Mapa mostra tudo o que está conectado à internet

Fisicamente é difícil precisar o que é a internet, mas se for levado em conta que a rede depende de dispositivos para operar a coisa fica um pouco mais fácil.

Olhar Digital, 01 de setembro de 2014.

Foi o que fez John Matherly, fundador da Shodan. Ele usou a infraestrutura de sua empresa, que ajuda outras companhias a encontrar dispositivos conectados à internet, para apontar todos esses aparelhos.

O resultado é um mapa que mostra quão concentrada a rede está em países desenvolvidos e áreas metropolitanas. Não há como atestar totalmente que Matherly conseguiu identificar todos os aparelhos conectados, mas o mapa dá uma boa ideia de como anda a distribuição da web.

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Clique aqui e veja o tweet original de John Matherly.

Negociações entre os gigantes da web: “o nome do jogo é controle”

2wn9u05Internet é, ao mesmo tempo, um instrumento insuperável de liberdade e de controle

IHU On-line entrevista Pedro Rezende, IHU On-line, 27 de fevereiro de 2014

A compra do WhatsApp pelo Facebook na última semana, no valor de 16 bilhões de dólares, pode ser compreendida como uma “aposta da empresa Facebook numa próxima fase evolutiva da TI que asfixiaria o mercado de PCs programáveis em favor de tablets e smartphones, esses mais facilmente controláveis pelo fabricante. Tal aposta se alinharia com a estratégia dos globalistas infiltrados na TI determinados a acabar com a autonomia da computação pessoal programável”. A avaliação é de Pedro Rezende, professor do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Brasília.

Autor de inúmeros artigos sobre criptografia, segurança na informática, software livre, revolução digital, epistemologia da ciência, Rezende esclarece, em entrevista concedida à IHU On-Line por e-mail, que “os computadores pessoais universalmente programáveis representam um risco para a agenda globalista muito maior do que para o usuário comum, pois iniciativas inovadoras desenvolvidas colaborativamente em regime de licenciamento permissivo, tais como o software livre e seus emblemáticos navegadores web, podem atrapalhar a implantação de um regime de vigilantismo e controle social máximos necessário ao ambicionado hegemon”.

Apesar de a rede ser composta por “vários monopólios”, há uma cartelização “fortuita ou ocasional”. Mas o “nome do jogo”, adverte, “é controle”. E explica: “O que as revelações de Snowden denunciam, no fundo, é uma parte essencial de um plano ofensivo de guerra cibernética posto em marcha para implantar um regime dominante de vigilantismo global, a pretexto do inevitável jogo de espionagem das nações, nele camuflado como combate ao terrorismo, cibercrime, etc.”. Continue lendo

Desmatamento na Amazônia cresce 206% em janeiro, diz Imazon

AmazoniaO Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), da organização Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), sediada em Belém (PA), detectou que a Amazônia Legal perdeu perdeu 107 km² de floresta em janeiro de 2014, o que representa um aumento de 206% em relação a janeiro de 2013 quando o desmatamento somou 35 km².

Altino Machado, Blog da Amazônia, 14 de fevereiro de 2014

O desmatamento acumulado no período de agosto de 2013 a janeiro de 2014, correspondendo aos seis primeiros meses do calendário atual de desmatamento, totalizou 531 km². Foi detectada redução do desmatamento acumulado de 60% em relação ao período anterior (agosto de 2012 a janeiro de 2013) quando o desmatamento somou 1.326 km². Continue lendo

In the Carbon Wars, Big Oil Is Winning

alberta shaleThree Signs of Retreat in the Global War on Climate Change

Michael T. Klare, TomDispatch.com, February 13, 2014

Listening to President Obama’s State of the Union address, it would have been easy to conclude that we were slowly but surely gaining in the war on climate change. “Our energy policy is creating jobs and leading to a cleaner, safer planet,” the president said. “Over the past eight years, the United States has reduced our total carbon pollution more than any other nation on Earth.” Indeed, it’s true that in recent years, largely thanks to the dampening effects of the Great Recession, U.S. carbon emissions were in decline (though they grew by 2% in 2013). Still, whatever the president may claim, we’re not heading toward a “cleaner, safer planet.” If anything, we’re heading toward a dirtier, more dangerous world.

A series of recent developments highlight the way we are losing ground in the epic struggle to slow global warming. This has not been for lack of effort. Around the world, dedicated organizations, communities, and citizens have been working day by day to reduce greenhouse gas emissions and promote the use of renewable sources of energy. The struggle to prevent construction of the Keystone XL tar-sands pipeline is a case in point. As noted in a recent New York Times article, the campaign against that pipeline has galvanized the environmental movement around the country and attracted thousands of activists to Washington, D.C., for protests and civil disobedience at the White House. But efforts like these, heroic as they may be, are being overtaken by a more powerful force: the gravitational pull of cheap, accessible carbon-based fuels, notably oil, coal, and natural gas. Continue lendo

Comcast + Time Warner Cable = Disaster

stop-the-merger_0Craig Aaron, Free Press, February 13, 2014

Comcast just announced that it’s buying Time Warner Cable. If approved, this outrageous deal would create a television and Internet colossus like no other. Comcast is the country’s #1 cable and Internet company and Time Warner Cable is #2. Put them together and you get a single giant controlling a massive share of our nation’s TV and Internet-access markets.

No one woke up this morning wishing their cable company was bigger or had more control over what they watch and how they get online. But that is the reality we’ll face unless the Justice Department and the Federal Communications Commission do their jobs and block this merger. Stopping this kind of deal is exactly why we have antitrust laws. After a year of sustained organizing, we convinced the DoJ and the FCC to stop AT&T from gobbling up T-Mobile. Continue lendo

Influência humana é clara no aquecimento “inequívoco” do planeta, diz IPCC

Global-warming-PSA-timePainel Intergovernamental de Mudanças Climáticas divulga primeira parte de estudo sobre aumento da temperatura no globo e afirma que últimas três décadas foram sucessivamente mais quentes que qualquer outra desde 1850.

Renate Krieger, Deutsche Welle, 30 de janeiro de 2014

O aquecimento do planeta é “inequívoco”, a influência humana no aumento da temperatura global é “clara”, e limitar os efeitos das mudanças climáticas vai requerer reduções “substanciais e sustentadas” das emissões de gases de efeito estufa. A conclusão é do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), que divulgou nesta quinta-feira (30/01), em Genebra, a primeira parte do quinto relatório sobre o tema.

Os cientistas do IPCC – que já foram premiados com o Nobel da Paz em 2007 – fizeram um apelo enfático para a redução de gases poluentes. “A continuidade das emissões vai continuar causando mudanças e aquecimento em todos os componentes do sistema climático”, afirmou Thomas Stocker, coordenador e principal autor da Parte 1 do quinto Relatório sobre Mudanças Climáticas, cuja versão preliminar já foi apresentada em setembro de 2013. Continue lendo

Os novos revolucionários: Cientistas do clima exigem mudança radical

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James Hansen preso em um protesto em frente à Casa Branca

Para evitar uma mudança climática catastrófica, os maiores especialistas da Grã-Bretanha pedem cortes de emissões que exigem ‘mudança revolucionária na hegemonia política e econômica’, escreve Renfrey Clarke.

Climate and Capitalism / EcoDebate, 29 de janeiro de 2014. A tradução é de Alexandre Costa.

“Hoje, após duas décadas de blefes e mentiras, o restante do balanço [de carbono] para 2°C restante exige mudança revolucionária na hegemonia política e econômica.” Isso foi publicado em uma postagem de blog no ano passado por Kevin Anderson, professor de Energia e Mudanças Climáticas da Universidade de Manchester. Um dos cientistas do clima mais eminentes da Grã-Bretanha, Anderson também é vice-diretor do Centro Tyndall para Pesquisas sobre Mudanças Climáticas. Ou, podemos passar esta mensagem direta, a partir de uma entrevista em novembro: “Precisamos de ação de baixo para cima e de cima para baixo. Precisamos de mudança em todos os níveis.” Proferiu essas palavras a pesquisadora sênior do Centro Tyndall e professora da Universidade de Manchester Alice Bows-Larkin. Anderson e Bows-Larkin são especialistas líderes mundiais sobre os desafios da mitigação das mudanças climáticas. Continue lendo

Série Os 100 maiores descobertas científicas da história

Astronomia – As 100 Maiores Descobertas da História

http:www.youtube.com/watch?v=FoBvJuKWC10

Biologia – As 100 Maiores Descobertas da História

Ciências da Terra – As 100 Maiores Descobertas da História

Evolução – As 100 Maiores Descobertas da História

Física – As 100 Maiores Descobertas da História

Genética – As 100 maiores descobertas da história

Química – As 100 Maiores Descobertas da História

Medicina – As 100 Maiores Descobertas da História

Estamos preparados para o pré-sal e o gás de xisto?

Washington Novaes, O Estado de S. Paulo, 20 de setembro de 2013

Anuncia-se que em novembro vão a leilão áreas brasileiras onde se pretende explorar o gás de xisto, da mesma forma que estão sendo leiloadas áreas do pré-sal para exploração de petróleo no mar. Deveríamos ser prudentes nas duas direções. No pré-sal, não se conhecem suficientemente possíveis consequências de exploração em áreas profundas. No caso do xisto, em vários países já há proibições de exploração ou restrições, por causa das consequências, na sua volta à superfície, da água e de insumos químicos injetados no solo para “fraturar” as camadas de rocha onde se encontra o gás a ser liberado. Mas as razões financeiras, em ambos os casos, são muito fortes e estão prevalecendo em vários lugares, principalmente nos Estados Unidos. Continue lendo

Serie Seven wonders of the industrial world (BBC)

The Great Ship
This episode focuses on the construction of the SS Great Eastern, designed by Isambard Kingdom Brunel to be both the first ship entirely made out of iron and the most luxurious vessel of the day. However, whilst the ship itself was a marvel of shipbuilding, its construction was marred by accidents, scandal and misfortune, including a fire that practically destroyed the shipbuilder’s yard, problems with the launch and financial scandals, all of which contributed towards Brunel’s deteriorating health and comparatively early demise in 1859 and the popular belief that the ship was jinxed (a rumour leading to the legend of two bodies being found trapped in the hull upon its dismantling).

The Brooklyn Bridge
Focusing on the construction of the Brooklyn Bridge, the episode examines the family that built it – John Augustus Roebling, who designed the bridge; his son, Washington Roebling, who took over construction following his father’s death shortly after the project was announced; and Washington’s wife Emily Roebling, who taught herself engineering principles and took on the burden of her husband’s work after his health was destroyed by the decompression sickness he suffered, owing to the length of time he spent working and overseeing matters in the pressured atmosphere of the underwater caissons used to build the bridge.

Bell Rock Lighthouse
This episode tells the story of the construction in the early 19th century of the offshore lighthouse on Bell Rock, by the Scottish engineer Robert Stevenson. Bell or Inchcape Rock was underwater except for a couple of hours at low tide each day. It had claimed the lives of sailors and sunk ships for hundreds of years, but its situation caused difficulties in producing a design that would stand up to the storms and waves that ravaged the area while simultaneously housing the builders who worked on it during the few months of fair weather available each year.

The Sewer King
Set in London during the 1850s, this episode focusses on the construction of the London sewerage system, built to replace the antiquated medieval system that was overworked and inadequate for the needs of the-then largest metropolis in the world, causing epidemics of disease and a permanent foul stench to fill the air. The episode follows the efforts and work of Joseph Bazalgette, the brilliant engineer who designed the influential and modern sewer system that would purify the city, transform the streets above and would result in the end of the epidemics of cholera and typhoid that had ravaged the population – although, ironically not for the reasons that he initially thought.

The Panama Canal
This episode presents the French and American efforts to build a canal through Panama to link the Atlantic Ocean with the Pacific Ocean. The first attempt to construct the canal by Ferdinand de Lesseps, the builder of the Suez Canal, was abandoned because of tropical diseases (which killed over 22,000 men) and the difficulty of constructing a sea-level canal through the mountains. The resulting financial scandals not only ruined de Lesseps and many investors, it also brought down the French government. The episode then takes up the story seventeen years later when the United States took up the challenge. A concentrated effort succeeded in eradicating the causes of the tropical diseases, but the attempt to build a sea-level canal once again failed. Instead the canal was built with locks.

The Line
The episode follows the construction of the Pacific Railroad, the first transcontinental rail system, which would unite the eastern and western seaboards of the United States. Started inSacramento by a consortium of local shopkeepers with no experience in building a railroad, the episode follows their efforts to build from west to east through the forbidding Sierra Nevadamountains with the help of Chinese labourers whilst simultaneously following the efforts of the workers of the Union Pacific to build from east to west, and their problems in dealing with the lawless nature of the wild west, attacks by hostile Indians, and financial corruption and scandal.

The Hoover Dam
The final episode focuses on the construction of the Hoover Dam during the Great Depression of the 1930s, focussing in particular on the ruthless pace set by Frank Crowe, the builder, whose eagerness to complete the project well before schedule and subsequent exploitation of the workforce (who were desperate for any employment and were forced to accept conditions of extreme hardship in the process) resulted in many deaths and the eventual construction of a new city to house the workers.

Homo homini deus: Por qué Rousseau y Marx tenían razón

Nicolás González Varela, Viento Sur, 31 de julio de 2013

“Todo acto de violencia es un acto político” (Friedrich Engels)

“Todos los conceptos materialistas contienen una acusación y un imperativo.” (Herbert Marcuse)

El gran Rousseau afirmaba que “el principio fundamental de la Moralidad, que he razonado en todos mis escritos y desarrollado tan claramente como pude, es que el Hombre es un ser naturalmente bueno, amante de la Justicia y el Orden, que no hay perversidad original en el corazón humano, y que los primeros movimientos de la Naturaleza siempre tienen la Razón.”/1 La raíz del hombre, decía un joven Marx, es el hombre; la misma alienación no depende ni de un Dios ni de la Naturaleza, sino sólo de la “relación” histórico-social del hombre con otro hombre. Para la naciente Antropología iluminista y sus herederos el Hombre era bueno por naturaleza, tanto para sí mismo como para los otros. Una idea-fuerza que hoy se nos presenta como inocente y acientífica. Uno de los más insidiosos pseudoargumentos de la Ideología burguesa moderna y posmoderna es que la guerra, la polemos, es innata a la Naturaleza humana, un dato objetivo e irreductible. Nada del mito del “buen salvaje”, nada del ridículo Homo Rousseau. Continue lendo

Votação do Marco Civil da Internet fica para a segunda semana de agosto

Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, 17 de Julho de 2013

Apesar da pressão do governo, a votação do Marco Civil da Internet ficou para a segunda semana de agosto. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (16), após reunião de líderes dos partidos, que definiu a pauta de votação de hoje e amanhã. Na quinta, começa o recesso parlamentar.

Até lá, durante o recesso, o texto passará por pequenos ajustes e pode incorporar a exigência de que grandes provedores guardem cópias dos dados de brasileiros no país, informa assessores do relator, deputado Alessandro Molon (PT-RJ). Não há previsão de alteração significativa no artigo que trata da neutralidade da rede, mas é possível que seja mudada uma palavra ou outra, admite o parlamentar. Continue lendo

Prometheus Among the Cannibals, A Letter to Edward Snowden


Edward Snowden[Note for TomDispatch Readers: Signed, personalized copies of Rebecca Solnit’s new book, The Faraway Nearby, have been available at this site for several weeks in return for a contribution of $100 (or more). It’s getting rave reviews and I can testify that it’s a remarkable work. Our thanks go to all of you who have already contributed for your copies. Your donations really do help keep TomDispatch rolling along. For anyone who meant to get a signed copy of The Faraway Nearby but hasn’t acted, you should know that the offer will remain open only through next Monday (though signed books by Nick Turse and me will always be available). So check out our donation page soon! ]

Rebecca Solnit, http://www.tomdispatch.com, July 18, 2013

It’s true that, as Glenn Greenwald and others have written, the American media has focused attention on the supposed peccadillos of Edward Snowden so as not to have to spend too much time on the sweeping system of government surveillance he revealed. At least for now, the Obama administration has cornered the document-less whistleblower at Moscow’s international airport, leaving him nowhere on the planet to go, or at least no way to get there. As a result, the media can have a field day writing negative pieces about his relationship to Putin’s Russia. Continue lendo

A economia é uma forma de conhecimento que, hoje, se aproxima muito da religião

O economista Luiz Gonzaga Belluzzo avalia que a presidente Dilma Rousseff tem uma visão clara do que deseja para o país a longo prazo, mas terá de enfrentar fortes obstáculos para concretizar um projeto de futuro. Um deles é a dificuldade dos agentes econômicos de privilegiar as decisões conjunturais às de caráter macroeconômico.

Entrevista de Luiz Gonzada Belluzzo por Maria Inês Nassif, Carta Maior, 18 de julho de 2013

O Brasil saiu-se “muito bem” da crise financeira mundial de 2008, mas ainda tem que enfrentar sérios problemas, como “a relação perversa entre juros e câmbio”, a saída do país de sua estrutura de fornecimento e a precariedade de sua infraestrutura. É o que pensa o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, para quem a presidente Dilma Rousseff tem uma visão clara do que deseja para o país a longo prazo, mas terá de enfrentar fortes obstáculos para concretizar um projeto de futuro. Um deles é a dificuldade dos agentes econômicos de privilegiar as decisões conjunturais às de caráter macroeconômico. Continue lendo

Análise do uso do Twitter revela ‘mapa’ de protestos no Brasil

enhanced-buzz-3832-1371655608-27Uma análise da atividade dos brasileiros no Twitter durante a onda de protestos que atingiu o país no mês de junho fornece um “mapa” da intensidade dos protestos e revela detalhes sobre a mobilização das pessoas por meio das redes sociais.

Mariana Della Barba e Camilla Costa, BBC Brasil, 11 de julho de 2013

Pesquisadores do Labic (Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura), em Vitória, no Espírito Santo, analisaram as conexões criadas entre usuários do Twitter nos principais dias de protesto e as palavras de ordem mais ecoadas na internet.

Os posts de usuários do Twitter, o segundo site de rede social mais acessado no Brasil, mostram a pluralidade de temas relacionados aos protestos e a evolução do debate sobre as manifestações em palavras-chave e hashtags ─ desde “tarifa” a “Dilma”. Continue lendo

Cartografia de espaços híbridos: as manifestações de junho de 2013

dia17_brancoTiago Pimentel e Sergio Amadeu da Silveira, #interagentes, 10 de julho de 2013

Junho de 2013 foi marcado por um sem número de manifestações e mobilizações sociais em todo o Brasil. Originalmente convocadas pelo Movimento Passe Livre de São Paulo, os atos contra o aumento das tarifas de transporte público ganharam corpo e adesões em massa ao mesmo tempo em que as manifestações adquiriram outras cores e outras pautas.

O curso dos eventos culminou em um ponto de inflexão na história das mobilizações sociais brasileiras. A mobilização de cidadãs e cidadãos nas ruas, levada a cabo por meios eletrônicos de comunicação social, particularmente as redes sociais, influenciaram enormemente a agenda política dos governos em todas as suas instâncias: federal, estaduais e municipais. E o fizeram de maneira tão instantânea quanto as mobilizações ganharam adesão massiva.

Ver o texto com mapas e gráficos em:

http://interagentes.net/2013/07/11/cartografia-de-espacos-hibridos-as-manifestacoes-de-junho-de-2013/

Paulo Bernardo, teles e Globo conspiram contra o Marco Civil

netneutralityRenato Rovai e Sérgio Amadeu, Blog do Rovai, 10 de junho de 2013

O projeto que poderia garantir os direitos de uso da Internet com privacidade e liberdades básicas está sendo combatido pelo lobby das operadoras de Telecom que tem dentro do governo um porta-voz, o ministro das Comunicações Paulo Bernardo. Tentando evitar a aprovação do princípio da neutralidade da rede, escondendo que as operadoras violam a privacidade dos seus usuários contratando a empresa Phorm, o ministro Bernardo alegou que a aprovação do Marco Civil seria secundária diante dos escândalos de espionagem denunciados pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden.

Engano ou esperteza? O ministro esquece que com a aprovação do Marco Civil a espionagem feita por empresas com sede no Brasil poderia ser levada aos tribunais e os cidadãos teriam como pedir reparações ao seu direito violado. Na verdade, as teles querem filtrar o tráfego para ganhar dinheiro com a venda dos nossos perfis de navegação na rede. Continue lendo

Espionagem da CIA, FBI, DEA, NSA…e o silêncio no Brasil

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=aPV0kebN8o4

Bob Fernandes, Jornal da Gazeta, 10 de junho de 2013

O ex-presidente Fernando Henrique diz: “Nunca soube de espionagem da CIA” no Brasil. O governo atual cobra explicações dos Estados Unidos, e a presidente Dilma trata do assunto com a cúpula do Mercosul no Uruguai. O Congresso envia protesto formal ao governo de Obama.

Vamos aos fatos. Entre Março de 99 e abril de 2004, publiquei 15 longas e detalhadas reportagens na revista Carta Capital. Documentos, nomes, endereços, histórias provavam como os Estados Unidos espionavam o Brasil. Continue lendo

A guerra cibernética e a sublevação popular no Brasil

memeA disputa pela consciência desse movimento e do conjunto da classe trabalhadora será dada de forma cada vez mais importante numa arena nova e ainda de potencial imprevisível: a das comunicações eletrónicas por meio da Internet.

Henrique Carneiro, Blog Convergência, 28 de junho de 2013

O recente escândalo a partir da fuga de informação feita por Edward Snowden de que a agência de segurança nacional (NSA) se dedica ao armazenamento de toda a informação que circula na rede, construindo inclusive um abrigo bilionário no Utah onde serão centralizados os dados, mostra que o que ocorre hoje nas comunicações mundiais é uma cibervigilância onipresente1. Continue lendo

“Espero que as proezas de Snowden inspirem os quatro cantos do mundo”

Os documentos publicados pelo The Guardian e The Washington Post permitiram revelar que a NSA havia acionado um sistema de espionagem em escala mundial. Na origem deste vazamento está Edward Snowden, um novo tipo de “lançador de alerta”.

Arnaud Aubry entrevista Jérémie Zimmermann, La Vie, 18 de junho de 2013. A tradução é do Cepat. Reproduzido de IHU On-line.

Os jornais anglo-saxões The Guardian e The Washington Post revelaram, no dia 07 de junho, que a NSA, a Agência de Segurança Nacional americana, acionou o programa PRISM, isto é, um sistema de escuta bem aperfeiçoado que permite espionar todos os intercâmbios digitais dos nove maiores atores na área da informática e da internet, entre eles o Google, Apple, Microsoft ou ainda o Facebook. Em síntese, um sistema de espionagem em escala mundial. Continue lendo