La madre tierra, cenicienta del desarrollo capitalista

El gobierno ha perdido la claridad y también la honestidad

Raúl Prada Alcoreza, Bolpress, 22 de octobre de 2012

¿En qué sentido se habla se madre tierra? Está claro que el sentido deviene de las cosmovisiones indígenas. Se trata de una imagen animista del planeta, estamos ante una imagen inmanentista de las fuerzas que componen la tierra. Se parte de que el planeta tiene vida, comprende la multiplicidad de vidas que habitan la tierra, donde se reproducen y forman ciclos vitales. Esta comprensión lleva a una relación de respeto y reciprocidad; se pide permiso antes de cazar, pescar, recolectar, cultivar, arar, talar. Los seres que pueblan la tierra son espíritus con los que se establece una relación de reciprocidad, de profundo respeto y en lo posible de complementariedad. Las comunidades indígenas que habitan los bosques y surcan los ríos cobijan saberes ancestrales sobre las plantas, los animales, el clima, las estrellas, convirtiendo a estos seres en escrituras descifrables e interpretables. Continue lendo

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Complexo Industrial de Suape: os limites do desenvolvimento

O polêmico projeto do Complexo Industrial de Suape, instalado no estado de Pernambuco em 1975, durante a ditadura militar, tem recebido críticas de ambientalistas e pesquisadores, porque se baseia na “concentração de investimentos” e causa inúmeros problemas ambientais e sociais. De acordo com o físico e professor da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, Heitor Costa, Suape foi construído a partir de “uma decisão autoritária” e desde o início foi contestado.

IHU On-line entrevista Heitor Scalambrini Costa, IHU On-line,15 de agosto de 2012

Na entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-Line, ele questiona o “boom” da economia pernambucana, que cresce por causa dos investimentos no Complexo Industrial de Suape. Segundo ele, “os índices macroeconômicos do estado indicam que a economia vai bem. Entretanto, não estão bem aqueles que deveriam ser os maiores beneficiários”. E ressalta: “Esse crescimento não tem se convertido em melhorias para a classe trabalhadora no estado”.

De acordo com o pesquisador, desde 2007 até 2014 serão investidos cerca de 60 bilhões de reais na ampliação de Suape, montante que, em sua avaliação, “poderia ser mais bem aplicado e distribuído em empreendimentos descentralizados, menores, sustentáveis, atingindo um número maior de municípios e pessoas”. Ao comentar as implicações sociais e ambientais causadas pela ampliação de Suape, Costa enfatiza que a “concentração industrial de empresas utilizando combustíveis fósseis em um território de 13.500 hectares é o maior dos erros, pois certamente provocará graves agressões ambientais para a terra, água e o ar, além de afetar a saúde das pessoas com doenças características deste ambiente de muita liberação de gases tóxicos, e que também são causadores do efeito estufa”. Continue lendo

“Por novas concepções de desenvolvimento”,

Ivo Lesbaupin *

Nos últimos anos, diversos países latino-americanos, como Equador e Bolívia, vem incorporando nas suas constituições, o conceito do bem-viver, que nas línguas dos povos originários soa como Sumak Kawsay (quíchua), Suma Qamaña (aimará), Teko Porã (guarani). Para alguns sociólogos e pesquisadores temos aí uma das grandes novidades no início do século XXI.

Redescobre-se agora um conceito milenar: O ‘Viver Bem’. “A expressão Viver Bem, própria dos povos indígenas da Bolívia, significa, em primeiro lugar ‘viver bem entre nós’. Trata-se de uma convivência comunitária intercultural e sem assimetrias de poder (…). É um modo de viver sendo e sentindo-se parte da comunidade, com sua proteção e em harmonia com a natureza (…), diferenciando-se do ‘viver melhor’ ocidental, que é individualista e que se faz geralmente a expensas dos outros e, além disso, em contraponto à natureza” – escreve Isabel Rauber, pensadora latino-americana, estudiosa dos processos de construção do poder popular em indo-afro-latinoamérica[1]. Continue lendo

País carece de amplo projeto de desenvolvimento

Bruno de Pierroentrevista Odilon Guedes, Brasilianas.org / Blog do Nassif, 30 de agosto de 2011

O II Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), lançado em 1974, foi o último plano de longo prazo, pensando em complementar uma matriz industrial e avançar em setores mais estratégicos. Depois, com a crise da dívida, no início dos anos 1980, a economia se desarranjou, e aí começamos a fazer planos de curto prazo, para controlar a inflação, até que o Real conseguiu controlar em níveis bastante civilizados. Atualmente, com o processo acelerado de desindustrialização, o país tenta recuperar setores manufatureiros da economia, mas de maneira muito pontual. A avaliação é do economista e professor da FAAP Odilon Guedes. Continue lendo

Rio+20: não deixemos passar a hora!

Por Cândido Grzybowski, sociólogo e diretor do Ibase

Isto é um grito de angústia e um apelo. Só a cidadania mobilizada e com propostas pode impedir um fracasso anunciado de mais uma conferência da ONU. A sustentabilidade da vida e do planeta depende de nós, cidadãs e cidadãos do mundo, que temos a Terra e suas diferentes formas de vida a compartir entre todos, hoje e com gerações futuras, respeitando a sua integridade. Devemos agir enquanto é tempo para mudar de rumo e evitar o pior em termos de destruição ambiental e impacto social do desenvolvimento atual.

Estamos a menos de um ano da conferência Rio + 20, aqui no Rio de Janeiro, em começo de junho de 2012, e quase nada acontece. Nem parece que estamos diante do desafio incontornável de reverter um processo de desenvolvimento destrutivo da base natural da vida. Os nossos governantes estão mais preocupados com a queima de capital especulativo nas bolsas e a saúde dos bancos do que com as múltiplas crises em que a humanidade afunda: climática, alimentar, das condições de vida, da política e de valores éticos. Continue lendo

E o crescimento, para quê?

O crescimento da actividade económica não deve ser o objectivo de uma economia socialista ou em transição para o socialismo.
opiniao

Ricardo Coelho, Esquerda.net, 14 de agosto de 2011

Num momento em que as políticas de austeridade redistribuem riqueza dos pobres para os ricos e destroem a actividade económica, parece uma loucura colocar em questão o crescimento económico como objectivo político. Afinal, a crítica comum às políticas de austeridade, de cariz keynesiano, é a de que estas políticas travam o crescimento económico, agravando a recessão. Permitam-me, contudo, defender que o crescimento da actividade económica não deve ser o objectivo de uma economia socialista ou em transição para o socialismo. Continue lendo

Sobre o desenvolvimento

Nildo Ouriques, Correio da Cidadania, 17 de março de 2011

“Embora parecesse ser um hábito comum, conosco não dava muito certo, sobretudo porque só começávamos a fazer as malas um pouco antes de o trem entrar na estação. E aí naturalmente já estávamos aflitos e mal tínhamos esperança de alcançar o trem, muito menos de conseguir bons lugares”. Franz Kafka.

O desenvolvimentismo é a religião dos países periféricos. Sem a fé sobre as possibilidades do desenvolvimento não há recurso, exceto aceitar a “administração competente” do subdesenvolvimento e, em conseqüência, realizar uma digestão moral da miséria e da exploração de milhões de seres humanos que são simplesmente descartáveis no sistema.

Por esta razão compreende-se a força histórica do desenvolvimentismo na sociedade brasileira. É possível entender também as razões do otimismo que dominou quase todo o segundo mandato do presidente Lula e o fato nada desprezível de que a hegemonia lograda em seu governo foi de tal ordem que o sistema político partidário colapsou. De fato, nem mesmo com grande esforço é possível encontrar grandes diferenças entre os principais partidos políticos brasileiros naquilo que é essencial à manutenção da ordem. Continue lendo

A insana corrida pelo grande PIB

Razões para o Brasil potência entender a diferença entre “ter mais” e “ser mais”

Marina Silva, O Estado de S.Paulo / Aliás, 26 de dezembro de 2010

Saindo de um período eleitoral marcante, o Brasil chega ao limiar de 2011 com desafios que, se não são inéditos, agora estão claros na sua dimensão e no seu caráter estratégico. Impossível jogá-los debaixo do tapete. São o lado frágil da ambição nacional de ser grande potência. É preciso entender que o critério PIB não corresponde necessariamente a desenvolvimento. Mede crescimento material, mas não diz para quem, como, com que horizontes, com que valores, a que custo social, humano, ambiental. Se queremos ser potência precisamos definir o mérito desse desejo. E, infelizmente, colocaremos o pé em 2011 sem que um consenso esteja sequer próximo de ser alcançado quanto a nossa compreensão de desenvolvimento e às responsabilidades que acarreta para cada setor, cada cidadão e, principalmente, para o poder público. Continue lendo

Economic Boom Worsened De-industrialisation of LDCs

Isolda Agazzi, Inter Press Service, November 26, 2010

GENEVA – Least developed countries (LDCs) in Africa did not use the commodity export boom of the mid-2000s to diversify their economies from commodity dependence to manufacturing value-added products. Significantly, the agricultural sector has also not benefited, with the result that LDC reliance on imported food has become even worse.

These are some of the findings of the United Nations Conference on Trade and Development (UNCTAD), which released its 2010 report on least developed countries (LDCs), entitled “Towards a new international development architecture for LDCs”, on Nov 25. Continue lendo

Por uma nova concepção de desenvolvimento

ABONG, 11 de novembro de 2010

A humanidade está hoje na direção da não-sustentabilidade, caminhando rapidamente para tornar a Terra inabitável: estamos desmatando numa velocidade incrível por toda parte, seja para vender a madeira, seja para exportá-la, seja para dar lugar a grandes pastagens e plantações de produtos exportáveis (no caso brasileiro soja e etanol principalmente). Esquecemos o que já sabíamos: as florestas são fundamentais para garantir a biodiversidade, mas também, entre outras coisas, para termos chuva e lençóis freáticos abundantes. Nossa água doce está sendo utilizada em uma quantidade muito acima de sua capacidade de reposição. Além disso, ela está sendo poluída pelo não-saneamento (despejo de esgoto diretamente nos rios), pelos agrotóxicos (que descem dos campos para os rios), pelas indústrias e seus produtos tóxicos, pela mineração (na qual muitas vezes também são usados produtos tóxicos). Por outro lado, o aquecimento global está derretendo fontes de água doce que são as geleiras, os glaciares e as calotas polares, o que pode tornar a vida muito difícil para inúmeras cidades no mundo e até ameaçar a existência de certos países. Continue lendo

Desigualdade tira pontos do Brasil em ranking do IDH

Índice perde 27,2% quando ajustado pela distribuição de renda, educação e saúde. Brasil ocupa 73ª posição entre 169 países em lista divulgada pela ONU, atrás de Chile e Peru; Noruega lidera

Claudia Antunes e Larissa Guimarães, Folha de S.Paulo, 5 de novembro de 2010

O Brasil perde mais de um quarto de sua pontuação no Índice de Desenvolvimento Humano, da ONU, quando o indicador é ajustado para contabilizar a desigualdade na distribuição de renda, educação e saúde. Segundo o relatório 2010 do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), o IDH brasileiro é de 0,699 -quanto mais próximo de 1, melhor. No entanto, o índice ajustado pela desigualdade, chamado de IDH-D, é de 0,509 -uma redução de 27,2%. Continue lendo

Ambientalismo mostra fragilidade eleitoral

Mario Osava, IPS, 13 de outubro de 2010 

Rio Branco, Acre, Brasil – Sustentar nas urnas políticas que seja priorizado o meio ambiente é um desafio que ainda não tem uma resposta clara, sobretudo em áreas mais carentes de infraestrutura, como a Amazônia brasileira. A animadora votação obtida no dia 3 deste mês por Marina Silva, do Partido Verde, pode induzir a enganos. Além de conseguir muitos votos baseados em questões religiosas por sua fé evangélica, Marina Silva teve resultados decepcionantes em sua terra natal e berço político, o Acre, no extremo oeste do país, símbolo do ambientalismo no Brasil.

Em seu Estado, obteve 23,55% dos votos válidos, apenas superando os 19,33% que obteve em todo o país e muito longe dos 41,98% que recebeu no Distrito Federal. Sua votação se concentrou nas grandes capitais. A candidata e ex-ministra do Meio Ambiente perdeu muitos votos, sobretudo no interior do Acre, devido aos interesses imediatos de pescadores, camponeses e comerciantes, entre outros, que se sentem contrariados por leis e iniciativas ambientais. Continue lendo

Os passos miúdos da dança global

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 1 de outubro de 2010

Durante a Rio 92 – que levou à aprovação das Convenções do Clima e da Diversidade Biológica – o secretário-geral do encontro, Maurice Strong, foi dramático: disse que era a última oportunidade de os governos encaminharem soluções para os gravíssimos problemas naquelas duas áreas e para a questão da miséria no mundo. Por isso, além de criarem as duas convenções, os chefes de Estado aprovaram a Agenda 21 Global. E ela fornecia um roteiro para enfrentar os dramas do subdesenvolvimento e da pobreza. Incluía a decisão de os países industrializados aumentarem de 0,36% para 0,70% de seu produto interno bruto (PIB) a contribuição anual para os países mais pobres. Com isso, doariam US$ 120 bilhões anuais, a que se somariam US$ 480 bilhões em recursos dos países receptores. E com US$ 600 bilhões anuais seria possível avançar em todas as áreas. Continue lendo

Contradições na esquerda latino-americana

Os dois tipos de esquerda – os partidos que chegaram ao poder em diversos países e os movimentos das nações indígenas – não têm objetivos idêntico e servem-se de uma linguagens ideológicas bastante distintas entre si mesmas

Immanuel Wallerstein,  Outras Palavras, 13 de setembro de 2010

A América Latina tem sido o caso de sucesso da esquerda mundial, na primeira década do século 21. A afirmação é verdadeira em dois sentidos. O primeiro, e mais amplamente conhecido, é que partidos de esquerda, ou à esquerda do centro, venceram uma impressionante série de eleições, ao longo da década. E os governos latino-americanos, em conjunto, distanciaram-se significativamente dos Estados Unidos. A América Latina tornou-se uma força geopolítica relativamente autônoma, no cenário mundial. Continue lendo

Sem uma mudança radical, o atual desenvolvimento da China não tem futuro

Devido à enorme população, aos recursos escassos e às restrições ambientais, sustentar o atual modelo económico da China está fora de questão, diz Zhou Tianyong, da Escola Central do Partido.

Esquerda.net, 10 Setembro, 2010

[Nota do Editor: Nesta análise cheia de números, o Professor Zhou Tianyong da Escola Central do Partido (Central Party School) apresentou um previsão perturbadora do futuro da China. O crescimento e envelhecimento da população, as terras sobreexploradas, a escassez de água, o aumento da poluição e a fome voraz de aço e petróleo, não são exactamente aquilo que os líderes chineses querem ouvir. “Sustentar o modelo de desenvolvimento de alto consumo de energia, alta poluição e delapidação de recursos,” escreve Zhou, está “absolutamente fora de questão.” O texto seguinte é uma tradução de excertos do seu artigo.] [1] Continue lendo

”Não tem mais centro e periferia”, afirma Maria da Conceição

Cláudia Antunes entrevista Maria da Conceição Tavares, Folha de S. Paulo, 12 de setembro de 2010

A ascensão da China, com uma demanda por produtos primários que vai durar décadas, mudou a divisão internacional do trabalho e tornou datada a dicotomia entre industrialização e produção de commodities que marcou a trajetória brasileira desde os anos 1930.

Quem afirma é a economista Maria da Conceição Tavares, veterana expoente do desenvolvimentismo, que durante o século XX propôs a ação do Estado para a industrialização, a fim de superar a desvantagem nas relações de troca no antigo sistema sob hegemonia econômica dos EUA — que, ao também produzirem matérias-primas, forçavam a baixa de seus preços. Continue lendo

Sustentabilidade versus crescimento: limites do atual modelo econômico

Especialistas defendem formas de desenvolvimento e medição de riqueza que levem em conta a distribuição de renda e o uso de recursos naturais.

Zhang Danhong, Deustche Weller, 16 de agosto de 2010

O debate está em pauta há mais de 30 anos, mas a crise econômica mundial e as alterações climáticas deram um novo impulso às discussões sobre o modelo econômico tradicional, que só valoriza o crescimento da economia. Para o economista alemão Gerhard Scherhorn, professor emérito de Mannheim, o problema central da humanidade é o esgotamento dos recursos naturais. “Nós esgotamos os recursos naturais por meio da sobrepesca dos oceanos, da redução do nível das águas subterrâneas, da diminuição da biodiversidade e do aquecimento global”, afirma. Continue lendo

Eixos estratégicos para a agenda nacional de desenvolvimento

Há um acordo geral sobre os rumos, e sobre os principais eixos de mudança que se verificaram nos últimos anos: política redistributiva, consumo de massa, condução prudente da macroeconomia, diversificação de mercados externos, reforço do mercado interno, condução exemplar no enfrentamento da crise financeira, a importância crescente dos desafios ambientais, a articulação latinoamericana. No conjunto, aparece no horizonte a construção de um universo de desenvolvimento mais equilibrado para o Brasil.

Ladislau Dowbor, Carta Maior, 28 de julho de 2010 Continue lendo

Brasil: um outro patamar de desenvolvimento

Ladislau Dowbor, Carta Maior, 27 de julho de 2010

O Brasil está partindo, nesta segunda década do milênio, de um novo patamar. Resistiu de forma impressionante à maior crise financeira desde 1929, e está apontando rumos baseados fundamentalmente no bom senso, e numa visão equilibrada dos interesses econômicos, das necessidades sociais, e dos imperativos ambientais. A visão econômica tradicional, presa às simplificações do Consenso de Washington, envelheceu de repente, e não corresponde aos desafios de uma sociedade moderna e complexa, que tem de buscar novas articulações de política econômica, social e ambiental. Continue lendo

A nova ordem do progresso

As nações continuam a investir em modelos nos quais o progresso está mais associado ao consumo desenfreado que ao planejamento de um mundo em que a extinção da espécie humana não esteja no horizonte. Estaria nossa espécie condenada a jamais conquistar a concórdia? Elton Simões reflete sobre os dilemas envolvidos no embate entre a visão tradicional e as novas conceituações da palavra “progresso”.

Arnaldo Bloch entrevista Elton Simões, O Globo, 25 de julho de 2010

O homem sempre agiu baseado em duas premissas. De acordo com a primeira, nossas necessidades são infinitas e devem ser atendidas. De acordo com a segunda, os recursos para satisfazer essas necessidades são ilimitados. No plano coletivo, portanto, qualidade de vida é sinônimo de quantidade de consumo. Uma nação se desenvolve aumentando sua taxa de consumo e, consequentemente, consumindo mais recursos naturais. Logo, no plano individual, sucesso é medido pela abundância. Continue lendo