Justiça social global e justiça climática global

Mauricio Becerra entrevista Franck Gaudichaud, do NPA. Esquerda.net, 24 de fevereiro de 2010

Quando os países ricos impuseram um acordo para servir os interesses corporativos do Norte na Conferência de Copenhaga, o consenso entre ecologistas e anti-capitalistas tornou-se evidente. Trata-se de superar o capitalismo do desastre. El Ciudadano conversou com Franck Gaudichaud, analista, membro do Rebelion.org e activista do NPA – Novo Partido Anti-Capitalista francês, para quem “diante da urgência climática, só nos resta auto-organizar-nos”.

Gaudichaud, cientista-político, investigou as experiências do movimento operário chileno durante a Unidade Popular, que consolidou no livro Poder popular y Cordones Industriales. Testimonios sobre el movimiento popular urbano 1970-1973 e é hoje professor titular sobre Civilização hispano-americana na Universidade de Grenoble 3, em França. Gaudichaud apela ao desenvolvimento do eco-socialismo para fazer frente à barbárie neoliberal.

Que diferença podemos encontrar entre o movimento que surgiu em Seattle há 10 anos e a experiência do Klimaforum, em Copenhaga, este ano [2009]?

Temos que compreender o que foi iniciado em Seattle há 10 anos para pensar o actual movimento em Copenhaga. As lutas colectivas em Seattle foram um enorme sucesso desde o seu primeiro momento, já que levaram esta cimeira ao fracasso depois de anos de hegemonia política, económica e ideológica do neoliberalismo.

A dominação do “Consenso de Washington”, das privatizações / flexibilizações do FMI, da OMC e das multinacionais, foi questionado em Seattle pelo que aparece como o início de um “movimento de movimentos” mundial que visa rearticular e organizar o campo popular após a queda do Muro de Berlim e o fim dos “socialismos reais” da Europa de Leste (socialismos burocráticos e autoritários).

Para dizer a verdade, considera-se muitas vezes que esta dinâmica começou mais cedo em Chiapas, na selva Lacandona, quando o grupo dos zapatistas (e do Subcomandante Marcos) disseram “!Já basta!” ao neoliberalismo e ao acordo do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (TLCAN).

Qual a importância atribui a esta revolta?

Marcou simbolicamente o início desse ciclo internacional de protesto contra a “nova ordem mundial” capitalista proclamado por Bush-pai em 1991 e surgiu da reorganização do mundo posterior à desintegração da URSS e à Guerra do Golfo em 1991.

Os zapatistas foram pioneiros porque souberam realçar um discurso universal da crítica, situando a sua luta especifica num quadro global: gritaram com os povos do mundo “sim à humanidade, não ao neoliberalismo”, propondo a criação de “um mundo onde caibam todos os mundos” (1). Estas ideias foram reafirmadas com a convocação do primeiro “Encontro Intercontinental pela Humanidade e contra o Neoliberalismo”, na Selva Lacandona, em 1996.

O que o filósofo marxista Daniel Bensaïd denomina “internacionalismo das resistências” ou “novo internacionalismo” continua com os protestos de Seattle contra a OMC em Novembro de 1999 e sobretudo surge com toda a sua força, durante o Fórum Social Mundial de 2001 em Porto Alegre – Brasil (2). Para compreender esse processo temos que ler o último livro de Esther Vivas e Josep Maria Antentas: Resistencias globales. De Seattle a la crisis de Wall Street (Editorial Popular, Madrid, 2009).

O Klimaforum inscreve-se neste processo?

Sem dúvida, a contra-cimeira do “Klimaforum” faz parte desta trajectória do movimento alterglobal nascido durante os anos 90. Trata-se de um movimento não linear e obviamente plural, atravessado por múltiplas contradições políticas mas também de grande riqueza graças à sua diversidade, um movimento de movimentos que tem vivido altos e baixos durante a sua curta existência.

Como escrevem Vivas e Atentas: “Desde os meados dos anos noventa, uma série de campanhas internacionais, manifestações e encontros, em inter-relação com lutas significativas à escala estatal, foram traçando uma teia de redes, organizações e experiências cuja força e consistência crescia[…] A explosão do movimento Seattle inaugurou um período de rápido crescimento do movimento até às mobilizações contra o G8 em Génova, em Julho de 2001, e os atentados do 11 de Setembro em Nova York.

Esta foi uma fase de desenvolvimento linear, semi-espontâneo e “automático” do movimento. Mas depois do 11 de Setembro e com a nova ofensiva imperialista de Bush, o movimento perdeu centralidade e influência política. Novamente, seguindo o grande movimento anti-guerra de 2003 contra a invasão do Iraque, conheceu uma fase crescente de dispersão e fragmentação.

O “movimento alter” mostrou também limitações significativas em termos de propostas programáticas concretas e de construção de agenda de lutas globais, enquanto o capitalismo continuou a assolar o planeta e a crise mundial a ser paga pelos povos do Sul, em particular. Se fizermos um balanço, o movimento teve poucos sucessos concretos e não foi capaz de inverter a “ordem das coisas “, isto é, enfrentar o capital e comprometer os seus estados. Mas no campo simbólico e ideológico tem desempenhado um papel-chave no “rearmamento” do pensamento crítico mundial e no intercâmbio de ideias e experiências colectivas.

Este aspecto é extremamente importante depois da “noite” neoliberal e do seu pensamento hegemónico único. E em Copenhaga (como em Belém, no Fórum Social Mundial) vimos novamente activistas e organizações sociais de todo o mundo criticando abertamente a ordem mundial e, ao mesmo tempo, fazendo muitas propostas radicais para o desenvolvimento alternativo, não produtivista e pressionando os governos a tomar medidas concretas urgentes. Neste sentido, concordo com a análise de Cédric Durand (economista da revista Contretemps) (3): a dez anos de Seattle, as mobilizações e os debates marcam um novo impulso para o movimento alterglobal e uma transformação do espaço das convergências das lutas internacionais.

Assim, Copenhaga inscreve-se numa resistência contínua desde Seattle, por exemplo, com a acção de massas chamada “Reclaim Power” [Reclamar o Poder] (4) que propunha interromper a rotina das negociações para a organização de uma “Assembleia dos Povos”, invadindo o local exacto onde se encontravam as selectas negociações institucionais e governamentais. Ao mesmo tempo, Copenhaga está mais além do que Seattle pelo tamanho do protesto: cem mil pessoas manifestaram-se a 12 de Dezembro de 2009 em comparação com pouco mais de 20 mil em Seattle, na sua dimensão política e nas suas propostas alternativas concretas.

Podemos dizer que há hoje uma confluência, que não havia da década de 90, entre os movimentos ecologistas e anti-capitalistas por identificarem o capitalismo da crise como inimigo comum?

É preciso esclarecer uma coisa essencial: não se pode colocar no mesmo plano o movimento alter-mundialista ou anti-globalização com o anti-capitalismo. Dentro do primeiro militam activistas anti-capitalistas, mas o movimento alter-mundialista é muito mais diversificado e há muitos alter-mundialistas que continuam a pensar que se pode regular o capital, criar uma “economia social mundial de mercado”, que a era das revoluções ou das rupturas anti-capitalistas terminou, que o estado do bem-estar pode ser reconstruído, ou seja, uma visão social-democrata, reformista o anti-liberal moderada.

O movimento é composto por muitas ONG’s, parcial ou totalmente institucionalizadas, sindicatos, colectivos múltiplos, como também por militantes de tendências tão variadas como libertários, comunistas, cristãos sociais, ecologistas, etc. É verdade que nos últimos anos muitos activistas “moderados” se radicalizaram contra a regressão neoliberal e a força do imperialismo militar. E assim, mais do que nunca é preciso explicar que a única alternativa possível é anti-capitalista.

Conforme sugere Michael Löwy, “Qual é a raiz dos regimes totalitários dos bancos e dos monopólios, da ditadura dos mercados financeiros, das guerras imperialistas, senão o próprio sistema capitalista? Naturalmente, todos os componentes do movimento alter-mundialista não estão dispostos a tirar essa conclusão: alguns ainda sonham com um retorno ao neo-keynesianismo, ao crescimento dos “trinta gloriosos” ou ao capitalismo regulamentado, com um rosto humano.

Estes “moderados” têm o seu lugar no movimento, mas é inegável que uma tendência mais radical tende a predominar. A maioria dos documentos gerados pelo movimente põem em causa não só a política neoliberal e belicista, como o poder do próprio capital.(5)

Que efeitos permitem esta confluência na articulação do movimentos social nas lutas futuras?

Não é um facto menor das mobilizações em Copenhaga: existe hoje uma ponte entre o movimento pela justiça social global e o movimento pela justiça climática global. Isso, penso eu, é a esperança fundamental do Klimaforum, da coligação “Climate Justice Now” [Justiça Climática agora] e de todos os militantes que partilharam este evento.

Os militantes do Klimaforum, onde participaram 522 organizações de 67 países, tal como os activistas “autónomos” do “Climate Justice Action” [Acção pela Justiça Climática] quiseram opor-se, cada um à sua maneira, ao slogan dos países industrializados e dos grandes monopólios que diziam “Business as usual”, aconteça o que acontecer “depois de mim, o dilúvio”. Desde 1999, os lemas do alter-mundialismo têm sido: “O mundo não está à venda”, “Globalizemos as resistências” ou “Outro mundo é possível”, agora podemos acrescentar: “O planeta sim, o lucro não”, “Justiça climática agora” “Mudemos de sistema, não de clima”, “Não existe um Planeta B!”.

Tudo o que se pode ler nas paredes de Copenhaga já faz parte da herança da resistência global. Tudo isso caminha na mesma direcção: uma crítica a um mundo dominado pelo mercantilismo, a privatização e o capital transnacional. Assim, de Chiapas em 1994 para Copenhaga em 2009, os povos mobilizados estão a dizer, de alguma forma, às classes dominantes deste mundo que a história não está terminada (como Francis Fukuyama proclamou apressadamente) e que não é o planeta que temos de destruir mas sim o capitalismo…

E ainda mais quando se vê o resultado vergonhoso das negociações em Copenhaga que desembocaram num acordo final para servir os interesses corporativos do Norte: 193 estiveram na cimeira, representados na sua maioria pelos seus Chefes de Estado e por Obama (e o seu pequeno grupo de “países amigos”) que ignoraram o processo colectivo da ONU, o que resultou num documento não vinculativo, que foi apresentado sob o lema “é pegar ou largar”.

Considerando este fracasso irresponsável e anunciado, o fórum alternativo foi a “semente da esperança”: como o disse Amy Goodman, ” a cimeira das alterações climáticas em Copenhaga não chegou a um acordo justo, ambicioso e vinculativo, mas inspirou uma nova geração de activistas a juntar-se ao que se provou ser um movimento global pela justiça climática maduro e sólido “(6).

Uma das críticas é a de que estes eventos acontecem em momentos de reuniões ou cimeiras dos agentes do poder global. Como sair da lógica do evento ou das contra-cimeiras e desenvolver a agenda própria?

Como Naomi Klein escreveu recentemente, o movimento dos movimentos parece que passou à “maioria de idade” e alcançou maturidade política desde 1999 (7). Mas também a urgência é imensa e nós estamos à beira do abismo ecocida e da barbárie da auto-destruição da humanidade!

Em Copenhaga houve protesto e oposição e, ao mesmo tempo, a proposta de um modelo de transição eco-social contra a crise climática: uma estratégia de transição de justiça climática plasmada na “Declaração dos povos” do Klimaforum (8), que propõe abandonar-se completamente os combustíveis fósseis nos próximos 30 anos; reconhecer, compensar e pagar a dívida do clima (80% dos recursos do planeta são consumidos por 20% das pessoas – principalmente dos países do norte), rejeitar as soluções falsas e perigosas orientadas para o mercado e focadas na tecnologia e implementar soluções reais baseadas em: soberania alimentar e agricultura ecológica; soberania energética; planeamento ecológico das áreas urbanas e rurais; instituições educativas, científicas e culturais; fim ao militarismo e às guerras; e, um ponto central, apropriação democrática, controlo da economia e “formas mais democráticas de gestão”.

Todos estes pontos, é claro, temos de ajustá-los e discuti-los, embora para colocar em prática tudo isto o documento diga uma série de medidas imediatas que geraram consenso apesar das grandes diferenças políticas existentes. Mas para além deste consenso, as grandes opções estratégicas permanecem abertas. O movimento pela Justiça Climática conhece o seu inimigo: o capitalismo e as suas instituições e denuncia a dominação do mundo pelas multinacionais, como as falsas soluções inspiradas no “Capitalismo verde”.

Mas como construir politicamente estas alternativas: Quais as relações com os partidos de esquerda, com a noção de “tomada do poder”, com as classes populares? Que posição tomar no debate entre o (de) crescimento radical, a “simplicidade voluntária” e o “desenvolvimento verde”? Qual o balanço e lições a tirar depois dos socialismos reais, productivistas e insustentáveis? Quais as estratégias para a ruptura do sistema capitalista? Etc.

Quais são os próximos passos para o movimento anti-capitalista?

Eu não posso ter a pretensão de falar em nome do “movimento anti-capitalista”. O que posso fazer, sim, é responder como militante do Novo Partido Anti-Capitalista (NPA – França): saudamos as convergências de lutas que tiveram lugar em Copenhaga e denunciamos o fracasso organizado por Obama e pela União Europeia (incluindo Sarkozy), entre outros. Vamos continuar a mobilizar-nos de maneira ampla e unitária para articular justiça social e urgência climática, na perspectiva de construir uma “alternativa solidária” Norte-Sul anti-capitalista, internacionalista e anti-productivista.

A proposta de Evo Morales de um tribunal da justiça climática parece-me interessante, tal como o seu apelo para uma cimeira alternativa na Bolívia. em Abril de 2010. Também é necessário apoiar a iniciativa original equatoriana para “deixar o petróleo na terra”, através do “projecto ITT”. Trata-se de não explorar cerca de 850 milhões de barris do petróleo localizado no parque Yasuní que é uma reserva natural com uma das biodiversidades mais importantes do mundo. A exploração deste petróleo pesado poderia significar para o Estado uma renda que oscila entre os 5.000 e 6.000 milhões de dólares (com um preço por barril de cerca 70 dólares).

Para nós, o principal desafio é o combate colectivo baseado numa clara perspectiva eco-socialista, como a que foi defendida por Michael Löwy, entre outros, em Copenhaga.

Podes definir o que é o “Eco-socialismo”?

Este termo sugere a combinação de dois conceitos – “ecologia” e “socialismo” – para criar um novo significado, um conceito de civilização radicalmente diferente, um projecto de sociedade e de relação com a natureza, com a “terra mãe”, carregado de respeito, justiça, humanismo, liberdade, participação e utopia.

O Eco-socialismo é uma tentativa de fornecer uma alternativa integral com base nos argumentos do movimento ecologista e da crítica marxista da economia política. Trata-se de unir o combate histórico e social do movimento operário com as reivindicações do movimento ecologista e, nesta direcção, o elemento mais importante para uma transformação eco-socialista é e será a auto-organização de base.

O que é então o eco-socialismo? Trata-se de uma corrente de pensamento e de acção ecológica que integra as causas fundamentais do marxismo, libertando-se das escórias productivistas; uma corrente que compreendeu que a lógica do mercado capitalista e da ganância, assim como a do autoritarismo tecno-burocrático das defuntas “democracias populares”, são incompatíveis com a defesa do meio-ambiente. Enfim, uma corrente que criticando a ideologia das correntes dominantes do movimento operário, sabe que os trabalhadores e as suas organizações são uma força essencial para a transformação radical do sistema.(9) A humanidade enfrenta hoje uma escolha difícil: eco-socialismo ou barbárie.

Conforme o anunciado na declaração eco-socialista apresentada no último Fórum Social Mundial em Belém (Brasil):

“O movimento eco-socialista tem como objectivo travar e inverter o processo desastroso do aquecimento global, em particular, e o ecocídio capitalista em general, e construir uma alternativa radical à prática do sistema capitalista. O eco-socialismo baseia-se numa economia centrada nos valores não-monetários da justiça social e no equilíbrio ecológico. Critica tanto a “ecologia de mercado” como o socialismo productivista, que ignorava o equilíbrio da terra e os seus limites. Redefine o caminho e a meta do socialismo dentro de um prisma ecológico e democrático.

O eco-socialismo implica uma transformação social revolucionária, que resultará no limitar do crescimento e na transformação das necessidades através de uma profunda mudança nos critérios económicos quantitativos aos qualitativos, dando-se ênfase ao valor de uso no lugar do valor de troca.

Estes objectivos exigem a adopção de decisões democráticas na esfera económica, permitindo à sociedade definir colectivamente as suas metas de investimento e produção, e a colectivização dos principais meios de produção. […] A rejeição do productivismo e o abandono dos critérios quantitativos em prol dos qualitativos implicam repensar a natureza e os objectivos de produção e a actividade económica em geral” (10).

Diante da urgência climática, só nos resta (auto)organizar-nos e inovar no âmbito de uma perspectiva internacionalista, anti-capitalista e democrática, pensando como Gramsci, que o pessimismo da razão tem de alimentar o nosso optimismo da vontade (colectiva).

1- Ver Michael Löwy, “ Negatividad y utopía del movimiento altermundialista ”, Laberinto, nº 23, 2007; e Josep Maria Antentas, Esther Vivas, “Chiapas, 15 anos depois”.

2- Daniel Bensaïd, Le nouvel internationalisme, Paris, Textuel, 2003.

3- Cédric Durand, “Ce que veut le mouvement pour la Justice Climatique», Contretemps.

4- http://www.climate-justice-action.org/.

5- Michael Löwy, “Negatividad y utopía del movimiento altermundialista”, Op. Cit.

6- Ver: Amy Goodman, “Discordia climática: de la esperanza al fracaso en Copenhague”; Giorgio Trucchi, “El Sur en Copenhague: “¡No existe un Planeta B!”.

7- http://www.mouvements.info/Le-passage-a-l-age-adulte-des.html.

8- http://www.klimaforum09.dk/IMG/pdf/Declaracion_de_los_pueblos_en_Klimaforum09.pdf

9 -Ver Sébastien Godinot, “Contre les fausses solutions, la justice environnementale et sociale”; e Michel Husson, “Un capitalisme vert est-il possible ?”.

10- Declaración Ecosocialista de Belem. Consultar também http://www.ecosocialistnetwork.org

Publicado em http://www.rebelion.org, tradução de Júlio Grilo Morais.

Anúncios

Uma resposta

  1. […] Justiça social global e justiça climática global | Outra… […]

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: