Os dramas do mundo e os olhos das crianças

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 1 de junho de 2012

É paradoxal e aflitivo: 2.800 cientistas reunidos em Londres assinam, no simpósio Planet Under Pressure, uma declaração sobre o estado do planeta, na qual dizem que “o funcionamento do sistema Terra (…) está em risco”; que poderemos enfrentar ameaças graves na questão da água, dos alimentos e da biodiversidade, com crises econômicas, ecológicas e sociais. No Brasil, quase 800 municípios do Semiárido enfrentam estado de emergência, com uma seca que pode ser a mais grave em 40 anos e já deixa prejuízos superiores a R$ 12 bilhões. Também no Extremo Sul do País a seca é gravíssima. No Amazonas, dois terços dos municípios se veem às voltas com uma inundação inédita, que já afetou 70 mil famílias e inundou até partes de Manaus (após fortes estiagens em 2005 e 2010 e outra forte inundação em 2009). Continuar lendo

As terras indígenas não são de ninguém?

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 18 de maio de 2012

Às vésperas da conferência Rio+20, o Brasil continua a dar sinais contraditórios quanto à sua disposição de pôr em prática princípios como o da economia verde e o da governança sustentável. Ao mesmo tempo, por exemplo, em que o governo federal manifesta seu empenho em valorar recursos naturais, conservar a biodiversidade (da qual temos pelo menos 15% do total mundial), despreza relatórios do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, do Banco Mundial e outros, segundo os quais a preservação de áreas indígenas se tem mostrado o caminho mais eficaz para a manutenção desses recursos naturais – mais eficiente até que áreas governamentais de preservação permanente, parques, etc. Continuar lendo

A herança de Caim à espera dos cientistas

Washington Novaes,  O Estado de S.Paulo, 11 de maio de 2012

Que se vai fazer com as metrópoles brasileiras, com as grandes cidades e seus graves e complexos problemas? Que soluções vão ser concebidas e implantadas nesses espaços, onde se concentram – só nas 15 maiores regiões metropolitanas brasileiras – 71,7 milhões de pessoas, ou 37,25% da nossa população? Como levar à prática a profusão de leis – Estatuto das Cidades, planos diretores, legislação sobre consórcios públicos, Estatuto da Metrópole, Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei da Política Nacional de Meio Ambiente, legislação sobre s saúde, sobre recursos hídricos, sobre crimes ambientais, entre muitas outras? Como compatibilizá-las umas com as outras? E como pôr a ciência a serviço desses temas, formando pessoal habilitado e especializado? Continuar lendo

A eólica avança, mesmo sem estocar

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 27 de abril de 2012

Talvez um assessor devesse levar à Presidência da República o relatório divulgado há poucos dias pelo Conselho Global de Energia Eólica sobre o ano de 2011 (http://www.gwec.net/index.php?id=190), que mostra um extraordinário crescimento do potencial instalado nessa modalidade de energia no ano passado: 40,5 mil MW. Só em 2011 essa oferta de energia cresceu 6% e, acumulada, 20%. Embora não esteja ainda entre os dez maiores geradores (China, Estados Unidos, Alemanha, Espanha e Índia são os primeiros), o Brasil começa a figurar com destaque no relatório e pode ter “um futuro brilhante” na área.

O comentário inicial é motivado pelas observações da presidente, que numa discussão sobre clima, ao ironizar críticas a hidrelétricas em construção ou planejadas para a Amazônia, disse que “não há espaço para fantasia (…). Eu não posso falar: olha, é possível só com energia eólica iluminar o planeta”. Também disse que “não é possível estocar vento” e enfatizou limitações à energia solar. O relatório pode servir ainda para o ministro de Minas e Energia, que considerou “demoníacas” restrições a mega-hidrelétricas amazônicas. Continuar lendo

Um código para a falta de estratégia

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 20 de abril de 2012

Pode-se começar pelo fim: quaisquer que sejam a data e o desfecho da votação no Congresso do projeto de Código Florestal, parece não haver razão para otimismo. Por vários motivos – que, simplificadamente, levariam à conclusão de que o panorama atual na área da conservação da biodiversidade e dos ecossistemas, assim como dos recursos naturais em geral, tenderá a continuar o mesmo; porque, do governo federal aos estaduais e municipais, faltam estratégias que coloquem essa preocupação no centro de nossas políticas públicas e porque faltam recursos para orientar, fiscalizar, impedir iniciativas danosas, punir os faltosos. Sem falar na complacência com desmatadores, reiterada nas últimas semanas. Continuar lendo

Aumenta a temperatura, e não só nos termômetros

Washington Novaes, O Estado de S. Paulo, 6 de abril de 2012

Há meia dúzia de anos, quando o autor destas linhas preparava para a TV Cultura documentário sobre a biodiversidade no Município de São Paulo, especialistas em clima na Universidade de São Paulo (USP) e na Secretaria do Verde e do Meio Ambiente chamaram a atenção para a diferença de temperatura observável simultaneamente entre as regiões mais altas (Serra do Mar, Cantareira) e as áreas mais industrializadas e com trânsito mais intenso (Mooca, Brás), que podia chegar a 6 graus Celsius. Isso levava a que se formassem ilhas de calor nas áreas mais quentes e para ali fossem atraídas as chuvas mais fortes (que seriam mais benéficas nas regiões de nascentes); também ocorria uma concentração das chuvas nos dias de mais movimento, durante a semana (quando eram mais problemáticas), e menos intensas nos fins de semana. Continuar lendo

Quando jegues perdem para motocicletas…

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 16 de março de 2012

Durante esta semana, com a realização do Fórum Mundial da Água em Marselha, na França, a comunicação está bombardeando os leitores/espectadores com uma pletora de informações a esse respeito – que tranquilizam, por alguns ângulos, e inquietam, por outros. Continuar lendo

Enfrentar a obsolescência das estruturas urbanas

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 17 de fevereiro de 2012

A rotina massacrante das metrópoles e das demais grandes cidades brasileiras já não chega a ser tema central das preocupações da sociedade, tal a sua frequência no noticiário do cotidiano, ao lado da ausência quase total de soluções. Acontecimentos recentes, como o desabamento parcial ou total de edifícios, explosões de bueiros e redes subterrâneas, entre outros, têm, entretanto, levado a cogitações e iniciativas mais que oportunas. Como a página em edição recente do caderno Aliás (5/12) deste jornal, em que o professor Vinicius M. Netto, da Universidade Federal Fluminense, entrevistado por Ivan Marsiglia, alerta, sob o título Cidades partidas, para o que considera sintomas de “um problema mais amplo e perturbador: a exaustão das estruturas e infraestruturas das metrópoles brasileiras”. Continuar lendo

Balanço melancólico, que poderia ser outro

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 30 de dezembro de 2011

Chega-se ao fim do ano com uma sensação de desconforto, ansiedade, ante as incertezas do panorama econômico no plano mundial, que podem afetar as perspectivas de todos os países – inclusive do Brasil. Ao mesmo tempo, um olhar de relance sobre a evolução global nas duas últimas décadas leva a rever afirmação do mestre da economia polonesa Michal Kalecki, que seu discípulo, o professor Ignacy Sachs – a quem tanto deve o pensamento econômico/social/ambiental -, costuma citar: uma ideia nova leva o tempo de uma geração (20 anos) para chegar à prática. Porque a recapitulação das duas últimas décadas mostra um balanço melancólico. Continuar lendo

Começou a era do mundo finito

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 18 de novembro de 2011

A perplexidade é geral, depois da queda do sétimo governo na Europa (Islândia, Reino Unido, Irlanda, Portugal, Eslováquia, Grécia e Itália) e já com a Espanha na alça de mira, com uma dívida pública insustentável e uma taxa de desemprego de 21,5% (48% entre os jovens). E tudo acontece simultaneamente com a crise política que se alastra nos países árabes e a expansão do movimento “Ocupem o mundo”, dos jovens norte-americanos que protestam sentados nas ruas, diante da casa dos poderosos. Para onde vamos? Continuar lendo

O Código Florestal no mundo da escassez

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 4 de novembro de 2011

Aproxima-se a hora de votações decisivas no Senado do controvertido projeto de lei sobre um novo Código Florestal. E aumentam as preocupações, tantos são os pontos problemáticos que vêm sendo apontados por instituições respeitáveis como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Academia Brasileira de Ciência, o Ministério Público Federal, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, o Museu da Amazônia, os comitês de bacias hidrográficas e numerosas entidades que trabalham na área, entre elas o Instituto SocioAmbiental e a SOS Mata Atlântica. Continuar lendo

O impasse no clima e seus altos preços

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 21 de outubro de 2011

A pouco mais de um mês do início da próxima reunião da Convenção do Clima (na última semana de novembro), na África do Sul, o impasse continua total e os dirigentes da ONU já não escondem a certeza de que nenhum acordo importante será conseguido lá – embora os chamados “desastres naturais” (entre eles os provocados por mudanças climáticas) tenham atingido, segundo o Banco Mundial, 2,6 bilhões de pessoas no mundo na última década, ou 1 bilhão mais que na década anterior (Estado, 28/3). A média de desastres passou de 15 por ano na década de 1980-1990 para 370 na década seguinte e os prejuízos foram 15 vezes maiores que nos anos 50. Segundo a Oxfam (O Globo, 18/1), desde 1975 os “desastres naturais” (que incluem terremotos, tsunamis, etc.) já mataram 2,2 milhões de pessoas. Atualmente são 250 milhões atingidas a cada ano, que chegarão a 375 milhões em 2015.

Nos últimos 25 anos a temperatura média da Terra foi mais alta que a média do século 20. O ano passado, juntamente com 2005, foi o mais quente de todos tempos. Segundo a revista Scientific American (AP, 28/6), a relação entre mudanças climáticas e “eventos extremos” já não é apenas uma teoria, é um fato comprovado. Continuar lendo

Avançando, apesar dos preconceitos

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 16 de setembro de 2011

Numa hora em que tantos setores de governos parecem obcecados com o caminho das megaobras e seus supostos efeitos no crescimento do produto bruto nacional, o PIB (como se esse conceito já não estivesse em questão no mundo todo), pode ser animador lembrar algumas outras iniciativas, que até aparentam modéstia, mas podem ter efeitos importantes. Continuar lendo

Rumo às energias que nos convêm

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 26 de agosto de 2011

O governo federal deve à sociedade brasileira uma satisfação, que não pode mais ser postergada, sobre a matriz energética nacional. Não se pode continuar avançando em meio a informações contraditórias, que levantam dúvidas quanto à estratégia no setor, conveniência dos rumos tomados, adequação dos investimentos, custos a serem pagos pela sociedade, etc. Continuar lendo

Na Amazônia e no código, a ciência quer ser ouvida

Washington Novaes 

Ao mesmo tempo em que o Senado retomava nesta semana as discussões sobre propostas de mudanças no Código Florestal, a presidente da República baixava medida provisória que altera (para reduzi-los) os limites de três parques nacionais na Amazônia, de modo a permitir que se executem neles obras das Hidrelétricas de Tabajara, Santo Antônio e Jirau. Outros dois parques deverão seguir o mesmo caminho, para permitir o licenciamento de mais quatro usinas (no complexo Tapajós).

Reabrem-se, por esses caminhos, polêmicas e temores de que a nova legislação e o novo Código Florestal estimulem o aumento do desmatamento, como parece já estar ocorrendo. Segundo o Imazon, entre agosto de 2010 e julho de 2011, a área desmatada no bioma amazônico subiu para 6.274 quilômetros quadrados. E a progressão do desmate, segundo o Ibama de Sinop (MT), está sendo estimulada “pela expectativa de anistia aos desmatadores” no Código. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o número de áreas de soja em novos desmatamentos em Mato Grosso, Rondônia e Pará quase dobrou (de 76 para 147 áreas) em relação a 2010. Continuar lendo

Muito além da internet, mas com que conceitos?

Washington Novaes. Jornal O Estado de São Paulo

Publicado em: 08/07/2011

É muito difícil prever o rumo das novas circunstâncias que – para bem ou para mal – estão modelando um novo tempo, esboçadas por questões como a da influência da internet nas rebeliões políticas por que passam a África e o Oriente Médio; ou as invasões de “sites” como os da CIA, do FBI, do Google e do WikiLeaks, nos Estados Unidos; no Brasil, os da presidência da República e da própria presidente, ministérios, Receita Federal, Senado, Prefeitura de São Paulo ou Petrobrás (entre muitos outros). Mas se é difícil prever o novo rumo, tantas são as questões envolvidas, já não há dúvida de que ele está a caminho – a passos acelerados. E envolverá questões muito complexas, conceitos ainda não claros, legislações inéditas ou supressão de muitas hoje vigentes.

 
Pode ser tudo muito complicado, como as possíveis invasões de “sites” militares brasileiros (e suas relações com a produção de armas de guerra ou tecnologias nucleares, como observou o jornalista Jânio de Freitas na Folha de S. Paulo, 26/6); ou a “sites” de instituições norte-americanas dedicadas a tecnologias de guerra, como lembrou o embaixador Rubens Barbosa (O Estado de S. Paulo, 23/6), assinalando que o governo norte-americano já os considera “atos de guerra, sujeitos a retaliações”. Continuar lendo

A lógica da inércia e a perda do essencial

Washington Novaes. Jornal O Estado de São Paulo

Publicado em: 15/07/2011

Texto interessante de Vitor Hugo Brandalise no caderno Aliás (10/7) lembrou que há 300 anos, no último dia 11, a vila de São Paulo – então com 210 casas de taipa batida, 1.000 habitantes, 7 igrejas, 4 bicas d´água – foi promovida a cidade. Um tempo em que os moradores eram obrigados a tapar, com suas mãos e instrumentos, os buracos nas ruas, sob pena de multa de 6 mil réis ou até 30 dias de cadeia. Bons tempos, apesar da escravatura de índios ? 

Trezentos anos depois, pergunta-se com insistência o que se fará na cidade de quase 12 milhões de pessoas, na metrópole de quase 20 milhões. Mas na prática quase não se consegue sair do papel. As câmaras municipais de 39 municípios da Grande São Paulo criaram há pouco (ESTADO, 10/5) o Parlamento Metropolitano, que não legislará, fará estudos para aprimorar a legislação nas áreas de transportes, educação, Plano Diretor Metropolitano. Virá somar-se ao Estatuto da Cidade, nacional (lei 10.257), que no dia 10/7 completou uma década, sem conseguir transformar em realidade o propósito de implantar planos diretores em todos os municípios de mais de 20 mil habitantes e, através deles, a “reforma urbana”. Continuar lendo

Muito mais alimentos, sem reduzir a pobreza

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 1 de julho de 2011

Na reunião em que foi eleito diretor-geral da Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO), da ONU, há poucos dias, o ex-ministro brasileiro José Graziano da Silva assegurou – com sua experiência de gestor do programa de combate à fome entre nós – que esta será a sua prioridade: enfrentar esse problema no mundo, para que até 2015 o número de carentes de alimentos no planeta, hoje em torno de 1 bilhão, se reduza à metade. “É o desafio do nosso tempo”, disse na ocasião o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, lembrando que um dos complicadores dessa questão, “o protecionismo dos ricos” à sua produção de alimentos, só tem aumentado. E isso quando a própria FAO alerta que os preços desses produtos continuarão a subir nos próximos dez anos. E que a produção precisará crescer 70% até 2050, para alimentar os 9,2 bilhões de pessoas que estarão no mundo nessa época. Continuar lendo

Muitas lógicas para o clima; avanço, não

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 24 de junho de 2011

E mais um encontro preparatório de 180 países para a reunião da Convenção do Clima programada para o fim do ano, na África do Sul, terminou na semana passada em Bonn sem nenhum avanço. Em relação à necessária redução de emissões de gases que contribuem para mudanças climáticas já surgem lógicas que começam a pregar que o caminho é o de leis nacionais, quando é indispensável um acordo global; lógicas financeiras, que se sobrepõem ao bom senso e à urgência na solução, pois o balanço de 2010 já mostra as emissões em 30,6 bilhões de toneladas anuais de carbono, muito perto do limite de 32 bilhões, que, ultrapassado, levaria o aumento da temperatura da Terra, nas próximas décadas, a superar o limite de 2 graus Celsius, com consequências muito mais graves do que já temos; e, outro caminho, a esperança de que apenas tecnologias serão capazes de encontrar a solução.

Diante dos impasses, haverá novo encontro no mês que vem na Alemanha e outro em Tóquio para discutir o que se fará para cumprir a promessa, não efetivada, dos países industrializados de contribuírem com US$ 100 bilhões anuais até 2020 para ajudar os países mais pobres a enfrentar os dramas do clima.

Na verdade, já se sabe que não haverá acordo global na África do Sul – tanto que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se afastou das negociações e prometeu, em sua recente visita ao Brasil, que, reeleito, se esforçará para que se alcance o acordo global sobre o clima na reunião Rio +20, programada para o ano que vem. Continuar lendo

30 anos da lei ambiental, que fazer para cumpri-la?

Dia 31 de agosto completará 30 anos a Política Nacional do Meio Ambiente, consolidada na Lei 6.938. Que balanço se pode fazer dessas três décadas?

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 17 de junho de 2011

A lei surgiu no momento em que o mundo se preocupava com os primeiros relatórios sobre o buraco na camada de ozônio, sobre a intensificação de mudanças climáticas em consequência de ações humanas, com as altas taxas de perdas de florestas. O temor das consequências do buraco na camada de ozônio, até sobre a saúde humana (câncer de pele, principalmente), levaria a um dos raríssimos acordos globais na área dita ambiental: o Protocolo de Montreal, de 1987, que determinou a cessação do uso de gases CFC, principalmente em sistemas de refrigeração. Clima e biodiversidade (em perda acelerada) constituiriam os objetos centrais da conferência mundial Rio-92, que aprovaria uma convenção para cada área, além da Agenda 21 global e de uma declaração sobre florestas. Continuar lendo

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