Brasil tem condição de ser a primeira potência ambiental tropical, afirma Carlos Nobre

Fabiula Wurmeister entrevista Carlos Nobre, Gazeta do Povo, 8 de dezembro de 2010. Reproduzido de IHU On-line.

Categórico em afirmar que a sociedade moderna industrial se tornou uma força de transformação de proporções idênticas à da natureza, o pesquisador titular do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e presidente do Conselho Diretor do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, Carlos Nobre, acredita que apesar de já ter atingido estágios irreversíveis, o aquecimento global e alguns de seus efeitos podem ser amenizados. O resultado seria a prorrogação do que cientificamente é apontado como inevitável: o colapso total dos sistemas naturais que regem a vida na Terra.

O alerta e as sugestões foram apresentados pelo cientista na palestra de abertura do 7.º Encontro Anual do Progra¬ma Cultivando Água Boa, em Foz do Iguaçu. De acordo com Nobre em entrevista à Fabiula Wurmeister da Gazeta do Povo, 08-12-2010, o Brasil tem condições de ser a primeira potência ambiental tropical. Continue lendo

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Amazônia, desmatamento e clima

Entrevista com Carlos Nobre, IHU-on-line / Envolverde, 4 de março de 2010

Um estudo divulgado no mês passado revela que, devido ao desmatamento, mudanças no clima e queimadas, em cem anos, restará viva apenas 30% da Amazônia. Esse é um dado que mostra o aumento crescente destes que são considerados os principais desafios da maior floresta do mundo. “Boa parte da floresta, no leste e no sul, poderia desaparecer caso essas mudanças aumentem. No entanto, o desmatamento tem dimuido, mas é muito difícil saber para que lado vai o aquecimento global”, avalia o professor Carlos Nobre. Continue lendo

Quase metade da Amazónia pode desaparecer até ao final do século

Ecoblogue, 22 de outubro de 2008

Um investigador brasileiro do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), um dos principais órgãos de pesquisa do Brasil, alertou em entrevista para o perigo de quase metade da Amazónia desaparecer até ao final do século. “Boa parte da Amazónia pode desaparecer se houver um aumento global da temperatura de quatro graus centígrados ou mais até o final do século”, disse Carlos Nobre, considerado um dos maiores especialistas no Brasil em mudanças ambientais globais.

Segundo o especialista, o perigo é de até 40 por cento da Amazónia desaparecer. Nobre esteve no Rio de Janeiro ontem para participar da sexta edição da Bienal de Pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que este ano apresenta o tema “Amazónia: Evolução e Diversidade”. Continue lendo