São revoltas seculares – porque só se fala das religiões?

Se se podem deitar abaixo ditaduras na Europa – primeiros os fascistas, depois os soviéticos – por que não se podem derrubar ditadores no grande mundo árabe muçulmano? E – só por um instante, pelo menos – deixem a religião fora da discussão.

Robert Fisk, Esquerda.net, 21 de fevereiro de 2011

Manifestação em Rabat, 20 de Fevereiro de 2011, Foto de Omar El Hyani, obtida em globalvoicesonline.org Mubarak alegou que os islamistas estariam por trás da Revolução Egípcia. Ben Ali disse o mesmo, na Tunísia. O rei Abdullah da Jordânia vê uma sinistra mão escura – da al-Qa’ida, da Irmandade Muçulmana, sempre mão islâmica – por trás da insurreição civil em todo o mundo árabe. Ontem, as autoridades do Bahrain descobriram a amaldiçoada mão do Hezbollah, ali, por trás do levantamento xiita. Onde se lê Hezbollah, leia-se Irão.

Por que, diabos, tantos intérpretes cultos, embora impressionantemente antidemocráticos, insistem em interpretar tão mal as revoltas árabes? Confrontados por uma série de explosões seculares – o caso do Bahrain não cabe perfeitamente nessa classificação – todos culpam os islâmicos radicais. O Xá cometeu o mesmo erro, só que ao contrário: confrontado com um óbvio levantamento islâmico, pôs a culpa nos comunistas. Continuar lendo

Milhares de marroquinos exigem reforma constitucional

No Marrocos, milhares de manifestantes exigem que o rei renuncie a parte dos seus poderes e que demita o governo e dissolva o parlamento. Em Rabat, os manifestantes agitavam bandeiras da Tunísia e do Egipto e gritavam: “Abaixo a autocracia!”.

Esquerda.net, 20 de fevereiro de 2011

Os manifestantes reivindicam uma reforma constitucional e um sistema judicial mais independente, capaz de acabar com a corrupção instalada. Em Marrocos, milhares de manifestantes espalhados por cidades como Marrakech, Alhoceima, Imzouren, Agadir, Oujda, Rabat, Casablanca e Tanger exigem que o rei Mohammed renuncie a parte dos poderes que lhe são atribuídos e que demita o governo e dissolva o parlamento. Os manifestantes reivindicam uma reforma constitucional e um sistema judicial mais independente, capaz de acabar com a corrupção instalada. Continuar lendo

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