Por qué basar todo en el crecimiento?

Contestación a Vicenç Navarro

Margarita Mediavilla, Carlos de Castro, Luis Javier Miguel, Iñigo Capellán, Pedro Prieto, Emilio Menéndez, Juan José Álvarez, energia.ds.uva, 18 de abril de 2013

El pasado 6 de febrero Vicenç Navarro, respetado sociólogo y catedrático de Ciencias Políticas y Sociales, publicaba un artículo en El País titulado Las pensiones no están en peligro en el que criticaba a “aquellos que concluyen que el sistema público de pensiones en España no es viable como consecuencia de la transición demográfica” e indicaba que el incremento de la productividad, el crecimiento económico y el aumento de la población cotizante resolverían los “mal llamados problemas de viabilidad del sistema público de pensiones”.

Este artículo fue contestado el 27 de febrero por Floren Marcellesi, coordinador de Ecopolítica, Jean Gadrey, economista y miembro del consejo científico de ATTAC Francia y Borja Barragué,investigador de la Universidad autónoma de Madrid, en otro texto aparecido en el Diario Público y titulado Las pensiones y el fin del crecimiento. Estos autores criticaban que Vicenç Navarro basase el futuro de las pensiones en el aumento de la productividad y el crecimiento económico, olvidando completamente la crisis ecológica. Continue lendo

Ecosocialismo vs. Decrescimento

Michael Löwy explica as principais características da perspetiva ecosocialista que não se confunde com as teorias do decrescimento no debate atual sobre as respostas à crise climática.

Con los ojos abiertos. Una mirada para cambiar de disco

Yayo Herrero, Éxodo / Rebelión, 6 de julio de 2012

Dice Jorge Riechmann en un poema titulado Con los ojos abiertos:

“Quiero ver todo lo que va a venir (…) quiero estar en la calle / dentro del laberinto / amaestrando el hambre y la angustia / sin ovillo de hilo y con los ojos abiertos”.

Mirar lo que nos está viniendo en los últimos meses no es fácil. La ofensiva neoliberal sobre todos los aspectos que afectan a la vida de las personas es brutal. En apenas unas semanas vemos desintegrarse delante de nosotras una buena parte de las conquistas sociales que ha costado siglos construir. Los llamados recortes sociales son verdaderas amputaciones de las condiciones básicas de humanidad. Es la destrucción de los resquicios de reciprocidad, de los escasos retazos de solidaridad que permiten que seamos sociedad. Continue lendo

‘Crise prova que atual modelo econômico é inviável’

Marco Aurélio Canônico entrevista Tim Jackson, Folha de S. Paulo, 20 de junho de 2012

Como tem sido a recepção à sua proposta de “prosperidade sem crescimento” nesses tempos de crise?

É uma questão difícil para os governos, pois a estabilidade do sistema econômico atual depende de crescimento, de consumo contínuo. Mas o que a crise mostrou é que não é possível ter estabilidade desse modo. Estimular o crescimento indefinidamente gera mercados instáveis e situações muito ruins, como as da Grécia, da Espanha e de Portugal e a do meu próprio país, que adotou medidas de austeridade, punindo os mais pobres pela crise criada pelos ricos. Continue lendo

Controle do consumo e ‘decrescimento’ econômico podem ser saída para crise, diz ambientalista

Enquanto países afetados pela crise se esforçam para voltar a crescer e emergentes, como o Brasil, fomentam seu mercado de consumo interno, existe um movimento defendendo o “decrescimento” como a única forma de garantir a sustentabilidade do planeta a longo prazo.

Paula Adamo Idoeta, BBC Brasil, 12 de abril de 2012.

O decrescimento (“degrowth”, em inglês) significaria tirar as economias globais da “perpétua busca pelo crescimento” do Produto Interno Bruto (PIB), reduzindo a escala de produção e consumo, distribuindo melhor recursos e trabalho, com a meta de criar uma economia mais sustentável e frear o uso de recursos naturais.

A proposta não é exatamente nova – já vem sendo defendida há alguns anos por correntes ambientalistas -, mas ganha repercussão com uma conferência sobre o tema em Montreal, em maio, e com o encontro Rio+20, em junho, que reunirá delegações de todo o planeta para discutir sustentabilidade.

Em relatório recém-lançado, o instituto de pesquisas ambientais WorldWatch Institute, dos EUA, dedica um capítulo para defender o decrescimento “nos países que se desenvolveram demais”, ou seja, onde o consumismo e a dívida tomaram proporções excessivas. Continue lendo

Decrecimiento, te guste o no

Según este economista, el decrecimiento ya está teniendo lugar. Pero no es lo mismo buscar el decrecimiento que sufrirlo.

Serge Latouche, Diagonal, 4 de enero de 2012

Los partidarios del decrecimiento escuchan a menudo cosas como “¡el decrecimiento ya está teniendo lugar!”. Es un poco apresurado. Nuestro crecimiento puede ser débil, pero todavía no hemos entrado en crecimiento negativo. Con un PIB demil billones de euros, un 1% de crecimiento sigue siendo diez billones, lo que equivale al 10% del PIB de un país con sólo cien billones de euros (niveles en los que se mueven los países del Sur). Esto sigue siendo demasiado para la regeneración de la biosfera. Pero, lo que es más importante, un proyecto de sociedad de decrecimiento es radicalmente diferente al crecimiento negativo. Lo primero sería comparable a un austero tratamiento al que nos sometemos voluntariamente para mejorar nuestro bienestar ante la amenaza de la obesidad por un consumo excesivo. Lo segundo sería una dieta forzosa que nos puede matar de hambre. Se ha dicho una y otra vez: no hay nada peor que una sociedad de crecimiento sin crecimiento. Continue lendo

”Para construir uma sociedade convivial, é preciso sair do consumo massivo de energia

Serge Latouche, IHU Online, 24 de novembro de 2011

“A energia é uma das causas da destruição da convivialidade na sociedade moderna. Para construir uma sociedade convivial, é preciso sair desse consumo massivo de energia”. Foi a partir dessa constatação que o economista e sociólogo francês Serge Latouche abordou, na noite desta quarta-feira, 23 de novembro, na Unisinos, a questão: Sociedade convivial e economia de baixo carbono: Uma relação convivial?, título da conferência que compõe o Ciclo de Palestras: Economia de Baixo Carbono. Limites e Possibilidades, promovido pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

Para Latouche, a questão se resume nisto: o petróleo é fonte de monstruosidades e de guerra. E se a convivialidade é uma “forma de amizade”, a única saída possível, defendeu, é o “decrescimento convivial”. “A sociedade convivial diz respeito a uma sociedade de abundância frugal, de prosperidade sem crescimento (prosperity without growth)”, afirmou Latouche, citando Tim Jackson. Continue lendo

”Precisamos nos livrar da palavra desenvolvimento, mesmo com o adjetivo sustentável”

O conceito de decrescimento surge “diante do desafio da mudança nos rumos da civilização ocidental”, esclarece o pesquisador Carlos Pereira. Para ele, a superação do modelo desenvolvimentista ocidental está imbricada na incorporação do “princípio de responsabilidade”. Pensar outro modelo de desenvolvimento econômico, social e político requer transformações de hábitos adquiridos há séculos e intensificados desde o surgimento do capitalismo.

 IHU On-line entrevista Carlos Pereira, IHU On-Line, 16 de novembro de 2011

Na entrevista a seguir, concedida por e-mail, Pereira argumenta que a lógica do desenvolvimento é “essencialmente errada porque em seu interior está contida a insensata promessa de continuidade do crescimento econômico num mundo em que as riquezas naturais são finitas”. Entretanto, enfatiza, a origem da compreensão de que o homem é o centro do universo e que deve explorar os demais seres vivos “está estampada na narrativa judaico-cristã sobre a criação do universo na qual, conforme o relato bíblico, Deus teria ordenado ao homem: ‘enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra’”. Continue lendo

Decrescimento e a busca de uma sociedade convivial

Discutir o decrescimento é “essencial para desmistificar o ‘fetiche do crescimento ilimitado da população e do consumo’” e o “fetiche da exploração ilimitada dos recursos naturais”

IHU On-liine entrevista José Eustáquio Diniz Alves, IHU On-Line, 15 de novembro de 2011

A teoria do decrescimento, explica, “visa garantir a qualidade de vida das pessoas e a preservação ambiental sem reproduzir a lógica do crescimento infinito do consumo”.

Recordando Karl Marx, Alves diz que a sociedade capitalista “funciona na base do ‘fetichismo da mercadoria’ e da ‘coisificação das pessoas’”. Nesse sentido, assinala, na sociedade do crescimento econômico “a convivência humana é intermediada pela posse de bens de consumo e pelo domínio das outras espécies vivas da Terra. (…) Na sociedade antropocêntrica não existe convivência harmônica entre o homo sapiens e as demais espécies, mas sim relações de dominação e exploração. Uma sociedade convivial tem que romper com essa lógica e estabelecer os princípios da solidariedade ecocêntrica”. Continue lendo

Crecimiento o cáncer? La economía en tiempos del cambio climático

Joerg Elbers, letrasverdes, mayo de 2011

El alcohólico que sigue tomando, intenta mantener una apariencia normal, y niega que exista algún problema. De igual manera, sociedades adictas al crecimiento sin fin y al consumo ilimitado niegan que exista algún problema, como si los límites de los recursos finitos pudieran ser pasados por alto, por una creencia ciega e irracional en soluciones aún por imaginarse. Finalmente, aparte de todo, la adicción nos obliga a vivir una mentira – a vivir en autoengaño.

Marc Hathaway y Leonardo Boff (2009: 94-95)

En el año 1999, Ed Ayres, el entonces editor del World Watch Magazine, describió con palabras imponentes lo que en la Tierra ocurre cada minuto de cada día (citado en Hathaway y Boff, 2009: 20):

– Perdemos un área de bosques tropicales equivalente a la zona de cincuenta campos de fútbol, sobre todo por la quema.
– Convertimos medio kilómetro cuadrado de tierra en desierto.
– Quemamos una cantidad de energía de combustibles fósiles para cuya producción la Tierra requirió diez mil minutos, a través de la captura de luz solar. Continue lendo

Conferencia de Carlos Taibo sobre el decrecimiento

Conferencia desarrollada por Carlos Taibo en Getaria, el 4 de mayo de 2011.

Por uma sociedade convivial

Estamos em plena descivilização. E fica cada vez mais forte para muitos homens e mulheres do planeta a tentação de um retorno ao estado natural, isto é, a uma condição barbárica em que todos estão em guerra contra todos.

Marino Niola entrevista Alain Caillé, La Repubblica, 9 de junho de 2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Reproduzido de IHU On-line.

A afirmação é do célebre sociólogo francês Alain Caillé, autor do Manifesto do convivialismo e fundador, junto com Serge Latouche e Jacques Godbout, do Mauss, o Movimento Anti-Utilitarista nas Ciências Sociais, inspirado no antropólogo Marcel Mauss, o autor do Ensaio sobre o dom, um texto que mudou a história das ciências humanas. E que deu aos três paladinos da economia gentil e do decrescimento o feliz apelido de os três mauss-queteiros. Continue lendo

El decrecimiento, una oportunidad de cambio

Entrevista a Florent Marcellesi, político y activista ecologista

Goitibera, 6 de mayo de 2011

Pregunta: Actualmente muchos movimientos sociales, asociaciones y entidades diferentes entre sí y con objetivos dispares se han sumado a una de las corrientes más en boga como es el decrecimiento. ¿A qué se debe? (¿Es porque se trata de una apuesta multidisciplinar o porque lo social se hace piña?)

Florent Marcellesi: Primero constato una profunda desorientación ideológica y organizativa en los movimientos transformadores. Se caracteriza en estos momentos por un lado por una atomización de dichos movimientos y por otro por una búsqueda de nuevos conceptos e ideas que sustenten otros proyectos sociales y políticos capaces de crear ilusión hacia otros futuros posibles. Continue lendo

“El decrecimiento es, a la vez, un proyecto ecologista y socialista”

Entrevista a Serge Latouche, Profesor Emérito de Economía de la Universidad de París-Sud

Juanjo Basterra, Gara, 11 de febrero de 2011

Este economista bretón es uno de los mayores precursores de la filosofía del decrecimiento y pasó por Bilbo para explicar lo que a su juicio será «la revolución del siglo XXI», como señaló a GARA. Para él, producir por producir y consumir por consumir sólo genera «una mala vida, una destrucción del planeta y de las personas». Afirmó, sin ningún género de dudas, que esta respuesta para mejorar la calidad de vida es «un proyecto ecologista y socialista. Se puede hablar de ecosocialismo». Continue lendo

Capitalism and Degrowth—An Impossibility Theorem

John Bellamy Foster, Monthly Review, Vol. 62, Number 8, January 2011

In the opening paragraph to his 2009 book, Storms of My Grandchildren, James Hansen, the world’s foremost scientific authority on global warming, declared: “Planet Earth, creation, the world in which civilization developed, the world with climate patterns that we know and stable shorelines, is in imminent peril….The startling conclusion is that continued exploitation of all fossil fuels on Earth threatens not only the other millions of species on the planet but also the survival of humanity itself—and the timetable is shorter than we thought.”1

In making this declaration, however, Hansen was only speaking of a part of the global environmental crisis currently threatening the planet, namely, climate change. Recently, leading scientists (including Hansen) have proposed nine planetary boundaries, which mark the safe operating space for the planet. Three of these boundaries (climate change, biodiversity, and the nitrogen cycle) have already been crossed, while others, such as fresh water use and ocean accidification, are emerging planetary rifts. In ecological terms, the economy has now grown to a scale and intrusiveness that is both overshooting planetary boundaries and tearing apart the biogeochemical cycles of the planet.2 Continue lendo

Decrescer ou morrer?

Por valioso que o conceito decrescimento seja num sentido ecológico, só pode adquirir significado genuíno como parte de uma crítica da acumulação de capital. John Bellamy Foster abre um debate sobre o ‘decrescimento’, a crise de clima e o capitalismo.

John Bellamy Foster, Red Pepper / Esquerda.net, 4 de dezembro de 2010

No parágrafo inicial do seu livro de 2009 Storms of My Grandchildren [Tempestades dos/Ataques aos meus netos], James Hansen, o principal climatologista dos Estados Unidos e a autoridade científica mais avançada do mundo sobre o aquecimento global, declarou: ‘O planeta Terra, a criação, o mundo no qual a civilização se desenvolveu, o mundo com os padrões climáticos que conhecemos e as linhas de costa estáveis, está em perigo iminente… A conclusão alarmante é que a exploração contínua de todos os combustíveis fósseis na Terra ameaça não só outros milhões de espécies no planeta como também a sobrevivência da própria humanidade – e o tempo para o fazer é mais curto do que pensávamos.’ Continue lendo

Decrescimento económico socialmente sustentável

Joan Martinez Allier, ALAI, 25 de outubro de 2010

A crise económica de 2008-2009 oferece a oportunidade de colocar a economia dos países ricos numa diferente trajetória, no que concerne os fluxos de energia e de materiais.

Antes de 2008, as emissões mundiais de dióxido de carbono cresciam 3 por cento ao ano, e prevê-se que atingiríamos 450 ppm (partes por milhão) em 30 anos. As emissões de dióxido de carbono atingiram um «pico» em 2007. Chegou a hora de uma transição socioeconómica permanente que baixe os níveis de uso de energia e de materiais, incluindo o decréscimo de AHPPL (AHPPL: apropriação humana de produção primária líquida). A crise pode abrir também a oportunidade de uma reestruturação das instituições sociais. O objetivo nos países ricos deveria ser o de viver bem sem o imperativo de crescimento económico. Continue lendo

Localism vs Globalism: Two World Views Collide

Michael McCarthy in Lyon, The Independent, September 25, 2010

Stop economic growth in its tracks, start living locally, at a slower pace, and share more – that was the remarkable demand yesterday at the beginning of the Sustainable Planet Forum, a three-day international conference on environmental issues in the French city of Lyon, which The Independent is co-sponsoring.

In the radical corner was Paul Ariès, one of France’s more colourful political figures, an anti-globalization campaigner who edits a magazine entitled Le Sarkophage, which is a French pun on the word for coffin and the name of the President of the Republic, Nicolas Sarkozy. (You can guess the content.) Continue lendo

Crescimento Zero e Capital

A destruição do meio ambiente e o crescimento parecem andar de mãos dadas. Por essa razão existe hoje um movimento importante que propõe um crescimento zero ou até um decrescimento nas economias do planeta como uma forma de travar a deterioração do meio ambiente.

Alejandro Nadal, Esquerda.net, 6 de agosto de 2010 

A destruição do meio ambiente e o crescimento parecem andar de mãos dadas. Por essa razão existe hoje um movimento importante que propõe um crescimento zero ou até um decrescimento nas economias do planeta como uma forma de travar a deterioração do meio ambiente. Continue lendo

Crecimiento cero y capital

Alejandro Nadal, La Jornada, 21 de julio de 2010

La destrucción del medio ambiente y el crecimiento parece que van de la mano. Por esa razón hoy existe un movimiento importante que propone un crecimiento cero o hasta un de-crecimiento en las economías del planeta como una forma de frenar el deterioro del medio ambiente.

El decrecimiento es definido como una reducción en términos físicos en la producción y consumo a través de una contracción en la escala de actividad y no sólo por incrementos en la eficiencia. En un trabajo reciente Kallis-Schneider-Martínez Alier (www.esee2009.si) explican que el decrecimiento puede ser visto como una reducción voluntaria, equitativa y gradual en la producción y consumo de tal modo que se garantice el bienestar humano y la sustentabilidad ambiental a nivel local y global, tanto en el corto como en el largo plazo. Continue lendo