Energia solar chinesa sustentará a expansão global recorde em 2014

SCMP 30JAN13 CH SMOG12  masks.JPGDesenvolvedores solares ao redor do mundo instalarão uma capacidade recorde este ano na medida em que o próspero mercado chinês impulsiona o crescimento no setor, foi o que mostrou uma pesquisa feita pelo grupo Bloomberg ao mesmo tempo em que a indústria de 102 bilhões de dólares volta a dar lucros.

Marc Roca, Bloomberg, 25 de fevereiro de 2014. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Cerca de 44,5 gigawatts serão acrescidos em todo o mundo, um aumento de 20,9% sobre as instalações feitas no ano passado, segundo a média estimada de nove analistas e agências de pesquisa. Este número é igual à retirada de 10 reatores atômicos. No ano passado a nova capacidade aumentou para 20,3%, após um ganho em 2012 de 4,4%. A China se tornou o maior mercado de energia solar em 2013, ajudando a pôr fim à redução que já durava dois anos para os fabricantes do setor. O apoio estatal para projetos fotovoltaicos no país asiático, que é o maior consumidor de energia do mundo, tem visto os custos de instalação caírem no momento em que acelera o desenvolvimento de energias renováveis para reduzir a poluição. Continue lendo

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Hacia un crecimiento con bajas emisiones de carbono?

Martin Khor, Red del Tercer Mundo, 30 de junho de 2011

El gobierno chino organizó una conferencia en Beijing del 22 al 24 de junio sobre “desarrollo verde con bajas emisiones de carbono” en la que participaron expertos internacionales y locales junto con autoridades nacionales y provinciales.

El hecho de que China auspiciara esta conferencia es importante ya que se trata del mayor país en desarrollo, tanto en población como en dimensión económica, y de uno de los dos mayores emisores de gases de efecto invernadero en el mundo. Continue lendo

China: la huella verde del gigante asiático

Marwaan Macan-Markar, IPS, 18 de abril de 2011

Convertirse en líder de las economías bajas en carbono da a China nuevos bríos diplomáticos para las negociaciones que preceden a la 17 Conferencia de las Partes de Convención Marco de las Naciones Unidas sobre el Cambio Climático (COP 17), que se realizará a partir del 28 de noviembre en Durban. Continue lendo

Complexo como o fim da escravidão

José Eli da Veiga, Valor, 21 de dezembro de 201

As evidências sobre o aquecimento global começaram a ser consolidadas em 1971 no primeiro evento internacional sobre o tema, em Estocolmo: “Study of man’s impact on climate”. Vinte anos depois, a ONU montou o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC). Decisão que saiu de um grande conclave cujo título enfatizava “as implicações das mudanças atmosféricas para a segurança global” (Toronto, 1988). Continue lendo

A dúvida entre menos carbono e mais créditos sociais

Emilio Godoy, IPS/TerraViva, 8 de dezembro de 2010 

Cancún, México – As economias latino-americanas têm um longo caminho a percorrer para reduzir seu consumo de carbono sem deter o desenvolvimento econômico e social. É urgente aumentar as energias renováveis e os processos de aprendizagem de novas tecnologias. Continue lendo

Brasil tem condições de criar novo caminho de desenvolvimento

IHU On-line entrevista Heitor Scalambrini Costa, IHU On-Line, 2 de dezembro de 2010

IHU On-Line – Como as estratégias do novo governo presidencial devem ser pensadas a partir da questão ambiental?

Heitor Costa – Nosso país está no caminho da transição entre uma economia “emergente” e uma economia “industrializada”. Não devemos basear o crescimento do país em modelos que não serviram bem ao mundo. Considerando a crise do aquecimento global, podemos afirmar que apenas os países que incluírem a preocupação ambiental em seus planos de desenvolvimento econômico, tecnológico e social terão sucesso no futuro. Daí não se pode aceitar a irresponsabilidade dos governantes de quererem fazer crer a população que o crescimento econômico, a qualquer custo, é uma panaceia para todos os males do país. Pobreza? Basta fazer a economia crescer, ou seja, incrementar a produção (consumo de energia) de bens e serviços e estimular os gastos dos consumidores, e a riqueza se espalhará de cima para baixo na sociedade. Contra o desemprego é só intensificar a demanda por bens e serviços, ofertando crédito e estimulando investimentos. Ora, as coisas não funcionam bem assim. Continue lendo

Impulsionando o crescimento verde

A adoção de medidas concretas agora revigorará a dinâmica do combate à mudança climática e ajudará a restabelecer a confiança na cooperação internacional

Caio Koch-Weser e George Soros, Valor Econômico, 23 de novembro de 2010

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, divulgou o relatório final do seu Grupo Consultor de Alto Nível sobre Financiamento da Mudança Climática (AGF, na sigla em inglês). Por sermos os dois membros do setor privado no AGF, estamos orgulhosos do nosso trabalho. O relatório apresenta as opções disponíveis para mobilizar US$ 100 bilhões anualmente para a mitigação e adaptação da mudança climática nos países em desenvolvimento e estabelece as condições que se atingir esse objetivo até 2020.

Uma condição essencial é estipular um preço robusto para o carbono, de US$ 25 a tonelada de CO2, com o fim de desencadear os vastos investimentos do setor privado necessários para financiar a transição para uma economia de baixo nível de carbono. Estamos preocupados, porém, com a falta de vontade política para a fixação do preço do carbono. Continue lendo

Economia de baixo carbono: o desafio brasileiro

IHU On-line entrevista Ricardo Abramovay, 22 de novembro de 2010

“O país tem hoje uma situação privilegiada”, constata o economista Ricardo Abramovay. Segundo ele, este privilégio “exprime-se no fato de que a transição para uma economia de baixo carbono é capaz de compatibilizar seu crescimento com a preservação dos serviços ecossistêmicos básicos”. Para que o Brasil seja um exemplo internacional na relação entre economia e ecossistemas, elementos básicos devem ser cumpridos, menciona.

“É preciso que (da mesma forma que está ocorrendo na União Européia, no Japão, na China e nos EUA) a inovação industrial tenha por vetor fundamental a preocupação em reduzir ao mínimo o uso de materiais e energia por unidade de produto. Isso exige rastreamento mais aprofundado não só das emissões de gases de efeito estufa, mas dos impactos da produção material sobre a biodiversidade e, de maneira geral, sobre os materiais consumidos pela indústria. Além da chamada pegada de carbono, é fundamental rastrear a pegada de água e de todos os materiais usados na produção”. De acordo com Abramovay, outro elemento importante refere-se ao padrão de consumo atual. “Os padrões de consumo atuais tão concentrados em produtos alimentares de má qualidade, num padrão de mobilidade urbana insustentável e em formas de moradia apoiadas em imenso desperdício devem ser discutidos e modificados”. Continue lendo

Rumo a uma economia de baixo carbono

Cláudia Guerreiro entrevista Eduardo Viola, Carta Maior, 20 de setembro de 2010

Respeitado por suas ideias e profundo conhecimento acerca de sustentabilidade, o professor de Política Ambiental Internacional no Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais da UnB, Eduardo Viola, fala à Carta Maior sobre os desafios que o Brasil terá de enfrentar para se tornar um país ambientalmente limpo:

Quais são os novos modelos necessários à adaptação da governança global às exigências do mundo atual?

Eduardo Viola – Basicamente, o que é decisivo em toda a questão tem a ver com a transição para uma economia de baixo carbono. O eixo da sustentabilidade hoje, claramente passa por essa transição. Para isso nós precisamos, por um lado, de um acordo internacional que ponha um preço ao carbono, que constrinja as emissões gradualmente. Isto favorecerá toda a saída da matriz energética fóssil, particularmente do carvão, em primeira instância, seguido do petróleo e do gás natural. Em seguida, vem a substituição por todas as energias renováveis, ou seja, hidrelétrica, biocombustível, eólica, solar e novas energias importantes como a das marés e a geotérmica, por exemplo. Continue lendo

Economia de baixo carbono deve triplicar até 2020

Setor de veículos elétricos deverá crescer vinte vezes, movimentando US$ 473 bilhões

Estado de S.Paulo, 10 de setembro de 2010

Relatório do banco HSBC divulgado esta semana afirma que a economia de baixo carbono deverá triplicar até 2020, atingindo a cifra de US$ 2,2 tri. O setor mais beneficiado será o de veículos elétricos, que deverá crescer vinte vezes, movimentando US$ 473 bilhões – ou seja: um quinto de todo o mercado mundial de baixo carbono. O setor de energias renováveis pode crescer 9,4% anualmente – mercado que representaria mais de US$ 500 bilhões em 2020. O relatório afirma ainda que o nicho dos transportes públicos deverá movimentar US$ 677 bilhões até lá – o que pode fazer com que o setor de transportes ultrapasse o de energia na corrida pelo desenvolvimento limpo. Continue lendo