The World is Closer to a Food Crisis Than Most People Realize

Unless we move quickly to adopt new population, energy, and water policies, the goal of eradicating hunger will remain just that

Lester Brown, The Guardian, July 26, 2012

In the early spring this year, US farmers were on their way to planting some 96m acres in corn, the most in 75 years. A warm early spring got the crop off to a great start. Analysts were predicting the largest corn harvest on record.

The United States is the leading producer and exporter of corn, the world’s feedgrain. At home, corn accounts for four-fifths of the US grain harvest. Internationally, the US corn crop exceeds China’s rice and wheat harvests combined. Among the big three grains – corn, wheat, and rice – corn is now the leader, with production well above that of wheat and nearly double that of rice. Continue lendo

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Cuánta tierra necesita el Mercado

Gorka Larrabeiti – Entrevista con Stefano Liberti, autor del libro “Land grabbing. Come il mercato delle terre crea il nuovo colonialismo”

¿Cuánta tierra necesita un hombre? es el título de uno de los mejores cuentos de la literatura universal. Lo escribió Tolstoi en 1886 y es una parábola sobre la codicia humana. Land grabbing. Come il mercato delle terre crea il nuovo colonialismo (Minimum fax, 2011) es un reportaje sobre el acaparamiento de tierras realizado con perspectiva global con el fin de alertar sobre acumulación de tierras con fines especulativos. Lo ha escrito tras varios años de viaje por cuatro continentes Stefano Liberti (1974), periodista de Il Manifesto experto en África, autor del excelente A Sud di Lampedusa (Minimum fax, 2008), otro viaje periodístico-literario de cinco años por las rutas de los migrantes africanos.

Land grabbing está compuesto en forma de mosaico. El lector va uniendo teselas y recompone un puzzle pasando de Etiopía, El Dorado de los inversores, a Arabia Saudí, donde los jeques del Golfo intervienen en subastas a la baja de la tierra africana. Entra el lector en los palacios institucionales de Roma (FAO) y ve los malabares dialécticos que justifican estas políticas mientras oye el ruido de los movimientos de agricultores resistentes; vuela hasta el Chicago Board of Trade, la Bolsa mundial que fija el precio de los alimentos; se pierde en los maizales de Iowa; desciende a Brasil, reino del agrobusiness, y regresa a Tanzania, frontera de los biocarburantes. Continue lendo

Del anticapitalismo y el ecologismo como alternativa política

Esther Vivas, Rebelión, 18 de mayo de 2011

El punto de partida para un debate como el de hoy es constatar que la humanidad se encuentra frente a una crisis ecológica global que forma parte intrínseca de la crisis sistémica del capitalismo. Y una de las diferencias respecto a las crisis económicas anteriores, de los años 70 o el crack del 29, es, precisamente, su vertiente ecológica.

De hecho, no podemos analizar la crisis ecológica global de forma separada de la crisis en la que estamos inmersos ni de la critica al modelo económico que nos ha conducido a la misma. También es necesario rechazar sin paliativos la lógica de maximización del beneficio del sistema capitalista y su orientación productivista que no tiene en cuenta los límites del planeta tierra. Continue lendo

Vivir del aire?

Eduardo Montes de Oca, Rebelión, 18 de mayo de 2011

Como si definitivamente constituyera un hecho el eterno retorno proclamado por Nietzsche, abierta negación del optimismo en materia de progreso social, la humanidad vuelve a afrontar la fatídica cifra de mil millones de personas sin acceso a los alimentos Es decir, a la posibilidad de la vida.

Sí, alrededor de un sexto de los terrícolas está condenado a la inactividad maxilar -el aire no se mastica, ¿no?-, a no ser que la emprenda con el cuero, las cortezas vegetales, algún que otro prójimo. Crisis en cuya constatación los analistas coinciden, si bien difieren en cuanto a las causas, o a la jerarquía de estas. Porque no todos encuentran la misma fuente en la escalada del dinero necesario para adquirir la cesta global, formada por cereales, oleaginosas, lácteos, carne y azúcar, que desde 1990 analiza la FAO, de portavoces posiblemente afónicos de tanta advertencia. En diciembre de 2010 los precios sobrepasaron el nivel de junio de 2008, cuando provocaron protestas en países tan alejados entre sí como México, Filipinas, la India y Egipto. En los últimos cuatro años se han disparado nada menos que ¡47 por ciento! Continue lendo

Agronegócio apropria-se da crise alimentar para aprovar novo Código Florestal

Valéria Nader, Correio da Cidadania, 25 de março de 2011

A ‘tropa de choque’ do agronegócio deve contar, a partir de agora, com um de seus mais poderosos interlocutores em um dos veículos de maior visibilidade e circulação do país, o jornal Folha de S. Paulo. Kátia Abreu, a senadora do DEM que se destaca como uma das figuras mais famosas e entusiastas da bancada ruralista no Congresso, passará a escrever quinzenalmente no diário. Continue lendo

FAO prevê alta de até 20% nos alimentos em 2011

Os preços de alimentos atingiram a maior alta em dois anos e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) alerta que o aumento tem tudo para continuar em 2011.

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo, 18 de novembro de 2010

No relatório anual publicado ontem, a entidade afirma que o mundo deve se preparar para um cenário de alta de preços de alimentos e inflação que já afeta de forma negativa a balança comercial de cerca de 70 países. As primeiras projeções são de que os alimentos devem ficar até 20% mais caros em 2011 diante de safras abaixo do esperado e da especulação com as commodities. Continue lendo

O apetite voraz dos mercados

Com o colapso dos mercados financeiros, os investidores passaram a especular em mercados mais seguros como o dos produtos alimentares.

Esquerda.net, Nelson Peralta, 4 de novembro de 2010 

A comida está cada vez mais cara. Nos últimos seis meses, o preço mundial do trigo e do milho aumentou 57%, o arroz 45%, o açúcar 55%. No último ano, a inflação dos produtos alimentares atingiu 21% no Egipto e 17% na Índia. Em apenas três meses, o preço do arroz aumentou 100% na Mauritânia e o milho 57% em Moçambique. Mais de mil milhões de pessoas passam fome no mundo. Esta realidade vem piorar a situação. Continue lendo

UN Warned of Major New Food Crisis at Emergency Meeting in Rome

Environmental disasters and speculative investors are to blame for volatile food commodities markets, says UN’s special adviser

John Vidal, The Guardian, September 24, 2010

The world may be on the brink of a major new food crisis caused by environmental disasters and rampant market speculators, the UN was warned today at an emergency meeting on food price inflation. Continue lendo

925 millones de personas sufren hambre crónica en el mundo

El Mercurio Digital, 15 de septiembre de 2010

La FAO y el Programa Mundial de Alimentos de la ONU (PMA) anunciaron hoy que el número de personas que sufren hambre en el mundo es inaceptablemente alto, a pesar de los recientes avances esperados, que han situado esa cifra por debajo de los mil millones.

La nueva estimación sobre el número de personas que sufrirán hambre crónica este año es de 925 millones: 98 millones menos respecto a los 1.023 millones calculados en 2009. Continue lendo

Fewer Hungry, but More Hunger Waits

Paul Virgo, Inter Press Service, September 14, 2010

ROME – Figures the Food and Agriculture Organisation (FAO) presented here Tuesday revealing a reduction in the world’s number of hungry people in 2010 for the first time in 15 years should be a cause for celebration. In reality it is a hollow success.

It is not that the fall is too small to be significant. On the contrary, the United Nations agency estimates 925 million are undernourished this year, a drop of 98 million on the 2009 level of 1,023 billion, almost 10 percent down.

If the world carried on at that rate, the first Millennium Development Goal (MDG1) of halving the proportion of hungry from the 1992 level of 20 percent to 10 percent by 2015 would start to look possible. Continue lendo

ONU discute risco de crise alimentar

Apesar de 2010 estar caminhando para ter a terceira maior safra de grãos da história, a ONU apela para que o mundo se prepare para uma nova crise alimentar, incremente a produção nos países mais pobres e enfrente a especulação com commodities.

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo, 8 de setembro de 2010.

O alerta foi feito ontem pelo relator especial das Nações Unidas para o Direito à Alimentação, Olivier De Schutter, depois de protestos em países africanos e greves na Índia por causa da alta no preço dos alimentos. Para a ONU, essas manifestações devem servir para “despertar” os governos para o risco de uma nova crise, como a de 2007. Continue lendo

Moçambique: Governo congela aumentos de preços

O Governo moçambicano decidiu congelar os aumentos de preços dos bens essenciais. A reviravolta é significativa, pois sabe-se que os aumentos se devem a compromissos com o FMI.

Esquerda.net, 7 de setembro de 2010

Segundo o governo moçambicano, os violentos protestos contra os aumentos provocaram13 mortos, mais de 500 feridos e quase 300 pessoas presas. O Governo que decidira os aumentos de preços e os tinha reafirmado, mesmo durante os protestos, mudou de posição e, numa reunião extraordinária realizada nesta terça feira, decidiu o congelamento “com carácter imediato” dos novos preços dos bens essenciais, nomeadamente de pão, arroz e energia eléctrica, mas não só. Continue lendo

Moçambique: milhões de braços, uma só fome

Os constantes crescimentos económicos em Moçambique traduzem pouca ou nenhuma melhoria na qualidade de vida da população, quando não real decréscimo

João Camargo, de Gorongosa, Moçambique. Esquerda.net, 5 de setembro de 2010

Maputo, 2008: a 5 de Fevereiro pela manhã começava a agitar-se o povo, numa manifestação combinada via SMS contra o aumento de 50% no preço do “chapa”, principal meio de transporte da paupérrima população de Moçambique. A repressão policial à manifestação (que apesar de alegar desconhecimento do protesto, encontrava-se dispersa por toda a cidade), aliada a saques a lojas e mercados, saldou-se em três mortos e cerca de 268 feridos (segundo a Televisão de Moçambique). O governo da Frelimo acabava por ceder à pressão popular e congelava o aumento dos preços. A “normalidade” estava restabelecida. Continue lendo

Mozambique’s Food Riots – the True Face of Global Warming

The violence in Maputo is just the latest manifestation of the crippling shortcomings of the global economy

Raj Patel, The Guardian, September 5, 2010

It has been a summer of record temperatures – Japan had its hottest summer on record, as did South Florida and New York. Meanwhile, Pakistan and Niger are flooded and the eastern US is mopping up after hurricane Earl. None of these individual events can definitively be attributed to global warming. But to see how climate change will play out in the 21st century, you needn’t look to the Met Office. Look, instead, to the deaths and burning tyres in Mozambique‘s “food riots” to see what happens when extreme natural phenomena interact with our unjust economic systems. Continue lendo

UN to Hold Crisis Talks on Food Prices as Riots Hit Mozambique

After violence in Africa and protests in Egypt, Serbia and Pakistan, the UN are to urge action on the rising cost of food

David Smith and agencies, The Guardian, September 3, 2010

The UN has called an urgent meeting on rising global food prices in an attempt to head off a repeat of the 2008 crisis that sparked riots around the world.

Seven people, including two children, were killed in Mozambique this week during three days of protests triggered by a rise in the cost of bread. There has also been anger over increasing prices in Egypt, Serbia and Pakistan, where floods destroyed a fifth of the country’s crops. Continue lendo

Moçambique: 2º dia de revolta popular

Esquerda.net, 2 de setembro de 2010

Reunido de emergência na manhã desta quinta, o Conselho de Ministros de Moçambique manteve a decisão de aumento dos preços dos bens essenciais, como o pão, a água e a electricidade, e apelou à calma da população, que deve “trabalhar arduamente” para reduzir o custo de vida no país. O porta-voz do Conselho de Ministros, Alberto Nkutumula, disse que a solução para os problemas dos moçambicanos passa pelo trabalho. “Estamos num barco em que não há passageiros e comandantes”.

Os dados oficiais apontam que sete pessoas morreram e 288 ficaram feridas nos confrontos entre populares e polícia em Maputo. Mas dados levantados pelo correspondente em Maputo da RTP apontam para a existência já de 14 mortos. Continue lendo

Interligação das crises

eric-toussaintEric Toussaint, Esquerda.net, 18 de novembro de 2008

A explosão das crises alimentar, econômica e financeira em 2007-2008 mostra o quão interligadas estão as economias do planeta. Para resolver estas crises é necessário arrancar o mal pela raiz.

A Crise Alimentar

Em 2007-2008, mais de metade da população viu as suas condições de vida degradarem-se gravemente, pois foi confrontada pelo forte aumento do preço dos alimentos. Esta situação originou protestos massivos em pelo menos quinze países na primeira metade de 2008. O número de pessoas afectadas pele fome agravou-se em várias dezenas de milhões, e centenas de milhões viram o acesso aos alimentos restringir-se (e, consequentemente, a outros bens e serviços vitais). Continue lendo

O mundo precisa de alternativas, não só de regulações

francois-houtartNão podemos satisfazer-nos em falar apenas na crise financeira e na necessidade de regulação. Se não se fizer nada, de 20% a 30% de todas as espécies vivas poderão desaparecer daqui a um quarto de século. O nível e a acidez dos mares aumentarão perigosamente, o que pode gerar entre 150 e 200 milhões de refugiados climáticos a partir da metade do século XXI.

François Houtart, Esquerda.net, 6 de novembro de 2008

O mundo tem necessidade de alternativas e não somente de regulações. Não é suficiente remodelar um sistema, trata-se de transformá-lo. É um dever moral e, para compreendê-lo, adoptar o ponto de vista das vítimas permite ao mesmo tempo fazer uma constatação e exprimir uma convicção; a constatação de que o conjunto das crises, financeiras, alimentares, energéticas, hídricas, climáticas, sociais, assinala uma causa comum, e a convicção de que podemos transformar o curso da história. Continue lendo

Economia de revolução?

Leonardo Boff, Ecoblogue, 28/07/2008

Notou-se algo de cruel nas negociações da rodada de Doha acerca do comércio internacional. Enquanto os países ricos se negavam a diminuir os subsídios agrícolas e modificar outros itens da agenda comercial para preservar seu alto nível de consumo, outros lutavam, desesperadamente, para garantir a sobrevivência de seus povos. A visão dos paises opulentos é míope, pois já se instalou a crise alimentar, possivelmente de longa duração, podendo afetar a eles, mas muito mais a milhões e milhões de pessoas, confrontadas não com a pobreza mas diretamente com a morte. Já estouraram revoltas de famintos em quarenta paises sem que a imprensa empresarial, comprometida com a ordem imperante, tivesse feito qualquer referência. Os famélicos sempre metem medo. Continue lendo