Samuel Pinheiro Guimarães: O desafio sul-americano

O principal desafio da política externa brasileira no século XXI será a América do Sul. No processo de construção da integração América do Sul é preciso vencer o pessimismo interessado daqueles que, externa e internamente, não acreditam no potencial nem do Brasil, nem do Mercosul, nem da América do Sul, e que preferem sonhar com a volta ao regaço do colonialismo, até recentemente sob as roupagem tentadoras, agora meio esfrangalhadas, da globalização equânime, do livre comércio e da auto regulação dos mercados.

Samuel Pinheiro Guimarães, Carta Maior, 30 de agosto de 2012

1. O principal desafio da política externa brasileira no século XXI será a América do Sul.

2. A América Central e o Caribe, a América do Norte, a Europa, a África e a Ásia serão áreas de grande interesse, mas nenhuma delas apresenta para a política externa brasileira a mesma complexidade do que a América do Sul.

3. As relações do Brasil com cada país da América do Sul são fundamentais tanto bilateralmente como para a defesa dos interesses do país na esfera multilateral, em suas dimensões política, econômica e militar. Continue reading

Resistencias locales, movimientos globales

Raúl Zibechi, La Jornada, 9 de marzo de 2012

En junio de 2002, hace apenas 10 años, se realizó en Tambogrande (norte de Perú) la primera consulta popular de carácter comunal sobre la minería a gran escala en el mundo. Más de 90 por ciento de los votantes, unas 25 mil personas, rechazaron el proyecto para explotar oro, plata y zinc de la canadiense Manhattan; sólo 350 votaron a favor y no acudieron a votar apenas 6 por ciento de los habitantes. La consulta fue organizada por la municipalidad y su resultado fue interpretado como un triunfo de la agricultura campesina, que depende del agua para su sobrevivencia. Continue reading

Elementos para analisar os grandes projetos de infraestrutura na Amazônia

Guilherme Carvalho, ALAI, 4 de julho de 2011

Ultimamente tem sido comum ouvirmos mesmo de pessoas vinculadas a movimentos sociais e ONGs que acompanham os processos de negociação entre os países para incrementar o comércio multilateral ou a integração econômica sul-americana, a afirmação de que a Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana (IIRSA) já não interessa mais aos governos da América do Sul. Será mesmo verdade? O que temos visto nos últimos anos é a proliferação de grupos e de formas de resistência aos fundamentos da estratégia que sustenta a IIRSA, bem como à sua expressão material que são os grandes projetos de infraestrutura. Indígenas, ribeirinhos, extrativistas, jovens, grupos de mulheres, ONGs, camponeses, integrantes do Ministério Público Federal, pesquisadores(as) e muitos outros segmentos sociais têm oferecido renhida oposição a esses empreendimentos e a tudo o que é associado a eles – degradação ambiental, concentração fundiária e expansão dos bolsões de pobreza, entre outros problemas. É lógico que nesse cenário interessa aos governos da região diminuir a pressão que vem da sociedade. E uma das formas encontradas é justamente disseminar a ideia de que a IIRSA é passado, mesmo que a realidade negue completamente esse discurso.

Este texto em como principal objetivo apresentar alguns elementos que consideramos relevantes à reflexão crítica acerca da execução dos grandes projetos de infraestrutura na Amazônia, cujos principais expoentes são o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a IIRSA. Os itens apresentados não podem ser compreendidos isoladamente, mas como um todo articulado. Contudo, acreditamos que a forma com que o texto foi escrito é didaticamente mais adequada, pois ele poderá ser usado em leituras e reflexões em grupo.

Por fim, queremos ressaltar que alguns elementos não foram incorporados neste texto por conta das dificuldades enfrentadas durante a sua elaboração. Esperamos superar essa falta em outros materiais.

* Documento completo en PDF

- Guilherme Carvalho, Doutorando do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará – NAEA/UFPA.

A semente de um pólo opositor ao Mercosul

No governo de Dilma Rousseff há a suspeita de que o recente Pacto do Pacífico assinado pelo México, Colômbia, Chile e Peru seja uma espécie de atalho para a Alca. Por outro lado, uma eventual vitória de Humala no Peru tem um estímulo.

Darío Pignott, Página/12, 2 de maio de 2011. A tradução é do Cepat.

A Alca está morta, por enquanto. A presidenta Dilma Rousseff e seu par Barack Obama não trocaram nenhuma palavra, até onde se sabe, sobre a Área de Livre Comércio das Américas durante a hora e meia em que conversaram a sós há um mês, no Palácio do Planalto; mas funcionários norte-americanos deixaram transparecer em Brasília sua saudade daquela iniciativa. Continue reading

Efeito Japão freia recursos para urânio sul-americano

Os reflexos da crise nuclear do Japão chegaram à América do Sul. Mineradoras que buscam urânio na região dizem que o impacto do vazamento de radiação da usina japonesa limita neste momento a disposição de investidores em financiar e refinanciar projetos de exploração do minério. Ainda pouco desenvolvidas, as minas sul-americanas são consideradas a nova fronteira mundial do urânio.

Marcos de Moura e Souza, Valor, 4 de abril de 2011

Argentina, Paraguai, Colômbia, Guiana e Peru são alguns dos países onde mineradoras privadas mantêm atualmente projetos de prospecção de urânio. Ainda não há produção em nenhum deles. O Brasil é o único na região que vem extraindo o minério, chave para a indústria nuclear. Aqui é a estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB) que concentra as atividades. Continue reading

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