Dirigentes do PSOL criticam apoio do DEM a candidato do partido no AP

Natália Peixoto, Folha de S.Paulo, 16 de outubro de 2012

Nota assinada por lideranças do PSOL chama de “agressão” a aliança entre o candidato do partido que disputa o segundo turno em Macapá (AP) e o candidato derrotado Davi Alcolumbre, do DEM, em coligação com PSDB e do PTB.

O texto, assinado por 34 dirigentes do partido, é direcionado ao presidente nacional da sigla, deputado Ivan Valente (PSOL-SP), exigindo que o partido se posicione sobre a aliança que contraria as orientações nacionais da sigla. Entre os líderes do partido que assinam a nota estão Carlos Gianazzi (SP), Luciana Genro (RS) e João Batista Babá (RJ).

“Se esta aliança se mantiver, representará uma mancha que envergonhará e indignará todo o PSOL; obviamente, não se trata de um assunto do PSOL do Amapá apenas”, diz a nota.

Ivan Valente afirma que houve um mal entendido sobre o anúncio de Alcolumbre, que declarou uma “adesão” à candidatura de Clécio, e não uma aliança.

“Adesões podem ser recebidas, desde que não criem impacto negativo para o partido”, disse.

O DEM não está no “arco” de partidos dos quais o PSOL permite acordos, o que gerou a polêmica. Valente critica a divulgação de questões internas por parte de seus militantes, que, para ele, deveriam ser discutidas antes de se tornarem públicas.

O presidente do PSOL diz que o importante é que Clécio confirmou que não há “concessão ou negociação para cargos numa futura composição”, o que o candidato reafirmou em nota após o anúncio do candidato do DEM.

“Não há qualquer tipo de cessão programática a qualquer um dos candidatos que manifestaram apoiar nossa candidatura no segundo turno”, declarou Clécio.

COMUNICAÇÃO

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), a quem a nota atribuiu a declaração de que o apoio de Alcolumbre não é apenas “uma aliança política, e sim um caminho novo para a política no Amapá”, nega que haja qualquer acordo com o candidato do DEM.

“O DEM não tomou nenhuma deliberação de apoio ao PSOL, o que houve foi uma adesão pessoal do candidato”, disse. “Uma coisa é apoio independente, individual, outra coisa é apoio pragmático, o que não houve.”

Radolfe criticou a falta de comunicação interna do partido, que se pautou por informações divulgadas com “impropriedades”. “Um simples telefonema lá para Macapá esclarecia isso.”

A reportagem não conseguiu contato com a campanha de Clécio.

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