Na área de energia, mudanças animadoras

wind farmWashington Novaes, O Estado de S.Paulo, 12 de junho de 2013

Com o panorama nacional na área de energia ainda parecendo confuso e contraditório, em razão de omissões e ações discutíveis de órgãos reguladores federais, felizmente surgem informações alentadoras, principalmente em setores das chamadas energias “alternativas”, dentro e fora do País.

Pode-se começar pela notícia de que o governo federal decidiu (Folha de S.Paulo, 5/7) incluir usinas eólicas no leilão de novas fontes que fará em outubro – depois de o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) haver declarado que não poderia incluí-las porque certamente ganhariam e não dariam oportunidade a outras fontes (Estado, 26/5). Elas serão entregues em três anos, para se somarem à fração da matriz energética que já representam.

Outra boa notícia é de que o governo resolveu (Agência Brasil, 3/7) desligar todas as usinas termoelétricas a óleo combustível e diesel, ligadas desde outubro de 2012 (34 no total), com a alegação de que o nível dos reservatórios das hidrelétricas estava “muito baixo”. A economia será de R$ 1,4 bilhão por mês. Mas permanecerão outras usinas, inclusive a carvão. Continue lendo

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Governo adia aposta em energia limpa

PollutionRecuo: energia eólica perde espaço em leilões do governo

Wellington Balhnemann, O Estado de São Paulo, 26 de maio de 2013

RIO – Em nome da garantia de abastecimento de eletricidade, o governo federal decidiu, por ora, abrir mão da expansão da matriz energética com base apenas em fontes limpas. 

A crise dos reservatórios no início do ano acendeu a luz amarela do Ministério de Minas e Energia e evidenciou a necessidade de ampliar a participação das térmicas na matriz. Sem gás natural barato disponível, a solução foi recorrer ao carvão, uma das mais poluentes fontes de geração. Esse movimento diminuirá o espaço para as eólicas, que há quatro anos vêm dominando os leilões do setor.

A tendência ficou clara quando a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) excluiu as usinas eólicas do leilão de energia nova que contratará a demanda das distribuidoras em 2018 (A-5), marcado para agosto. Isso foi significativo porque o leilão A-5 aponta para os agentes a direção da expansão da matriz energética no País. O temor do governo era de que, ao misturar eólicas e térmicas na licitação, apenas as eólicas fossem contratadas, dado o baixo custo de geração. “Esse é o momento de equilibrarmos a matriz e darmos mais espaço para as térmicas”, afirmou o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim. Continue lendo

A Presidential Decision That Could Change the World: The Strategic Importance of Keystone XL

tarsandspipelineboomMichael T. Klare, TomDispatch.com, February 11, 2013

Presidential decisions often turn out to be far less significant than imagined, but every now and then what a president decides actually determines how the world turns. Such is the case with the Keystone XL pipeline, which, if built, is slated to bring some of the “dirtiest,” carbon-rich oil on the planet from Alberta, Canada, to refineries on the U.S. Gulf Coast. In the near future, President Obama is expected to give its construction a definitive thumbs up or thumbs down, and the decision he makes could prove far more important than anyone imagines. It could determine the fate of the Canadian tar-sands industry and, with it, the future well-being of the planet. If that sounds overly dramatic, let me explain. Continue lendo

Clima – ceticismo ou esperança?

“Vivemos uma emergência planetária”, diz o conceituado cientista James Hansen, da Nasa. No entanto, Yvo de Boer, ex-secretário-geral da Convenção do Clima, pensa que “um acordo agora parece impossível”, ainda que já se saiba que o próximo relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, a ser divulgado em 2013, “será chocante”.

Washington Novaes, O Estado de S. Paulo, 16 de novembro de 2012

É significativo que, ainda com os escombros da passagem da supertempestade Sandy à vista, em suas primeiras palavras após a reeleição o presidente Barack Obama tenha dito: “Queremos que nossos filhos vivam num país que não seja enfraquecido por desigualdades e que não seja destruído pelo aquecimento global”. Poucas horas antes, ainda na campanha eleitoral, seu adversário, o republicano Mitt Romney, havia dito não saber o que provoca mudanças climáticas. Já Obama dissera que “negar as mudanças climáticas não as fará deixar de acontecer”.

É importante porque estamos a poucos dias de se iniciar a 18.ª reunião da Convenção do Clima (a COP-18), que reunirá quase 200 países em Doha, no Catar. E numa hora em que, segundo a secretária da convenção, Christiana Figueres, as promessas atuais de redução de emissões de gases de efeito estufa no mundo não são suficientes para atingir o objetivo de conter em 2 graus Celsius, até 2050, o aumento da temperatura da Terra – limite além do qual as consequências serão muito dramáticas (a Blue Planet, instituição que reúne os Prêmios Nobel alternativos do meio ambiente, acha que o aumento ficará em 3 graus, no mínimo, e poderá chegar a 5 graus até o fim do século; outras instituições mencionam 6 graus ou mais). Continue lendo

Romney’s Extremist Energy Plan and the Systematic Plundering of America

Michael T. Klare, The Nation, October 29, 2012

As he seeks the support of undecided voters in key swing states, Mitt Romney is portraying himself as a centrist at heart—not as the “severely conservative Republican” he said he was during the hard-fought GOP primaries. This kinder, gentler Romney was very much on display in his televised debates with President Obama. But a close examination of his energy plan, released on August 23, reveals no such moderation; rather, it is a blueprint for the systematic plunder of America’s farm and wilderness areas, coupled with a neocolonial invasion of Canada and Mexico. Continue lendo

Obama Channels Cheney’s Geopolitical Energy Policy

 Four Ways the President Is Pursuing Cheney’s Geopolitics of Global Energy

Michael T. Klare, TomDispatch.com, June 21, 2012

As details of his administration’s global war against terrorists, insurgents, and hostile warlords have become more widely known — a war that involves a mélange of drone attacks, covert operations, and presidentially selected assassinations — President Obama has been compared to President George W. Bush in his appetite for military action. “As shown through his stepped-up drone campaign,” Aaron David Miller, an advisor to six secretaries of state, wrote at Foreign Policy, “Barack Obama has become George W. Bush on steroids.”

When it comes to international energy politics, however, it is not Bush but his vice president, Dick Cheney, who has been providing the role model for the president. As recent events have demonstrated, Obama’s energy policies globally bear an eerie likeness to Cheney’s, especially in the way he has engaged in the geopolitics of oil as part of an American global struggle for future dominance among the major powers. Continue lendo

O fim da era do carvão: ”Agora a Terra volta a respirar”

A agência norte-americana EIA anunciou que apenas 36% das necessidades energéticas do país são cobertas por fontes poluentes. Em comparação ao ano anterior, registrou-se uma queda de 20 pontos percentuais. Mérito da mobilização dos cidadãos. O objetivo é acabar com a utilização em todo o mundo até 2030.

Mark Hertsgaard (www.markhertsgaard.com), La Repubblica, 6 de junho de 2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O carvão é cada vez menos utilizado nos Estados Unidos, e essa é uma excelente notícia para o clima da Terra. A Energy Information Administration (EIA, agência do governo dos EUA especializada em análise energéticas) anunciou que, no primeiro quadrimestre de 2012, apenas 36% das necessidades energéticas globais dos EUA foram obtidas do carvão, o tradicional combustível fóssil mais poluente em termos absolutos e que produz a maior quantidade de dióxido de carbono. Continue lendo

Além do mito das barragens como “energia limpa”

Atualmente, existe uma tendência de aceleração da construção de grandes barragens para projetos hidrelétricos, especialmente nos chamados países em desenvolvimento da América Latina, sudeste da Ásia e África. No caso do Brasil, a polêmica usina de Belo Monte é apenas a ponta do iceberg na Amazônia, principal frente de expansão da indústria barrageira, onde o governo Dilma pretende promover a construção de mais de sessenta grandes barragens (UHEs) e mais de 170 hidrelétricas menores (PCHs) nos próximos anos.

Brent Millikan, International Rivers/ Cúpula dos Povos, 5 de junho de 2012

No Brasil, o forte viés da construção de novas hidrelétricas na região amazônica, em detrimento de outras opções de investimento, como a eficiência energética (na geração, transmissão e usos industriais, comerciais e domésticos de energia elétrica) e fontes renováveis (eólica, solar, biomassa) reflete a persistência do planejamento centralizado dentro do Ministério de Minas e Energia, como demonstra a falta de nomeação de representantes da sociedade civil e da universidade brasileira no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), contrariando o Decreto número 5.793 de 29 de maio de 2006. Alem disso, reflete a proximidade – ou, como dizem alguns, as “relações promíscuas” – entre o setor elétrico do governo comandado pelo grupo Sarney (PMDB), e grandes empreiteiras que se classificam entre os primeiros lugares do ranking de grandes doadores para campanhas eleitorais da base governista. Continue lendo

Afinal, bons passos na área da energia

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 25 de maio de 2012

Boas notícias na área da energia. A primeira, segundo o Ministério de Minas e Energia (Estado, 9/5), é a de que o Brasil não prevê novas usinas nucleares (perigosas, caras, sem destinação para o lixo radiativo) para antes de 2021; e só Angra 3 continuará em construção – a parte discutível é que retomará depois o projeto de implantar de quatro a oito centrais nucleares dali até 2030. A segunda é que a Agência Nacional de Energia Elétrica vai reduzir em 80% os tributos a serem pagos por usinas fotovoltaicas e solares térmicas que entrarem em operação até 2017 (Folha de S.Paulo, 13/4). Continue lendo

Global carbon-dioxide emissions increase by 1.0 Gt in 2011 to record high

International Energy Agency, May 24, 2012

Global carbon-dioxide (CO2) emissions from fossil-fuel combustion reached a record high of 31.6 gigatonnes (Gt) in 2011, according to preliminary estimates from the International Energy Agency (IEA). This represents an increase of 1.0 Gt on 2010, or 3.2%. Coal accounted for 45% of total energy-related CO2 emissions in 2011, followed by oil (35%) and natural gas (20%).

The 450 Scenario of the IEA’s World Energy Outlook 2011, which sets out an energy pathway consistent with a 50% chance of limiting the increase in the average global temperature to 2°C, requires CO2 emissions to peak at 32.6 Gt no later than 2017, i.e. just 1.0 Gt above 2011 levels. The 450 Scenario sees a decoupling of CO2 emissions from global GDP, but much still needs to be done to reach that goal as the rate of growth in CO2 emissions in 2011 exceeded that of global GDP. “The new data provide further evidence that the door to a 2°C trajectory is about to close,” said IEA Chief Economist Fatih Birol. Continue lendo

Las guerras por la energía se calientan

Seis enfrentamientos y conflictos recientes en un planeta que va hacia la hiperactividad energética

Michael Klare, Tom Dispatch/Rebelión, 12 de mayo de 2012. Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens

El conflicto y la intriga por los suministros valiosos de energía han sido características del paisaje internacional desde hace mucho tiempo. En cada década desde la Primera Guerra mundial se han librado grandes guerras por el petróleo y han estallado enfrentamientos más pequeños cada pocos años; un estallido o dos en 2012, entonces, formarían parte de una situación normal. En su lugar, vemos ahora todo un cúmulo de choques relacionados con el petróleo que se propagan por todo el globo, involucrando a una docena de países, y cada vez aparecen más. Consideremos esos puntos de inflamación como señales de que entramos a una era de conflictos intensificados por la energía. Continue lendo

Energy Wars: The 2012 Edition

Danger Waters: The Three Top Hot Spots of Potential Conflict in the Geo-Energy Era

Michael T. Klare, TomDispatch.com, January 10, 2012

Welcome to an edgy world where a single incident at an energy “chokepoint” could set a region aflame, provoking bloody encounters, boosting oil prices, and putting the global economy at risk. With energy demand on the rise and sources of supply dwindling, we are, in fact, entering a new epoch — the Geo-Energy Era — in which disputes over vital resources will dominate world affairs. In 2012 and beyond, energy and conflict will be bound ever more tightly together, lending increasing importance to the key geographical flashpoints in our resource-constrained world. Continue lendo

Juego de ajedrez en Eurasia

Pepe Escobar, Asia Times Online, 27 de deciembre de 2011. Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens

Todavía no se sabe cuál será la gran historia de 2011. ¿Será la Primavera Árabe? ¿La contrarrevolución árabe, desencadenada por la Casa de Saud? ¿Los “dolores de parto” del Gran Medio Oriente en un remix de cambios sucesivos de régimen? ¿La R2P (“responsabilidad de proteger”) que legitima los bombardeos “humanitarios”? ¿La congelación del “reajuste” entre EE.UU. y Rusia? ¿La muerte de al Qaida? ¿El desastre del euro? ¿El anuncio estadounidense de ‘un Siglo del Pacífico’ junto con una nueva Guerra Fría contra China? ¿La preparación de un ataque a Irán? (Bueno, esta última comenzó hace tiempo con George, Dick y Rummy…) Continue lendo

Energia solar: a nova fronteira do Brasil

IHU – Instituto Humanitas Unisinos

“Nossa região com menos insolação, Santa Catarina, é 30% a 40% maior que a melhor região da Alemanha, um dos países líderes em produção de energia solar. A China, mesmo sem ter toda essa insolação, já descobriu o potencial dessa nova fonte de energia sendo hoje um dos maiores produtores de painéis fotovoltaicos no mundo”, escreve Emerson Kapaz, empresário, presidente da Ecosolar do Brasil S/A e sócio da Alek Consultoria Empresarial, em artigo publicado no jornal Valor, 30-09-2011.

O empresário pergunta: “Por que o Brasil ainda não aproveita essa fonte de energia limpa, sem ruídos, gases, desmatamento e resíduos que nos chega todos os dias?”.

Eis o artigo. Continue lendo

Geração solar em fase de definição

Daniela Chiaretti, Valor Econômico, 9 de setembro de 2011

A energia solar recebeu um golpe duro nos Estados Unidos nos últimos dias com o anúncio sucessivo de três fabricantes de painéis fotovoltaicos pedindo concordata. A crise econômica global e a forte agressividade chinesa estão por trás da insolvência. Contudo, longe de ser um sinal pessimista, analistas garantem que o mercado americano continua robusto, que o setor segue crescendo no mundo e que, mais do que nunca, o Brasil deveria investir em energia solar. Continue lendo

Rumo às energias que nos convêm

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 26 de agosto de 2011

O governo federal deve à sociedade brasileira uma satisfação, que não pode mais ser postergada, sobre a matriz energética nacional. Não se pode continuar avançando em meio a informações contraditórias, que levantam dúvidas quanto à estratégia no setor, conveniência dos rumos tomados, adequação dos investimentos, custos a serem pagos pela sociedade, etc. Continue lendo

Aumento do consumo de energia no mundo contrapõe capitalismo e meio ambiente

Os alemães querem acabar com a energia nuclear e buscar e energia renovável, mas continuam comprando SUVs. As emissões globais de carbono e o consumo de petróleo aumentaram drasticamente durante as duas últimas décadas ambientalmente conscientes – e as tendências continuarão enquanto os ocidentais continuarem a descobrir novas “necessidades”.

Harald Welzer, Der Spiegel / Uol, 18 de julho de 2011

Desde o anúncio da nova redução nuclear da Alemanha e de sua revolução energética vindoura, um fantasma vem assombrando o país. Ele se chama “eco-ditadura”. As pessoas que nos alertam contra seus perigos, ironicamente, não são conhecidas como defensoras passionais do processo democrático. Continue lendo

Desafios da economia verde

Não está afastado o desafio de repensar nossos padrões de consumo, estilos de vida e o próprio lugar do crescimento econômico nas sociedades contemporâneas.

Ricardo Abramovay, Folha de S.Paulo, 27 de junho de 2011

A eficiência energética do petróleo é, até hoje, inigualável: três colheres contêm o equivalente à energia média de oito horas de trabalho humano. O crescimento demográfico e econômico do século XX teria sido impossível sem esse escravo barato. No entanto, além de seus efeitos sobre a qualidade do ar nas grandes cidades e dos impactos nas mudanças climáticas globais, seu uso traz um problema adicional. Continue lendo

China in power dilemma

Peter Bosshard, Asia Times On-line, Juin 9, 2011

While the Three Gorges Dam was under construction, it was celebrated by China’s leaders as a symbol of economic and technological progress. With a capacity of 18,200 megawatts, it is the world’s biggest hydropower plant and generates about 2% of the country’s electricity. Yet since the dam project was completed in 2008, its massive social, environmental and geological impacts have become ever more apparent. At the same time, recurrent droughts have placed a question mark over the project’s expected benefits.

On May 18, China’s State Council acknowledged the serious problems of the Three Gorges Dam in an unexpected statement. “The project is now greatly benefiting the society in the aspects of flood prevention, power generation, river transportation and water resource utilization,” the council maintained, but it has also “caused some urgent problems in terms of environmental protection, the prevention of geological hazards and the welfare of the relocated communities.” Continue lendo

La crisis energética global se agrava

Tres tendencias en la energía que están cambiando tu vida

Michael T. Klare, TomDispatch / Rebelion, 8 de junio de 2011. Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens

Algunas buenas noticias sobre la energía: gracias al aumento de los precios del petróleo y al deterioro de las condiciones económicas d todo el mundo, la Agencia Internacional de Energía (AIE) informa de que la demanda global de petróleo no aumentará este año tanto como se había estimado, lo que podrá asegurar un cierto alivio temporal de los precios en el surtidor de gasolina. En su Informe sobre el Mercado del Petróleo de mayo, la AIE redujo su cálculo para 2011 del consumo global de petróleo en 190.000 barriles por día, ubicándolo en 89,2 millones de barriles. Como resultado, los precios al por menor podrían no llegar a los niveles estratosféricos predichos para este año, aunque sin duda seguirán siendo más elevados que enunca desde los meses pico de 2008, justo antes de la catástrofe económica global. Recordad que estamos hablando de las buenas noticias.

En cuanto a las malas noticias: el mundo enfrenta un surtido de problemas energéticos difíciles que, en todo caso, han empeorado en las últimas semanas. Estos problemas se están multiplicando a ambos lados de la división geológica clave de la energía: bajo la superficie, reservas otrora abundantes de petróleo “convencional”, gas natural y carbón, fáciles de conseguir, se están acabando; sobre la superficie, los errores de cálculo humanos y la geopolítica limitan la producción y la disponibilidad de suministros específicos de energía. Ya que los problemas aumentan en ambos terrenos, nuestras perspectivas energéticas se están reduciendo. Continue lendo