Tsipras confiante na vitória, comunistas recusam governo de coligação

A secretária-geral do PC grego anunciou esta quarta-feira que a participação num governo com a Syriza significaria a “anulação do seu papel histórico”. Tsipras escreveu um artigo no Financial Times sobre o rumo da economia grega onde prevê “uma nova era de crescimento e prosperidade para a Grécia” se a esquerda vencer no próximo domingo.

Esquerda.net, 13 de junho de 2012

No artigo publicado esta terça-feira, o líder da Syriza volta a repetir o compromisso de campanha eleitoral de fazer tudo para manter a Grécia na zona euro e relembra as palavras de Barack Obama sobre a necessidade de crescimento da economia. “A necessidade de darmos aos gregos uma oportunidade para o crescimento real e um novo futuro é hoje mais aceite que nunca”, afirma Tsipras, que também destaca a necessidade de lutar contra a corrupção instalada pelos dois partidos que têm governado o país nas últimas décadas. “O velho regime do sistema de dois partidos [PASOK e Nova Democracia] está esgotado”, anuncia o candidato a primeiro-ministro grego.

 

O líder da Syriza diz mesmo que o seu movimento “é o único na Grécia que pode trazer estabilidade económica, social e política”, uma vez que não carregam o peso da responsabilidade dos partidos que arruinaram o país. Um “governo transparente” com um “plano nacional de reconstrução e crescimento” e uma reforma pela justiça fiscal são as propostas de Alexis Tsipras caso vença as eleições.

Quem já afirmou que não irá participar neste governo de esquerda proposto por Tsipras foi Aleka Papariga, em conferência de imprensa esta quarta-feira. Numa resposta definitiva a quatro dias das eleições, segundo o site Athens News, a mulher que há 21 anos ocupa o cargo de secretária-geral dos comunistas gregos disse que “a participação do KKE num governo com uma linha errónea e sem conseguir confiar naqueles que o integram, significaria a anulação do seu papel histórico”.

Papariga acrescentou que a “responsabilidade histórica” do KKE passa pela organização da população “para que não perca tudo” e que a experiência do partido lhe permite lidar com “os altos e baixos” do KKE e do movimento popular. Quanto ao futuro governo, a candidata comunista diz que o partido está preparado para enfrentar “o terrorismo e o medo”, se ganhar a Nova Democracia, ou a frustração causada por um governo liderado pela Syriza.

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