Congreso fundacional de Syriza

Head of Greece's radical left SYRIZA party Tsipras waves to supporters in AthensAmelie Poinssot (Mediapart) y Stathis Kouvélakis (Contretemps), Viento Sur, 21 de julio de 2013

[Syriza acaba de celebrar su Congreso fundacional que marca un punto de inflexión en la evolución de esta, hasta a ahora, coalición electoral que acaba de constituirse como partido unificado en un contexto político, externo e interno, preñado de contradicciones. Los artículos de Amelie Poinssot (Mediapart) y Sthatis Kouvélakis (Plataforma de izquierdas" de Syriza) nos permiten acercarnos a lo que ha dado de sí este congreso]

Los múltiples desafíos de la nueva Syriza

Amelie Poinssot (Mediapart)

El 12 de junio de 2012, Syriza se hizo con la segunda plaza en las elecciones legislativas. El 27% de los votos y los 72 escaños obtenidos en la Asamblea General de Grecia, fueron toda una sorpresa en Europa. Con el paso del tiempo, la sorpresa creció más aun: según los institutos de sondeo, la izquierda radical oscila entre el 20 y el 28% de intención de voto, pisándole los talones a Nueva Democracia (partido en el poder). Estos resultados son tanto más sorprendentes en cuanto que, desde su creación en 2004, Syriza no había logrado pasar mas que del 4% al 5% en las elecciones. Si bien una parte de este éxito electoral puede ser interpretada como una forma de rechazo a las políticas de austeridad, lo cierto es que en sólo una década esta formación, a pesar de sus contradicciones internas ligadas a su constitución, ha destacado en el escenario político griego. Syriza está compuesta, originalmente, por una coalición de diversas formaciones de la izquierda y de la extrema izquierda, de ex-comunistas pro-europeos, maoístas, trotskistas y, también, por ecologistas radicales: una constelación que ha sido objeto de diversas críticas por parte de sus detractores. Continuar lendo

A situação atual na Grécia vista por dentro

greece-protestYiannis Bournous, Esquerda.net, 13 de fevereiro de 2013

Depois da escassa vitória da Nova Democracia, a 17 de Junho, e da formação pela Nova Democracia, o PASOK e pela Esquerda Democrática, do chamado governo de “troika interna”, e apesar das promessas pré-eleitorais de uma “renegociação” do Memorando e do acordo de empréstimo para a Grécia, na realidade as políticas ultra-austeritárias continuam e foram na verdade reforçadas.

A 7 de Novembro, a coligação tripartida do governo conseguiu aprovar no Parlamento o terceiro Memorando por uma escassa maioria de 153 votos (a maioria absoluta é de 151/300) e apesar da forte mobilização popular. Continuar lendo

Manifestações de 15 de Setembro

Catarina Martins: “Este é um momento único de indignação e de combate”

Marisa Matias de Bruxelas: Que se Lixe a Troika! Queremos as nossas Vidas!

14 novembro: A primeira greve internacional do século XXI

Se qualquer convocatória de greve geral merece uma atenção especial pela sua transcendência e impacto político, a que se realiza este dia 14 de Novembro, ainda mais: trata-se da primeira greve internacional do século XXI.

Nacho Álvarez, Público.es / Esquerda.net, 14 de novembro de 2012

A Europa vive nesta quarta-feira uma Jornada Europeia de Ação e Solidariedade pelo emprego e contra as medidas de austeridade, que inclui protestos e manifestações em vários países assim como uma convocatória de greve geral em Espanha, Portugal, Itália e Grécia. Além disso, à convocatória uniram-se diversos coletivos e movimentos sociais, contribuindo com isso para que a greve transcenda o âmbito estritamente laboral. Continuar lendo

E la nave Grécia va: carta fictícia a um colega italiano

Uma última imagem que permite descrever como se sente o meu povo, o povo da Grécia, neste momento. Lembras-te do filme brilhante de Fellini E la nave va? Lembras-te dos refugiados de guerra atirados para o convés e tratados como um incómodo pela tripulação? Pois bem: é assim que os gregos se sentem hoje, e com boas razões, dado que têm de sofrer o papel de bode expiatório.

Yanis Varoufakis, Esquerda.net, 8 de julho de 2012

Há algumas semanas, Andrea Adriatico, um diretor teatral dos Teatri Di Vita de Bolonha, fez-me uma proposta interessante: poderia escrever uma “carta” a um fictício professor italiano de economia descrevendo, de colega para colega, a “situação” grega, tal como a sente um professor grego de economia? Essa carta seria lida como parte de uma peça intitulada Cuore di…Grecia [Coração da…Grécia]. O assunto deixou-me curioso e disse-lhe que o faria. O que se segue é a “carta” que acabei por escrever. A primeira representação da obra está prevista para fim de julho. Continuar lendo

Syriza o el “milagro griego”

Stathis Kouvelakis, Viento Sur, 4 de julio de 2012

Antes que nada, hay que preguntarse si se ha producido ese milagro, porque Syriza (2,5 puntos por debajo de la Nueva Democracia) no logró ganar en las elecciones y alcanzar una mayoría relativa, lo que ha dado lugar a un gobierno pro-memorándum formado por la derecha, los restos del PASOK y la Izquierda Democrática -el ala derechista de Syriza que abandonó la coalición hace dos años- en el indispensable papel de flanco izquierdo. Continuar lendo

Syriza es un movimiento emblemático para toda Europa

David Harvey, geógrafo y teórico social angloamericano, ha estado en Grecia a finales de junio con motivo de la semana que le han consagrado los departamentos de geografía y urbanismo de la Universidad Harokopeion, de Pireo. El diario griego de Syriza, Avghi, publicó la siguiente entrevista el 24 de junio de 2012.

David Harvey, Viento Sur, 1 de julio de 2012

En las elecciones del 17 de junio, Syriza ha sido el segundo partido más votado a escala nacional, pero el primero en el área metropolitana de Atenas, el principal centro urbano, donde vive un poco menos de la mitad de la población del país. ¿Cómo explica usted este resultado teniendo en cuenta que la derecha ha triunfado con diferencia en los barrios acomodados, mientras que los partidos centristas, al igual que las capas medias, se han hundido? ¿Hay que recurrir en mayor medida a la geografía marxista?

Sí, no cabe duda de que necesitamos más geografía marxista. No tengo una visión de conjunto de los datos demográficos, pero habida cuenta de la dinámica de la situación, lo más probable es que los centros urbanos se vean más afectados por la crisis que el medio rural, donde sin duda parece posible alguna forma de autosuficiencia alimentaria. Continuar lendo

Grécia: o medo triunfa, mas a esperança continua

Josep María Antentas, International Viewpoint, 18 de junho de 2012. Tradução: Daniel Monteiro

A Troika suspira aliviada. Haverá um governo pró-Memorando novo na Grécia. O elo mais fraco da zona Euro não rompeu. A oligarquia financeira viveu alguns dias preocupantes, como se um fantasma voltasse para assombrá-la. Mas ontem ganhou algum tempo, dando uma base precária para uma armação em colapso. Mas o fantasma voltou para ficar. Continuar lendo

Sectarismo contribui para a vitória da direita na Grécia

José Carlos Moutinho, Correio da Cidadania, 19 de Junho de 2012

Com os resultados das eleições na Grécia, os analistas das elites hegemônicas (no Brasil e no mundo) festejam a vitória (apertada) do partido de direita, o Nova Democracia (ND), com 29,5% dos votos. Das análises é possível extrair com facilidade que a vitória do ND foi mais favorável às medidas impostas pelo sistema financeiro internacional, os banqueiros e a zona do euro, em detrimento do povo grego. Continuar lendo

Tsipras confiante na vitória, comunistas recusam governo de coligação

A secretária-geral do PC grego anunciou esta quarta-feira que a participação num governo com a Syriza significaria a “anulação do seu papel histórico”. Tsipras escreveu um artigo no Financial Times sobre o rumo da economia grega onde prevê “uma nova era de crescimento e prosperidade para a Grécia” se a esquerda vencer no próximo domingo.

Esquerda.net, 13 de junho de 2012

No artigo publicado esta terça-feira, o líder da Syriza volta a repetir o compromisso de campanha eleitoral de fazer tudo para manter a Grécia na zona euro e relembra as palavras de Barack Obama sobre a necessidade de crescimento da economia. “A necessidade de darmos aos gregos uma oportunidade para o crescimento real e um novo futuro é hoje mais aceite que nunca”, afirma Tsipras, que também destaca a necessidade de lutar contra a corrupção instalada pelos dois partidos que têm governado o país nas últimas décadas. “O velho regime do sistema de dois partidos [PASOK e Nova Democracia] está esgotado”, anuncia o candidato a primeiro-ministro grego. Continuar lendo

Dos puntos de vista sobre la izquierda griega, Syriza y las responsabilidades de la izquierda europea

Panos Garganos, Stathis Kouvelakis, Viento Sur, 4 de junio de 2012

[Reproducimos a continuación una entrevista publicada en Socialist Worker (Reino Unido) a Panos Garganas, líder del SEK (Partido Socialista de los Trabajadores de Grecia, organización hermana del Socialist Workers Party británico) y la respuesta en forma de carta abierta de Stathis Kouvelakis, profesor de filosofía política en el King's College de Londres y codirector de la revista Contretemps]. Continuar lendo

Intelectuais europeus apoiam Syriza

O novo manifesto de apoio à esquerda grega defende que “é em Atenas que se joga o futuro da democracia e da própria Europa”. Giorgio Agamben, Tariq Ali, Rossana Rossanda, Jacques Ranciere, Nancy Fraser e Alain Badiou são algumas das personalidades que assinam o manifesto.

Esquerda.net, 8 de junho de 2012

Os subscritores insurgem-se contra “a campanha de desinformação e intimidação” que está em curso na Grécia contra a coligação Syriza. “É uma estratégia de choque, através da qual os grupos dominantes usam todos os meios ao seu alcance para fazer com que o voto dos gregos sirva os seus interesses, que eles dizem ser também os nossos”, afirma o manifesto “Com a Esquerda Grega para uma Europa Democrática”.

“Afirmamos que está na hora da Europa compreender o sinal enviado de Atenas a 6 de maio. É altura de abandonar uma política que tem conduzido à ruína uma sociedade inteira e que considera um povo incapaz de se governar, em nome do salvamento dos bancos”, prossegue o texto do manifesto.

“O que nós queremos, tal como os eleitores gregos e os ativistas e dirigentes da Syriza, não é o desaparecimento da Europa mas a sua refundação”, dizem os subscritores do documento, que inclui a economista Cristina Semblano, candidata do Bloco pelo círculo da Europa nas recentes legislativas, e a professora Fernanda Bernardo, que ensina Filosofia Contemporânea na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. O apelo é subscrito por mais de 170 personalidades.

Greece: exchange on the political line for the next election

FI Bureau, OKDE-Spartakos, International Viewpoint, June 6, 2012

Following the elections in Greece on the 6th of May the Bureau of the Fourth International published a statement “The future of the workers of Europe is being decided in Greece” available here. OKDE-Spartakos, the Greek section of the Fourth International wrote to give their opinion on this statement. Their letter and a reply by the Bureau are published below. Continuar lendo

Why Greece’s June Elections Matter to All of Us

New Socialist, June  5, 2012

The final opinion polls before the June 17 parliamentary elections in Greece report that SYRIZA (Coalition of the Radical Left) has the support of between 25 and 31.5% of voters, up from the 16.7% it won in the May 2012 elections, when it stunned many people by leaping to second place among Greece’s many political contenders [1]. It’s possible that SYRIZA could come first this time.

SYRIZA is an alliance of left groups. By far the largest of these is the Coalition of Left Movements and Ecology (Synaspismos or SYN). The majority of SYN supports a politics of anti-neoliberal reforms within the eurozone but there is a strong Left Current within SYN that favours leaving the eurozone. There are also other groups in SYRIZA that are more radical or revolutionary socialist. Continuar lendo

Carta aberta à esquerda grega

O que está em jogo nesta batalha é imenso, é provavelmente a mais significativa que temos na Europa desde a Revolução dos Cravos em Portugal. Neste contexto, todas as forças da esquerda radical devem trabalhar tão juntas quanto possível.

Stathis Kouvelakis, Esquerda.net, 5 de junho de 2012

Numa publicação recente do “Socialist Worker” respondia-se à pergunta “Que forma tomou o reformismo grego?” (os termos em que se põe a questão já me parecem tendenciosos), Panos Garganas (líder do SEK, organização irmã do SWP britânico) resumiu a posição da Syriza na atual situação da seguinte forma: “Os líderes da Syriza asseguram que podemos escapar da austeridade reformando a União Europeia. Afirmam que um governo de esquerda não deveria dar passos de forma unilateral como o do cancelamento da dívida e a saída do euro. Pretendem negociar uma saída da austeridade. Asseguram que um orçamento com um valor acrescentado fortaleceria a posição da Grécia nas negociações com os seus credores. Isto na prática adia a promessa de acabar com a austeridade até que o governo alemão e os bancos concordem com isso. É por isto que reivindicamos na Antarsya [NR: coligação da esquerda radical que obteve menos de 2% nas eleições de 6 de maio] uma esquerda anticapitalista forte e a continuação das lutas.” Continuar lendo

Greece: answering the critics of a united front

The political situation in Greece has to be resolved either by the working class or by the forces of reaction.  Syriza has come under fire, since its stunning election result in May where it went from 4.4% to 16.8% of the popular vote. This week major comment pieces have appeared in the two main left papers in Britain, the Morning Star and the Socialist Worker, written by Kenny Coyle and Alex Callinicos respectively. Rather than calling for critical support for Syriza in opposing the memorandum and defending the working class, both articles argue that the working class have chosen the wrong party to support.

Andrew Burgin and Kate Hudson, Socialist Unity, May 30, 2012

Greece stands on a precipice. There can be no return to the old politics there and a revolutionary situation is emerging amid the chaos of everyday life. The classic conditions for revolution are present: a working class no longer prepared to live in the old way and a ruling class no longer able to rule in the old way. Continuar lendo

Greece: The Pendulum

An analyses from the ANTARSYA viewpoint.

Manos Skoufoglou, ESSF, June 3, 2012

It is generally true that there is some delay between the real, active class struggle and elections. However, the recent elections in Greece show a picture from the future: a forthcoming frontal collision of two socio-political camps. The left and the far right. This is not only about the rise of the Golden Dawn neonazi party, but also about the “non-economical” part of the Independent Greeks’ program (a split from New Democracy that states it is against the memorandum and accepts the economic program of SYRIZA) as well as the rightward turn of New Democracy (ND, the Christian-Democrats). For working people, the period to come can be summarized by the formula: great opportunities, great dangers.

In this confrontation, the left has now a political lead due to the rise of SYRIZA, but also to the weight of the Communist Party, that despite its inability to profit from the biggest leftward dynamics of the last 30 years, remains a party with remarkable influence in the working class and, what’s more important, with a large organized membership. Without this membership it would have suffered even more from the trend towards SYRIZA. However the left’s lead, even if historically amazing, is very fragile. The electoral rise of SYRIZA is out of proportion to the mediocre rise of its membership. It principally reflects a collective mood for diminishing the traditional dominance of the two parties (ND and PASOK). This phenomenon is not qualitatively different from the takeoff of the Democratic Left (DIMAR) of Kouvelis in the polls in February. It is, in brief, a surprise. Continuar lendo

Zizek: “Os gregos estão em guerra contra o ‘establishment’ económico europeu”

Num artigo publicado na London Review of Books, o filósofo esloveno sustenta que “só uma nova ‘heresia’ – representada hoje pela Syriza – pode salvar o que valha a pena do legado europeu: a democracia, a confiança nas pessoas, a solidariedade igualitária”.

Slavoj Žižek, London Review of Books / Outras palavras, 29 de maio de 2012. Tradução: Vila Vudu

“O sujeito que odeia os progressistas em Londres,
apresenta-se como progressista na África”
[Chesterton, 1908, loc. cit. (Nota 1) [NTs].

Imagine uma cena de um filme distópico que mostre nossa sociedade num futuro próximo. Guardas uniformizados patrulham ruas semivazias dos centros das cidades, à caça de imigrantes, criminosos e desocupados. Os que encontram, os guardas espancam. O que parece fantasia de Hollywood já é realidade hoje, na Grécia. Durante a noite, vigilantes uniformizados com as camisas negras do partido neofascista Golden Dawn [Aurora Dourada], de negadores do Holocausto –, que receberam 7% dos votos no segundo turno das eleições gregas e que contam com o apoio, como ouve-se pela cidade, de 50% da polícia de Atenas – patrulham as ruas, espancando todos os imigrantes que cruzem seu caminho: afegãos, paquistaneses, argelinos. É como a Europa defende-se hoje, na primavera de 2012. Continuar lendo

Günter Grass critica Merkel e apoia Grécia em novo poema controverso

O escritor Günter Grass voltou a publicar um poema no jornal alemão Süddeutsche Zeitung, desta vez a criticar a política da Europa em relação à Grécia, lamentando que esta, por estar a enfrentar uma crise económica, esteja a ser humilhada. “A Vergonha da Europa” é o título do poema.

Esquerda.net, 28 de maio de 2012

Quase dois meses depois de ter comparado Israel com as ditaduras, Günter Grass voltou a publicar um poema no jornal alemão Süddeutsche Zeitung desta vez a criticar a política da Europa em relação à Grécia, lamentando que esta, por estar a enfrentar uma crise económica, esteja a ser humilhada. Continuar lendo

Grecia: puntos principales del programa electoral de Syriza

anticapitalistas.org,  23 de mayo de 2012. Traducción de Adrián Sánchez

1) Formular un escudo para proteger a la sociedad contra la crisis

Ni un solo ciudadano sin unos ingresos mínimos garantizados o subsidio de desempleo, atención médica, protección social, acceso a la vivienda y acceso a todos los servicios públicos.
Protección y medidas de alivio para los propietarios de viviendas endeudados.
Control y reducción de precios, reducción del tipo general del IVA y abolición del IVA a los bienes de primera necesidad.

2) Deshacerse de la carga de la deuda

La deuda es, en primer lugar y más importante, un producto de relaciones de clase y es en su más profunda esencia inhumana. Está producida por la evasión fiscal de los ricos, el robo de fondos públicos y el exorbitante gasto en equipo y armamento militar.
Reclamamos inmediatamente:
a) Moratoria en el pago de la deuda. Continuar lendo

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