Las fases de desarrollo de la crisis ecológica capitalista

Daniel Tanuro, Viento Sur, 19 de julio de 2012

Homo sapiens, nuestra especie, tiene por naturaleza el producir socialmente su propia existencia. Lo hace por medio del trabajo, gracias al cual transforma en valores de uso los recursos naturales que no consume tal cuales. Mediación indispensable entre la humanidad y su entorno, este trabajo es una actividad consciente: su resultado preexiste en el cerebro del productor en forma de un proyecto que el trabajador adapta a medida que lo ejecuta, haciendo después un balance. Esta capacidad de pensar el trabajo tiene como corolarios: 1º) la búsqueda de los medios técnicos y sociales para aumentar la productividad; 2º) la necesidad de una comunicación y de un aprendizaje social; 3º) el hecho de que cada generación se alza, por así decirlo, sobre los hombros de las precedentes –o dicho de otra manera, el desarrollo humano. Estas características distinguen a nuestra especie de los otros animales sociales, como las hormigas, las abejas o las termitas, cuyo modo de producción es instintivo y por consiguiente sólo se modifica al ritmo de la evolución biológica. Continue lendo

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Le capitalisme peut-il être vert ?

Daniel Tanuro, La Libre Belgique, 20 Juin 2012

Nous publions ci-dessous l’entretien que Daniel Tanuro accorda à La Libre Belgique, à l’occasion de Rio+20 et de la réédition au format de poche de son livre « L’impossible capitalisme vert ».

La Libre Belgique : Qu’est-ce que le capitalisme vert ?

Daniel Tanuro : C’est une contradiction dans les termes. Si on entend par là une économie qui respecte les limites du rythme de renouvellement des ressources, alors elle ne peut pas être basée sur la production de marchandises qui implique une croissance continue du volume de la production. Le capitalisme est incapable d’être vert en ce sens qu’il est incapable de respecter les limites des ressources et du fonctionnement de la biosphère. Continue lendo

On the agenda: the relaunching… of social and ecological destruction

The question of growth has resurfaced in political discourse. The European Trade Union Confederation (ETUC) has been demanding it for several years. François Hollande made it a major theme of his campaign. The social democrats are asking for it in all countries, particularly in Germany. The Right has also joined in, by the intermediary of Mario Draghi – President of the European Central Bank – and Herman Van Rompuy – President of the European Council. Even Angela Merkel has paid lip-service to the idea that austerity is not enough, we have to relaunch growth.

Daniel Tanuro, International Viewpoint, June 2012

The ETUC is wrong to see something to celebrate in these developments [1]: what is being talked about is a stimulus in the framework of neoliberal austerity. Limited by the size of the deficits and subject to the law of profit, this very hypothetical stimulus will not get rid of mass unemployment, will serve as a pretext for new anti-social and anti-democratic attacks, and will exacerbate the ecological crisis. Rather than be fooled by the publicity around this (mini) change within continuity, it should be seen as an encouragement to intensify the fight and build relationships of forces for an alternative worthy of the name: an alternative model of development, both social and ecological, based not on growth but on the sharing of labour and wealth, respecting the environmental limits. Continue lendo

California Takes the Lead With New Climate Initiatives

Long ahead of the rest of the U.S. on environmental policy, California is taking bold steps to tackle climate change — from committing to dramatic reductions in emissions, to establishing a cap-and-trade system, to mandating an increase in zero-emission vehicles. The bottom line, say state officials, is to foster an economy where sustainability is profitable.

Mark Hertsgaard, Yale Environment 360, March 8, 2012

California, long America’s environmental trendsetter, is about to push the envelope once again. On May 1, the state will hear from some of the nation’s largest insurance companies about the financial risks climate change poses, not only to the companies but also to their customers and investors. Some 300 firms, representing the vast majority of the U.S. insurance industry, are expected to reply to a survey that includes such questions as “how do you account for climate change in your risk management?” and “has the company altered its investment strategy in response to [climate change]?” The companies’ replies will then be posted on the California Insurance Commission’s website for all to see, including regulators from all 50 states and overseas. Continue lendo

Rio+20 quer ser marco para economia verde

Daniela Chiaretti, Valor, 29 de abril de 2011

Lítio, telúrio, gálio, neodímio e selênio são os nomes estranhos de um conjunto de elementos químicos que a maioria dos mortais conhece apenas por ter decorado a Tabela Periódica nas aulas de Química. São utilizados em semicondutores ou baterias de última geração, encontrados em baixa concentração na natureza e cruciais para o desenvolvimento de tecnologias limpas e sustentáveis. O mundo, contudo, recicla menos de 1% deste tesouro, a despeito de seu alto valor e utilização em bens de alta tecnologia, de notebooks a trens-bala. Este é um exemplo dos caminhos inovadores, inteligentes e desafiadores que a conferência das Nações Unidas que o Rio de Janeiro sediará em junho de 2012 precisa trilhar. A Rio+20, como é chamado o megaevento, pode ser um marco na economia verde que o mundo começa a perseguir. Continue lendo

Impulsionando o crescimento verde

A adoção de medidas concretas agora revigorará a dinâmica do combate à mudança climática e ajudará a restabelecer a confiança na cooperação internacional

Caio Koch-Weser e George Soros, Valor Econômico, 23 de novembro de 2010

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, divulgou o relatório final do seu Grupo Consultor de Alto Nível sobre Financiamento da Mudança Climática (AGF, na sigla em inglês). Por sermos os dois membros do setor privado no AGF, estamos orgulhosos do nosso trabalho. O relatório apresenta as opções disponíveis para mobilizar US$ 100 bilhões anualmente para a mitigação e adaptação da mudança climática nos países em desenvolvimento e estabelece as condições que se atingir esse objetivo até 2020.

Uma condição essencial é estipular um preço robusto para o carbono, de US$ 25 a tonelada de CO2, com o fim de desencadear os vastos investimentos do setor privado necessários para financiar a transição para uma economia de baixo nível de carbono. Estamos preocupados, porém, com a falta de vontade política para a fixação do preço do carbono. Continue lendo

Paz profunda na tecno-utopia

Um novo filme no Channel 4 insulta os verdes, ao mesmo tempo que evita a questão do poder.

George Monbiot, Esquerda.net, 16 de novembro de 2010

Um novo filme no Channel 4 insulta os verdes, ao mesmo tempo que evita a questão do poder.  Pois o Channel 4 (Canal 4 da TV britânica) fê-las de novo. Nos últimos 20 anos transmitiu uma série de polémicas sobre o ambiente, e a maior parte delas foi ferozmente anti-ecologista1. Noutras questões, os filmes do Channel 4 mostram todos os lados. Mas não quando se trata do ambiente. Continue lendo

La nueva ofensiva del “capitalismo verde”

SENA-Fobomade, Rebelión, 21 de octobre de 2010

El capitalismo en crisis múltiple crea nuevas mercancías y desarrolla nuevos instrumentos para reproducirse, como por ejemplo el denominado “mercado de carbono”, donde compra y vende territorios, recursos naturales y “derechos” o “licencias” para contaminar y sobreexplotar la naturaleza. El clima planetario está a merced del capital, rehén del mercado de carbono. Sin embargo, todas las propuestas ambientales del capitalismo verde, entre ellos los Mecanismo de Desarrollo Limpio (MDL), han sido ineficaces en la práctica. Estas falsas soluciones permitieron a las naciones ricas seguir incumpliendo sus compromisos de reducción de emisiones de gases de efecto invernadero (GEI); al tiempo que degradaron enormes extensiones de tierras y fuentes de agua, y alentaron la privatización de territorios indígenas y campesinos en todo el mundo. Continue lendo

Participação da sociedade civil no mercado contemporâneo

[Este artigo expressa uma posição claramente distinta da sustentada pelo Outra Politica. Mas é bastante representativo de uma orientação que tem tido uma influencia crescente no debate da nossa sociedade.]

Ricardo Abramovay, Valor, 20 de agosto de 2010

As condições de funcionamento dos mercados de algumas das principais commodities brasileiras transformaram-se de forma impressionante nos últimos cinco anos. Soja, biocombustíveis, madeira, carne, algodão, óleo de palma estão entre os produtos cujos mercados passam a organizar-se de forma crescente com a participação de organizações não governamentais (ONGs) em seu interior. Continue lendo

Lo que todo ambientalista necesita saber sobre capitalismo

Fred Magdoff / John Bellamy Foster, Monthly Review, junio de 2010

Ha llegado el momento de que los que estén preocupados por el destino de la Tierra enfrenten los hechos: no sólo la grave realidad del cambio climático sino también la acuciante necesidad de un cambio en el sistema social

Ha llegado el momento de que los que están preocupados por el destino de la Tierra se enfrenten a los hechos: no sólo la grave realidad del cambio climático ,sino también la acuciante necesidad de un cambio en el sistema social. La incapacidad de llegar a un acuerdo sobre el clima global en Copenhague en diciembre de 2009 no fue únicamente una simple abdicación del liderazgo mundial, como se ha sugerido frecuentemente, sino que tuvo raíces más profundas en la incapacidad del sistema capitalista para lidiar con la creciente amenaza a la vida en el planeta. El conocimiento de la naturaleza y los límites del capitalismo, y los medios para trascenderlo, tienen entonces importancia vital. En palabras de Fidel Castro en diciembre de 2009: “Hasta hace muy poco se discutía sobre el tipo de sociedad en que viviríamos. Hoy se discute si la sociedad humana sobrevivirá” [1]. Continue lendo

Mainstream Green Groups Cave In on Climate

Dangerously Allow Industry to Set Agenda

Gary Houser and Cory Morningstar, CommonDreams.org, April 20, 2010

“Governments will not put young people and nature above special financial interests without great public pressure. Such pressure is not possible as long as big environmental organizations provide cover. So the best hope is this — individuals must demand that the leaders change course or they will lose support.” – Dr. James Hansen

With climate scientists warning that we are in a global emergency and tipping points leading to runaway catastrophe will be crossed unless carbon pollution is rapidly reduced, one would expect groups identified as environmental defenders to be shifting into high gear. Instead, we are witnessing the unspeakably tragic spectacle of a mainstream environmental movement allowing itself to be seduced and co-opted by the very forces it should be vehemently opposing. Continue lendo

A crise não deve ser desperdiçada

Friedman conclama americanos a deixar de ser devoradores de riquezas acumuladas e naturais.

José Eli da Veiga, Valor, 30 de março de 2010

Resenha de “Quente, Plano e Lotado” – Os Desafios e Oportunidades de um Novo Mundo”, de Thomas L. Friedman. Trad.: Paulo Afonso e Cristina Cavalcanti. Objetiva, 637 págs., R$ 67,90

Uma revolução verde liderada pelos Estados Unidos precisa se tornar inevitável, em vez de inconcebível. Esse é o norte da quinta obra de Thomas L. Friedman, de longe o melhor repórter da atual aceleração do processo histórico da globalização capitalista. Além de insuperável pregador das transformações necessárias para que os EUA retomem a efetiva hegemonia política, em vez de se conformar em manter apenas seu status de maior potência militar. Continue lendo

Marina constrói “liberalismo sustentável”

Austeridade fiscal e descarbonização serão as prioridades do programa econômico verde, que prevê revisão de PAC e pré-sal. Economistas que apoiam a senadora acham que Estado é pesado e ineficaz e querem cortar gasto, mas prometem manter programas sociais.

Marcelo Leite e Ana Flor, Folha de S.Paulo, 14 de março de 2010

O grupo de economistas e empresários que gravita em torno de Marina Silva, pré-candidata à Presidência pelo PV, considera o Estado brasileiro pesado e ineficiente e planeja cortar gastos. Rejeita, contudo, o rótulo de “neoliberal”, que a senadora atribui à “satanização do debate”. De formação de esquerda, Marina constrói um discurso econômico próximo a um “liberalismo sustentável”. Continue lendo

É preciso taxar carbono para ter economia verde

Thomas Friedman não pode ser suspeito de veleidades esquerdistas ou mesmo progressistas. Mas é um conservador com clareza sobre as mudanças climáticas e seu alcance. O artigo que publicamos abaixo registra a crescente consciência da ineficácia dos mercados de carbono para combater o aquecimento global. Mesmo conservadores lúcidos perceber que taxar as emissões de carbono é o único caminho para estimular a transição para uma economia de baixo carbono.

Thomas Friedman, Folha de S.Paulo, 22 de março de 2010

O jornalista americano Thomas Friedman, um dos principais colunistas do “New York Times”, afirma que os EUA podem “voltar aos trilhos” e recuperar sua liderança global com investimentos maciços em tecnologias de energia limpas, o que só será possível com uma estrutura tributária que preveja, por exemplo, taxação sobre o preço do carbono. Essa é a ideia central de “Quente, Plano e Lotado” (ed. Objetiva, 605 págs.), que chega às livrarias brasileiras na quarta-feira, 24. O livro é um aprofundamento do best-seller “O Mundo é Plano” (ed. Objetiva), que desde 2005 vendeu 85 mil exemplares só no Brasil. Continue lendo