‘Não existem fontes renováveis de energia’, diz professor da Unicamp

Luna D’Alama, G1, 13 de julho de 2011

O professor de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Arsênio Oswaldo Sevá Filho, especialista em energias e combustíveis, disse nesta quarta-feira (13), em palestra na reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Goiânia, que não existe fonte de energia renovável.

“A ideia de que a hidroeletricidade se renova, sem dissipação ou desperdício, é uma aberração. Mesmo que uma forma se converta em outra, sempre há perda. Nenhum processo garante eficiência de 100%”, afirmou. Segundo o especialista, deveria haver um esforço geral da população para economizar energia, obras de menor porte e uma mistura maior de tecnologias. Continue lendo

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Energia – a chance de discutir sem soberba

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 18 de março de 2011

É impressionante a atitude de soberba olímpica – para não falar em descaso ou desprezo – com que o Ministério de Minas e Energia (MME) encara as dúvidas da comunidade científica e da nossa sociedade a respeito da política energética nacional. Continue lendo

Uma discussão para nos iluminar

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 23 de dezembro de 2010

A oito dias do início do seu governo, a presidente Dilma Rousseff precisa incluir com urgência em sua pauta uma discussão, com a sociedade brasileira e os setores produtivos, que o atual governo federal ficou devendo: qual a matriz energética adequada para o País e os passos que devem – ou não devem – ser dados para atingi-la. Continue lendo

Outra saída

Redação da Página 22 em “Da redação”, 7 de julho de 2010

Será que existem alternativas para o planejamento energético do Brasil, plantado no modelo fóssil e nas grandes hidrelétricas na Amazônia? O especialista em planejamento energético da Unicamp, Gilberto Januzzi, defende a ideia de que é possível melhorar esse modelo e sair da antiga fórmula. Para o professor, o Brasil ainda investe pouco na eficiência do uso de energia.

Segundo Januzzi, o novo Plano Decenal de Energia (PDE), cuja versão definitiva será apresentada nos próximos meses, ainda não incluiu considerações sérias sobre o potencial de eficiência e os investimentos necessários para isso: quanto e o que, na prática, seria realizado. “Investimentos públicos nessa área possibilitariam, inclusive, a revisão e a diminuição das metas de demanda”. Continue lendo

De que adianta nossa experiência?

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 14 de maio de 2010

Há poucos dias morreu em Israel, onde morava, o físico José Júlio de Rosenthal, a quem o Brasil e, principalmente, Goiás muito devem, embora raramente disso se fale. Mas num domingo, no final de setembro de 1987, Rosenthal, que estava no Rio de Janeiro, foi convocado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) para ir a Goiânia, pois havia notícia de um acidente, ali, com uma bomba de césio 137. Rosenthal convocou auxiliares e com eles combinou de se encontrarem no final da noite no aeroporto da capital goiana. De lá, com a roupa do corpo, seguiram para uma tapera numa área cedida para a construção de um centro de convenções, mas embargada pela Justiça a pedido de um instituto de radioterapia que ali funcionara. À luz de isqueiros, os técnicos da CNEN só encontraram lá um bando de mendigos que dormia, como disse Rosenthal a uma comissão de inquérito da Assembleia Legislativa goiana. A bomba de césio, desativada pelo instituto e furtada, fora rompida a machadadas por um catador de lixo, em outro local (imagine-se o que seria dos técnicos se estivesse ali, rompida). Continue lendo

La falsa promesa de la eficiencia energética y una verdadera alternativa

eficaciaDon Fitz, Znet, 30 de agosto de 2009. Reproduzido de Rebelión.

Una acción puede tener efectos opuestos, dependiendo de sus contextos sociales. Un individuo aislado que protesta contra la política de la compañía negándose a ir a trabajar podría ser despedido y convertirse en un ejemplo utilizado para intimidar a otros. Cuando toda una fuerza laboral no va al trabajo, se habla de una “huelga” y tiene una excelente posibilidad de obligar a la compañía a cambiar su política.

Por positivas que puedan ser para amigos y familiares, las formas de vida no-violentas no impiden que se libren guerras. Pero una sociedad que elimina el control corporativo de la economía se libera de la necesidad de expansión y da un paso enorme hacia la no-violencia. En este contexto, las formas de vida no-violentas solidifican las políticas globales no-violentas Continue lendo

Falta energia ou falta visão?

De Washington Novaes
Fonte: O Estado de S.Paulo, 11/7/2008

O tema das barragens e usinas hidrelétricas volta a ocupar espaço abundante no noticiário, por muitas razões:

  1. Por ser essa uma fonte renovável e menos poluente de energia, num momento de crise, e que abre a possibilidade de reduzir, com seu uso, as emissões de gases que intensificam o efeito estufa e acentuam mudanças climáticas;
  2. pelo ângulo oposto, por estar o Brasil levando adiante vários projetos nessa área, quando alguns estudos mostram a possibilidade de, com conservação e eficiência energética, até reduzir consideravelmente nosso consumo de energia, além de poder recorrer muito mais do que o faz a outras fontes menos problemáticas (eólica, solar, de marés, biocombustíveis, principalmente);
  3. porque a construção de hidrelétricas sem preocupação de implantar eclusas que permitam a navegação dificulta depois o aproveitamento desse meio de transporte (onde seja viável e sem custos excessivos);
  4. porque grande parte da energia gerada se destina à produção de eletrointensivos (alumínio e ferro-gusa, principalmente), com altos subsídios, que impõem a toda a sociedade (que paga os subsídios) pesados sacrifícios, enquanto beneficiam principalmente consumidores dos países industrializados, grandes importadores desses produtos;
  5. porque a interrupção do fluxo de rios e o alto armazenamento de águas suscitam outras preocupações aos estudiosos da área. Continue lendo