Biodiesel industry dealt a blow by EU policy changes

Green campaigners have hailed the move to limit food-based biofuels to 5% as a major victory for the environment

Damian Carrington, guardian.co.uk, September 21, 2012

Europe‘s multibillion-euro biodiesel industry has been dealt a blow by major policy changes outlined by the EU climate commissioner on Friday.  The changes proposed by Connie Hedegaard will limit food-based biofuels to 5%, just above the current output of 4.5%. Green campaigners, who see biodiesel as doing more harm than good, hailed the move as a major victory for the environment. But the biodiesel industry condemned what it sees as a catastrophic U-turn that will cost thousands of jobs. Continue lendo

The era of cheap food may be over

A spike in prices caused by poor harvests and rising demand is an apt moment for the west to reassess the wisdom of biofuels

Larry Elliott, guardian.co.uk, September 2, 2012

The last decade saw the end of cheap oil, the magic growth ingredient for the global economy after the second world war. This summer’s increase in maize, wheat and soya bean prices – the third spike in the past five years – suggests the era of cheap food is also over. Price increases in both oil and food provide textbook examples of market forces. Rapid expansion in the big emerging markets, especially China, has led to an increase in demand at a time when there have been supply constraints.

For crude, these have included the war in Iraq, the embargo imposed on Iran, and the fact that some of the older fields are starting to run dry before new sources of crude are opened up. The same demand dynamics affect food. It is not just that the world’s population is rising by 1% a year. Nor is it simply that China has been growing at 9% a year on average; it is that consumers in the big developing countries have developed an appetite for higher protein western diets. Meat consumption is rising in China, India and Brazil, and since it takes 7kg of grain to produce 1kg of beef (and 4kg to produce 1kg of pork), this is adding to global demand. Continue lendo

Biocombustíveis e fome, dois lados da mesma moeda

Apesar das crescentes provas de que a produção de combustíveis orgânicos é responsável pela insegurança alimentar, o novo projeto da União Europeia (UE) sobre energias renováveis ignora as consequências sociais desta atividade agrícola.

Daan Bauwens, IPS Envolverde/IPS, 28 de junho de 2012

Para reduzir a emissão de dióxido de carbono na atmosfera, a UE decidiu, há três anos, aumentar o uso de biocombustíveis no transporte. Na diretriz de 2009 sobre energias renováveis, foi fixado o objetivo obrigatório de elevar para 10% a proporção de agrocombustíveis no transporte até 2020. Contudo, mesmo antes da aprovação desse documento, organizações não governamentais de diferentes partes do mundo já haviam assinalado vários dos problemas associados aos combustíveis orgânicos. Continue lendo

Biocombustible con algas: razones para preocuparnos

Silvia Ribeiro, La Jornada, 12 de marzo de 2011

La producción de agrocombustibles sigue creciendo, aunque está demostrado que son el principal factor causante del aumento de precios de los alimentos, por su alta demanda de granos. A la sombra de este argumento, avanzan otros desarrollos de combustibles industriales basados en recursos biológicos, que se afirma no competirán con los alimentos. Uno que está ganando terreno en todo el mundo es el cultivo de algas para producir combustibles. Continue lendo

Deep concern : Patel’s New Growth Path (NGP) supports Green Revolution for small holder farmers and biofuel

STATEMENT BY THE AFRICAN CENTRE FOR BIOSAFETY

Dear friends and colleagues, the ACB is deeply disturbed and disappointed that Minister Patel’s NGP has not embraced new thinking on agriculture policy which requires breaking from a wholly inequitable and ecologically unsustainable chemical-dependent system. The NGP lacks vision as it has missed an important moment to move South Africa towards systems that reconnect food producers with their local ecologies and communities. We are also gravely concerned by the support for biofuels as an employment driver in the so- called ‘Green Economy’. Continue lendo

O ”mea culpa” de Al Gore sobre os biocombustíveis

Para o ex-vice-presidente dos EUA e prêmio Nobel, os biocombustíveis trazem poucas vantagens para o meio ambiente. Na realidade, “mais danos do que vantagens”.

Angelo Aquaro, La Repubblica, 30 de novembro de 2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Reproduzido de IHU On-line.

“O bioetanol obtido do milho produz 29% menos de gases nocivos para o efeito estufa, enquanto o bioetanol produzido com celulose pode cortar até 85% dos gases”. Quem disse isso? Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, em 2006.

E agora ouçam esta frase: “O uso do etanol foi um erro: o ganho da reconversão energética é, no melhor dos casos, muito baixo”. Quem disse isso? Novamente Al Gore, quatro anos e depois prêmios (Nobel e Oscar) depois. E, sobretudo, nos dias em que, em Cancun, o mundo busca um novo e difícil acordo sobre o clima. Continue lendo

Resultados além das fronteiras

Fabio de Castro, Agência Fapesp, 26 de novembro de 2010

Para aumentar competitividade do etanol brasileiro, estudos feitos no país sobre impactos ambientais e socioeconômicos do produto precisam ganhar espaço nas revistas internacionais, segundo avaliação da indústria

Estudos feitos no Brasil sobre os impactos ambientais e socioeconômicos da produção de etanol de cana-de-açúcar têm mostrado a eficiência do biocombustível nacional. Mas, para que as pesquisas tenham de fato impacto positivo na competitividade da indústria nacional, é preciso aumentar o número de artigos publicados em revistas internacionais de alto impacto. Continue lendo

Biofuel Plan Will Cause Rise in Carbon Emissions

Oliver Wright, The Independent, November 10, 2010

Britain’s promise to more than double its use of biofuels by 2020 is “significantly” adding to worldwide carbon emissions, the Government admitted yesterday. Britain is signed up to a European guarantee to source 10 per cent of its transport fuel from renewable sources, such as biofuels, within the next 10 years. Continue lendo

Os caminhos do etanol

IHU On-line entrevista Antonio Juliani, IHU On-line, 15 de seembro de 2010

Autor da dissertação Sustentabilidade Ambiental do Etanol no Estado de São Paulo, Antonio Juliani concedeu, por email, a entrevista a seguir à IHU On-Line onde fala de sua pesquisa e nos dá um panorama da produção de etanol na região analisada. “O que me motivou também foi a necessidade de estudos científicos sobre o tema da sustentabilidade ambiental dos biocombustíveis no Brasil. Tanto o etanol quanto o biodiesel estão carentes de pesquisas que investiguem a sustentabilidade de suas cadeias produtivas”, explica Juliani. Continue lendo

A boa disputa entre fazendas de vento e de cana

Leonardo Sakamoto, Blog do Sakamoto, 4 de setembro de 2010

O avanço na produção e comercialização de energia eólica no Brasil tem incomodado produtores de biomassa (como o bagaço queimado usado geração de energia elétrica, resultante da moagem de cana em usinas). Dizem que as “fazendas de vento” têm se beneficiado de financiamentos diferenciados e isenções de impostos. Considerando os leilões de energia elétrica em 2010, o preço médio do MWh contratado ficou em R$ 130,86 na eólica e R$ 144,20 na biomassa, de acordo com matéria publicada neste sábado pelo jornal Folha de S. Paulo. Continue lendo

Friends of the Earth Urges End to ‘Land Grab’ for Biofuels

Charity predicts more food shortages in Africa because of EU target to produce 10% of all transport fuels from biofuels by 2020

Katie Allen, The Guardian, August 30, 2010

In a campaign launching today, the charity accuses European companies of land-grabbing throughout Africa to grow biofuel crops that directly compete with food crops. Biofuel companies counter that they consult with local governments, bring investment and jobs, and often produce fuels for the local market.

FoE has added its voice to an NGO lobby that claims local communities are not properly consulted and that forests are being cleared in a pattern that echoes decades of exploitation of other natural resources in Africa. Continue lendo

Xingu, Madeira e Tapajós. Vida e resistência!

A análise da conjuntura da semana de 01 a 09 de março de 2010 do site do IHU.

“Não somos peixes para morar no fundo do rio, nem pássaros, nem macacos para morar nos galhos das árvores. Nos deixem em paz” – Índios Munduruku.

Os caudalosos cursos d’água de três dos mais importantes afluentes do Amazonas – Xingu, Madeira e Tapajós –serão interrompidos por imponentes barragens.

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Promover a agroenergia industrial para exportação é hipotecar a Soberania Alimentar

A produção do etanol brasileiro está se internacionalizando rapidamente mas é um setor ainda de predominância do capital nacional e onde o aporte do BNDES teve e continua tendo um papel crucial.

IHU On-line entrevista Camila Moreno, IHU On-line, 19 de fevereiro de 2010

O etanol brasileiro vem ganhando cada vez mais fãs na indústria mundial. Em janeiro, a Agência Americana de Proteção Ambiental classificou o etanol produzido da cana com um biocombustível avançado, ou seja, que sua emissão reduz significativamente a emissão de dióxido de carbono em relação à gasolina. “Na prática, a classificação do etanol de cana como “avançado” segundo o critério da agência dos EUA não altera em nada a continuidade dos padrões insustentáveis, ambientais e sociais do qual dependem o setor sucroalcooleiro no país. Este fato representa uma conquista importante para assegurar mercado nos EUA para o etanol de cana do Brasil, fruto de uma campanha de lobby do setor privado, com apoio de cientistas e do governo”, afirmou a pesquisadora Camila Moreno durante a entrevista que concedeu, por e-mail, à IHU On-Line. Continue lendo

Crise de alimentos?

William Luiz da Conceição, Correio da Cidadania, 18 de agosto de 2008

Há mais de quatro meses o mundo se vê apreensivo por conta de uma supostamente grave e aguda crise de alimentos, que afeta principalmente os países taxados como “subdesenvolvidos ou atrasados”, mesmo tendo estes as maiores áreas plantáveis do mundo. Segundo o relatório de Direitos Humanos da ONU, mais de 100 mil pessoas, em especial crianças e idosos, morrem de fome todos os dias. Continue lendo

O campesinato produz alimentos, os agrocombustíveis geram fome e pobreza

Posicionamento da Via Campesina, Alai, 1 de agosto de 2008

A actual onda massiva de investimentos na produção de energia baseada no cultivo e processamento industrial de matérias vegetais como o milho, a soja, a palma azeiteira, a cana de açúcar, etc., não resolverá nem a crise climática, nem a energética. Trará, pelo contrário, consequências sociais e ambientais desastrosas. Cria uma ameaça muito séria à produção de alimentos, feita por pequenos camponeses e o ganho da soberania alimentar da população mundial. Continue lendo

Verde ou cinzento

Por Michael Löwy
Fonte: Carta Capital, 13 de junho de 2008

Antes de discutir passado e futuro, comecemos com uma imagem do presente. Segundo dados obtidos por satélite pelo Deter, sistema de detecção do desmatamento em tempo real, 1223 km2 de floresta foram destruídos na Amazônia durante o mês de abril, levando assim a um total de 9.495 km2 no curso dos últimos 12 meses, um enorme salto em relação ao ano anterior.

Carlos Minc, o novo ministro do Meio Ambiente, preveniu que o pior ainda está por vir, posto que os meses mais secos, entre junho e setembro, são os mais favoráveis às queimadas. Ao que parece, uns 70% da superfície destruída se encontram no Mato Grosso, Estado que simboliza a agressiva e impiedosa lógica expansiva do agronegócio capitalista.

Seu governador, o “Rei da Soja” Blairo Maggi, já explicou tudo de forma clara e explícita: “Não se faz agricultura sem destruir a floresta”. Ele exige que o governo renuncie às restrições ecológicas ao crédito rural, que só seria atribuído, a partir de 1° de julho, para projetos que ofereçam mínimas garantias ambientais. Carlos Minc criticou as pretensões de Maggi, mas acabou cedendo às pressões e flexibilizou os critérios. A ONG ambientalista Greenpeace constata que 18% da floresta amazônica já foram destruídos: quando chegarmos a 40% será tarde demais…  Continue lendo