Onda de poluição provoca escassez de máscaras de proteção na China

masksLuiza Duarte, RFI / EcoDebate, 28 de fevereiro de 2014

Há uma semana uma forte onda de poluição atinge o norte da China. Os índices alarmantes vêm. A poluição que vem afetando o norte da China foi classificada como crise de saúde pelos representantes da Organização Mundial da Saúde no país. Pesquisadores chineses associaram a condição atmosférica da China com um “inverno nuclear”, tamanha a densidade das partículas encontradas no ar e que formam uma densa nuvem de poluição.sendo considerados como uma crise de saúde e um desafio para o atual governo chinês. Em Pequim, onde a situação é mais grave, mesmo membros do governo já admitiram que a qualidade do ar da capital é insuportável.

A poluição do ar na cidade ultrapassou em vinte vezes o índice considerado seguro por organizações internacionais. Os estoques de máscaras de proteção respiratória estão esgotados em várias cidades. A situação em Pequim também vem sendo chamada ironicamente de “ar-pocalipse”. Mais de 15% do país foi coberto pela poluição, mais de 19 cidades registaram índices de poluição mais altos que os recomendáveis. Continue lendo

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China vira a nova fronteira para a exploração do xisto

candian-oil-sands-615Em dezembro, o Weir Group promoveu sua primeira festa de Natal para contatos da empresa no setor de petróleo e gás na China. Não foi um evento particularmente grande ou luxuoso: 75 dos clientes e fornecedores do Weir Group se reuniram para celebrar em estilo britânico a temporada de festas, no pub Park Tavern, em Xangai. Os convidados, no entanto, fizeram parte do que pode ter sido um fenômeno monumental: o nascimento da indústria de gás de xisto na China.

Lucy Hornby e Ed Crooks, Valor, 15 de janeiro de 2014

O Weir Group tem sede na Escócia, mas comanda suas operações de petróleo e gás a partir do Texas, ponta de lança da onda de expansão do xisto. É uma das maiores fabricantes mundiais das bombas de injeção usadas no fraturamento hidráulico – que jogam água, areia e produtos químicos nos poços a alta pressão, para abrir o xisto e outras rochas em que o petróleo e o gás são difíceis de extrair.

Em meio aos esforços para destravar o acesso a seu petróleo e gás de xisto, a China tem potencial para tornar-se um mercado imenso para empresas ocidentais, como a Weir. “Vai levar um longo tempo até a China atingir o nível dos EUA”, diz Keith Cochrane, CEO da empresa. “Não há dúvida, no entanto, de que eles levam a sério.” Continue lendo

Capital financeiro e mudança climática

drought_2398818bEstamos diante de um conflito de dimensões históricas: de um lado, a comunidade científica advertindo para que não se queime as reservas de combustíveis fósseis, do outro, as empresas e investidores que possuem interesses em realizar seus ativos (extrair e usas essas reservas). Quem prevalecerá?

Alejandro Nadal, La Jornada / IHU On-line, 6 de fevereiro de 2012. A tradução é do Cepat.

As forças do capital financeiro tornarão muito difícil frear a mudança climática. Alguns dizem que a estrutura do setor financeiro não facilitará a transição para uma economia de baixo carbono. O problema é mais grave: o sistema financeiro é um potente obstáculo para prevenir uma catástrofe derivada do aquecimento global. Continue lendo

O mais vasto fracasso do fundamentalismo de mercado

After FailureA inútil Cúpula da Terra de junho, as medidas débeis agora em discussão em Doha, o projeto de lei sobre energia e o estudo sobre redução da demanda de eletricidade lançado na Grã-Bretanha na semana passada expõem o mais vasto fracasso do fundamentalismo de mercado: sua incapacidade para resolver a crise existencial da espécie. O legado de 1000 anos das atuais emissões de carbono é amplo o suficiente transformar em lascas qualquer coisa parecida com a civilização humana.

George Monbiot, The Guardian,  7 de dezembro de 2012

A maior crise da humanidade coincide com a ascensão de uma ideologia que a torna impossível resolver. Ao final dos anos 1980, quando se tornou claro que as mudanças climáticas provocadas pelo homem colocavam em perigo a vida no planeta e a humanidade, o mundo estava sob o domínio de uma doutrina política extrema, cujos princípios proibiam o tipo de intervenção necessária para enfrentá-las. Continue lendo

Climate Change Is Happening Now – A Carbon Price Must Follow

montana-thunderstorm-615 The extreme weather events of 2012 are what we have been warning of for 25 years, but the answer is plain to see

James Hansen, The Guardian, November 30, 2012

Will our short attention span be the end of us? Just a month after the second “storm of a century” in two years, the media moves on to the latest scandal with barely a retrospective glance at the implications of the extreme climate anomalies we have seen.

Hurricane Sandy was not just a storm. It was a stark illustration of the power that climate change can deliver – today – to our doorsteps. Continue lendo

A Thermonuclear Energy Bomb in Christmas Wrappings

Suncor Oil RefineryWorld Energy Report 2012: The Good, the Bad, and the Really, Truly Ugly

Michael T. Klare, TomDispatch.com, November 27, 2012

Rarely does the release of a data-driven report on energy trends trigger front-page headlines around the world. That, however, is exactly what happened on November 12th when the prestigious Paris-based International Energy Agency (IEA) released this year’s edition of its World Energy Outlook. In the process, just about everyone missed its real news, which should have set off alarm bells across the planet.

Claiming that advances in drilling technology were producing an upsurge in North American energy output, World Energy Outlook predicted that the United States would overtake Saudi Arabia and Russia to become the planet’s leading oil producer by 2020. “North America is at the forefront of a sweeping transformation in oil and gas production that will affect all regions of the world,” declared IEA Executive Director Maria van der Hoeven in a widely quoted statement. Continue lendo

Países voltam a debater compromissos contra efeitos das mudanças climáticas

Carolina Gonçalve, Agência Brasil, 23 de novembro de 2012

A partir da próxima semana, negociadores de mais de 190 países voltam a discutir as responsabilidades para conter os impactos das mudanças climáticas. Durante a 18ª Conferência das Nações Unidas para o Clima (COP18), que ocorrerá de 26 de novembro a 7 de dezembro, em Doha, capital do Catar, técnicos, especialistas e autoridades governamentais devem estabelecer uma nova agenda e reforçar compromissos já assumidos para minimizar os efeitos provocados pelas alterações do clima, que afetam milhares de pessoas em várias regiões do planeta com secas extremas e enchentes, por exemplo.

A conferência será aberta sem grandes expectativas por parte dos governos. Os negociadores sabem, por exemplo, que o debate sobre o Fundo Verde, um mecanismo de financiamento para os países menos desenvolvidos estabilizarem as emissões de gases de efeito estufa (GEE), não deve evoluir. Nos encontros internacionais mais recentes, os representantes das economias mais desenvolvidas, que deveriam repassar o dinheiro, têm reforçado que os efeitos da crise econômica minam qualquer tipo de comprometimento financeiro. Continue lendo

China afirma que só reduzirá suas emissões absolutas depois que PIB quintuplicar

Jéssica Lipinski, Instituto CarbonoBrasil, 22 de novembro de 2012

O principal negociador climático da China, Xie Zhenhua, afirmou nesta semana que as emissões absolutas do país continuarão a aumentar até que a nação consiga atingir um produto interno bruto (PIB) per capita cinco vezes maior que o atual.

Segundo ele, não seria justo nem racional que o país reduzisse suas emissões absolutas quando seu PIB per capita é de US$ cinco mil, enquanto o dos países desenvolvidos é de entre US$ 40 mil e US$ 50 mil.

No entanto, o principal negociador climático da China ressaltou que o país continuará fazendo esforços para diminuir sua intensidade de carbono, ou seja, a quantidade de CO2 emitida por unidade de PIB, e seu consumo de energia por unidade de PIB. Continue lendo

Análise mostra que emissões estão fora de controle

Relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente revela que ainda é possível manter aquecimento global a 2ºC com o corte de CO2, mas falta de ação pode levar a aumento da temperatura global entre 3ºC e 5ºC

Jéssica Lipinski, Instituto CarbonoBrasil, 22 de novembro de 2012

Que as iniciativas climáticas tomadas até hoje para diminuir as emissões surtiam pouco efeito no corte de CO2 não é novidade para ninguém, mas um novo estudo indica que a disparidade entre as taxas de emissão de gases de efeito estufa (GEEs) e a necessidade de redução está aumentando, ameaçando ainda mais o controle da temperatura global.

Segundo o relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), intitulado Emissions Gap Report 2012 (algo como Relatório de Disparidade de Emissões 2012), a transição para uma economia de baixo carbono está ocorrendo muito lentamente, o que pode não ser suficiente para manter o aumento das temperaturas em 2ºC, mesmo que atualmente essa meta ainda seja possível.

A pesquisa diz, por exemplo, que para evitar que o aquecimento global ultrapasse os 2ºC, as emissões deveriam ficar em média em 44 gigatoneladas (44 Gt) ou menos até 2020. No entanto, atualmente os níveis das emissões de GEEs estão cerca de 14% acima disso. A análise prevê que, se nenhuma mudança for feita nesse sentido, a diferença entre a meta e as emissões reais poderá chegar a oito Gt, levando a um aquecimento de 3ºC a 5ºC. Continue lendo

Infographic: The politics of climate change

The positions of key countries and political blocs on climate change measures before the COP18 in Qatar.

Ben Willers and Sophie Sportiche, Al-Jazeera, 18 de novembro de 2012

Clima – ceticismo ou esperança?

“Vivemos uma emergência planetária”, diz o conceituado cientista James Hansen, da Nasa. No entanto, Yvo de Boer, ex-secretário-geral da Convenção do Clima, pensa que “um acordo agora parece impossível”, ainda que já se saiba que o próximo relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, a ser divulgado em 2013, “será chocante”.

Washington Novaes, O Estado de S. Paulo, 16 de novembro de 2012

É significativo que, ainda com os escombros da passagem da supertempestade Sandy à vista, em suas primeiras palavras após a reeleição o presidente Barack Obama tenha dito: “Queremos que nossos filhos vivam num país que não seja enfraquecido por desigualdades e que não seja destruído pelo aquecimento global”. Poucas horas antes, ainda na campanha eleitoral, seu adversário, o republicano Mitt Romney, havia dito não saber o que provoca mudanças climáticas. Já Obama dissera que “negar as mudanças climáticas não as fará deixar de acontecer”.

É importante porque estamos a poucos dias de se iniciar a 18.ª reunião da Convenção do Clima (a COP-18), que reunirá quase 200 países em Doha, no Catar. E numa hora em que, segundo a secretária da convenção, Christiana Figueres, as promessas atuais de redução de emissões de gases de efeito estufa no mundo não são suficientes para atingir o objetivo de conter em 2 graus Celsius, até 2050, o aumento da temperatura da Terra – limite além do qual as consequências serão muito dramáticas (a Blue Planet, instituição que reúne os Prêmios Nobel alternativos do meio ambiente, acha que o aumento ficará em 3 graus, no mínimo, e poderá chegar a 5 graus até o fim do século; outras instituições mencionam 6 graus ou mais). Continue lendo

Climate change ‘likely to be more severe than some models predict’

Scientists analysing climate models warn we should expect high temperature rises – meaning more extreme weather, sooner

Fiona Harvey, guardian.co.uk, November 8, 2012

Climate change is likely to be more severe than some models have implied, according to a new study which ratchets up the possible temperature rises and subsequent climatic impacts.

The analysis by the US National Centre for Atmospheric Research (NCAR) found that climate model projections showing a greater rise in global temperature were likely to be more accurate than those showing a smaller rise. This means not only a higher level of warming, but also that the resulting problems – including floods, droughts, sea level rise and fiercer storms and other extreme weather – would be correspondingly more severe and would come sooner than expected. Continue lendo

PwC: aquecimento global chegará a 6ºC até 2100

Consultoria aponta que a intensidade de carbono na economia mundial só foi reduzida em 0,7% em 2011 e que se essa taxa não for elevada para 5,1% ao ano pelas próximas quatro décadas ultrapassaremos em muito a temperatura máxima recomendada por cientistas.

Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil, 5 de novembro de 2012

Os governos são lentos. As negociações climáticas engatinham. Ações nacionais são pontuais e esporádicas. Estes problemas já são bem conhecidos de quem acompanha o noticiário sobre as mudanças climáticas, mas não é sempre que é possível provar estes fatos com números.

Este é o grande mérito do Low Carbon Economy Index 2012, elaborado pela consultoria PwC, e que traz o grave alerta de que a meta recomendada por cientistas de se manter o aquecimento global em menos de 2ºC está praticamente impossível de ser alcançada. Ao invés disso, os compromissos assumidos até agora pelos líderes mundiais apontam que até o fim deste século estaremos vivendo em um planeta 6ºC mais quente. Continue lendo

Emissões globais de carbono estariam ainda maiores do que o estimado

Fabiano Ávila, CarbonoBrasil, 25 de junho de 2012

Os dados referentes às emissões mundiais do setor de energia em 2010, último ano com números consolidados, já eram ruins, com a Agência Internacional de Energia (AIE) estimando que 30,6 gigatoneladas (Gt) de gases do efeito estufa haviam sido liberados na atmosfera, um recorde histórico.

Agora, a Administração de Informação sobre Energia dos Estados Unidos (EIA, em inglês) divulgou que as emissões teriam sido ainda maiores, alcançando as 31,8 Gt. Trata-se de um aumento de 48% em relação aos dados de 1992, quando foi realizada a Eco92 no Rio de Janeiro. Continue lendo

For an Ailing Planet, the Cure Already Exists

With world carbon levels nearing 400 PPM, solutions to climate crisis abound

Stephen Leahy, Inter Press Service, June 1, 2012

The planet’s climate recently reached a new milestone of 400 parts per million (ppm) of carbon dioxide in the Arctic. The last time Earth saw similar levels of climate-heating carbon dioxide (CO2) was three million years ago during the Pliocene era, where Arctic temperatures were 10 to 14 degrees C higher and global temperatures four degrees C hotter.

Research stations in Alaska, Greenland, Norway, Iceland and even Mongolia all broke the 400 ppm barrier for the first time this spring, scientists reported in a release Thursday. A global average of 400 ppm up from the present 392 ppm is still some years off. If today’s CO2 levels don’t decline – or worse, increase – the planet will inevitably reach those warmer temperatures, but it won’t take a thousand years. Without major cuts in fossil fuel emissions, a child born today could live in a plus-four-degree C superheated world by their late middle age, IPS previously reported. Such temperatures will make much of the planet unlivable. Continue lendo

Global carbon-dioxide emissions increase by 1.0 Gt in 2011 to record high

International Energy Agency, May 24, 2012

Global carbon-dioxide (CO2) emissions from fossil-fuel combustion reached a record high of 31.6 gigatonnes (Gt) in 2011, according to preliminary estimates from the International Energy Agency (IEA). This represents an increase of 1.0 Gt on 2010, or 3.2%. Coal accounted for 45% of total energy-related CO2 emissions in 2011, followed by oil (35%) and natural gas (20%).

The 450 Scenario of the IEA’s World Energy Outlook 2011, which sets out an energy pathway consistent with a 50% chance of limiting the increase in the average global temperature to 2°C, requires CO2 emissions to peak at 32.6 Gt no later than 2017, i.e. just 1.0 Gt above 2011 levels. The 450 Scenario sees a decoupling of CO2 emissions from global GDP, but much still needs to be done to reach that goal as the rate of growth in CO2 emissions in 2011 exceeded that of global GDP. “The new data provide further evidence that the door to a 2°C trajectory is about to close,” said IEA Chief Economist Fatih Birol. Continue lendo

Fracking, buscando el cielo capitalista

Maciek Wisniewski, La Jornada, 18 de deciembre de 2011

El casi completo laissez-faire en fracking no es algo exclusivo del capitalismo estadounidense. También en Europa, donde se descubrió y se empieza a explotar el gas de pizarra (sus reservas son de unos 35 billones de metros cúbicos, frente a los 23.4 de los EU), las empresas, pese a las regulaciones más estrictas, imponen sus intereses.

Cuando el analista George Monbiot indagó las agencias gubernamentales británicas sobre el impacto de la fractura hidráulica y del gas de pizarra (shale) para el medio ambiente y el clima, todas repitieron el mantra corporativo: que “todo está seguro” y que el footprint “es igual que el del gas tradicional”. Aseguraron que la concesión para fracking en Inglaterra se expidió tras consultar los datos sobre la seguridad en… la página de la compañía. Pronto éste provocó allí dos pequeños terremotos (The Guardian, 31/8/2011).

Francia, apuntando oficialmente a los riesgos ambientales, impuso una moratorio al gas de pizarra. Pero Polonia, donde se descubrieron las reservas más grandes del viejo continente, anunció su explotación con bombo y platillo. Continue lendo

Greenpeace: pré-sal colocará o Brasil entre os grandes poluidores

O petróleo do pré-sal vai fazer o Brasil subir de posição no indesejado ranking dos maiores poluidores globais. O país, que estava na sexta posição, vai passar a ocupar a terceiro lugar, perdendo apenas para China e Estados Unidos.

Liana Melo, O Globo, 04 de dezembro de 2011

A projeção de triplicar a produção de petróleo, como prevê o Plano Decenal de Energia 2011-2020, vai jogar na atmosfera mais 955,82 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente (CO2 eq). É o correspondente às emissões de gases de efeito estufa — aquele responsável pelas mudanças climáticas — de 5,7 bilhões de viagens na ponte aérea, entre o trecho Rio e São Paulo. Em 2015, a produção do pré-sal estará começando a ganhar peso, com 543 mil barris diários, de um total de três milhões, segundo a Petrobras. Em 2020, terá saltado para 1,9 milhão barris/dia, de um total de 4,9 milhões.

— Estamos ganhando um cartão de milhagem de um grande emissor e não de um viajando feliz — ironiza Sérgio Leitão, diretor de Campanha do Greenpeace, avaliando que o país estaria abrindo um “atalho errado”, já que a previsão é o pré-sal ser responsável por 54% da produção nacional em 2020.

— A exploração do pré-sal vai destampar uma enorme reserva de carbono. Gases do efeito estufa podem aumentar 197%. Uma verdadeira bomba. Continue lendo

Emissões de CO2 para atmosfera sobem 6% em apenas um ano

A quantidade de gases de efeito estufa emitida para a atmosfera teve um salto sem precedentes em 2010, de acordo com os dados mais recentes de emissões de dióxido de carbono (CO2) do Departamento Americano de Energia.

O Estado de S. Paulo, 15 de novembro de 2011

“Temos informações desde 1751, antes da Revolução Industrial. Nunca tínhamos visto um aumento de 500 milhões de toneladas métricas em um ano”, afirmou Tom Boden, diretor do Centro de Análise de Informações sobre CO2 do Departamento de Energia no Tennessee.

O crescimento na emissão foi de cerca de 6% entre 2009 e 2010. Os maiores aumentos, resultados da queima de carvão e gás, vieram da China, dos EUA e da Índia – os três maiores poluidores do mundo atualmente. Picos significativos em relação a 2009 também foram vistos na Arábia Saudita, Turquia, Rússia, Polônia e Cazaquistão. Alguns países, como Suíça, Azerbaijão, Eslováquia, Espanha, Nova Zelândia e Paquistão, tiveram declínio pequeno nas emissões. E grande parte da Europa teve aumento moderado.

Os números podem indicar a recuperação da economia da recessão global de 2007 e 2008, de acordo com Boden. Os dados, no entanto, também levantam preocupações sobre a saúde do meio ambiente.

The Triumph of King Coal: Hardening Our Coal Addiction

Despite all the talk about curbing greenhouse gas emissions, the world is burning more and more coal. The inconvenient truth is that coal remains a cheap and dirty fuel — and the idea of “clean” coal remains a distant dream.

Fred Pearce, 360 Yale Environmente, October 31, 2011

This year’s UN climate negotiations are in Durban, South Africa. Many delegates will already be looking forward to the chance of going on safari after their labors, visiting Kruger National Park or one of the country’s other magnificent game reserves. But I have another suggestion. Visit the enemy. Just two hours’ drive up the Indian Ocean coast from Durban is Richards Bay, a huge deep-water harbor that is home to the world’s largest coal export terminal. Continue lendo