CNBB: ”Não temos o direito de subordinar a agenda ambiental à agenda econômica”

Uma coletiva de imprensa, em Brasília,marcou o encerramento da reunião do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Os bispos da recém-eleita Presidência da CNBB falaram aos jornalistas sobre o Código Florestal brasileiro, que está em trâmite no Senado, a crescente violência contra pequenos agricultores e assentados no norte do país e sobre a Campanha da Fraternidade de 2012, que tratará da Saúde Pública.

Reproduzido de IHU On-line, 18 de junho de 2011

Os bispos aprovaram uma nota sobre o Código Florestal e outra sobre os atos de violência na região Amazônica.

Código Florestal

“Não temos o direito de subordinar a agenda ambiental à agenda econômica”, afirmaram os bispos na nota sobre o Código Florestal.

O secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, manifestou a preocupação da Igreja com os impactos e as consequências do novo Código Florestal, que atingirão diretamente as pessoas e o meio ambiente, podendo decidir o futuro, não apenas dos brasileiros, mas da humanidade como um todo. “Sem um cuidado real com a natureza, com as florestas e com as águas nós não teremos futuro. E nós, da CNBB, estamos preocupados com essa relação”, disse o secretário. Continue lendo

Anúncios

Call Off the Global Drug War

Jimmy Carter, The Minneapolis Star Tribune, Juin 17, 2011

In an extraordinary new initiative announced earlier this month, the Global Commission on Drug Policy has made some courageous and profoundly important recommendations in a report on how to bring more effective control over the illicit drug trade.

The commission includes the former presidents or prime ministers of five countries, a former secretary general of the United Nations, human rights leaders, and business and government leaders, including Richard Branson, George P. Shultz and Paul A. Volcker. Continue lendo

Líder do PT defende plantio de maconha em cooperativa

Na contramão do que prega o governo Dilma Rousseff, o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), defende a liberação do plantio de maconha e a criação de cooperativas formadas por usuários.

Filipe Coutinho, Folha de S. Paulo, 17 de abril de 2011

Num recente debate sobre o assunto, o deputado disse que a política de “cerco” às drogas é “perversa” e gera mais violência. Dilma assumiu o governo incluindo entre suas prioridades o combater “sem tréguas” ao crime organizado e às drogas.

Em janeiro, a presidente desistiu de nomear o então secretário Nacional de Justiça Pedro Abramovay para a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas depois que ele sugeriu numa entrevista a adoção de penas alternativas para pequenos traficantes. Continue lendo

Imagens científicas da medicina criam mercado da esperança

Heloisa Helvécia entrevista Rafaela Zorzanelli, Folha de S.Paulo, 7 de março de 2011

Enquanto nossas vísceras são esquadrinhadas por ressonâncias, tomografias e tudo o mais, aumenta a crença de que as respostas para qualquer sofrimento se escondem no físico. Essa relação é tema de “Corpo em Evidência”, trabalho dos pesquisadores Francisco Ortega e Rafaela Zorzanelli. Continue lendo

Rio corre atrás de alternativas para renda do tráfico

O tráfico do Rio teve um prejuízo de mais de R$ 100 milhões. A afirmação do secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame, foi feita na apresentação do material apreendido na operação do Complexo do Alemão. Em dois dias de ocupação, os policiais apreenderam 135 armas, 33 toneladas de maconha, 235 quilos de cocaína, 27 quilos de crack e 1.406 frascos de lança perfume.

Paola de Moura e Chico Santos, Valor, 1 de dezembro de 2010

O volume de armamento e drogas mostra a capacidade financeira dos traficantes. Sua redução, porém, poderá causar um impacto no comércio e na economia das favelas, pelo menos, no início. O ex-prefeito Cesar Maia relatou, em sua newsletter, que, em 2001, foi conversar com os moradores do Jacarezinho, que havia sido ocupada pela polícia. “As pessoas, comerciantes, famílias e trabalhadores, relacionavam a ocupação a uma crise de emprego, de salários e no comércio na comunidade. A razão era que, com o fechamento das ‘bocas’, a circulação de dinheiro havia diminuído muito, afetando o comércio e o emprego.” Continue lendo

Debate sobre legalização das drogas agita México

O actual presidente mexicano Felipe Calderón rejeitou a proposta do seu antecessor, Vicente Fox, para legalizar a produção e a venda de estupefacientes. Mas admite que isso poderia travar a violência que dilacera o país.

Esquerda.net, 10 de agosto de 2010

Felipe Calderón respondeu negativamente ao plano anunciado por Fox, que esteve no poder entre 2000 e 2006. “Se forem legais, o alto preço que as drogas têm no mercado negro reduzir-se-ia e isso reduziria a capacidade financeira dos criminosos. Isso pode ser certo, mas liberalizar totalmente o mercado de drogas, incluindo a própria redução do seu preço, são factores que vão levar milhares de jovens a consumir”, diz o actual presidente mexicano, alinhado com o proibicionismo e promotor da via policial para no “combate à droga”, uma que já soma 26 mil mortos desde que Calderón tomou posse. Continue lendo

Narcotráfico massacra policiais federais no México

Comboio com 40 agentes da Polícia Fedral foi emboscado segunda-feira em uma estrada a 146 quilômetros da capital mexicana. Pelo menos 12 policiais morreram. Atentado expõe clima de crescente violência no México.

Eduardo Ferrer, La Jornada / Carta Maior, 15 de junio de 2010 Continue lendo