Uma rebelião popular progressiva e o início de uma crise institucional

brasil-protestos-sao-paulo-20130620-03-size-598Fernando Silva, 21 de junho de 2013

1) Há um levante nacional, com eixo na juventude, com adesão de milhares de trabalhadores e trabalhadoras jovens e dos setores médios contra todo tipo de governo e por reivindicações no geral justas: contra o aumento das tarifas, contra gastos da Copa, fora Feliciano, saúde, educação, corrupção e os temas relativos a isso. Em geral, o signo é muito positivo e claramente colocou, desde ontem, elementos de crise institucional dado a fúria contra os poderes seja quem for o governo – contra governos e prefeituras do PT (como São Paulo e várias outras capitais), contra PSDB (governos do Estados de São Paulo e Minas Gerais), contra ACM Neto em Salvador, contra uma prefeitura do PSB apoiada pelo Aécio (Campinas) e por aí vai. Foram mais de um milhão de pessoas se manifestando em pelo menos 400 cidades do país. E agora com características de mobilizações diárias e pautas variadas.

Isto é um ascenso, que está mudando a relação de forças e questionando tudo, inclusive a institucionalidade tal como ela está instalada. Por suas características massivas já superam o Fora Collor e pode começar entrar no bojo das comparações com as diretas já. Estamos falando de uma rebelião sob democracia burguesa, o que sempre torna o problema do eixo e saída para a crise mais complexo. Mas é uma revolta contra tudo, uma “revolução da indignação em andamento.”

2) Dito isto, não significa que é um passeio, uma via de mão única para a esquerda ou em direção a um processo revolucionário linear. Nada disso, é uma situação deste ponto de vista muito diferente das diretas já e do próprio Fora Collor. Não há uma direção deste processo. E nós já sabíamos e até elaboramos muito sobre isso (a tese da maratona para reconstruir as condições subjetivas para as ideias socialistas, por exemplo). A esquerda reformista tradicional está destroçada nesta massa (PT e PCdoB) – e isso é o que está por trás do anti-partido que a direita está capitalizando em algumas capitais. Ou seja, a direita está sim disputando o processo num vazio de referência e direção, inclusive em alguns locais com espaço para grupos fascistas que já existiam. Não nos esqueçamos que já existia uma movimento meio de direita contra a corrupção e anti-partido que fez atos expressivos em 2011, como em Brasília, que existe o fascismo das milícias no Rio de Janeiro e grupos de extermínio de São Paulo. Claro que isso pode aparecer em uma situação de maior enfrentamento. Mas isso não é o tom do processo, o tom é a revolta juvenil e popular progressiva.

Isso reforça o componente de enfrentamento com as policiais. Ontem, dia 20, o eixo sequer foi São Paulo. Onde tem os jogos da Copa das Confederações as características de enfrentamento tendem a ser muito mais fortes e com justas reivindicações do movimento em relação a Copa. Ontem o Maracanã cantou o hino, mas cantou “o povo unido jamais será vencido” e isto não tem a ver com eixo de direita, embora fascistas estivessem agindo no Rio.

3) Outro tema: é um erro igualar hino nacional e bandeira nacional com direita. Outra coisa é que a direita pode se valer disso, mas o sentimento da massa é honesto, de resgate da nação contra quem ela considera que está usurpando e roubando o país, isto é e sempre foi a simbologia da massa em relação a bandeira e ao hino. Nos anos 80, com grande peso de massa da esquerda era muito comum os atos das diretas já e mesmo assembléias operárias de massa no ABC serem encerradas com o Hino Nacional. Nós temos que disputar essa consciência da massa para a esquerda, mas entendendo o valor do sentimento nacionalista anti-regime ou anti-corrupção no caso atual, no caso da minha geração era uma nacionalismo anti-ditadura do tipo dizer “o hino e a bandeira são nossos e não da ditadura”. Hoje tem isso de fundo “a bandeira, o hino, a nação são nossos e não dos corruptos”. Esquerda que não entender isso vai virar pó nesse movimento.

4) Temos que partir do princípio que o movimento conseguiu uma enorme vitória que foi a redução das tarifas. Uma enorme e inédita vitória no estado de São Paulo. Não é um movimento que larga com derrota e acuado, larga com uma grande vitória e isso impulsionou o crescimento da mobilização, pois já teve VITÓRIA.

5) Não há perigo de golpe de estado ou golpe fascista, não é essa a linha da grande burguesia e dos seus partidos, e quando falo partido, falo Globo que é principal partido da direita. Sua linha é manifestações pacíficas, rechaço contra qualquer tipo de violência, e moralização e preservação do regime, claro que nesse marco desgastando o PT. E falo isso porque tá rodando já carta dos movimentos sociais governistas pedindo governabilidade da Dilma, daqui há pouco vão agitar o fantasma de golpes e fascismo. Atenção, o governo Dilma é um governo da classe dominante, de direita, inimigo nosso e esse povo em movimento está furioso com as mazelas oriundas deste modelo que o PT aplica. Por isso essa coisa difusa na consciência média da massa sem uma direção clara, mas não vamos igualar essa massa com direita organizada. E não vamos cair na lorota do petismo sobre golpe, fascismo, que se explodam com a massa.

6) Não temos que compartilhar da ideologia do anti-partido; sempre defendemos a importância dos partidos políticos. Mas temos que entender a fundo o que está ocorrendo, porque em relação a PT e PCdoB nós não temos que brigar com a massa por conta destes vendidos, isto é empurrar a massa para os braços da direita. Pelo contrário, testaria um “Fora PSDB e fora PT” das manifestações. Não vamos ceder a pressão petista. Como não ser furioso contra o PT em Brasília que colocou a tropa de choque para esculachar o povo e os movimentos? Ou seja, a fúria contra o PT é legítima porque o PT governa e frustrou e Dilma atacou direitos, fez todas as concessões imagináveis para os grandes capitalistas por conta da Copa. O governo Dilma é uma inflexão à direita em relação ao segundo mandato de Lula que fez mais concessões à classe. Com Dilma, vieram cortes nos gastos, arrocho setor público, bandalheira grande nas obras da Copa, aliança a fundo com o agronegócio, ataques aos direitos dos povos indígenas. Em resumo, é uma revolta contra o sistema político e uma revolta legítima contra o PT.

7) Este tipo de revolta e os fenômenos que geram estão inseridos em uma quadro internacional. Por acaso ontem vi um documentário muito interessante sobre a situação atual na Turquia. Parecia que estavam falando do Brasil. 80% dos jovens nas ruas não tem partido e não gostam de partidos, a esquerda é fragmentada em muitos grupos com pouca inserção social e a direita lá são os islâmicos fundamentalistas anti-laicos. Na Grécia, mesmo com inúmeras greves gerais, uma esquerda quase ganhando eleições tem também uma extrema direita fortíssima e organizada. Ou seja, ascensão e polarização social geram luta de classes polarizada entre os extremos, tem também a contra-revolução ganhando espaço. Mas não é isso que está dando o tom no Brasil. A essência do movimento é progressiva, mas que será disputada à esquerda e à direita.

8) O problema é aqui o como disputar. Há uma crise institucional se gestando, uma multiplicidade de reivindicações e isso nos conduz para a questão política do poder, a questão da corrupção, a questão de que democracia precisamos, o que fazer com os desmandos, etc. Não podemos centrar só na pauta sócio-econômica (digamos assim) das reivindicações e deixar na mão da direita a pauta do regime, da política, das questões democráticas e da corrupção, porque tem grande chance disto ganhar peso, basta ver a pauta do Anônimos, limitadíssima, mas que vai nessa direção e tem e terá apelo popular (Fora Renan, contra a PEC 37, que a PF investigue as obras da Copa). Isto terá apelo de massas e temos que entrar no debate até porque é um escândalo se a PEC 37 passar – é acabar com o poder de investigação do Ministério Público (o que o petismo corrupto adoraria). Não pode ser então que deixemos uma reivindicação que é anti-bonapartista do ponto de vista da democracia, como é o caso da PEC 37, nas mãos da direita.

9) Então temos que combinar a manutenção da pauta das reivindicações populares: tarifa zero, moradia, educação, contra privatização com a pauta democrático-política.

O que estou querendo dizer: temos que politizar o tema da corrupção e do regime e rápido. A essência da nossa pauta política é a democratização do poder e reforma política com controle e participação popular. Isto tem que se traduzir em medidas como desmilitarização da PM (à qual devemos dar muito peso), quebra de sigilo de todos os parlamentares e dos grupos que os financiaram, revogação de mandatos, salário de parlamentar não pode ser maior que professor. Enfim, vai por aí. Sem se chocar com as medidas anti-corrupção que estão sendo pautadas porque elas são progressivas. Pior coisa agora é ficarmos com preconceito com a pauta que se desdobra do repúdio à corrupção. E outro tema político democrático que temos que entrar é democratização dos meios de comunicação e controle social da mídia.

Nosso programa para essa etapa vai na direção de combinar a pauta das reivindicações populares (eixo nos direitos e serviços públicos), desmilitarização da PM, democratização do poder (as bandeiras da reforma política popular) e democratização da grande mídia.

10) Uma opinião sobre como reagir as provocações da direita ou ao peso da direita nas manifestações. Tudo, tudo, menos o que fez o MPL hoje, declarar que não vai mais convocar manifestações. Isso é um desastre. É sair das ruas! É debandar, não é recuar. O MPL tinha que continuar convocando atos pela pauta do movimento, com eixo tarifa zero- passe livre. E bancar a pauta do movimento. Tá difícil na Paulista? Puxa pra periferia junto com o MTST: passe livre para a periferia, transporte público e moradia, por exemplo. Hoje mesmo enquanto escrevo tem 80 mil pessoas confirmadas para o ato contra a cura gay, ou seja, tem que manter a pauta do movimento e a capacidade convocatória dos movimentos.

11) Temos que começar a nos organizar de forma mais séria para os atos, aceitar que não há relação de forças geral pela consciência da massa para ir com bandeira e partido, mas entrar de forma organizada com outros setores e movimento com adesivos, faixas, camiseta vermelha, começarmos a discutir as formas de auto-proteção do movimento. Buscar construir uma proposta de um fórum e uma reunião nacional dos movimentos da esquerda combativa, buscar puxar o próprio MPL para esse tipo de política para articular um programa e uma pauta do movimento. Temos que colocar na agenda a construção de um espaço amplo da esquerda (sem o PT e sem o PCdoB), proibi-los de estar nos nosso espaços. Quero insistir: nada de bloco com PT e PCdoB. São inimigos e não aliados. Como disse o André Ferrari em sua análise que circulou nas redes sociais: “que o PT pague pela sua traição histórica”. Não vamos sair das ruas, nem rebaixar nossas reivindicações, o que temos é que estar melhor organizados e mais unidos aos setores de esquerda combativos para disputar a massa e os rumos deste ascenso.

10 Respostas

  1. OLHANDO DETALHES

    Um movimento da sociedade é sempre contra o Governo, ou seja, o governo que está no poder. Nunca contra a oposição que, não governa.
    Mas se o povo se diz satisfeito com o governo em exercício, como ir para as ruas protestar.
    Algo está errado.
    Vejamos parte dos erros.
    Se o governo de plantão comprou a classe menos esclarecida com todo o tipo de “bolsas” e aprovou a realização de eventos esportivos (Copa das Confederações e Copa do Mundo, como o povo está descontente?
    Muito fácil de deduzir: esqueceram da “classe média”, aquela que ainda tem o poder de pensar e perceber a realidade dos fatos.
    Ou seja, o movimento das ruas é realizado por aqueles que não sucumbiram as ofertas visuais do governo, ou seja, a classe média dos grandes centros metropolitanos.
    Como se pode ver uma reação dos esquecidos pelo governo – na realidade os excluídos das ofertas de bom relacionamento – que agora explicitam posições claras de situações que o governo fazia questão de ignorar, mas agora admite que as vozes das ruas estão afinadas com seus futuros planos.
    Excluindo os espertos políticos que tentam invadir as passeatas com bandeiras de partidos (as mesmas) e uma minoria de baderneiros que sempre aparece nestas horas (quer as manifestações sejam contra ou a favor do governo), os fatos estão mostrando um nível de cidadania que por muito tempo não se via no Brasil.
    Para quem achava que tinha a massa nas mãos – perenidade de permanência no poder – terá agora de fazer novos cálculos.
    Líderes falantes, agora calados, estrategicamente mudos neste momento, terão de dizer o motivo da omissão.
    Vai passar muita água por da nova ponte da conscientização da população..
    Pouco antes da eleição – a ação da sociedade – acaba de criar um partido sem legenda que, certamente vai dar muita dor de cabeça para quem achava que o jogo político estava ganho.
    Vamos esperar as novas ações neste cenário de mudanças e surpresas.

    Roosevelt
    Um cidadão brasileiro

  2. Interessante o texto, e otimista, levando em conta que a esquerda se encontrou diante de um problema muito complexo. O último parágrafo me chamou atenção em especial: defende a mobilização concreta da esquerda combativa mas me pergunto como isso se daria em meio uma manifestação em que o tom geral é o repúdio aos partidos de esquerda, ainda mais que julgam ser apenas PT, como se o resto não existisse ou fosse exatamente igual. Puxar o MPL agora seria um tanto arriscado, acusariam de oportunismo político. Seria então nas periferias apenas?

  3. Muito boa a reflexão.Penso, todavia, que além de evitarmos bandeiras dos partidos verdadeiramente de esquerda, utilizando sim cor vermelha e faixas portando consignas anticapitalistas, é preciso criar palavras de ordem que contamine a juventude que está polarizada contendo chamamento a tarifa zero em caráter universal, dizer que queremos os mesmo recursos na saúde e educação daqueles gastos nos mega eventos, como também uma drástica alteração na legislação eleitoral para que políticos deixem de ser empregados do grande capital.

  4. Nossa, nunca li tantas bobagens juntas.

    • Verdade, Jo? Então por que se deu ao trabalho de ler um texto tão extenso e sem fundamento? E você, por acaso, tem alguma opinião formada a respeito do tema, com alguma contribuição importante a dar a essas discussões tão bobas? Brinde-nos com uma máxima de sua própria autoria. Estamos aguardando suas pérolas para ensinar-nos a pensar!

  5. Um texto que pretende dizer coisas como: o PT se tornou um partido de direita e rotular todos os valores que não se aplicam a esquerda como fascista, por si só, já deixa claro a ignorância do escritor ou a sua desonestidade intelectual. O PT, assim como qualquer movimento intermediário à implantação de uma ditadura comunista pode ser usado e eliminado, como papel higiênico sujo, assim como qualquer liderança da esquerda que fique no meio do caminho da revolução, até que se complete a implantação do regime(a partir deste ponto não há mais luta de poder, ou pelo menos não até que uma nova revolução entre em curso). Ou seja, rotular o PT de traidor faz parte do processo. Depois que o PT sair de cena(ou se transmutar em outra coisa) chegará uma liderança mais à esquerda que levará à mais um passo em direção ao comunismo. Esse é o princípio básico do marxismo-leninismo que esteve em cursos em diversos países mundo afora, isso explica(e uma leitura dos livros de história corroboram) que os regimes de esquerda mataram mais pessoas(isso inclui os próprios comunistas) em um curto período de tempo do que qualquer guerra ou catástrofe natural na história da humanidade.
    Só o fato de existir um partido comunista ou socialista com registro legal é um escândalo para uma sociedade dita livre. O que posso dizer é que me sinto triste em ver tantos jovens perdidos, sem o mínimo de conhecimento em relação ao que estão se metendo. A esquerda já tomou o poder no meu amado Brasil, infelizmente. Explicar para ouvidos que não podem ouvir a verdade não faz sentido, já se tornaram zumbis ou, como é explicado na palestra baixo, idiotas úteis.

  6. […] Outro tema: é um erro igualar hino nacional e bandeira nacional com direita. Outra coisa é que a direita pode se valer disso, mas o sentimento da massa é honesto, de resgate da nação contra quem ela considera que está usurpando e roubando o país, isto é e sempre foi a simbologia da massa em relação a bandeira e ao hino. Nos anos 80, com grande peso de massa da esquerda era muito comum os atos das diretas já e mesmo assembleias operárias de massa no ABC serem encerradas com o Hino Nacional. Nós temos que disputar essa consciência da massa para a esquerda, mas entendendo o valor do sentimento nacionalista anti-regime ou anti-corrupção no caso atual, no caso da minha geração era uma nacionalismo anti-ditadura do tipo dizer “o hino e a bandeira são nossos e não da ditadura”. Hoje tem isso de fundo “a bandeira, o hino, a nação são nossos e não dos corruptos”. Esquerda que não entender isso vai virar pó nesse movimento. (SILVA, Fernando. Uma rebelião popular progressiva e o início de uma crise institucional) […]

  7. Vergonhosa mentira

    Os cartazes exibidos nos atos de protesto, levantam uma ampla pauta. Uns colocam-se contra o preço das passagens. Outros reclamam por um bom serviço de saúde e educação. Protestam contra os gastos com a “Copa”. Irritam-se com a corrupção e reclamam da inflação. Não se vê qualquer pleito de caráter direitista. Mas alguns dizem que o movimento de rua está sendo manipulado para criar um clima de golpe de Estado.
    Uma certa esquerda, dita “marxista-leninista”, considera que qualquer oposição aos seus desígnios, é de direita. Durante os últimos noventa anos, a humanidade viu-se perante dois inimigos. Tem-se a direita explícita e uma outra travestida de marxista-leninista. Ambas empenhadas na manutenção do capitalismo, com palavras e atos. A “esquerda leninista” foi responsável pela ascensão do nazifascismo; a derrota revolucionária na Espanha; a fraude do governo Léon Blum, na França; a traição dos “comunistas” na guerra civil grega; a tese do “caminho pacífico para o socialismo” que redundou nos golpes de Estado no Brasil, na Indonésia e no Chile. Essa “esquerda” está em pânico diante do povo na rua.
    O repúdio aos partidos, deve-se a um sentimento, pois o povo os identifica com conchavos, demagogia e corrupção. Os anarquistas levantam o refrão: o povo unido não precisa de partido e isso não devemos aceitar. Porém, partidos como o PT e PCdoB não podem ser considerados de esquerda, pois se prestam a servir ao capitalismo.
    Bem pagos, esses partidos converteram as centrais sindicais e estudantis, em instrumentos de paralisia do movimento popular. Foi, justamente, esse imobilismo imposto por uma falsa esquerda que foi rompido. Por essa razão devemos considerar esse fato digno de ser louvado. Não colocamos de lado a hipótese de que a direita explícita busque tirar proveito do cenário político. Não podemos impedir. O inimigo cumpre o seu papel de inimigo e devemos ter a competência para derrotá-lo. Tão, ou mais, pernicioso, é o inimigo travestido de amigo, esse sim deve ser desmascarado.
    Denunciando o movimento como manobra da direita, o PT, PCdoB e assemelhados tentam desacreditar o movimento do povo. Claro que cabe o nosso repúdio aos atos de provocação. Alguns deles, praticados por grupos anarco-sindicalistas ou de criminosos comuns que se aproveitam dos fatos para promover saques. Mas esse repúdio não pode servir de pretexto para que junto à bacia, jogue-se a criança.

  8. […] Uma rebelião popular progressiva e o início de uma crise institucional – Fernando Silva […]

  9. […] Uma rebelião popular progressiva e o início de uma crise institucional – Fernando Silva […]

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