Esto es Río+20, y la casa está en llamas

Jade Lindgaard, Viento Sur, 27 de junio de 2012

Iba a ser una cumbre histórica, la inauguración de una nueva alianza al servicio de un doble ideal: la lucha contra la pobreza y la protección del medio ambiente. Sin embargo, en la víspera de la apertura de la conferencia de Río+20, el miércoles 20 de junio, ya nadie se lo cree. Las perspectivas de un acuerdo son reales, pero sobre un documento que se contenta con limitar los daños. “Es una cumbre que nadie desea”, analiza Anabella Rosemberg, responsable de desarrollo sostenible de la Confederación Sindical Internacional (CSI). “Nunca la han visto con buenos ojos, ni el país anfitrión ni los países en desarrollo, ni los movimientos sociales –que no están de acuerdo con los temas– ni todos aquellos que dicen que el problema es la crisis y el paro, pero no el desarrollo sostenible. Seguimos viviendo en la pesadilla de Copenhague.”

La pesadilla de Copenhague es la incapacidad de la comunidad internacional para establecer reglas con vistas a conciliar el desarrollo con la preservación del ecosistema. Desde hace tres años y tras el fracaso de la cumbre de la ONU sobre el clima, en 2009, las conferencias se suceden y fracasan, con la notable excepción de la reunión de Nagoya sobre la biodiversidad, en 2010, donde se formularon algunas perspectivas de acción. Continue lendo

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Em lugar da pressa, cada um por si?

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 22 de abril de 2011

É cansativo, recorrente, mas não há como não voltar ao tema das mudanças climáticas, tão angustiante parece ele depois de mais um ineficaz encontro preparatório, na Tailândia, para a próxima reunião da Convenção do Clima, programada para dezembro, na África do Sul. Em Bangcoc ficou patente a tendência de muitos países de descrer da possibilidade de acordo na convenção ou para prorrogação do Protocolo de Kyoto e entender que o caminho estará em legislações nacionais, não em transnacionais. Continue lendo

O futuro da Convenção do Clima

José Goldemberg, O Estado de S.Paulo, 18 de abril de 2011.

O grave acidente nuclear de Fukushima pôs em segundo plano as discussões sobre mudanças climáticas e as medidas que poderiam ser tomadas para evitá-las. Desastres nucleares como esse podem espalhar radioatividade sobre amplas áreas geográficas e produzir mortes ou doenças com sérias sequelas. Tais problemas precisam ser enfrentados de imediato, quer evacuando centenas de milhares de pessoas – como foi feito no Japão -, quer sepultando os reatores nucleares em sarcófagos de concreto, como se fez em Chernobyl para impedir que a radioatividade se espalhasse. Continue lendo

WikiLeaks Cables Reveal How US Manipulated Climate Accord

Embassy dispatches show America used spying, threats and promises of aid to get support for Copenhagen accord

Damian Carrington, The Guardian, December 4, 2010

Hidden behind the save-the-world rhetoric of the global climate change negotiations lies the mucky realpolitik: money and threats buy political support; spying and cyberwarfare are used to seek out leverage.

The US diplomatic cables reveal how the US seeks dirt on nations opposed to its approach to tackling global warming; how financial and other aid is used by countries to gain political backing; how distrust, broken promises and creative accounting dog negotiations; and how the US mounted a secret global diplomatic offensive to overwhelm opposition to the controversial “Copenhagen accord”, the unofficial document that emerged from the ruins of the Copenhagen climate change summit in 2009. Continue lendo

Brasil fez ‘maior’ cobertura da conferência do clima em Copenhague, diz estudo

O Brasil foi o país que publicou o maior volume de notícias sobre a conferência das Nações Unidas sobre o clima em Copenhague, no ano passado, de acordo com um estudo britânico divulgado nesta segunda-feira.

Eric Brücher Camara, BBC Brasil, 15 de novembro de 2010

A pesquisa, da Fundação Reuters de Jornalismo e da universidade de Oxford, concluiu que dos 427 artigos publicados nos 12 países estudados, 88 saíram na imprensa brasileira. Em segundo, está a Índia, com 76 notícias, seguida por Austrália (40), Grã-Bretanha (39) e Itália (37). Continue lendo

The Short, Happy Life of Climate Change Enlightenment

The collapse of the talks at Copenhagen took away all momentum for change and the lobbyists are back in control. So what next?

George Monbiot, The Guardian, September 21, 2010

The closer it comes, the worse it looks. The best outcome anyone now expects from December’s climate summit in Mexico is that some delegates might stay awake during the meetings. When talks fail once, as they did in Copenhagen, governments lose interest. They don’t want to be associated with failure, they don’t want to pour time and energy into a broken process. Nine years after the world trade negotiations moved to Mexico after failing in Qatar, they remain in diplomatic limbo. Nothing in the preparations for the climate talks suggests any other outcome. Continue lendo

Os bastidores de Copenhague

Livro do cientista político Sérgio Abranches analisa as negociações da COP-15 e o impacto do acordo ali assinado. Conversamos com o autor sobre os rumos da política climática global e o papel do Brasil na transição para uma economia de baixo carbono.

Bernardo Esteves, Ciencia Hoje On-line, 17 de setembro de 2010

A foto acima ilustra um momento único na história das negociações diplomáticas por um acordo para a redução das emissões globais de gases do efeito estufa. Ela foi tirada no apagar das luzes da COP-15 (a 15ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas), realizada em dezembro de 2009 em Copenhague. Continue lendo

A Vida em Plenitude

Chico Alencar, O Globo, 1 de maio de 2010

Copenhague e Cochabamba. Na capital da Dinamarca, em dezembro, reuniram-se autoridades e especialistas para discutir as mudanças climáticas e adotar medidas para, ao menos, minimizar a grave crise ambiental. Os resultados da ruidosa reunião da ONU são conhecidos e frustrantes. Já os de Cochabamba, na Bolívia, na I Conferência Mundial dos Povos sobre Mudança Climática e Direitos da Mãe Terra, este mês, foram profundos e fecundos, embora pouquíssimo noticiados. Uma das razões do êxito foi a presença de movimentos sociais os mais diversos, e não para protestar do outro lado das grades. Continue lendo

US Denies Climate Aid to Countries Opposing Copenhagen Accord

Bolivia and Ecuador will be denied aid after both opposed the accord

Suzanne Goldenberg, The Guardian, April 9, 2010 

The US State Department is denying climate change assistance to countries opposing the Copenhagen accord, it emerged today.

The new policy, first reported by The Washington Post, suggests the Obama administration is ready to play hardball, using aid as well as diplomacy, to bring developing countries into conformity with its efforts to reach an international deal to tackle global warming.

The Post reported today that Bolivia and Ecuador would now be denied aid after both countries opposed the accord. The accord is the short document that emerged from the chaos of the Copenhagen climate change summit and is now supported by 110 of the 192 nations that are members of the UN climate change convention. Continue lendo

O que fracassou em Copenhague?

Grupo de São Paulo, Correio da Cidadania, 16 de março de 2010

Analistas e ativistas foram unânimes em afirmar o fracasso da 15ª Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (COP-15), realizada na capital da Dinamarca em dezembro de 2009. A COP-15 reuniu nada menos que 119 chefes de governo de 192 países, um feito inédito.

O evento foi acompanhado com grande expectativa pelos povos do mundo todo que já sofrem as trágicas conseqüências do aquecimento global – tsunamis na Ásia, furacões nos EUA, ondas de calor na Austrália, tempestades no Brasil, degelo das calotas polares no Ártico e na Antártida. Continue lendo

Os piores cenários possíveis

Para enfrentar as disputas relativas aos problemas climáticos – e à crise ecológica em geral – é preciso uma mudança radical e estrutural, que atinja os fundamentos do sistema capitalista e altere nossos hábitos de consumo e nossa relação com a natureza

Michael Löwy, Le Monde Diplomatique Brasil, dezembro de 2009

Qual é a situação do planeta em plena Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança Climática? Primeiro balanço: tudo está bem mais acelerado do que se previa. Continue lendo

Os obstáculos no caminho de Copenhague

Neste momento, a noção de “America first” propagada pelo governo dos EUA constitui um fator impeditivo ainda mais efetivo do que a de “market first”. Em função disso, são poucos os países dispostos a situar as negociações fora do quadro exclusivamente mercantil e dos interesses estritamente nacionais

Riccardo Petrella, Le Monde diplomatique Brasil, dezembro de 2009 Continue lendo

Acordo climático não sai neste ano, diz comissária europeia

Folha de S. Paulo, 3 de marco de 2010

A comissária do Ambiente da UE (União Europeia), Connie Hedegaard, disse nesta segunda-feira (8) que o mundo quase certamente falhará em fechar um acordo contra o aquecimento global neste ano. A declaração foi dada ao jornal “Financial Times”.

No mesmo dia, a chanceler alemã, Angela Merkel, também levantou dúvidas sobre a perspectiva de assinatura do tratado do clima. A resistência da China e da Índia a adotarem metas de cortes na emissão de gases do efeito estufa é um “problema estrutural” da negociação entre os países, afirmou. Continue lendo

Planejando uma Nova Ordem Climática Mundial: “Fechem o acordo” ou “Façam como em Seattle”?

Patrick Bond, Seminário 10 anos depois, 12 de fevereiro de 2010

O acordo de Copenhague que o presidente dos EUA, Barack Obama, persuadiu os líderes dos países BASIC – Brasil, África do Sul, Índia e China – a assinarem no último minuto da cúpula do clima, em 18 de dezembro, é um reflexo perfeito dos limites para se decompor a “governança global” e sugere ao invés disso o potencial para uma transformação de síntese. Ao acordo seguiu-se dura repressão da polícia contra os manifestantes pacíficos que encontravam do lado de fora do Bella Centre, enquanto do lado de dentro, desenrolava-se um processo estilo “Green Room”[1], em que os líderes do partido conservador da Dinamarca escolheram minuciosamente os 26 países que representariam o mundo. Quando até mesmo este pequeno grupo entrou em um impasse alegando intransigência chinesa e os fracos parâmetros gerais estabelecidos pelos EUA, os cinco líderes – Obama, Lula da Silva, Jacob Zuma Manmohan Singh e Wen Jiabao – fizeram uma última tentativa de salvar as aparências da higiene planetária. Continue lendo

Quase duas décadas sem sair do lugar

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 29 de janeiro de 2010

O tema é penoso, pode até parecer irritante ao eventual leitor – pela insistência -, mas não há como fugir dele. Porque na semana em que se encerra o prazo para os países registrarem voluntariamente se estão de acordo com o texto final apresentado na reunião da Convenção do Clima em Copenhague e quais são seus objetivos para reduzir emissões, na verdade, nada se avançou – embora se tenha discutido naquele encontro que é preciso fazer todos os esforços para que a temperatura da Terra não suba mais que l,5 grau até 2050 (esteve 0,56 grau acima da média em 2009; todos os anos da década estiveram entre os mais quentes). Continue lendo

Conferencia Mundial de los Pueblos sobre el Cambio Climático y los Derechos de la Madre Tierra

Cochabamba, Bolivia, 20 a 22 de abril de 2010

Considerando que el cambio climático representa una real amenaza para la existencia de la humanidad, de los seres vivos y de nuestra Madre Tierra como hoy la conocemos;

Constatando el grave peligro que existe para islas, zonas costeras, glaciares de los Himalayas, los Andes y las montañas del mundo, los polos de la Tierra, regiones calurosas como el África, fuentes de agua, poblaciones afectadas por desastres naturales crecientes, plantas y animales, y ecosistemas en general;

Evidenciando que los mas afectados por el cambio climático serán las más pobres del planeta que verán destruidos sus hogares, sus fuentes de sobrevivencia y serán obligados a migrar y buscar refugio; Continue lendo

O fracasso de Copenhague pertence a Obama

Naomi Klein, Esquerda.net, 15 de janeiro de 2010

Ao contrário das inúmeras notícias, o desastre de Copenhaga não foi culpa de todos. Não aconteceu por que os seres humanos são incapazes de estabelecer acordos ou são inerentemente auto-destrutivos. Também não foi apenas culpa da China nem das infelizes Nações Unidas.

Existe muita culpa para distribuir mas havia um único país que possuía um poder singular para mudar o jogo. E não o usou. Se Barack Obama tivesse ido a Copenhaga com um compromisso transformador e inspirador para tirar a economia dos EUA da dependência dos combustíveis fósseis, todos os outros grandes emissores teriam seguido. A União Europeia, o Japão, a China e a Índia indicaram que estariam dispostos a aumentar as suas metas de acordo, mas apenas se os EUA tomassem a iniciativa. Em vez de liderar, Obama chegou com metas embaraçosamente baixas e os grandes emissores imitaram-no. Continue lendo

UN Should Be Sidelined in Future Climate Talks, Says Obama Official

Suzanne Goldenberg in Washington and John Vidal, The Guardian, 14 de janeiro de 2010

America sees a diminished role for the United Nations in trying to stop global warming after the “chaotic” Copenhagen climate change summit, an Obama administration official said today.

Jonathan Pershing, who helped lead talks at Copenhagen, instead sketched out a future path for negotiations dominated by the world’s largest polluters such as China, the US, India, Brazil and South Africa, who signed up to a deal in the final hours of the summit. That would represent a realignment of the way the international community has dealt with climate change over the last two decades. Continue lendo

Copenhague, el valor de decir no

Naomi Klein, The Nation

En el noveno día de la conferencia de Naciones Unidas sobre cambio climático, África fue sacrificada. La posición del bloque negociador del G-77, que incluye los estados africanos, había sido clara: un incremento de 2 grados centígrados en la temperatura global promedio se traduce en un incremento de 3 a 3.5 grados en África.

Esto implica, según la Alianza Panafricana por la Justicia Climática, que 55 millones de personas adicionales podrían estar en riesgo por pasar hambruna y el estrés hídrico podría afectar a entre 350 y 600 millones de personas adicionales. El arzobispo Desmond Tutu plantea así lo que está en riesgo: Nos enfrentamos a un inminente desastre a una escala monstruosa… una meta global de cerca de 2 grados centígrados va a condenar a África a la incineración y a ningún desarrollo moderno. Continue lendo

Debemos crear un tribunal climático para juzgar a los países contaminantes

El presidente de Bolivia, Evo Morales, explicó que la propuesta de su país y de la Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (ALBA) contra el calentamiento global en la Cumbre de Copenhague (Dinamarca), es crear un tribunal de justicia climática para condenar a las naciones que contaminen el ambiente.

“Cuando yo digo que hay que hablar con claridad no solamente de los efectos del cambio climático sino de las causas, hay que condenar y acabar seriamente con el capitalismo y nuestra propuesta va en que hay que crear, hay que fundar una justicia climática, para juzgar a países que contaminen al medio ambiente”, señaló el mandatario boliviano en entrevista exclusiva para teleSUR. Continue lendo