Nowhere, Nothing, Nada: Rio+20 Draft Text is 283 Paragraphs of Fluff

Why ‘sustained growth’ is the exact opposite of ‘sustainability’

George Monbiot, The Guardian, Juny 22, 2012

In 1992, world leaders signed up to something called “sustainability”. Few of them were clear about what it meant; I suspect that many of them had no idea. Perhaps as a result, it did not take long for this concept to mutate into something subtly different: “sustainable development”. Then it made a short jump to another term: “sustainable growth”. And now, in the 2012 Rio+20 text that world leaders are about to adopt, it has subtly mutated once more: into “sustained growth”.

This term crops up 16 times in the document, where it is used interchangeably with sustainability and sustainable development. But if sustainability means anything, it is surely the opposite of sustained growth. Sustained growth on a finite planet is the essence of unsustainability.

As political economist Robert Skidelsky, who comes at this issue from a different angle, observes in the Guardian today:

“Aristotle knew of insatiability only as a personal vice; he had no inkling of the collective, politically orchestrated insatiability that we call economic growth. The civilization of “always more” would have struck him as moral and political madness. And, beyond a certain point, it is also economic madness. This is not just or mainly because we will soon enough run up against the natural limits to growth. It is because we cannot go on for much longer economizing on labor faster than we can find new uses for it.”
Several of the more outrageous deletions proposed by the United States – such as any mention of rights or equity or of common but differentiated responsibilities – have been rebuffed. In other respects the Obama government’s purge has succeeded, striking out such concepts as “unsustainable consumption and production patterns” and the proposed decoupling of economic growth from the use of natural resources.

At least the states due to sign this document haven’t ripped up the declarations from the last Earth summit, 20 years ago. But in terms of progress since then, that’s as far as it goes. Reaffirming the Rio 1992 commitments is perhaps the most radical principle in the entire declaration.

As a result, the draft document, which seems set to become the final document, takes us precisely nowhere: 190 governments have spent 20 years bracing themselves to “acknowledge”, “recognize” and express “deep concern” about the world’s environmental crises, but not to do anything about them.

This paragraph from the declaration sums up the problem for me:

“We recognize that the planet Earth and its ecosystems are our home and that Mother Earth is a common expression in a number of countries and regions and we note that some countries recognize the rights of nature in the context of the promotion of sustainable development. We are convinced that in order to achieve a just balance among the economic, social and environment needs of present and future generations, it is necessary to promote harmony with nature.”
It sounds lovely, doesn’t it? It could be illustrated with rainbows and psychedelic unicorns and stuck on the door of your toilet. But without any proposed means of implementation, it might just as well be deployed for a different function in the same room.

The declaration is remarkable for its absence of figures, dates and targets. It is as stuffed with meaningless platitudes as an advertisement for payday loans, but without the necessary menace. There is nothing to work with here, no program, no sense of urgency or call for concrete action beyond the inadequate measures already agreed in previous flaccid declarations. Its tone and contents would be better suited to a retirement homily than a response to a complex of escalating global crises.

The draft and probably final declaration is 283 paragraphs of fluff. It suggests that the 190 governments due to approve it have, in effect, given up on multilateralism, given up on the world and given up on us.

Uma resposta

  1. NUNCA É DEMAIS REFLETIR

    Rio+20 – Poucas decisões, mas há mudança de paradigma.

    Lembra-se da estória dos ratos que, dado a ameaça de um novo gato que despontou na região, decidiram que a solução definitiva do problema seria colocar uma sineta no pescoço do gato? Devem lembrar, também, do desfecho: o plano infalível não deu certo, pois ninguém se ofereceu, entre os ratos, para colocar a sineta no gato.

    Reflitam um pouco em relação ao espaço histórico entre a Conferência de Estocolmo e a Rio+20. Qualquer semelhança deve ser motivo de uma saudável e profunda reflexão.

    Na realidade, ao longo do caminho, um conflito explícito ou não de inevitáveis interesses econômicos, entre os países desenvolvidos – que não querem parar de crescer – e os emergentes (que precisam crescer).

    Em relação a Rio+20, entre novas frases recheadas de velhos temas, fica evidente uma mudança de paradigma: a necessidade da sociedade – não apenas os iniciados no assunto – ser inserida na discussão e decisões relativas ao cenário ambiental, local e global.

    O conceito do Desenvolvimento Sustentado – foco simultâneo da análise das variáveis econômicas, sociais e ambientais – agora passa a incorporar (não apenas na concepção, mas na prática) a necessidade de levar em conta o que a sociedade (quarto ponto de enfoque) “percebe”, “deseja” e “está disposta a pagar” quando se procura aplicar o princípio do Desenvolvimento Sustentado.

    Da velha geometria sabemos que por três pontos não alinhados – focos econômico, ambiental e social – passa sempre um, e somente um, plano. As coisas mudam quanto aparece um quarto ponto – sociedade – onde, por consequência, necessariamente, não há um plano único que atenda aos quatro pontos.

    A procura da Sustentabilidade é a conciliação dos muitos planos, tendo como pano de fundo a percepção ambiental, social e econômica da sociedade.

    Para alguns pode parecer que a mudança é de pouca importância; muito pelo contrário, se efetivamente adotada irá gerar condições mais favoráveis, decorrentes da pressão da sociedade consciente, frente ao segmento político, agente que comanda todo o processo.

    Claro que não será uma mudança brusca, uma vez que a sociedade precisa reconhecer o seu papel neste processo e, sobretudo, procurar se preparar para ocupar seu espaço de participação nas decisões.

    Será a sociedade que irá pagar a conta que terá de ser assumida na solução da problemática ambiental que vivenciamos. Isso, pois esta mesma sociedade ainda não se apercebeu que já está pagando a conta (sem saber) da fase de procura de quem irá “colocar a sineta no gato”.

    Concluindo: com a participação da sociedade será possível afastar o gato e não apenas colocar a “sineta no pescoço do gato”.

    Alguém tem dúvida disso?

    Roosevelt S. Fernandes, M. Sc.
    Conselheiro do Conselho de Meio Ambiente da FINDES e do Conselho de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da FAES, bem como do CONSEMA e CERH e do Fórum Estadual de Mudanças Climáticas (ES)
    roosevelt@ebrnet.com.br

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