Capital financeiro e mudança climática

drought_2398818bEstamos diante de um conflito de dimensões históricas: de um lado, a comunidade científica advertindo para que não se queime as reservas de combustíveis fósseis, do outro, as empresas e investidores que possuem interesses em realizar seus ativos (extrair e usas essas reservas). Quem prevalecerá?

Alejandro Nadal, La Jornada / IHU On-line, 6 de fevereiro de 2012. A tradução é do Cepat.

As forças do capital financeiro tornarão muito difícil frear a mudança climática. Alguns dizem que a estrutura do setor financeiro não facilitará a transição para uma economia de baixo carbono. O problema é mais grave: o sistema financeiro é um potente obstáculo para prevenir uma catástrofe derivada do aquecimento global. Continue lendo

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Lições de história: a política de austeridade na europa

O mundo já está no que deveríamos chamar a Segunda Grande Depressão. Enquanto os Estados Unidos entram plenamente numa nova recessão, a crise na Europa vai de mal a pior. A economia chinesa perde velocidade e os chamados mercados emergentes começarão a sofrer as consequências da crise dentro de poucos meses.

Alejandro Nadal, Esquerda.net / La Jornada, 28 de julho de 2012

A política de austeridade que hoje se aplica na Europa está a mergulhar o continente numa profunda recessão. Num cenário tão desolador é bom olhar para as lições da história. Afinal, não é a primeira vez que se recorre aos dogmas do corte ortodoxo para procurar sair da crise. No que se segue, os leitores podem apreciar os paralelismos com a atual crise e a política de austeridade na Grécia, Espanha, Itália e Portugal. Continue lendo

Río+20: para rescatar el neoliberalismo

Alejandro Nadal, La Jornada, 20 de junio de 2012

El mundo no sólo enfrenta el reto de una crisis global que gana fuerzas cada día, con su secuela de desempleo y su promesa de estancamiento a largo plazo. También se le opone un proceso de deterioro ambiental sin paralelo. Extinción masiva de especies, erosión de suelos y cambio climático son ejemplos de esta degradación ambiental provocada por la actividad humana.

Cualquier persona esperaría que las causas profundas de estos problemas serían abordadas con rigor en la Conferencia de Naciones Unidas sobre Desarrollo Sustentable (mejor conocida como Río+20). La conferencia depende de todo el sistema de Naciones Unidas, pero la voz cantante la lleva el Programa de Naciones Unidas sobre Medio Ambiente (PNUMA) a través de su propuesta de crear una economía verde. Continue lendo

G-20, catalizador del desastre

Alejandro Nadal, La Jornada, 9 de noviembre de 2011

La semana pasada la crisis económica atravesó un nuevo umbral. Los líderes del G-20 tuvieron que concluir su cónclave en medio de un estrepitoso fracaso. Mostraron que no sólo no pueden comprender la gravedad de la crisis, con niveles de desempleo no vistos en ocho décadas. También revelaron su incapacidad para reconocer que las respuestas basadas en políticas neoliberales han agravado el colapso económico y prolongado la duración de la crisis.

En medio de los aplausos que se endilgaron mutuamente, los líderes contribuyeron a acelerar el ritmo de la historia. Hoy se yerguen como catalizadores de la historia de la segunda gran depresión. Continue lendo

Sonhos e pesadelos do imaginário reaccionário

Hoje todos os indicadores importantes sobre o desempenho da economia mundial indicam que a crise se aprofunda. Dos Estados Unidos à Europa, passando pelo Japão e pela China, o barómetro anuncia uma tempestade que ameaça converter-se num furacão global.

Alejandro Nadal, Esquerda.net, 17 de julho de 2011

Os sonhadores, os especuladores e os reaccionários acabaram por afundar o mundo na Segunda Guerra Mundial. Essa é o grande ensinamento da controversa obra do historiador A. J. P. Taylor sobre As origens da Segunda guerra mundial (publicada em 1961). Só lhe faltou acrescentar como pano de fundo desse processo a Grande Depressão. Uma vez completado o quadro, as semelhanças com os acontecimentos dos nossos dias começam a delinear-se de maneira mais clara e alarmante. Continue lendo

O afundamento de Chimérica

Agora com a crise global instalada, Chimérica está condenada à desintegração. A população dos Estados Unidos foi atingida e não poderá continuar a ser a consumidora insaciável de que a China precisa.

Alejandro Nadal, Esquerda.net, 9 de janeiro de 2010

Nos últimos 20 anos a economia mundial foi dominada por uma relação simbiótica entre a China e os Estados Unidos. Este consórcio baseou-se em vínculos comerciais e financeiros sui generis, por trás dos quais se escondem profundas mudanças estruturais em ambas as economias. A associação foi baptizada Chimérica, uma mistura não muito feliz de China e América (porque os norte-americanos insistem em se chamarem a si próprios como o continente). Continue lendo

A crise e o fim de Bretton Woods II

As principais economias do mundo estão à beira de sofrer uma recaída de proporções alarmantes. A recessão em forma de W para a economia global é quase inevitável.

Alejandro Nadal, La Jornada,  13 de outubro de 2010. Tradução de Esquerda.net. 

A assembleia anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) concluiu com a persistência de desacordos básicos, o que é um mau presságio. Nenhuma das dificuldades fundamentais da economia mundial pôde resolver-se nestes dias. A guerra das divisas está ao virar da esquina e os piores dias da crise poderiam estar de regresso dentro de alguns meses. Até se diz que 2008 poderia ser um passeio no campo comparado com o que vem em 2011. Continue lendo

La tez de la crisis: la teoría económica zombi

Alejandro Nadal, La Jornada, 11 de agosto de 2010

Existen teorías económicas que se resisten a morir. Aun estando en la más profunda bancarrota intelectual y con el valor de sus predicciones en cero, siguen caminando como los muertos vivos del vudú. Su relevancia empírica puede ser nula, pero se les sigue usando para justificar la política económica neoliberal. Son verdaderas teorías económicas zombi (y responden a un nuevo acrónimo, TEZ). Continue lendo