Análise mostra que emissões estão fora de controle

Relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente revela que ainda é possível manter aquecimento global a 2ºC com o corte de CO2, mas falta de ação pode levar a aumento da temperatura global entre 3ºC e 5ºC

Jéssica Lipinski, Instituto CarbonoBrasil, 22 de novembro de 2012

Que as iniciativas climáticas tomadas até hoje para diminuir as emissões surtiam pouco efeito no corte de CO2 não é novidade para ninguém, mas um novo estudo indica que a disparidade entre as taxas de emissão de gases de efeito estufa (GEEs) e a necessidade de redução está aumentando, ameaçando ainda mais o controle da temperatura global.

Segundo o relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), intitulado Emissions Gap Report 2012 (algo como Relatório de Disparidade de Emissões 2012), a transição para uma economia de baixo carbono está ocorrendo muito lentamente, o que pode não ser suficiente para manter o aumento das temperaturas em 2ºC, mesmo que atualmente essa meta ainda seja possível.

A pesquisa diz, por exemplo, que para evitar que o aquecimento global ultrapasse os 2ºC, as emissões deveriam ficar em média em 44 gigatoneladas (44 Gt) ou menos até 2020. No entanto, atualmente os níveis das emissões de GEEs estão cerca de 14% acima disso. A análise prevê que, se nenhuma mudança for feita nesse sentido, a diferença entre a meta e as emissões reais poderá chegar a oito Gt, levando a um aquecimento de 3ºC a 5ºC. Continue lendo

Anúncios

Infographic: The politics of climate change

The positions of key countries and political blocs on climate change measures before the COP18 in Qatar.

Ben Willers and Sophie Sportiche, Al-Jazeera, 18 de novembro de 2012

Philippine: Weapons for the Weak in the Climate Struggle

Walden Bello, Foreign Policy in Focus, August 16, 2012

This past month was the hottest July in the United States ever recorded. In India, the monsoon rains are long delayed, resulting in the country’s second drought in four years. Triple-digit temperatures in New Delhi and other cities have already provoked the worst power outages in the country’s history and the expected bad harvest is likely to slice at least 5 percent from GDP growth.

In Beijing, which usually suffers from a shortage of water, a storm on July 21 resulted in the worst flooding since recordkeeping began in 1951, according to the Economist. Meanwhile, here in the Philippines, a protracted, weeklong rainstorm plunged Metropolitan Manila into a watery disaster that is probably the worst in recent history.

If there is any doubt that the abnormal is now the norm, remember that this is shaping up to be the second straight year that nonstop rains have wreaked havoc in Southeast Asia. Last year, the monsoon season brought about the worst flooding in Thailand’s history, with waters engulfing Bangkok and affecting over 14 million people, damaging nearly 7,000 square miles of agricultural land, disrupting global supply chains, and bringing about what the World Bank estimated to be the world’s fourth costliest disaster ever. Continue lendo

O mercado de carbono europeu na base do capitalismo fóssil

Todo o tipo de argumentos ridículos são usados para disfarçar o facto de que o mercado de carbono não reduz emissões, nem irá reduzir no futuro.

Ricardo Coelho, Esquerda.net, 9 de março de 2011

Todo o tipo de argumentos ridículos são usados para disfarçar o fato de que o mercado de carbono não reduz emissões, nem irá reduzir no futuro.

Em 1997, quando o Protocolo de Quioto estava a ser negociado, a UE opôs-se à proposta dos EUA de introduzir o comércio de direitos de emissão de carbono como forma de cumprimento das metas de redução de emissões, favorecendo antes políticas e medidas coordenadas. Mas em 2001, quando os EUA abandonaram unilateralmente as negociações climáticas, a UE tinha já mudado a sua posição, tendo-se tornado uma ávida entusiasta da ideia de entregar o destino da política climática a um mercado especulativo. Em 2005, lóbis industriais como a UNICE (indústria) e a EURELECTRIC (produtores de energia) e grandes corporações petrolíferas, como a BP e a Shell, finalmente conseguiram o que queriam: um mercado europeu para direitos de emissão de CO2 que permitiria à indústria continuar a poluir e até obter um lucro. Continue lendo

A dúvida entre menos carbono e mais créditos sociais

Emilio Godoy, IPS/TerraViva, 8 de dezembro de 2010 

Cancún, México – As economias latino-americanas têm um longo caminho a percorrer para reduzir seu consumo de carbono sem deter o desenvolvimento econômico e social. É urgente aumentar as energias renováveis e os processos de aprendizagem de novas tecnologias. Continue lendo

China diz que aceita tornar obrigatória meta para emissões

País sempre defendera metas voluntárias

Reuters, Terra, 7 de dezembro de 2010

A China está disposta a incorporar suas metas voluntárias de redução de emissões de carbono em um eventual novo tratado climático da ONU que seja de cumprimento obrigatório, disse um negociador à Reuters, numa concessão que pressionaria as nações desenvolvidas a aceitarem a prorrogação do Protocolo de Kyoto.

O Protocolo de Kyoto expira em 2012, e sua prorrogação é um dos itens mais complicados na pauta da conferência climática da ONU em Cancún, de 29 de novembro a 10 de dezembro. Japão, Rússia e Canadá, entre outros, dizem que só aceitariam renovar seus compromissos se os países em desenvolvimento – que ficaram isentos no atual tratado – também tenham metas obrigatórias a cumprir na redução das suas emissões de gases do efeito estufa. Continue lendo

Setor aéreo cobra regras globais contra emissões de carbono

Robert Evans, Reuters, 17 de setembro de 2010

O setor aéreo pediu na sexta-feira aos governos que apressem a definição das novas regras globais para a emissão de carbono, de modo a evitar o caos resultante da superposição de sistemas conflitantes.

Executivos de companhias aéreas, aeroportos, órgãos do tráfego aéreo e fábricas de aviões também pediram mais cooperação dos Estados e das empresas de energia na sua iniciativa de alcançar metas ambientais. Continue lendo

Brasil não deve ter meta de emissão de CO2

Minc e DilmaAla do governo defende que País se comprometa apenas com a redução do desmate em 80%

Lígia Formenti, O Estado de S.Paulo, 16 de outubro de 2009

Brasil não deve ter meta específica de redução da emissão de CO2 para apresentar na Conferência sobre Mudanças Climáticas em dezembro, em Copenhague. É o que defende a ala majoritária do governo. Para o grupo, o único compromisso que o País deve defender é a redução de 80% do desmatamento – o que automaticamente traz uma redução na emissão projetada para 2020 de 20%. Continue lendo