Por un nuevo paradigma civilizatorio: Buen Vivir en armonía con la Madre Tierra para garantizar la vida

Posicionamiento hacia Río+20, CAOI, Junio de 2012

Los pueblos indígenas andinos y sus organizaciones nos dirigimos a los Estados miembros de las Naciones Unidas, a sus representantes en la Conferencia sobre Desarrollo Sostenible Río+20, a las instituciones financieras internacionales, a las empresas multinacionales, a los movimientos indígenas y movimientos sociales del mundo, para plantear nuestras propuestas, sustentadas en nuestros saberes y prácticas ancestrales del Buen Vivir como alternativas a la crisis climática y a la crisis de civilización que sacuden el planeta; para decir que es indispensable y urgente que Río+20 signifique la ruptura con el capitalismo desarrollista depredador y la adopción de un nuevo paradigma civilizatorio sustentado en el diálogo y la armonía con la Madre Tierra. Continue lendo

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“Por novas concepções de desenvolvimento”,

Ivo Lesbaupin *

Nos últimos anos, diversos países latino-americanos, como Equador e Bolívia, vem incorporando nas suas constituições, o conceito do bem-viver, que nas línguas dos povos originários soa como Sumak Kawsay (quíchua), Suma Qamaña (aimará), Teko Porã (guarani). Para alguns sociólogos e pesquisadores temos aí uma das grandes novidades no início do século XXI.

Redescobre-se agora um conceito milenar: O ‘Viver Bem’. “A expressão Viver Bem, própria dos povos indígenas da Bolívia, significa, em primeiro lugar ‘viver bem entre nós’. Trata-se de uma convivência comunitária intercultural e sem assimetrias de poder (…). É um modo de viver sendo e sentindo-se parte da comunidade, com sua proteção e em harmonia com a natureza (…), diferenciando-se do ‘viver melhor’ ocidental, que é individualista e que se faz geralmente a expensas dos outros e, além disso, em contraponto à natureza” – escreve Isabel Rauber, pensadora latino-americana, estudiosa dos processos de construção do poder popular em indo-afro-latinoamérica[1]. Continue lendo

Bem Viver: contribuição da América Latina para uma geossociedade

Leonardo Boff

Por todas as partes no mundo cresce a resistência ao sistema de dominação do capital globalizado pelas grandes corporações multilaterais sobre as nações, as pessoas concretas e sobre a natureza. Está surgindo, bem ou mal, um design ecologicamente orientado por práticas e projetos que já ensaiam o novo. A base é sempre a economia solidária, o respeito aos ciclos da natureza, a sinergia com a Mãe Terra, a economia a serviço da vida e não do lucro e uma política sustentada pela hospitalidade, pela tolerância, pela colaboração e pela solidariedade entre os mais diferentes povos, demovendo destarte as bases para o fundamentalismo religioso e político e do terrorismo que assistimos nos EUA e agora na Noruega. Continue lendo

Manifiesto por la democracia, la equidad y el Buen Vivir

Coordinadora Plurinacional Por la Unidad de las Izquierdas – Pachakutik, Participación, Monticristi Vive, Movimiento Popular Democratico y Corriente Socialista Revolucionaria

Hoy la globalización está subordinada a la crisis económica. El dominio del capital financiero impone una civilización de la desigualdad, de la explotación de los seres humanos y la naturaleza, que produce efectos devastadores para la vida en toda la Tierra. Las respuestas al actual caos mundial intensifican la explotación social, profundizan la opresión nacional y aumentan las desigualdades. El inmenso poder de las transnacionales y de las corporaciones financieras les permite someter a sus intereses a gobiernos y a organismos supranacionales. Su codicia ilimitada promueve la extensión de la guerra del petróleo y del agua en diversos continentes, a la vez que aplica las terapias fondomonetaristas incluso en Europa y Estados Unidos, con el único fin de financiar las pérdidas del capital financiero. De este modo se estimulan y sacralizan los intercambios ilegales y delictivos en el orbe. Continue lendo

Pelos muitos caminhos do Bem Viver

A “mais importante corrente de reflexão gerada na América Latina nos últimos anos”: assim Eduardo Gudynas, pesquisador do Centro Latino-Americano de Ecologia Social de Montevidéu, define o Bem Viver, conceito incorporado nas Constituições da Bolívia (suma qamaña, em aymara) e do Equador (sumak kawsay, em quíchua) e logo assumido pelo pensamento altermundista como símbolo de um novo paradigma de civilização, cheio de esperanças de futuro.

Claudia Fanti, Adista, 14 de maio de 2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Reproduzido de IHU On-line.

Desde o seu ingresso nas Constituições dos dois países andinos, muito tem sido dito e escrito sobre o evocativo conceito. Mas ainda há muito a ser elaborado e esclarecido. E assim, em um número especial da revista America Latina en Movimiento (nº 462, fevereiro de 2011) dedicado ao tema (sob o título Bem Viver: Gerando alternativas para o desenvolvimento), Eduardo Gudynas se encarrega de oferecer uma visão panorâmica sobre o conjunto de ideias, ainda em vias de elaboração, englobadas pela expressão Bem Viver, em resposta e em alternativa aos conceitos convencionais de desenvolvimento. Continue lendo

Poet Wendell Berry on Mankind’s Ecological Imprint

The author of more than 40 works of fiction, nonfiction, and poetry, Wendell Berry has been the recipient of numerous awards and honors.

The Washington Post, May 5, 2011

Clique aqui para ver o video.

Menos

A resposta da esquerda à crise não se pode limitar a soluções que visem o relançamento do consumo.

Ricardo Coelho, Esquerda.net, 24 de abril de 2011

Quando perguntaram a Samuel Gompers, fundador e ex-presidente da AFL-CIO, a maior central sindical dos EUA, o que queriam os trabalhadores ele simplesmente respondeu “mais!”. Hoje, podemos responder ainda da mesma forma quando nos perguntam o que quer a esquerda. Queremos mais direitos, mais emprego, mais prosperidade e mais bem-estar. Mas atrevo-me a acrescentar, por mais difícil que o seja fazer em período de crise, que poderíamos responder com a mesma assertividade “menos!” a esta questão. Continue lendo

‘O indígena não é coisa do passado, ele é um projeto de futuro’.

IHU On-line entrevista Abraham Colque, IHU On-line, 25 de março de 2011

“A princípio, uma criança indígena rural pode ouvir: ‘Que queres ser no futuro?’ E, então, pode responder: ‘Eu quero ser presidente da Bolívia’. Isto é sumamente importante quando sabemos que há uns 30 anos a população indígena não podia aspirar a qualquer coisa porque era excluído de possibilidades”, é o que aponta Abraham Colque. O teólogo concedeu esta entrevista à IHU On-Line a partir de Dacar, quando participou do Fórum Social Mundial.

A identidade do indígena, seja no contexto da realidade boliviana, latino-americana ou global, além da ideia da Terra Madre e do Bem-viver comos projeto de futuro para a sociedade atual são ideias refletidas pelo teólogo. Continue lendo

Neodesenvolvimentismo e bem viver

Verónica Gago e Diego Sztulwark, Página/12, 10 de janeiro de 2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Alberto Acosta (Quito, 1948), assessor de organizações indígenas, sindicais e sociais, foi cofundador do partido do presidente Rafael Correa, a Alianza PAIS, e ministro de Minas e Energia entre janeiro e junho de 2007. Presidiu a Assembleia Nacional Constituinte, à qual renunciou em junho de 2008 por diferenças com o governo. Atualmente, é professor e pesquisador na monumental FlacsoQuito. Estudou economia nos anos 70 na Alemanha e, mais tarde, revalidou seu título no Equador. A partir dos anos 80, dedicou-se à temática da dívida externa e, mais tarde, à questão da migração. Continue lendo

Luces y sombras de la década progresista

Raúl Zibechi, La Jornada, 31 de dezembro de 2010

Si aceptamos que la realidad político-social no está configurada por un solo escenario sino por tres (superación de la dominación estadunidense, del capitalismo y del desarrollo), la década progresista tuvo resultados dispares y hasta contradictorios. Creo que el terreno en el que más se ha avanzado, el de las luces más brillantes, se relaciona con el primer aspecto, mientras los otros dos muestran los nudos que el progresismo no ha conseguido desatar en estos años. Continue lendo

Buen Vivir: un necesario relanzamiento

Eduardo Gudynas, Alai-amlatina, 14 de deciembre de 2010

La idea del Buen Vivir ganó amplia difusión en los últimos años. Representa tanto la disconformidad con la marcha del desarrollo convencional, como la búsqueda de cambios sustantivos bajo nuevos compromisos con la calidad de vida y la protección de la Naturaleza.

Antes que un concepto acabado, el Buen Vivir expresa un proceso, una construcción paulatina donde intervienen una amplia variedad de voces. Por lo tanto existen distintas versiones, cada una de ellas con sus énfasis y respondiendo a coyunturas específicas. Nadie puede reclamar obediencia a un decálogo, y todavía hay mucho camino para recorrer. Esta diversidad no es necesariamente un aspecto negativo, ya que permite nutrirse de los mejores aportes de cada corriente, y a la vez revitaliza el debate sobre las políticas en desarrollo. Además, estos primeros pasos han tenido efectos positivos concretos, y el mejor ejemplo es el reconocimiento de esta idea en las nuevas constituciones de Ecuador y Bolivia. Continue lendo

O Bem Viver, uma nova sociedade

Conselho Indigenista Missionário, 25 de novembro de 2010

Dos Andes chega um novo horizonte. Inunda Abya Yala com a inspiração e raiz milenar de um novo modelo de vida e sociedade. Sumak Kawsay – o Bem Viver não é apenas uma utopia, é a reconstrução da harmonia e reciprocidade entre a Pacha Mama – Mãe Terra, os seres humanos e todas as formas de vida. É um projeto de futuro que exige mudanças radicais, rupturas com o atual modelo neoliberal e neocolonizador. Continue lendo

El buen vivir, una oportunidad por construir

Alberto Acosta, Alai, 16 de febrero de 2009

Ni lo uno ni lo otro, sino todo lo contrario

En la Asamblea Constituyente de Ecuador, el Buen Vivir o Sumak Kausai (en kichwa) fue motivo de diversas interpretaciones. En un debate, que en realidad recién empieza, primó el desconocimiento y el temor en algunos sectores. Para unos el Buen Vivir, al que lo entendían ingenuamente como una despreocupada y hasta pasiva dolce vita, les resultaba inaceptable. Otros, quizás temerosos de perder sus privilegios, no dudaron en anticipar que con el Buen Vivir se proponía el retorno a la época de las cavernas. Continue lendo

Tres escenarios para una transición

Raúl Zibechi, La Jornada, 9 de octobre de 2010

La realidad política y social en América Latina, y de modo particular en Sudamérica, es cada vez más compleja, intrincada y por momentos confusa. Los hechos de los últimos meses, las recientes elecciones en Venezuela, los sucesos en Ecuador, son emergentes de esa creciente complejidad que en no pocas ocasiones ha llevado a las fuerzas políticas y sociales que comparten objetivos idénticos a posicionarse como si pertenecieran a bandos opuestos. A medida que la crisis del sistema se aproxime a situaciones de caos sistémico, la confusión irá en aumento, por lo que parece necesario intentar, con todas las precauciones necesarias, establecer alguna lectura compartida y compartible de la realidad. Continue lendo

Sumak Kawsay: uma forma alternativa de resistência e mobilização

IHU On-Line entrevista Pablo Dávalos, IHU On-Line, 21 de agosto de 2010

Não apenas um modo de vida pueril e harmônica entre o ser humano e a natureza: a ética indígena do Bem Viver, na opinião do economista equatoriano Pablo Dávalos, é alternativa ao modo capitalista de produção, distribuição e consumo. É, acima de tudo, parte do “discurso das resistências e das mobilizações”.  Por isso, o Bem Viver é “uma forma diferente de relação entre a sociedade e a natureza, e a sociedade e suas diferenças”, na qual “a individualidade egoísta deve se submeter a um princípio de responsabilidade social e compromisso ético”, afirma. Nesse contexto, a natureza é reconhecida como parte fundamental da socialidade humana.

Para Dávalos, que foi vice-ministro de Economia do Equador, um dos desafios é trazer o Bem Viver para o debate acadêmico e social, que ainda não incorporou esse conceito ético. Mas houve avanços, como a inclusão da plurinacionalidade do Estado e do Sumak Kawsay no texto constitucional do seu país natal. Nesse sentido, afirma, “o Sumak Kawsay é a proposta para que a sociedade possa recuperar as condições de sua própria produção e reprodução material e espiritual”, ou seja, “uma nova visão da natureza, sem ignorar os avanços tecnológicos nem os avanços em produtividade, mas sim projetando-os no interior de um novo contrato com a natureza como parte de sua própria dinâmica, como fundamento e condição de possibilidade de sua existência no futuro”. Ele concedeu a entrevista à por email. Continue lendo

Sustentabilidade versus crescimento: limites do atual modelo econômico

Especialistas defendem formas de desenvolvimento e medição de riqueza que levem em conta a distribuição de renda e o uso de recursos naturais.

Zhang Danhong, Deustche Weller, 16 de agosto de 2010

O debate está em pauta há mais de 30 anos, mas a crise econômica mundial e as alterações climáticas deram um novo impulso às discussões sobre o modelo econômico tradicional, que só valoriza o crescimento da economia. Para o economista alemão Gerhard Scherhorn, professor emérito de Mannheim, o problema central da humanidade é o esgotamento dos recursos naturais. “Nós esgotamos os recursos naturais por meio da sobrepesca dos oceanos, da redução do nível das águas subterrâneas, da diminuição da biodiversidade e do aquecimento global”, afirma. Continue lendo

Fóruns públicos discutem ‘Bem Viver” em países andinos

Karol Assunção, Adital, 3 de agosto de 2010

Na Colômbia, as discussões acontecerão, no hotel Dann (Avenida 19, 5-72, Bogotá), com o advogado especialista em direitos indígenas, Juvenal Arrieta, e o dirigente indígena Lorenzo Muelas. A ocasião ainda contará com a exposição da aymara boliviana Cecilia Pinedo Soruco e do coordenador geral da CAOI, Miguel Palacín. Continue lendo

Sumak kawsay. Nem melhor, nem bem: viver em plenitude. Entrevista especial com Esperanza Martínez

Pertencemos a uma comunidade mais ampla, que abrange todas as comunidades: a natureza. Os índios andinos formularam o conceito de “sumak kawsay”, que se aproxima de “bem viver”. Mas, para a bióloga equatoriana Esperanza Martínez, “o bem viver é mais do que viver melhor, ou viver bem: o bem viver é viver em plenitude”.

A entrevista que segue faz parte de uma iniciativa do IHU, por meio de seu Escritório da Fundação Ética Mundial no Brasil, que busca ampliar o debate sobre Ética Mundial, incluindo também outras perspectivas, especialmente dos povos originários latino-americanos – como o conceito ético do Sumak Kawsay – e africanos – o Ubuntu. IHU On-line, 25 de julho de 2010

IHU On-Line – Como o “bem viver” (sumak kawsay) nos ajuda a compreender e a viver uma nova relação com a terra e com a natureza? Continue lendo

Sumak Kawsay, crecimiento y decrecimiento económico

Alirio Montoya, Rebelión, 11 de julio de 2010

“Me llamo Octave y llevo ropa de APC. Soy publicista: esto es, contamino el universo. Soy el tío que os vende mierda. Que os hace soñar con esas cosas que nunca tendréis. Cuando, a fuerza de ahorrar, logréis comprar el coche de vuestros sueños, el que lancé en mi última campaña, yo ya habré conseguido que esté pasado de moda. Os llevo tres temporadas de ventaja, y siempre me las apaño para que os sintáis frustrados. En mi profesión, nadie desea vuestra felicidad, porque la gente feliz no consume. Vuestro sufrimiento estimula el comercio.” (Beigbeder).

Naturalmente, estos tres conceptos o categorías no se pueden desarrollar en un solo artículo; por lo que únicamente verteremos ideas generales sobre dichos conceptos muy en boga en estos tiempos de crisis estructural del sistema capitalista: El Sumak Kawsay, el crecimiento económico y el decrecimiento económico. Tanto el primer concepto como el último tienen grandes similitudes. Pero el crecimiento económico –figura inventada por los países del centro- se contrapone al Sumak Kawsay y al decrecimiento económico. Continue lendo

La espuma de estos días

Gustavo Soto Santiesteban [i]

A la búsqueda del paradigma alternativo

Los movimientos altermundialistas –hasta hace poco antiglobalización- cuyo principal momento de articulación es el Foro Social Mundial –desde Porto Alegre el 2001- han difundido un largo menú de temáticas sociales, económicas, ambientales, espirituales y políticas.

El Buen Vivir/Vivir Bien, expresiones que han entrado en las Constituciones de Ecuador y Bolivia, han despertado una gran expectativa en el movimiento altermundialista y han devenido ya un l ogo que sintetizaría algo parecido a un Proyecto Alternativo Civilizatorio, que pueda ofrecerse como una paradigma de comprensión y de resolución de problemas que no han podido ser resueltos por el pensamiento único neoliberal, ni más profundamente, con la modernidad Industrializadora (capitalista y del socialismo real). Continue lendo