Para evitar crise, Brasil precisa diversificar matriz energética

wind-energyPaís é hoje dependente de hidro e termoelétricas. Para especialistas, modelo é arriscado e caro. E saída passa por explorar fontes renováveis e potencial das regiões. Solução a curto prazo, porém, é vista com ceticismo.

Deutsche Welle, 5 de fevereiro de 2014

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o apagão de terça-feira (05/02), que atingiu partes das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, não foi causado, em princípio, por excesso de consumo. Mas de acordo com especialistas ouvidos pela DW, o Brasil precisa diversificar urgentemente sua matriz energética – hoje altamente dependente das hidroelétricas e, em casos de emergência, das termoelétricas.

As termoelétricas são acionadas sempre que o setor hidroelétrico – responsável por 63% da energia gerada no país – ameaça não dar conta da demanda de consumo. Segundo especialistas, a curto prazo, nenhuma outra fonte de energia renovável será capaz de suprir as atuais necessidades do sistema, mas, para os próximos anos, é preciso investir em alternativas.

“As energias renováveis não são oportunidades que possam ser implementadas a curto prazo, porque a lição não foi feita. O planejamento do Brasil é só aumentar a oferta de hidroelétricas. E o governo acaba não atentando para as alternativas”, avalia Artur de Souza Moret, professor do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente da Universidade Federal de Rondônia (Unir). “A tendência ‘monotecnológica’ do país é um entrave à eficiência do planejamento enérgico.” Continue lendo

Anúncios

Mudanças climáticas: janeiro é marcado por extremos de calor no Brasil

rio-atibaia-esta-com-nivel-de-agua-reduzidoCapitais registraram novos recordes de temperaturas e sofreram também com a falta de água; preço da energia dispara por causa do acionamento de termoelétricas.

Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil, 3 de janeiro de 2014

O janeiro de 2014 será lembrado por muitos brasileiros como um dos meses mais quentes de suas vidas. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre estão entre as cidades que estabeleceram novos recordes para o calor.

A capital paulista apresentou no mês passado a média de 31,9°C, a mais alta desde que as medições começaram, em 1943. Já o Rio de Janeiro teve média de 36,2°C, a maior dos últimos 30 anos. Por sua vez, os porto-alegrenses tiveram que enfrentar a média de 33,1°C, a mais quente desde 1916. Continue lendo

Renováveis contra apagão

Diversificar e descentralizar a geração e transmissão de energia é a forma mais segura para evitarmos o desabestecimento no país.

Ricardo Baitelo, Greenpeace, 05-02-2014.

A falha que ocasionou a interrupção do fornecimento de energia em diferentes pontos do país, afetando mais de 1 milhão de pessoas, evidencia novamente as restrições de um modelo centralizado de suprimento de eletricidade.

O Sudeste depende de grandes linhas de transmissão para receber energia de Itaipu que viaja longas distâncias até atingir as casas e edifícios consumidores. E este processo deve continuar com as próximas usinas hidrelétricas na Amazônia, ainda mais distantes dos principais centros consumidores. Continue lendo

Por uma nova política energética para o Brasil

eolicMensagem à sociedade do Seminário Por Uma Nova Politica Energética para o Brasil

A humanidade vive a segunda década do terceiro milênio sem fazer as mudanças na economia e na forma de vida exigidas pela crise em que se encontra o planeta Terra. Confirmando percepções dos povos indígenas, estudos científicos indicam claramente que a prática capitalista de produzir e consumir cada vez mais para concentrar lucros já retirou da Terra mais bens naturais do que ela é capaz de repor. E para produzir a energia necessária para o “progresso” capitalista, retirou do ventre da Terra e queimou, e continua queimando, quantidades imensas de petróleo, gás e carvão, jogando na atmosfera quantidades cada vez maiores de gases que provocam aquecimento e mudanças climáticas. O modelo atual de desenvolvimento capitalista é marcado pela concentração de renda e poder, pela exploração intensiva dos recursos naturais e do trabalho humano, e pela destruição dos ecossistemas. Continue lendo

As usinas no Tapajós: a discórdia do desenvolvimento

mundurukus“Morrer na lama, debaixo d’água, é que é triste, né? Mas, achando um lugar onde a gente escape para morrer sossegado, quem me acompanha é Deus e meus filhos”. É humanamente impossível deixar de prestar atenção às palavras que pausadamente saem da boca de Maria Bibiana da Silva, apelidada de Gabriela em homenagem ao pai, José Gabriel. Do alto de seus 104 anos, comprovados pelo rosto profundamente enrugado e pelas pernas arqueadas em forma de alicate, a profética anciã responde de bate-pronto quando questionada sobre o que o rio Tapajós representa para ela: “o sossego”.

No longínquo ano de 1917, Gabriela partiu do Ceará rumo aos seringais do Acre. No meio do caminho, porém, a família resolveu fincar raízes em Pimental, uma vila de pescadores erguida na beira das águas esverdeadas do Tapajós, numa área que hoje pertence ao município de Trairão, no oeste do Pará. E de lá jamais saíram. Desde aquela remota época, os dias no modesto povoado onde atualmente vivem cerca de 800 pessoas nunca foram tão agitados.

Carlos Juliano Barros, Agência Pública, 7 de dezembro de 2012

Pimental tem uma inegável atmosfera de Macondo, a mítica aldeia ribeirinha que Gabriel García Márquez construiu na sua obra-prima “Cem anos de Solidão”. Mas, nesse isolado trecho do Pará, a discórdia não é provocada pela chegada de uma companhia bananeira, como no livro do premiado escritor colombiano, e sim pela construção da hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, que pode mandar Pimental inteiro para baixo d’água. “Por mim, não tenho gosto que essa barragem saia, mas uma andorinha só não faz verão”, alerta Gabriela, a matriarca da comunidade.

Se de fato vingar, São Luiz do Tapajós será capaz de gerar até 6.133 Megawatts. No papel, é a quarta maior hidrelétrica do país, atrás apenas da binacional Itaipu – na fronteira entre Brasil e Paraguai –, de Belo Monte e de Tucuruí, construídas, respectivamente, nos rios Xingu e Tocantins, também em território paraense. A usina é a maior de um complexo de até sete hidrelétricas que o governo federal planeja construir no Tapajós e no seu afluente Jamanxim. Até o final desta década, duas usinas devem de fato ser construídas. Continue lendo

A Thermonuclear Energy Bomb in Christmas Wrappings

Suncor Oil RefineryWorld Energy Report 2012: The Good, the Bad, and the Really, Truly Ugly

Michael T. Klare, TomDispatch.com, November 27, 2012

Rarely does the release of a data-driven report on energy trends trigger front-page headlines around the world. That, however, is exactly what happened on November 12th when the prestigious Paris-based International Energy Agency (IEA) released this year’s edition of its World Energy Outlook. In the process, just about everyone missed its real news, which should have set off alarm bells across the planet.

Claiming that advances in drilling technology were producing an upsurge in North American energy output, World Energy Outlook predicted that the United States would overtake Saudi Arabia and Russia to become the planet’s leading oil producer by 2020. “North America is at the forefront of a sweeping transformation in oil and gas production that will affect all regions of the world,” declared IEA Executive Director Maria van der Hoeven in a widely quoted statement. Continue lendo

Wind Energy Could Provide One-Fifth of World’s Electricity by 2030

Common Dreams staff, November 15, 2012

Wind energy could provide up to a fifth of all global electricity needs by 2030, according to a new report by the Global Wind Energy Council and Greenpeace International.

Examining different scenarios for the development of the industry and projected levels of electricity demand, “Global Wind Energy Outlook 2012” (pdf) predicts “installed capacity could increase by more than four-fold,” from 240GW to 1,100GW by 2020, The Guardian reports. That would supply between 11.7 and 12.6 percent of global electricity, and save nearly 1.7 billion tons of CO2 emissions. Continue lendo

Os custos pesados do trivial variado

Washington Novaes, O Estado de S. Paulo, 26 de outubro de 2012

É quase inacreditável, mas o próprio ministro interino de Minas e Energia admite (Estado, 23/10), após apagões, que “o sistema elétrico do Distrito Federal não é confiável”. Se não é confiável lá na capital da República, sede do Executivo, do Legislativo e do Judiciário em mais alto nível, ao lado de centenas de órgãos e instituições, onde o será? (No momento em que estas linhas estão sendo escritas, em Goiânia, começa mais um dos blecautes que acompanham chuvas; segue-se com bateria de computador e luz de velas.)

A informação sobrevém à de que “a seca levou o Operador Nacional do Sistema Elétrico a acionar as usinas térmicas a óleo combustível” (poluentes). E à de que 32 parques eólicos (não poluentes) estão prontos, mas não podem operar e fornecer energia porque as linhas para ligá-los às redes de transmissão não foram instaladas (19/10). E este ano já aconteceram 63 amplos “apagões” (21/10). Ainda assim, só planejamos multiplicar a energia eólica (que é competitiva com a das hidrelétricas) por quatro, passando de 2 GW para 8 GW até 2015. No mundo, calcula-se que essa forma de energia possa chegar até a 18 trilhões de watts (FEA-USP, 23/10), como diz o livro Energia Eólica, coordenado pelo professor José Eli da Veiga. Já a energia solar aumentou 20% em uma década. Melhor passar a outro assunto, neste trivial variado, para não correr o risco de entrar também pelo imbróglio das concessões de hidrelétricas. Continue lendo

Que energia queremos nos próximos dez anos?

O Ministério de Minas e Energia colocou em audiência pública a versão preliminar do Plano de Expansão Decenal de Energia de 2021. O plano, que é atualizado anualmente e que prevê os rumos energéticos do Brasil para os próximos dez anos, apresenta avanços em relação às edições anteriores, mas mantém outros tantos retrocessos.

Marina Yamaoka, Greenpeace, 26 de setembro de 2012

Os já elevados investimentos previstos para petróleo e gás natural aumentaram e a previsão é de que totalizem R$749 bilhões nos próximos dez anos, sendo que eram de 686 bilhões no PDE anterior. Elevar os investimentos em combustíveis fósseis equivale a aumentar sua queima, uma das responsáveis pelas emissões de gases estufa que causam as mudanças climáticas. Pelo menos, os investimentos previstos para termelétricas fósseis e nucleares até 2021 foi reduzido de R$ 24,7 bilhões para R$22,9 bilhões também foi um anúncio positivo. Continue lendo

Wind energy could surpass global power demand – with huge hurdles

Installing enough wind turbines to power the world may not be practical or even feasible, says author of new report

Stephen Leahy, guardian.co.uk, September 12, 2012

Wind energy could provide 20-100 times current global power demand, according to a study published this week in Nature Climate Change. Other studies have shown similar results, but they do not mean that wind power is all we will ever need, says Ken Caldeira of Stanford University’s Carnegie Institution, and co-author of the new study.”We’re always going to need a variety of energy sources,” Caldeira told the Guardian. Nor does it mean installing enough wind turbines to power the world is practical or even feasible. There are significant technical and resource problems to overcome, not least of which is finding the money to construct millions of turbines, he acknowledged.  “It’s a huge scale-up … but not unimaginable. The reality is this is what the global energy generation is right now.”

And right now humanity uses about 18 terawatts of power, 87% of which is from coal, oil, and gas. Only about 0.2 terawatts comes from wind. (A terawatt is a trillion watts. A thousand watts or kilowatt is roughly the heat output from the average electric kettle.) Caldeira and colleagues calculated there is a potential of 400 terawatts of wind power at the Earth’s surface and 1,800 terawatts of power from the upper atmosphere. The latter would be generated by tethered turbines floating hundreds or thousands of metres in the air where the winds are stronger and more consistent. Continue lendo

After 500 days, Fukushima No. 1 plant still not out of the woods

Takashi Sugimoto, The Asahi Shimbun, July 24, 2012

A little more than 500 days after the accident at the Fukushima No. 1 nuclear plant threatened to force the evacuation of the entire Tokyo metropolitan area, the situation is certainly much improved.

The levels of cesium being emitted from the damaged reactors have dropped substantially, core temperatures in the pressure vessels are being kept within targeted levels, and the plant operator has started removing unused nuclear fuel assemblies as an experiment. Continue lendo

Cooling a Warming Planet: A Global Air Conditioning Surge

The U.S. has long used more energy for air conditioning than all other nations combined. But as demand increases in the world’s warmer regions, global energy consumption for air conditioning is expected to continue to rise dramatically and could have a major impact on climate change.

Stan Cox, Yale Environment 360, July 10, 2012

The world is warming, incomes are rising, and smaller families are living in larger houses in hotter places. One result is a booming market for air conditioning — world sales in 2011 were up 13 percent over 2010, and that growth is expected to accelerate in coming decades. Continue lendo

O fim da era do carvão: ”Agora a Terra volta a respirar”

A agência norte-americana EIA anunciou que apenas 36% das necessidades energéticas do país são cobertas por fontes poluentes. Em comparação ao ano anterior, registrou-se uma queda de 20 pontos percentuais. Mérito da mobilização dos cidadãos. O objetivo é acabar com a utilização em todo o mundo até 2030.

Mark Hertsgaard (www.markhertsgaard.com), La Repubblica, 6 de junho de 2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O carvão é cada vez menos utilizado nos Estados Unidos, e essa é uma excelente notícia para o clima da Terra. A Energy Information Administration (EIA, agência do governo dos EUA especializada em análise energéticas) anunciou que, no primeiro quadrimestre de 2012, apenas 36% das necessidades energéticas globais dos EUA foram obtidas do carvão, o tradicional combustível fóssil mais poluente em termos absolutos e que produz a maior quantidade de dióxido de carbono. Continue lendo

Além do mito das barragens como “energia limpa”

Atualmente, existe uma tendência de aceleração da construção de grandes barragens para projetos hidrelétricos, especialmente nos chamados países em desenvolvimento da América Latina, sudeste da Ásia e África. No caso do Brasil, a polêmica usina de Belo Monte é apenas a ponta do iceberg na Amazônia, principal frente de expansão da indústria barrageira, onde o governo Dilma pretende promover a construção de mais de sessenta grandes barragens (UHEs) e mais de 170 hidrelétricas menores (PCHs) nos próximos anos.

Brent Millikan, International Rivers/ Cúpula dos Povos, 5 de junho de 2012

No Brasil, o forte viés da construção de novas hidrelétricas na região amazônica, em detrimento de outras opções de investimento, como a eficiência energética (na geração, transmissão e usos industriais, comerciais e domésticos de energia elétrica) e fontes renováveis (eólica, solar, biomassa) reflete a persistência do planejamento centralizado dentro do Ministério de Minas e Energia, como demonstra a falta de nomeação de representantes da sociedade civil e da universidade brasileira no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), contrariando o Decreto número 5.793 de 29 de maio de 2006. Alem disso, reflete a proximidade – ou, como dizem alguns, as “relações promíscuas” – entre o setor elétrico do governo comandado pelo grupo Sarney (PMDB), e grandes empreiteiras que se classificam entre os primeiros lugares do ranking de grandes doadores para campanhas eleitorais da base governista. Continue lendo

Global carbon-dioxide emissions increase by 1.0 Gt in 2011 to record high

International Energy Agency, May 24, 2012

Global carbon-dioxide (CO2) emissions from fossil-fuel combustion reached a record high of 31.6 gigatonnes (Gt) in 2011, according to preliminary estimates from the International Energy Agency (IEA). This represents an increase of 1.0 Gt on 2010, or 3.2%. Coal accounted for 45% of total energy-related CO2 emissions in 2011, followed by oil (35%) and natural gas (20%).

The 450 Scenario of the IEA’s World Energy Outlook 2011, which sets out an energy pathway consistent with a 50% chance of limiting the increase in the average global temperature to 2°C, requires CO2 emissions to peak at 32.6 Gt no later than 2017, i.e. just 1.0 Gt above 2011 levels. The 450 Scenario sees a decoupling of CO2 emissions from global GDP, but much still needs to be done to reach that goal as the rate of growth in CO2 emissions in 2011 exceeded that of global GDP. “The new data provide further evidence that the door to a 2°C trajectory is about to close,” said IEA Chief Economist Fatih Birol. Continue lendo

A eólica avança, mesmo sem estocar

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 27 de abril de 2012

Talvez um assessor devesse levar à Presidência da República o relatório divulgado há poucos dias pelo Conselho Global de Energia Eólica sobre o ano de 2011 (http://www.gwec.net/index.php?id=190), que mostra um extraordinário crescimento do potencial instalado nessa modalidade de energia no ano passado: 40,5 mil MW. Só em 2011 essa oferta de energia cresceu 6% e, acumulada, 20%. Embora não esteja ainda entre os dez maiores geradores (China, Estados Unidos, Alemanha, Espanha e Índia são os primeiros), o Brasil começa a figurar com destaque no relatório e pode ter “um futuro brilhante” na área.

O comentário inicial é motivado pelas observações da presidente, que numa discussão sobre clima, ao ironizar críticas a hidrelétricas em construção ou planejadas para a Amazônia, disse que “não há espaço para fantasia (…). Eu não posso falar: olha, é possível só com energia eólica iluminar o planeta”. Também disse que “não é possível estocar vento” e enfatizou limitações à energia solar. O relatório pode servir ainda para o ministro de Minas e Energia, que considerou “demoníacas” restrições a mega-hidrelétricas amazônicas. Continue lendo

Los peligros de la arrogancia tecnológica

los “titanics” nucleares

Karl Grossman, CounterPunch / Rebelión, 19 de abril de 2012.  Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens.

En el centenario del hundimiento del Titanic, The Japan Times publicó ayer un editorial titulado “El Titanic y el fiasco nuclear” que dice: “La presentación de la tecnología como completamente segura, fiable y milagrosa podrá parecer cosa del pasado, pero los paralelos entre el Titanic y la industria de energía nuclear de Japón no podrían ser más evidentes”. Continue lendo

China’s Wind Energy Capacity Reached Record Levels in 2011

Yale Environment 360, March 14, 2012

China installed a record 18,000 megawatts of new wind energy in 2011, boosting its total capacity to nearly 63,000 megawatts and widening its lead in the global wind energy sector, according to the Earth Policy Institute (EPI). Continue lendo

Danger Zone: Ageing Nuclear Reactors

Following Japan’s nuclear disaster last year there are fears the US may be heading for a nuclear catastrophe of its own.

People & Power / Al Jazeera, February 23, 2012

In March 2012, a devastating earthquake and tsunami in Japan caused a meltdown at the Fukushima nuclear power plant.

As tens of thousands of people were evacuated from nearby towns and villages, the world waited anxiously to see whether the radioactive fallout would spread across the country, or even be carried overseas.

Unsurprisingly, in the wake of this incident, the nuclear operations of other countries have come under considerable scrutiny.

One such country is the US where more than 100 similar reactors – some of them in earthquake zones or close to major cities – are now reaching the end of their working lives.

Their owners want to keep them running, but others – from environmentalists to mainstream politicians – are deeply concerned.

In this investigation for People & Power, Joe Rubin and Serene Fang of the Center for Investigative Reporting examine whether important safety considerations are being taken into account as the US Nuclear Regulatory Commission (NRC) considers extending the licences of these plants.

The agency has recently come under fire for glossing over the potential dangers of ageing reactors, for becoming too cosy with the industry and for political infighting among the agency’s senior executives, which critics in the US Senate and elsewhere say seriously hampers its ability to ensure safety.

The investigation focuses on the Pacific Gas & Electric nuclear facility at Diablo Canyon and two others, which are at Indian Point in New York and Fort Calhoun in Nebraska.

These three sites represent the dangers posed to nuclear power plant safety by earthquakes, terrorism and flooding.

Rubin and Fang discover that the NRC’s oversight track record is far from perfect, and that unless urgent action is taken the US could be heading for a nuclear catastrophe of its own.

A energia nuclear é mais cara que as energias renováveis

“A maioria das técnicas, em vista de seu desenvolvimento, vê o seu custo diminuir por efeito da aprendizagem, e é o caso das energias renováveis; mas, com a energia nuclear, dá-se o contrário: quanto mais se desenvolve, mais cara fica”. A afirmação é de um coletivo de ativistas franceses.

Le Monde, 8 de dezembro de 2011. A tradução é do Cepat. Reproduzido do IHU On-line.

A afirmação é martelada a ponto de passar por uma evidência: a energia nuclear seria mais barata que as energias renováveis. “Corolário”: diminuir a parte da primeira para desenvolver as renováveis, como propõe, por exemplo, o acordo Europa Ecologia dos Verdes-PS, aumentaria o preço da eletricidade, empobreceria as famílias e levaria as fábricas a se mudarem. No entanto, esta afirmação já é falsa e sê-lo-á ainda mais no futuro. Continue lendo