Brasil deveria investir na energia solar distribuída, defende especialista

energia-solar-parque-waldpolenzQuando o Brasil é assolado por muitos dias de calor intenso e sofre com a falta de chuvas, como temos visto no atual verão, um filme no país se repete: os reservatórios das hidrelétricas perdem capacidade e as usinas termoelétricas entram em cena, a fim de suprir a demanda de energia da população. O problema é que essa fonte energética é mais cara que a convencional, além de ser mais poluente.

Envolverde, 13 de fevereiro de 2014

No Brasil, o acionamento recorrente das usinas térmicas acarretou em um aumento de quase 500% nas emissões de gases efeito estufa do setor elétrico, segundo Tasso Azevedo, engenheiro florestal e consultor para florestas e clima do Ministério do Meio Ambiente.

Segundo os cálculos do especialista ouvido pela Exame.com, as emissões da energia gerada e distribuída por meio do Sistema Integrado Nacional (SIN) saltaram de 10,7 milhões de tCO2 (tonelada equivalente de CO2) em 2009 — quando foi instituída a Política Nacional sobre a Mudança do Clima — para 51 milhões tCO2 em 2013. Continue lendo

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Para evitar crise, Brasil precisa diversificar matriz energética

wind-energyPaís é hoje dependente de hidro e termoelétricas. Para especialistas, modelo é arriscado e caro. E saída passa por explorar fontes renováveis e potencial das regiões. Solução a curto prazo, porém, é vista com ceticismo.

Deutsche Welle, 5 de fevereiro de 2014

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o apagão de terça-feira (05/02), que atingiu partes das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, não foi causado, em princípio, por excesso de consumo. Mas de acordo com especialistas ouvidos pela DW, o Brasil precisa diversificar urgentemente sua matriz energética – hoje altamente dependente das hidroelétricas e, em casos de emergência, das termoelétricas.

As termoelétricas são acionadas sempre que o setor hidroelétrico – responsável por 63% da energia gerada no país – ameaça não dar conta da demanda de consumo. Segundo especialistas, a curto prazo, nenhuma outra fonte de energia renovável será capaz de suprir as atuais necessidades do sistema, mas, para os próximos anos, é preciso investir em alternativas.

“As energias renováveis não são oportunidades que possam ser implementadas a curto prazo, porque a lição não foi feita. O planejamento do Brasil é só aumentar a oferta de hidroelétricas. E o governo acaba não atentando para as alternativas”, avalia Artur de Souza Moret, professor do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente da Universidade Federal de Rondônia (Unir). “A tendência ‘monotecnológica’ do país é um entrave à eficiência do planejamento enérgico.” Continue lendo

Na área de energia, mudanças animadoras

wind farmWashington Novaes, O Estado de S.Paulo, 12 de junho de 2013

Com o panorama nacional na área de energia ainda parecendo confuso e contraditório, em razão de omissões e ações discutíveis de órgãos reguladores federais, felizmente surgem informações alentadoras, principalmente em setores das chamadas energias “alternativas”, dentro e fora do País.

Pode-se começar pela notícia de que o governo federal decidiu (Folha de S.Paulo, 5/7) incluir usinas eólicas no leilão de novas fontes que fará em outubro – depois de o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) haver declarado que não poderia incluí-las porque certamente ganhariam e não dariam oportunidade a outras fontes (Estado, 26/5). Elas serão entregues em três anos, para se somarem à fração da matriz energética que já representam.

Outra boa notícia é de que o governo resolveu (Agência Brasil, 3/7) desligar todas as usinas termoelétricas a óleo combustível e diesel, ligadas desde outubro de 2012 (34 no total), com a alegação de que o nível dos reservatórios das hidrelétricas estava “muito baixo”. A economia será de R$ 1,4 bilhão por mês. Mas permanecerão outras usinas, inclusive a carvão. Continue lendo

Eólicas já receberam R$ 8,9 bilhões do BNDES

usina-eolicasDe 2005 a 15 de maio de 2013, último dado disponível, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou R$ 8,9 bilhões para financiamento de usinas eólicas. São cerca de 90 em operação no país, e mais de 80 estão em construção.

Wilson Tosta, O Estado de S.Paulo, 2 de junho de 2013

Para o chefe do Departamento de Energias Alternativas do BNDES, Antonio Carlos de Andrada Tovar, o mercado de energia eólica “é superpromissor”. “O preço do leilão no ano passado foi de R$ 89 o megawatt/hora”, diz. “Quando comparamos o custo da eólica no Brasil com projetos de outras partes do mundo temos um dos preços mais competitivos.” Em 2012 foi R$ 89; em 2011, R$ 105. Quando o real se valorizar, esse conceito pode variar, segundo Tovar. Continue lendo

Governo adia aposta em energia limpa

PollutionRecuo: energia eólica perde espaço em leilões do governo

Wellington Balhnemann, O Estado de São Paulo, 26 de maio de 2013

RIO – Em nome da garantia de abastecimento de eletricidade, o governo federal decidiu, por ora, abrir mão da expansão da matriz energética com base apenas em fontes limpas. 

A crise dos reservatórios no início do ano acendeu a luz amarela do Ministério de Minas e Energia e evidenciou a necessidade de ampliar a participação das térmicas na matriz. Sem gás natural barato disponível, a solução foi recorrer ao carvão, uma das mais poluentes fontes de geração. Esse movimento diminuirá o espaço para as eólicas, que há quatro anos vêm dominando os leilões do setor.

A tendência ficou clara quando a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) excluiu as usinas eólicas do leilão de energia nova que contratará a demanda das distribuidoras em 2018 (A-5), marcado para agosto. Isso foi significativo porque o leilão A-5 aponta para os agentes a direção da expansão da matriz energética no País. O temor do governo era de que, ao misturar eólicas e térmicas na licitação, apenas as eólicas fossem contratadas, dado o baixo custo de geração. “Esse é o momento de equilibrarmos a matriz e darmos mais espaço para as térmicas”, afirmou o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim. Continue lendo

Wind Energy Could Provide One-Fifth of World’s Electricity by 2030

Common Dreams staff, November 15, 2012

Wind energy could provide up to a fifth of all global electricity needs by 2030, according to a new report by the Global Wind Energy Council and Greenpeace International.

Examining different scenarios for the development of the industry and projected levels of electricity demand, “Global Wind Energy Outlook 2012” (pdf) predicts “installed capacity could increase by more than four-fold,” from 240GW to 1,100GW by 2020, The Guardian reports. That would supply between 11.7 and 12.6 percent of global electricity, and save nearly 1.7 billion tons of CO2 emissions. Continue lendo

Os custos pesados do trivial variado

Washington Novaes, O Estado de S. Paulo, 26 de outubro de 2012

É quase inacreditável, mas o próprio ministro interino de Minas e Energia admite (Estado, 23/10), após apagões, que “o sistema elétrico do Distrito Federal não é confiável”. Se não é confiável lá na capital da República, sede do Executivo, do Legislativo e do Judiciário em mais alto nível, ao lado de centenas de órgãos e instituições, onde o será? (No momento em que estas linhas estão sendo escritas, em Goiânia, começa mais um dos blecautes que acompanham chuvas; segue-se com bateria de computador e luz de velas.)

A informação sobrevém à de que “a seca levou o Operador Nacional do Sistema Elétrico a acionar as usinas térmicas a óleo combustível” (poluentes). E à de que 32 parques eólicos (não poluentes) estão prontos, mas não podem operar e fornecer energia porque as linhas para ligá-los às redes de transmissão não foram instaladas (19/10). E este ano já aconteceram 63 amplos “apagões” (21/10). Ainda assim, só planejamos multiplicar a energia eólica (que é competitiva com a das hidrelétricas) por quatro, passando de 2 GW para 8 GW até 2015. No mundo, calcula-se que essa forma de energia possa chegar até a 18 trilhões de watts (FEA-USP, 23/10), como diz o livro Energia Eólica, coordenado pelo professor José Eli da Veiga. Já a energia solar aumentou 20% em uma década. Melhor passar a outro assunto, neste trivial variado, para não correr o risco de entrar também pelo imbróglio das concessões de hidrelétricas. Continue lendo

Wind energy could surpass global power demand – with huge hurdles

Installing enough wind turbines to power the world may not be practical or even feasible, says author of new report

Stephen Leahy, guardian.co.uk, September 12, 2012

Wind energy could provide 20-100 times current global power demand, according to a study published this week in Nature Climate Change. Other studies have shown similar results, but they do not mean that wind power is all we will ever need, says Ken Caldeira of Stanford University’s Carnegie Institution, and co-author of the new study.”We’re always going to need a variety of energy sources,” Caldeira told the Guardian. Nor does it mean installing enough wind turbines to power the world is practical or even feasible. There are significant technical and resource problems to overcome, not least of which is finding the money to construct millions of turbines, he acknowledged.  “It’s a huge scale-up … but not unimaginable. The reality is this is what the global energy generation is right now.”

And right now humanity uses about 18 terawatts of power, 87% of which is from coal, oil, and gas. Only about 0.2 terawatts comes from wind. (A terawatt is a trillion watts. A thousand watts or kilowatt is roughly the heat output from the average electric kettle.) Caldeira and colleagues calculated there is a potential of 400 terawatts of wind power at the Earth’s surface and 1,800 terawatts of power from the upper atmosphere. The latter would be generated by tethered turbines floating hundreds or thousands of metres in the air where the winds are stronger and more consistent. Continue lendo

Vestas to cut 1,400 more jobs

Denmark’s struggling wind turbine maker also reduces sales forecast for 2012 with warning that 2013 will be worse still

Terry Macalister,guardian.co.uk, August 22, 2012

Vestas chief executive Ditlev Engel warned that 2013 was likely to be a grim year the wind power industry. Vestas is to shed another 1,400 jobs, bringing total redundancies for the year to more than 3,700, after the world’s biggest wind turbine maker slumped to a quarterly pre-tax loss. The Danish-based company, which recently ditched plans to build a plant in Kent, also reduced its forecast for current-year sales on Wednesday from seven gigawatts’ worth of turbines to 6.3. Next year is expected to be even worse at 5GW. Continue lendo

A eólica avança, mesmo sem estocar

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 27 de abril de 2012

Talvez um assessor devesse levar à Presidência da República o relatório divulgado há poucos dias pelo Conselho Global de Energia Eólica sobre o ano de 2011 (http://www.gwec.net/index.php?id=190), que mostra um extraordinário crescimento do potencial instalado nessa modalidade de energia no ano passado: 40,5 mil MW. Só em 2011 essa oferta de energia cresceu 6% e, acumulada, 20%. Embora não esteja ainda entre os dez maiores geradores (China, Estados Unidos, Alemanha, Espanha e Índia são os primeiros), o Brasil começa a figurar com destaque no relatório e pode ter “um futuro brilhante” na área.

O comentário inicial é motivado pelas observações da presidente, que numa discussão sobre clima, ao ironizar críticas a hidrelétricas em construção ou planejadas para a Amazônia, disse que “não há espaço para fantasia (…). Eu não posso falar: olha, é possível só com energia eólica iluminar o planeta”. Também disse que “não é possível estocar vento” e enfatizou limitações à energia solar. O relatório pode servir ainda para o ministro de Minas e Energia, que considerou “demoníacas” restrições a mega-hidrelétricas amazônicas. Continue lendo

China’s Wind Energy Capacity Reached Record Levels in 2011

Yale Environment 360, March 14, 2012

China installed a record 18,000 megawatts of new wind energy in 2011, boosting its total capacity to nearly 63,000 megawatts and widening its lead in the global wind energy sector, according to the Earth Policy Institute (EPI). Continue lendo

Mais barata, energia ‘verde’ deve crescer, diz relatório do IPCC

Claudio Angelo, Folha de S.Paulo, 7 de maio de 2011

O mundo terá de triplicar a participação das energias renováveis na matriz até 2035 se quiser manter as concentrações de carbono na atmosfera em um nível seguro. Esta é a má notícia. A boa é que o potencial tecnicamente aproveitável desses tipos de energia é muito maior do que a demanda atual e as projetadas da humanidade. As conclusões são do IPCC, painel do clima da ONU, e serão publicadas na segunda, no Relatório Especial sobre Fontes de Energia Renovável. Continue lendo

Potencial eólico no País equivale a até 30 usinas de Itaipu

O Brasil tem potencial para gerar até 300 mil MW de energia elétrica a partir de parques eólicos, estima o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. O potencial mapeado no País seria equivalente a 143 mil MW, segundo ele.

Daniela Amorim e Alexandre Rodrigues, Agência Estado / EcoDebate, 2 de maio de 2011

“Para efeito de comparação, a usina hidrelétrica de Itaipu tem capacidade de 14 mil MW, ou seja, o potencial eólico seria equivalente a 10 Itaipus. Mas com os geradores mais modernos que temos hoje, estimamos que a capacidade poderia mais chegar a 300 mil MW, ou 30 usinas de Itaipu”, disse Tolmasquim. Continue lendo

Potencial Hidrelétrico e Energia Nuclear no Brasil

Rogério Lessa, Monitor Mercantil, 28 de fevereiro de 2011

Durante palestra sobre o futuro da energia nuclear no contexto do sistema elétrico brasileiro, no Clube de Engenharia, o pesquisador e consultor em energia Joaquim de Carvalho frisou que o país ainda tem grande potencial de geração hidrelétrica a explorar e, com novas formas de se segmentarem os aproveitamentos, os impactos ambientais podem ser bem assimilados pelos ecossistemas micro-regionais. Continue lendo

Navio movido a energia eólica traz equipamento para usinas no CE

Força dos ventos move os motores do E-Ship 1, da Enercon, que traz ao País pás e aerogeradores para usinas eólicas

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo, 13 de janeiro de 2011

Como no período das grandes navegações, uma embarcação movida pelos ventos acaba de aportar no Nordeste. Nesse caso, a força do vento não enfuna as velas, mas fornece energia para os motores do E-Ship 1, navio de cargas desenvolvido pela Enercon GmbH, uma das principais fabricantes mundiais de usinas eólicas. A embarcação híbrida – tem também propulsão a diesel – atracou ontem no Porto de Pecém, no Ceará, carregada com pás e aerogeradores para usinas eólicas. Continue lendo

Energia eólica deve crescer 320% na próxima década

Em 2019, as usinas movidas a vento poderão somar potência semelhante à das hidrelétricas do rio Madeira
Crescimento do setor foi incentivado pela queda nos custos, segundo a Empresa de Pesquisa Energética

Cirilo Junior, Folha de S.Paulo, 5 de janeiro de 2010

Com preço mais baixo, o grande potencial eólico brasileiro finalmente começa a sair do papel. Projeção da EPE (Empresa de Pesquisa Energética) aponta que a capacidade instalada das usinas movidas por ventos crescerá 320% ao longo desta década. Atualmente, as usinas eólicas instaladas somam 930 MW espalhados por 50 parques. As hidrelétricas, principal fonte de geração do país, têm 110.000 MW instalados. Continue lendo

China no caminho das energias renováveis

Mitch Moxley, Envolverde / IPS, 3 de janeiro de 2010

Pequim, China – Pesquisadores da China, principal fornecedor de turbinas eólicas e paineis solares, trabalham para baratear o custo da utilização destas e de outras fontes renováveis de energia, conseguir que sejam mais eficientes e aumentar sua proporção na matriz energética deste país.

A China deu um grande salto até ficar à frente no setor de energias alternativas, mas é necessário maior investimento do governo se deseja brilhar nessa área, afirmam numerosos especialistas. Continue lendo

BNDES aprova empréstimo de R$ 588,9 mi para nove parques eólicos na Bahia

Janaina Lage, Folha.com, 4 de janeiro de 2011

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou empréstimo de R$ 588,9 milhões para a construção de nove parques eólicos na Bahia. Os empreendimentos serão instalados nos municípios de Igaporã, Guanambi e Caetité. O financiamento do banco corresponde a 74,35% do investimento total, estimado em R$ 792,2 milhões. Continue lendo

Obama Admin Takes Aim at China’s Renewable-Energy Subsidies

Lucia Green-Weiskel and Tina Gerhardt, Grist, December 31, 2010

Last week, in a move that pits American labor against China’s green-technology industry, the Obama administration filed a complaint with the World Trade Organization over China’s wind-power subsidies.

The U.S. move challenges China’s rapid growth in the renewable-energy market, and also throws the weight of the administration behind the unions, elevating concern about Chinese competition to the level of official U.S. policy. Continue lendo

Avanço chinês em eólica preocupa EUA

Empresas asiáticas se preparam para implementar seus planos de forte avanço no mercado norte-americano. Preços competitivos e oferta de financiamento de bancos chineses aos compradores são os atrativos asiáticos.

Tom Zeller Jr. e Keith Bradsher, New York Times / Folha de S.Paulo, 17 de dezembro de 2010

Em Pipestone, Minnesota, estão as três únicas turbinas eólicas de fabricação chinesa em operação nos EUA.  Mas isso pode mudar quando a Goldwind USA e outras empresas sob controle chinês implementarem seus planos para um forte avanço no mercado norte-americano, nos próximos meses. Continue lendo