Copa de 2010: Porno-Desperdício

cape town stadiumDurante a Copa do Mundo da África do Sul, o centro do Johannesburgo era o lugar perfeito para não estar. Naquele junho de 2010, guias turísticos faziam questão de advertir: “À noite, não vá!”

Laura Capriglione, Agência Pública, 11 de fevereiro de 2014

O normal ali é a polícia se retirar assim que o sol se põe e o comércio baixa as portas. Sem lei, os quarteirões ficam, então, entregues ao submundo do tráfico, a usuários em busca de droga, aos loucos, aos sem-teto, aos refugiados de tantos países africanos.

Naquele mês, não. O que não faltava era polícia. Vai que um turista desavisado resolvesse dar um rolé pelas ruas… Continue lendo

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La militarización democrática

desigualdade-socialRaúl Zibechi, La Jornada, 7 de febrero de 2014

El reciente informe de Oxfam Gobernar para las élites muestra con datos fehacientes lo que venimos sintiendo: que la democracia fue secuestrada por el uno por ciento para ensanchar y sostener la desigualdad. Confirma que la tendencia más importante que vive el mundo en este periodo de creciente caos es hacia la concentración de poder y, por tanto, de riqueza.

El informe señala que casi la mitad de la riqueza mundial está en manos de uno por ciento de la población, que se ha beneficiado de casi la totalidad del crecimiento económico posterior a la crisis. Acierta Oxfam al vincular el crecimiento de la desigualdad a la apropiación de los procesos democráticos por parte de las élites económicas. Acierta también al advertir que la concentración de la riqueza erosiona la gobernabilidad, destruye la cohesión social y aumenta el riesgo de ruptura social. Continue lendo

Rendimentos dos 100 mais ricos acabavam quatro vezes com a pobreza mundial

6393693341_4723ba5466_0Os 240 bilhões de dólares de rendimentos líquidos das 100 pessoas mais ricas do planeta bastariam para acabar quatro vezes com a pobreza extrema mundial, segundo o mais recente relatório da Oxfam.

Marco Antonio Moreno, Esquerda.net, 20 de janeiro de 2013

A explosão da riqueza e os rendimentos extremos está a exacerbar a desigualdade e a dificultar a capacidade mundial de combater a pobreza, segundo adverte a organização internacional Oxfam num comunicado tornado público a poucos dias do Fórum Económico de Davos, que terá lugar na próxima semana.

Os 240 bilhões de dólares de rendimentos líquidos das 100 pessoas mais ricas do planeta bastariam para acabar quatro vezes com a pobreza extrema, segundo o relatório ‘The cost of inequality: how wealth and income extremes hurt us all’. (O custo da desigualdade: como a riqueza e os rendimentos extremos nos prejudicam todos). O relatório faz um apelo aos líderes mundiais para conter os rendimentos extremos e que se comprometam à redução da desigualdade, pelo menos até os níveis existentes em 1990. O 1% das pessoas mais ricas do planeta aumentaram os seus rendimentos em 60% nos últimos 20 anos e a crise financeira só tem acelerado esta tendência, em vez de a reduzir. Continue lendo

O luxo não conhece a crise e cresce no Brasil

O luxo não conhece a crise. E está crescendo, sobretudo nos países emergentes, como o Brasil. Em cerca de dez anos, haverá marcas de luxo brasileiras. É o que diz o filósofo francês Gilles Lipovetsky, autor de “O Luxo Eterno”, que esteve no Brasil para participar do evento “The New World of Luxury”. Para Lipovetsky, o luxo é hoje mais bem-estar do que marca. “Até quem mora na favela conhece e deseja marcas de luxo. O ‘hiperconsumidor’ não quer somente comer ou se vestir”.

Maria Paula Autran eentrevista Gilles Lipovetsky, Folha de S. Paulo, 2 de setembro de 2012

O que é o luxo hoje?

Hoje é mais importante falar da diversidade do luxo do que sobre o que ele é. Há diferentes estágios de luxo. O desenvolvimento do premium, por exemplo, não é o luxo inacessível. Ao mesmo tempo, é algo caro, de boa qualidade. Isso é o mais característico dessa época. Diferenciação da definição e nova combinação do luxo com artesanato, arte e moda. Continue lendo

Cidadãos do primeiro mundo, bem-vindos ao subdesenvolvimento

“Depois desta crise e de outras que virão, será ainda mais difícil distinguir um pobre europeu ou um norte-americano de um pobre do terceiro mundo, como tampouco será possível distinguir entre os ricos dos países centrais e os ricos do terceiro mundo”.

Alfredo Saieg, Rebelión, 8 de agosto de 2012. A tradução é do Cepat. Reproduzido de IHU On-line.

Crises vêm e crises vão: a asiática e o subprime nos Estados Unidos, a de Portugal, da Grécia e da Espanha, a próxima e as que virão, as que somam até hoje o não desprezível número de 280, nas últimas décadas, desde que o capitalismo financeiro sionista, com sede na Bolsa de Wall Street, começou a impor suas políticas neoliberais mundialmente. Continue lendo

EUA: Os novos desafios da desigualdade

O Movimento Ocupa Wall Street está finalmente a desafiar décadas de guerra contra os pobres nos EUA, um conflito que apesar de ser devastador, tem passado despercebido até agora.

Frances Fox Piven, Esquerda.net, 15 de dezembro de 2011

Temos estado em guerra desde há décadas – não apenas no Afeganistão ou no Iraque, mas aqui mesmo, em casa [nos EUA]. Domesticamente, tem sido uma guerra contra os pobres, e não surpreende se não se deu conta. Não se encontram muitas vezes os números das baixas neste conflito particular nos jornais locais ou nos noticiários televisivos. Apesar de ser devastadora, a guerra contra os pobres tem passado despercebida – até agora. Continue lendo

A instabilidade da desigualdade

Os protestos pelo mundo expressam a preocupação de classes diante do maior poder nas mãos das elites

Nouriel Roubini, Folha de S.Paulo, 16 de outubro de 2011

Este ano foi caracterizado por uma onda mundial de inquietações e instabilidades sociais e políticas, com participação popular maciça em protestos reais e virtuais: a Primavera Árabe; os tumultos em Londres; os protestos da classe média israelense contra o alto preço da habitação e os efeitos adversos da inflação sobre os padrões de vida; os protestos dos estudantes chilenos; a destruição dos carros de luxo dos “marajás” na Alemanha; o movimento contra a corrupção na Índia; a crescente insatisfação com a corrupção e a desigualdade na China; e agora o movimento “Ocupe Wall Street”, em Nova York e em outras cidades dos Estados Unidos. Continue lendo

Ecological Woes Linked to Inequality

Bob Doppelt, The Register-Guard, September 13, 2011

What do consumer debt, the national debt and ecological debt have in common? They are all at least partly caused by economic inequality. Unless inequality is reduced, it’s unlikely that any of our debt problems can be resolved. Continue lendo

Foi um motim de consumidores excluídos

Foi um motim de consumidores excluídos’, diz sociólogo Zygmunt Bauman

LONDRES – Um dos mais influentes acadêmicos europeus, já descrito por alguns comentaristas mais entusiasmados como o mais importante sociólogo vivo da atualidade, o polonês Zygmunt Bauman viu nos distúrbios de Londres uma aplicação prática de suas teorias sobre o papel do consumismo na sociedade pós-moderna. Um assunto que o acadêmico, radicado em Londres desde 1968, quando deixou a Polônia após virar persona non grata para o regime comunista e por conta de uma onda de anti-semitismo no país, explorou bastante em conjunção com as discussões sobre desigualdade social e ansiedade de quem vive nas grandes cidades.

Aos 85 anos, autor de dezenas de livros, como “Amor líquido” e “O mal-estar da pós-modernidade”, Bauman não dá sinais de diminuir o ritmo. Há cinco anos, no lançamento de “Vida para Consumo”, uma de suas obras mais populares, fez uma turnê por vários países. Em entrevista ao GLOBO, por e-mail, ele afirma que as imagens de caos na capital britânica nada mais representaram que uma revolta motivada pelo desejo de consumir, não por qualquer preocupação maior com mudanças na ordem social. Continue lendo

As mentiras da campanha ‘sou agro’

As mentiras da campanha ‘sou agro’

Colapsos

Juan Gelman
Rebelión

“Irresponsabilidad. Egoísmo. Actuar como si los actos no tuvieran consecuencias. Hijos sin padres. Escuelas sin disciplina. Recompensas sin esfuerzo. Crimen sin castigo. Derechos sin responsabilidades. Comunidades fuera de control. Algunos de los peores aspectos de la naturaleza humana tolerados, consentidos –a veces hasta incentivados– por un Estado y sus organismos que en parte han perdido literalmente la moral.” El primer ministro británico David Cameron explicó así la violencia desatada en Tottenham, uno de los barrios más pobres de Londres, y en otras ciudades de Inglaterra (www.guardia.co.uk, 15/8/11). Calificó la situación de “colapso moral”.

Olvidó señalar que la desocupación entre los jóvenes londinenses asciende al 23 por ciento y es aún más alta en el interior del país. O que los costos de la educación universitaria la convierten en algo prohibido, salvo para los hijos de familias ricas: 15 mil dólares anuales. Olvidó sobre todo el costo de 30 años de thatcherismo para amplias capas de la sociedad británica, las comunidades devastadas por la desindustrialización cualquiera fuese el color de la autoridad, conservador o laborista. Continue lendo

Americans Vastly Underestimate Wealth Inequality, Support ‘More Equal Distribution Of Wealth’: Study

William Alder, Huffington Post, September 25, 2010 

Americans vastly underestimate the degree of wealth inequality in America, and we believe that the distribution should be far more equitable than it actually is, according to a new study.

Or, as the study’s authors put it: “All demographic groups — even those not usually associated with wealth redistribution such as Republicans and the wealthy — desired a more equal distribution of wealth than the status quo.” Continue lendo

Objetivos del Milenio, ¿para este siglo?

Hedelberto López Blanch, Rebelión, 20 de septiembre de 2010

Con un documento preliminar de 27 páginas, la sede central de Naciones Unidas en Nueva York esta preparada para recibir desde este lunes 20 hasta el miércoles 22 a sus 192 miembros para discutir cómo se podrán cumplir los Objetivos del Milenio que prácticamente están en el limbo desde que fueron aprobados en el 2000. Continue lendo

Desigualdade social no Brasil

Frei Betto, Correio da Cidadania, 10 de agosto de 2010

Relatório da ONU (Pnud), divulgado em julho, aponta o Brasil como o terceiro pior índice de desigualdade no mundo. Quanto à distância entre pobres e ricos, nosso país empata com o Equador e só fica atrás de Bolívia, Haiti, Madagascar, Camarões, Tailândia e África do Sul.

Aqui temos uma das piores distribuições de renda do planeta. Entre os 15 países com maior diferença entre ricos e pobres, 10 se encontram na América Latina e Caribe. Mulheres (que recebem salários menores que os homens), negros e indígenas são os mais afetados pela desigualdade social. No Brasil, apenas 5,1% dos brancos sobrevivem com o equivalente a 30 dólares por mês (cerca de R$ 54). O percentual sobe para 10,6% em relação a índios e negros. Continue lendo

Pochmann recomenda aumento de idade mínima para trabalhar

“As mudanças nos levam a postergar o ingresso dos jovens no mercado de trabalho para depois dos 20 anos”, pregou Márcio Pochmann, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em evento sobre trabalho infanto-juvenil.

Repórter Brasil, 11 de marco, de 2010

O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, destacou a necessidade de “elevar a idade mínima” legalmente estabelecida (16 anos) para o início das atividades laborais “frente à sociedade que estamos construindo hoje, a pós-industrial”. A recomendação foi feita durante a abertura do 3º Seminário Nacional sobre Trabalho Infanto-Juvenil, realizado em São José dos Campos (SP). Continue lendo

Sepa lo que es el capitalismo

Atilio A. Boron, Rebelión, 13 de maio de 2010

El capitalismo tiene legiones de apologistas. Muchos lo hacen de buena fe, producto de su ignorancia y por el hecho de que, como decía Marx, el sistema es opaco y su naturaleza explotadora y predatoria no es evidente ante los ojos de mujeres y hombres. Otros lo defienden porque son sus grandes beneficiarios y amasan enormes fortunas gracias a sus injusticias e inequidades. Hay además otros (“gurúes” financieros, “opinólogos”, “periodistas especializados”, académicos “bienpensantes” y los diversos exponentes del “pensamiento único”) que conocen perfectamente bien los costos sociales que en términos de degradación humana y medioambiental impone el sistema. Continue lendo

De onde sairá o dinheiro para salvar os ricos e os bancos?

Uma das questões que mais chama a atenção dos cidadãos comuns é de onde vai sair ou de onde estão a sair as centenas e centenas de milhares de milhões de dólares que os bancos centrais e o tesouro norte-americano estão a pôr à disposição dos bancos.

Juan Torres López, Esquerda.net, 6 de Outubro de 2008

A pergunta é pertinente porque a magnitude do apoio destinado aos já de si mais ricos do mundo realmente surpreende. E surpreende, sobretudo, se comparada com outras necessidades para as quais nunca há dinheiro.

Segundo as Nações Unidas em cada dia que passa morrem de sede cerca de 5.000 crianças. Para dar água potável a todo o planeta seriam necessários 32 mil milhões de dólares (e impedir a avareza criminosa de algumas das grandes multinacionais, claro está). Continue lendo

As escolhas dos países ricos e a desigualdade

Marcio Pochmann, Folha de S.Paulo, 30 de julho de 2008

Políticas econômicas e sociais neoliberais não foram determinantes para a expansão econômica, mas ampliaram a desigualdade

APÓS 70 anos de trajetória comum verificada na queda da desigualdade de renda, os países ricos passaram a apresentar tendências bem distintas nas duas últimas décadas. Em grande medida, as opções de políticas econômicas e sociais realizadas em cada uma das economias avançadas terminaram por impactar direta e indiretamente o grau de concentração da renda. Continue lendo

“Dizem os pais” que estamos fritos!

Será a tarefa de uma outra política “Resgatar a possibilidade do político, de tomar decisões nacionais e soberanas capazes de redirecionar nossa economia, de fazê-la sujeitar-se aos imperativos de uma nação que se quer integrar, constituirá o desafio das futuras gerações, órfãs hoje de pais verdadeiramente responsáveis.”?

É o que apostam Leda Paulani e Airton Paschoa no texto de opinião hoje na Folha, apesar de constatarem que “O rumo da economia, daquilo que antes se subordinava democraticamente à instância política, já foi decidido. Oposição e situação podem se engalfinhar à vontade, podem trocar divertidamente de posição, que não afetam mais a autonomia da esfera econômica.”

Leia na íntegra o artigo clicando aqui – Continue lendo