China afirma que só reduzirá suas emissões absolutas depois que PIB quintuplicar

Jéssica Lipinski, Instituto CarbonoBrasil, 22 de novembro de 2012

O principal negociador climático da China, Xie Zhenhua, afirmou nesta semana que as emissões absolutas do país continuarão a aumentar até que a nação consiga atingir um produto interno bruto (PIB) per capita cinco vezes maior que o atual.

Segundo ele, não seria justo nem racional que o país reduzisse suas emissões absolutas quando seu PIB per capita é de US$ cinco mil, enquanto o dos países desenvolvidos é de entre US$ 40 mil e US$ 50 mil.

No entanto, o principal negociador climático da China ressaltou que o país continuará fazendo esforços para diminuir sua intensidade de carbono, ou seja, a quantidade de CO2 emitida por unidade de PIB, e seu consumo de energia por unidade de PIB.

Xie afirmou que, na verdade, os chineses estão fazendo progressos neste aspecto, já que estão investindo cada vez mais em fontes de energias renováveis e já conseguiram diminuir sua intensidade de carbono em 19% desde 2005, o equivalente a uma redução de 1,5 bilhão de toneladas de CO2.

No último ano, o governo chinês adotou metas de redução no consumo de energia por unidade de PIB de 16%, de emissões por unidade de PIB de 17% e do aumento da participação das energias renováveis no mix energético nacional para 11,4%.

O chinês também enfatizou a importância de se firmar um acordo climático internacional consistente na próxima conferência da ONU, que ocorre neste mês em Doha, no Catar.

“Esperamos que a conferência de Doha, como a de Durban [no último ano], atinja um resultado abrangente e equilibrado. Após quase duas décadas de negociações, precisamos finalizar o entendimento comum estabelecido pela convenção e o protocolo, [a fim de] agir e para cumprir as promessas feitas pelos países.”

Ele declarou também que a China continuará a estimular suas políticas ambientais independentemente do resultado das negociações climáticas. “Não importa o resultado da negociação [em Doha], a China tomará algumas medidas ativas internamente”, comentou.

Entretanto, ele observou que o maior esforço deve vir dos países desenvolvidos, que são historicamente mais responsáveis pelo aumento das emissões antropogênicas, que contribuem para as mudanças climáticas. “Mas eles não fazem isso agora”, concluiu Xie.

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