de 2013

Llega el verano, acaba el curso escolar, y para cada vez más familias la preocupación ya no es “qué van hacer los niños en las vacaciones”, sino “qué van a comer”. En el Estado español, según indica UNICFEF, el 20% de la población infantil vive por debajo del umbral de la pobreza. El hambre ha dejado de ser patrimonio de los países del Sur, para llamar a nuestra puerta.

En Barcelona, el ayuntamiento detectó, a principios de año, 2.865 menores con deficiencias alimentarias. En Andalucía, el gobierno autonómico ha empezado a repartir desayunos y meriendas a más de 50 mil niños en riesgo de exclusión. En el 2010, un informe de la Fundación Foessa, señalaba que unas 29 mil familias con menores pasaban hambre en el Estado español. Dos años más tarde, ¿cuántos serán los afectados? Sin lugar a dudas, muchos más. Continue lendo

Indignarse, patrimonio de la humanidad. Ahora, Brasil.

esther vivassEsther Vivas, Publico, 22 de junho de 2013

Inesperada, intempestiva, no anunciada así se presenta la indignación. Lo hemos visto en Túnez, Egipto, Islandia, Estado español, más recientemente en Turquía y ahora en Brasil. La estela indignada llega, de este modo, en dos países geopolíticamente claves. Si hace unas semanas la Primavera Turca sorprendía a propios y a extraños, hoy se repite la historia con el estallido social brasileño.

El ciclo de protesta inaugurado con las revueltas en el mundo árabe sigue abierto. Y a pesar de que todos estos procesos de cambio, de emergencia del malestar de los de abajo, comparten elementos en común, no son ni copia ni calco. Cada un de ellos responde a sus propias particularidades, contextos, experiencias… y así escribirán su historia. Sin embargo, es innegable una dinámica de contaminación mutua, y más en un mundo globalizado, fuertemente conectado y con el papel clave, y potenciador, de las redes sociales y los medios de comunicación.

La indignación expresada estos días en Brasil significa su entrada en el continente latinoamericano, referente de las luchas sociales recientes contra el neoliberalismo y el imperialismo. Aunque las masivas protestas estudiantiles en Chile, en 2011, ya señalaban el hartazgo de la juventud con una clase política supeditada a los intereses de los mercados. La actual protesta brasileña, pero, con todas sus particularidades, reproduce, y a la vez reinventa, discursos, uso de herramientas 2.0, actores… del ciclo de protesta indignado global. Continue lendo

Un mundo de obesos y famélicos

Esther Vivas, Ets el que menges, 21 de junio de 2013

Hoy, mientras millones de personas en el mundo no tienen qué comer, otros comen demasiado y mal. La obesidad y el hambre son dos caras de una misma moneda. La de un sistema alimentario que no funciona y que condena a millones de personas a la malnutrición. Vivimos, en definitiva, en un mundo de obesos y famélicos. Continue lendo

Camponeses do mundo, uní-vos!

Esther Vivas, 19 de abril de 2013

Ano após ano, a população camponesa no mundo foi diminuindo. O êxodo rural tornou-se uma realidade palpável no decorrer do século XX, o que levou a uma mudança radical da paisagem e da agricultura camponesa e tradicional. Em 2007, pela primeira vez na história da humanidade, a maioria da população mundial já vivia em cidades.

O Estado espanhol não foi uma exceção. E a agricultura deixou de ser uma das principais atividades econômicas para ser uma prática quase residual. Se, na década de 70, 25% da população ativa ainda trabalhava na agricultura, hoje este número foi reduzido para 4% e significou uma perda de mais de dois milhões e meio de empregos. Os estabelecimentos agrários estão desaparecendo rapidamente. Entre 1999 e 2009, diminuíram em 23%, de acordo com o Censo Agropecuário 2009 do INE. Em breve teremos que pendurar em nossos campos o cartaz de “fechado por morte”. Continue lendo

O custo oculto dos hipermercados

esther_vivasEsther Vivas

A abertura de um grande centro comercial, um supermercado… sempre vem associada à promessa de criação de emprego, dinamização da economia local, preços acessíveis e, definitivamente, ao progresso. Mas será esta a realidade? A distribuição comercial massiva se sustenta em uma série de mitos que, geralmente, sua prática desmente.

A Associação Nacional de Grandes Empresas de Distribuição (ANGED), o patronal da grande distribuição, que agrupa empresas como Alcampo, El Corte Inglês, FNAC, Carrefour, Ikea, Eroski, Leroy Merlin, entre outras, acaba de impor um novo e duro acordo a seus 230 mil empregados. A partir de agora, trabalhar no domingo equivalerá a trabalhar em um dia de semana, e aqueles que até o momento estavam isentos por motivos familiares, também terão que fazê-lo. Desse modo, fica ainda mais difícil conciliar a vida pessoal/familiar com a profissional, em um setor onde a maioria dos trabalhadores é formada por mulheres. Continue lendo

Ocupando o sistema agrícola e alimentar

carrefourEsther Vivas, Números rojos, 21 de enero de 2013

Foram ocupadas casas, bancos, alojamentos, salas de aula, hospitais e até supermercados. Foram desobedecidas leis e práticas injustas. Temos reivindicado mais democracia nas ruas, nas instituições, nos bancos … Uma maré indignada questionou e pôs em xeque o atual sistema econômico, financeiro, político… mas é necessário levar essa indignação mais além. E uma das questões pendentes, entre muitas outras, é ocupar algo tão básico como o sistema agrícola e alimentar.

Todo mundo come. A alimentação é essencial para a sobrevivência, mas, embora possa parecer o contrário, não temos o direito de decisão sobre o que consumimos. Hoje, um punhado de multinacionais da indústria agroalimentar decide o que, como e onde se produz e qual será o preço a ser pago por aquilo que comemos. Empresas que colocam os seus interesses empresariais acima das necessidades alimentares das pessoas e que fazem negócios com algo tão imprescindível como a comida. Continue lendo

Alimentos para comer ou jogar fora?

desperdicio2Esther Vivas, Publico, 1 de janeiro de 2013

Vivemos em um mundo de abundância. Hoje se produz mais comida do que em nenhum outro período na história. A produção alimentar se multiplicou por três desde os anos 60, enquanto que a população mundial, desde então, somente se duplicou. Há alimento de sobra. Mas 870 milhões de pessoas no planeta, de acordo com indicações da FAO, passam fome e 1 milhão e 300 mil toneladas de alimentos são desperdiçadas anualmente no mundo, um terço do que se produz. Alimentos para comer ou para jogar fora, esta é a questão.

No estado espanhol, de acordo com o Banco de Alimentos, são jogados fora, a cada ano, 9 milhões de toneladas de alimentos em boas condições. Na Europa este número aumenta para 89 milhões, de acordo com um estudo da Comissão Europeia: 179 quilos por habitante e por ano. Um número que, inclusive, seria muito superior se o referido relatório incluísse também os resíduos de alimentos de origem agrícola gerados no processo de produção, ou os descartes de pescados jogados ao mar. Realmente, calcula-se que na Europa, ao longo de toda a cadeia agroalimentar, do campo aos lares, até 50% dos alimentos saudáveis e comestíveis se perdem. Continue lendo

Comprar, comprar, malditos

Christmas Sales, Holiday Shopping 2010Esther Vivas, Publico, 24 de dezembro de 2012

São as festas de Natal, o momento de nos juntarmos, comer, celebrar e, sobretudo, comprar. O Natal é, também, a “festa” do consumo, já que em nenhum outro momento do ano, para beneplácito dos mercadores do capital, compramos tanto como agora. Comprar para presentear, para vestir, para esquecer ou, simplesmente, comprar por comprar.

O sistema capitalista precisa da sociedade de consumo para sobreviver, que alguém compre em massa e compulsivamente aquilo que se produz e, assim, o círculo “virtuoso”, ou “vicioso” conforme se olhe, do capital continue em movimento. Que o que compras seja útil ou necessário? Pouco importa. A questão é gastar, quanto mais melhor, para que uns poucos ganhem. E, assim, nos prometem que consumir nos vai fazer mais felizes, mas a felicidade nunca chega por aí. Continue lendo

Hemos perdido el miedo como ciudadanos, pero como trabajadores predomina la resignación

Entrevista a Esther Vivas y Josep Maria Antentas, expertos en movimientos sociales, autores del libro Planeta Indignado. Ocupando el futuro

Brais Benitez, MasPublico, 11 de noviembre de 2012

El 2011 quedará en la memoria como el año de las revueltas. Las protestas de la primavera árabe prendieron la chispa del 15-M. La ola de movilizaciones fue de Madrid a Barcelona, y de Atenas a Nueva York bajo un sentimiento común: la indignación. Pero, ¿en qué medida podemos relacionar las revueltas árabes con los movimientos indignados? ¿Responden a causas comunes? ¿Estas nuevas formas de movilización han sustituido ya a las protestas sindicales tradicionales? ¿Hasta dónde llega la crisis de la democracia?

Estas y otras cuestiones son las que han abordado Esther Vivas y Josep Maria Antentas, expertos en movimientos sociales, en su libro ‘Planeta Indignado. Ocupando el futuro’. Publicado a principios de este año, el ensayo va ya por la segunda edición. En un encuentro con MásPúblico, los autores repasan los temas más destacados del libro, y exponen sus razones por las cuales la sociedad debe avanzar hacia un cambio de sistema. Continue lendo

Crise Alimentar: Os Jogos da Fome

Esta terça-feira comemora-se o Dia Mundial da Alimentação, mas o planeta sofre uma crise alimentar com consequências sobre a nossa saúde a as nossas vidas.

Esther Vivas, Esquerda.net, 16 de outubro de 2012

A crise alimentar chicoteia o mundo. Trata-se de uma crise silenciosa, sem grandes títulos, que não interessa nem ao Banco Central Europeu, nem ao Fundo Monetário Internacional, nem à Comissão Europeia, mas afeta 870 milhões de pessoas, que passam fome, segundo indica o relatório ‘O estado da insegurança alimentar no mundo 2012’, apresentado esta semana [09/10] pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). Continue lendo

Não devemos, não pagamos

Esther Vivas,  1 de outubro de 2012

“A dívida: paga-se ou paga-se”. Ela foi gravada em nós a ferro e fogo; é como uma dessas máximas que, ao ser repetida inúmeras vezes, se converte em verdade absoluta. Porém, isso é correto? E se a dívida hipoteca nosso futuro? E se a dívida não foi contraída por nós? Então, por que pagá-la?

Anteontem o Ministro da Fazenda, Cristóbal Montoro, apresentava o projeto de Lei dos Orçamentos Gerais do Estado. Tudo, ou praticamente tudo, calculado por baixo. A saúde encabeça a lista, com uns 22,6% de recortes; a educação perde 17,4%. Querem que fiquemos doentes e analfabetos. Também diminui o seguro desemprego, os fundos destinados às políticas de igualdade, as subvenções à cultura, à cooperação ao desenvolvimento… E, o que sobe? Somente os juros da dívida! Continue lendo

Espanha: #25S ao resgate da democracia

Esther Vivas, 27 de setembro de 2012

“O chamam democracia e não é ” tem sido a frase dita reiteradamente em praças, manifestações… E na medida que o tempo passa esta consigna ganha cada vez mais sentido. A estigmatização e a repressão contra aqueles que lutam por seus direitos nas ruas não tem feito senão intensificar-se nos últimos tempos.Temos mais crise, mais apoio popular a quem protesta, mais criminalização e mais mão dura. As ânsias de liberdade parecem estar em conflito com a atual “democracia”. Continue lendo

Quando a economia e o capitalismo se pintam de verde

Esther Vivas, 18 de junho de 2012

O verde vende. Desde a revolução verde, passando pela tecnologia verde, o crescimento verde até chegar aos “brotos verdes”, que teriam que nos tirar da crise. A última novidade: a economia verde. Uma economia que, contrariamente ao que seu nome indica, não tem nada de “verde”, além dos dólares que esperam ganhar com a mesma aqueles que a promovem.

É que a nova ofensiva do capitalismo global por privatizar e mercantilizar massivamente os bens comuns tem na economia verde o seu máximo expoente. Justamente em um contexto de crise econômica como a atual, uma das estratégias do capital para recuperar a taxa de lucro consiste em privatizar os ecosistemas e converter “o vivo” em mercadoria. Continue lendo

Veinte propuestas para desarrollar el activismo social europeo del siglo XXI

Bruselas, 5-6 de mayo: 300 activistas e investigadores forjan el germen de un movimiento social paneuropeo. Susan George, Esther Vivas, Miren Etxezarreta y más: las voces del congreso  de activistas

Santi Quiñones, Periodismo humano, 24 de mayo de 2012

◘Democratización financiera. Si el BCE interviene para salvar a los bancos en apuros, que tal intervención suponga un control democrático sobre su gestión posterior, y que tal intervención se extienda a los estados en apuros, actuando como prestamista de último recurso.

◘ Interrelación de los procesos. Si se mantiene el requisito de eliminación del déficit comercial a los estados bajo amenaza de sanción en caso contrario, que por la misma razón se prevea la exigencia de eliminación del superávit intracomunitario, que es la otra cara de la misma moneda. La evolución del superávit comercial de Alemania coincide de forma asombrosamente simétrica con la del déficit de España, Portugal y Grecia, lo que significa que el crecimiento económico alemán fue posible solo gracias al empobrecimiento del sur de la UE.

◘ Las madres de la crisis. El déficit de los estados no es la causa sino la consecuencia de la crisis actual, por lo que la política económica debería dejar de atender a él y desplazar su foco hacia sus causas conocidas: desregularización, financierización e insostenibilidad de nuestro modelo socioeconómico consumista y extractivista. Continue lendo

Más capitalismo verde

Un balance de la Cumbre del clima en Durban

Josep Maria Antentas y Esther Vivas, Publico, 13 de deciembre de 2011

Se salva a los mercados y no al clima. Así podríamos resumir lo que constata la recién terminada 17ª Conferencia de las Partes (COP 17) de Naciones Unidas sobre Cambio Climático en Durban, Sudáfrica, celebrada del 28 de noviembre al 10 de diciembre. La rápida respuesta que gobiernos e instituciones internacionales dieron al estallido de la crisis económica en 2008 rescatando bancos privados con dinero público contrasta con el inmovilismo frente al cambio climático. Aunque esto no nos debería de sorprender. Tanto en un caso como en otro ganan los mismos: los mercados y sus gobiernos cómplices. Continue lendo

15 O: indignação global

Josep Maria Antentas y Esther Vivas. 26 de octobre de 2011

A jornada de 15 de outubro (15O) foi a primeira resposta global coordenada à crise e sinaliza a emergência de um novo movimento internacional. Com as revoluções do norte da África como marco inicial, mediante um efeito de emulação e imitação, o protesto chegou à periferia da Europa. O mundo Mediterrâneo se situava assim no epicentro desta nova onda de contestação social, em um momento onde entrávamos em uma segunda fase da crise que têm na zona do euro seu ponto focal.

Pouco a pouco a rebelião dos indignados foi tomando uma dimensão internacional verdadeira, mais além das ações de simpatia e solidariedade. Primeiro foi o movimento de protesto grego, precedente ao espanhol e as revoltas do mundo árabe, quem integrou a simbologia e os métodos do 15M e inseriu sua lógica na dinâmica internacional nascente. Depois foi, sem dúvida, o arranque dos protestos nos Estados Unidos, todavia em um estágio inicial, a variável mais relevante do momento, cujo destino será crucial para o desenvolvimento global do movimento. Continue lendo

Três anos de crise, três meses de indignação

Josep Maria Antentas e Esther Vivas, Publico, 3 de setembro de 2011

Estamos perto do terceiro aniversário da quebra do Lehman Brothers e do estouro formal da crise, “uma racionalização irracional de um sistema irracional” como nos lembra o geógrafo David Harvey. No momento do crack do sistema financeiro, os donos do mundo viveram um breve momento de pânico alarmados pela magnitude de uma crise que não haviam previsto, por sua falta de instrumentos teóricos para comprendê-la e pelo temor a uma forte reação social. Chegaram então as proclamações vazias de “refundação do capitalismo” e os falsos mea culpa que se foram evaporando, uma vez atingido o sistema financeiro e em ausência de una explosão social. Continue lendo

Os porquês da fome na África

Não estamos enfrentando um problema de produção de comida, mas sim um problema de acesso a ela

Esther Vivas – Brasil de Fato

Vivemos em um mundo de abundância. Hoje se produz comida para 12 bilhões de pessoas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), quando no planeta habitam 7 bilhões. Comida existe. Então, por que uma em cada sete pessoas no mundo passa fome?

A emergência alimentar que afeta mais de 10 milhões de pessoas no Chifre da África voltou a colocar na atualidade a fatalidade de uma catástrofe que não tem nada de natural. Secas, inundações, conflitos bélicos… contribuem para agudizar uma situação de extrema vulnerabilidade alimentar, mas não são os únicos fatores que a explicam.

A situação de fome no Chifre da África não é novidade. A Somália vive uma situação de insegurança alimentar há 20 anos. E, periodicamente, os meios de comunicação nos atingem em nossos confortáveis sofás e nos recordam o impacto dramático da fome no mundo. Em 1984, quase um milhão de pessoas mortas na Etiópia; em 1992, 300 mil somalis faleceram por causa da fome; em 2005, quase cinco milhões de pessoas à beira da morte no Malaui, só para citar alguns casos. Continue lendo

15M. A força que brota das redes sociais. Entrevista especial com Esther Vivas

IHU On-line entrevista Esther Vivas, 10 de julho de 2011

O mal-estar gerado pela crise econômica internacional e pela precariedade do estado de bem-estar social “se converteu em uma ação coletiva” chamada de 15M. Com a palavra de ordem “Basta!”, europeus de todas as idades e classes sociais manifestam sua indignação com o atual modelo democrático e reivindicam uma democracia que dê conta das necessidades básicas das pessoas e do ecossistema.

Em entrevista à IHU On-Line via Skype, a autora do livro Resistências Globais. De Seatle à crise de Wall Street explica que o movimento é plural e conta com a adesão de jovens com qualificação educacional, mas sem emprego e trabalhadores em situação precária, que estão “sofrendo graves cortes de seus benefícios”.

Para Esther, redes sociais como Twitter e Facebook desempenham um papel crucial na ampliação do movimento, pois através desses instrumentos as pessoas aderem ao processo de “redemocratização social”. “Muitas mais pessoas apoiam agora o movimento e sua base social é mais diversa porque muito outros se identificaram com as reivindicações feitas pelo 15M nesse contexto de crise econômica e social profunda”, conclui. Continue lendo