Camponeses do mundo, uní-vos!

Esther Vivas, 19 de abril de 2013

Ano após ano, a população camponesa no mundo foi diminuindo. O êxodo rural tornou-se uma realidade palpável no decorrer do século XX, o que levou a uma mudança radical da paisagem e da agricultura camponesa e tradicional. Em 2007, pela primeira vez na história da humanidade, a maioria da população mundial já vivia em cidades.

O Estado espanhol não foi uma exceção. E a agricultura deixou de ser uma das principais atividades econômicas para ser uma prática quase residual. Se, na década de 70, 25% da população ativa ainda trabalhava na agricultura, hoje este número foi reduzido para 4% e significou uma perda de mais de dois milhões e meio de empregos. Os estabelecimentos agrários estão desaparecendo rapidamente. Entre 1999 e 2009, diminuíram em 23%, de acordo com o Censo Agropecuário 2009 do INE. Em breve teremos que pendurar em nossos campos o cartaz de “fechado por morte”. Continue lendo

Anúncios

Victory in hard-fought struggle in defense of the human rights of peasants

UN resolution hints at a new international instrument to promote and protect the rights of peasants and other people working in rural areas.

Via Campesina, Europe Solidaire Sans Frontiere, October 4, 2012

The United Nations Human Rights Council adopted a landmark resolution hinting at a new instrument for the rights of the world’s estimated 1.2 billion peasants and other people working in rural areas. The resolution (A/HRC/21/L23) is monumental in light of peasants’ key role for food production—and also in the wake of contemporary challenges such as growing conflicts over land, water, and also food prices and climate crises.  The UN Human Rights Council resolution was approved on September 27, after 23 Member States voted in favour, 15 abstained and nine voted against the text[1]. Continue lendo

Monsanto Taking Over Global Agriculture

Monsanto has been on a mission to control US agriculture. With the help of politicians and regulation agencies, the biotechnology company has been putting many farmers out of business. Many critics of the company believe it is the right of the people to know if they are consuming genetically-modified food. Jeffrey Smith, author of Seeds of Deception, joins us with more on the Monsanto.

Watching Climate Change Through a Farmer’s Eyes

Sara Reardon, Science, April 28, 2011

In the last few decades, farmers in the heavily-forested Darjeeling Hills of the Himalayas in India and Nepal have noticed something strange. Rivers and streams are drying up, crop yields are plummeting, and trees have begun to flower long before spring arrives. The experiences of these villagers match satellite data, according to a new study, suggesting that local knowledge may help climate and biodiversity researchers better track the devastating impacts of global warming in specific areas. Continue lendo

Fome: Fazer a opção pelo pequeno é sonhar grande

Leonardo Sakamoto, Blog do Sakamoto, 14 de março de 2011

Jacques Diouf, presidente da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), alertou hoje para o risco de uma crise alimentar nos países em desenvolvimento semelhante à que ocorreu entre 2007 e 2008 devido ao aumento no preço da comida. Enumera entre motivos, o aumento no preço do petróleo, utilizado não apenas no transporte mas intensivamente na produção de fertilizantes. Continue lendo

Deep concern : Patel’s New Growth Path (NGP) supports Green Revolution for small holder farmers and biofuel

STATEMENT BY THE AFRICAN CENTRE FOR BIOSAFETY

Dear friends and colleagues, the ACB is deeply disturbed and disappointed that Minister Patel’s NGP has not embraced new thinking on agriculture policy which requires breaking from a wholly inequitable and ecologically unsustainable chemical-dependent system. The NGP lacks vision as it has missed an important moment to move South Africa towards systems that reconnect food producers with their local ecologies and communities. We are also gravely concerned by the support for biofuels as an employment driver in the so- called ‘Green Economy’. Continue lendo

La política del acaparamiento mundial de tierras

Jennifer Franco y Jun Borras, Trasnational Institute, dicembre de 2010

El fenómeno del acaparamiento mundial de tierras por parte de las transnacionales ha captado la atención de los medios, pero puede que el principal peligro esté en la respuesta de instituciones como el Banco Mundial, cuyas supuestas medidas de mejora consolidan la desposesión en lugar de impedirla.

Resumen del informe

El término ‘acaparamiento mundial de tierras’ se ha convertido en un marco comodín para describir y analizar la actual explosión de operaciones comerciales (trans)nacionales de tierras que giran en torno a la producción y venta de alimentos y biocombustibles. Desarrollado y popularizado en un principio por los grupos activistas que se oponen a dichas operaciones desde la perspectiva de la justicia medioambiental y agraria, la importancia del término ha superado rápidamente su ámbito original para ser absorbido por las corrientes convencionales del desarrollo que abogan por acuerdos ‘beneficiosos para todos’ y ‘códigos de conducta’, analizadas en estas páginas con una mirada crítica.

El resto de nuestro argumento gira en torno a la dinámica política de los cambios en el uso de la tierra y en las relaciones de propiedad sobre la tierra –así como de las luchas en torno a estos– en el contexto de los transacciones (trans)nacionales contemporáneas concentradas principal, aunque no únicamente, en tierras ‘no privadas’. Argüimos que la dinámica política en torno a la tierra pone en creciente evidencia lo inapropiado del ‘conjunto de herramientas’ para la ‘gobernanza de la tierra’ que promueven de forma implacable las corrientes preponderantes. Y si bien coincidimos con gran parte de la crítica radical contra la ofensiva de demanda mundial de tierras que probablemente conduzca al cercamiento de territorios y la expulsión de comunidades, también planteamos la necesidad de realizar análisis matizados (más análisis de clase, por ejemplo) y estudios empíricos meticulosos (es decir, menos especulación). A continuación, sopesamos las posibilidades de una perspectiva alternativa a la que, a falta de un término mejor, llamamos aquí ‘soberanía sobre la tierra’, como marco conceptual, político y metodológico potencialmente más inclusivo y relevante.

Descargar el informe – La política del acaparamiento mundial de tierras (323 KB) Continue lendo

‘Milhares de lotes de terras camponesas para esfriar o planeta!

A Via Campesina manterá um calendário de mobilizações durante o evento da ONU, em Cancún, com destaque para o Fórum Alternativo que reúne movimentos de todo o globo e da marcha dos camponeses e indígenas a se realizar no dia 7 de dezembro.

Rafael Soriano, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), 19 de novembro de 2010

Com a aproximação da 16ª Convenção das Partes (COP-16) e da 6ª Conferência das Partes – reunião das Partes do Protocolo de Kyoto (CMP-6), em Cancún, os debates sobre a mercantilização das condições de vida na terra voltam a tona. Continue lendo

El robo de las tierras de África

Entrevista a Ruedi Küng, corresponsal para África de la Radio suiza alemana DRS

Emil Lehmann Radio DRS/Horizons et débats / Rebelion, 7 de julio de 2010

Actualmente Estados y multinacionales compran por poco dinero inmensas superficies de tierra en los países pobres con el fin de cultivar productos para alimentar a los países ricos y para producir biocarburantes. Esto es especialmente chocante en África. Se expulsa a las familias campesinas indígenas de sus parcelas, que apenas les permiten sobrevivir, para poder producir en grandes plantaciones frutas destinadas a nuestras conservas o biocarburantes para nuestros coches. Se ignora casi totalmente a los autores del «Informe sobre la agricultura mundial» publicado en 2008, los cuales hacen un llamamiento urgente a preservar y promover la agricultura de los pequeños espacios porque sólo así se podrá detener el aumento del hambre. Continue lendo

Frente à crise alimentar, que alternativas?

alimentacaoEsther Vivas, Ecoblogue, 21 de novembro de 2008

A crise alimentar tem deixado sem comida a milhares de pessoas em todo o mundo. À cifra de 850 milhões de famintos, o Banco Mundial soma mais cem, fruto da crise atual. A “tsunami” da fome não tem nada de natural, mas é resultado das políticas neoliberais impostas sistematicamente durante décadas pelas instituições internacionais.

Porém, frente a essa situação, que alternativas se apresentam? É possível existir outro modelo de produção, distribuição e consumo de alimentos? É viável em âmbito mundial? Antes de abordar estas questões, é importante assinalar algumas das principais causas estruturais que tem gerado essa situação. Continue lendo

As flores que rompem os muros

Silvia Ribeiro, Resistir.info, 26 de outubro de 2008.

Maputo, Moçambique.

De todos os rincões do planeta chegou gente a esta cidade africana, para a quinta Conferência Internacional da Via Campesina . São mais de 600, entre delegadas e delegados de mais de 130 organizações nos cinco continentes, uma centena de pessoas para apoio, necessárias para a delicada e ao mesmo tempo sólida arquitectura desta rede camponesa global.

Desde a sua fundação em Mons, Bélgica, onde se reuniram camponeses rebeldes europeus que se negavam a aceitar a extinção a que os quer condenar o “desenvolvimento”, com os que a partir da América Latina e das Filipinas resistiam à face mais brutal da exploração provocada pelo mesmo modelo de agricultura industrial, passaram-se 15 anos. Continue lendo