Energia – a chance de discutir sem soberba

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 18 de março de 2011

É impressionante a atitude de soberba olímpica – para não falar em descaso ou desprezo – com que o Ministério de Minas e Energia (MME) encara as dúvidas da comunidade científica e da nossa sociedade a respeito da política energética nacional. Continuar lendo

U.S. Solar Market Grew 67% in 2010, Industry Report Says

Yale Environment 260, March 10, 2011

The U.S. solar market increased by 67 percent in 2010 — from $3.6 billion in 2009 to $6 billion — making it the nation’s fastest-growing energy sector, according to a trade industry report. Total installed capacity of photovoltaic and solar thermal systems reached 956 megawatts — more than twice the 442 megawatts of added capacity in 2009 — to reach a cumulative installed capacity of 2.6 gigawatts, according to the Solar Energy Industries Association report. Continuar lendo

US$ 10 tri contra a pressão do petróleo

Americanos, europeus e asiáticos buscam alternativas para reduzir a dependência do combustível produzido pelos países árabes

Jamil Chade,  O Estado de S. Paulo, 26 de fevereiro de 2011

GENEBRA – A crise que começou na Tunísia, passou pelo Egito, provoca uma guerra civil na Líbia e protestos no Iêmen e no Bahrein trouxe de volta o medo de um choque de petróleo, como o que abalou a economia mundial na guerra do Yom Kippur, em 1973, na Revolução Iraniana, em 1979, e às vésperas da crise financeira de 2008. O susto reforçou a busca pela redução da dependência em relação ao fornecimento do Oriente Médio e do norte da África. Continuar lendo

Um mundo com energia limpa é possível, em 2050

WWF, 3 de fevereiro de 2011

Após dois anos de elaboração, o Relatório de Energia, lançado globalmente nesta quinta-feira revela novas perspectivas no que tange às necessidades globais de energia, incluindo transporte, e disponibilizando energia adequada e segura para todos. E isto permitiria a redução de emissões de carbono em cerca de 80% até 2050, mantendo o aquecimento do planeta abaixo dos 2ºC – que representam um limite dramático para o futuro ambiental do mundo.

“Se continuarmos a depender de combustíveis fósseis, vamos enfrentar um futuro de incertezas crescentes sobre custos, segurança e mudanças climáticas”, declarou Jim Leape, diretor geral do WWF. “Estamos oferecendo um cenário alternativo – muito mais promissor e inteiramente viável”. Continuar lendo

Navio movido a energia eólica traz equipamento para usinas no CE

Força dos ventos move os motores do E-Ship 1, da Enercon, que traz ao País pás e aerogeradores para usinas eólicas

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo, 13 de janeiro de 2011

Como no período das grandes navegações, uma embarcação movida pelos ventos acaba de aportar no Nordeste. Nesse caso, a força do vento não enfuna as velas, mas fornece energia para os motores do E-Ship 1, navio de cargas desenvolvido pela Enercon GmbH, uma das principais fabricantes mundiais de usinas eólicas. A embarcação híbrida – tem também propulsão a diesel – atracou ontem no Porto de Pecém, no Ceará, carregada com pás e aerogeradores para usinas eólicas. Continuar lendo

Política energética na contramão ameaça Amazônia e despreza energia boa

Se o Governo Federal insistir com o plano de exploração hídrica da Amazônia, sem analisar seus impactos reais, a floresta está ameaçada.

Sérgio Abranches, Ecopolítica, 10 de janeiro de 2011

Matéria no Globo de domingo, 9/1, mostra que só o desmatamento direto das 61 hidrelétricas e suas linhas de transmissão alcançaria 5,3 mil km2. Mas esse cálculo não conta os efeitos indiretos, que são maiores. Obras longas desse tipo abrem espaço para novas frentes de ocupação. Nunca se estudou o efeito conjunto do represamento de tantos rios amazônicos sobre o regime hídrico da região. Ele pode afetar a resiliência da floresta e do sistema ecológico do qual ela faz parte, reduzindo as áreas e os períodos de alagamento. As secas de 2005, no rio Amazonas, e de 2010, no Negro, mostram que mesmo rios caudalosos podem ser extremamente vulneráveis a mudanças no fluxo das águas. Eles fazem parte, também, do sistema de geração de vapor d’água e umidade. Avaliar todas essas consequências não é trivial e não há estudos que permitam hipóteses razoáveis sobre a segurança ambiental conjunta desses projetos. Continuar lendo

Construção de 61 hidrelétricas provocará desmatamento de 5,3 mil km2

O governo planeja desmatar 5,3 mil quilômetros quadrados (km2) de floresta no país, o que equivale à área dos 19 municípios da região do Grande Rio, para construir 61 usinas hidrelétricas e 7,7 mil quilômetros de linhas de transmissão. A maior parte dos projetos fica na nova fronteira energética do país, a Amazônia Legal, que congrega nove estados.

O Globo, EcoDebate, 10 de janeiro de 2011

Apesar de impressionante, o impacto pode até ser maior, já que o número leva em conta apenas a área que será alagada pelas hidrelétricas e a extensão das linhas de transmissão, e não inclui o desmatamento no entorno. E ainda não entraram no cálculo as obras previstas na segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2), como rodovias e ferrovias, cujo dano ambiental não foi estimado nem mesmo pelo governo. Continuar lendo

Energia eólica deve crescer 320% na próxima década

Em 2019, as usinas movidas a vento poderão somar potência semelhante à das hidrelétricas do rio Madeira
Crescimento do setor foi incentivado pela queda nos custos, segundo a Empresa de Pesquisa Energética

Cirilo Junior, Folha de S.Paulo, 5 de janeiro de 2010

Com preço mais baixo, o grande potencial eólico brasileiro finalmente começa a sair do papel. Projeção da EPE (Empresa de Pesquisa Energética) aponta que a capacidade instalada das usinas movidas por ventos crescerá 320% ao longo desta década. Atualmente, as usinas eólicas instaladas somam 930 MW espalhados por 50 parques. As hidrelétricas, principal fonte de geração do país, têm 110.000 MW instalados. Continuar lendo

China no caminho das energias renováveis

Mitch Moxley, Envolverde / IPS, 3 de janeiro de 2010

Pequim, China – Pesquisadores da China, principal fornecedor de turbinas eólicas e paineis solares, trabalham para baratear o custo da utilização destas e de outras fontes renováveis de energia, conseguir que sejam mais eficientes e aumentar sua proporção na matriz energética deste país.

A China deu um grande salto até ficar à frente no setor de energias alternativas, mas é necessário maior investimento do governo se deseja brilhar nessa área, afirmam numerosos especialistas. Continuar lendo

BNDES aprova empréstimo de R$ 588,9 mi para nove parques eólicos na Bahia

Janaina Lage, Folha.com, 4 de janeiro de 2011

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou empréstimo de R$ 588,9 milhões para a construção de nove parques eólicos na Bahia. Os empreendimentos serão instalados nos municípios de Igaporã, Guanambi e Caetité. O financiamento do banco corresponde a 74,35% do investimento total, estimado em R$ 792,2 milhões. Continuar lendo

Obama Admin Takes Aim at China’s Renewable-Energy Subsidies

Lucia Green-Weiskel and Tina Gerhardt, Grist, December 31, 2010

Last week, in a move that pits American labor against China’s green-technology industry, the Obama administration filed a complaint with the World Trade Organization over China’s wind-power subsidies.

The U.S. move challenges China’s rapid growth in the renewable-energy market, and also throws the weight of the administration behind the unions, elevating concern about Chinese competition to the level of official U.S. policy. Continuar lendo

Uma discussão para nos iluminar

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 23 de dezembro de 2010

A oito dias do início do seu governo, a presidente Dilma Rousseff precisa incluir com urgência em sua pauta uma discussão, com a sociedade brasileira e os setores produtivos, que o atual governo federal ficou devendo: qual a matriz energética adequada para o País e os passos que devem – ou não devem – ser dados para atingi-la. Continuar lendo

Avanço chinês em eólica preocupa EUA

Empresas asiáticas se preparam para implementar seus planos de forte avanço no mercado norte-americano. Preços competitivos e oferta de financiamento de bancos chineses aos compradores são os atrativos asiáticos.

Tom Zeller Jr. e Keith Bradsher, New York Times / Folha de S.Paulo, 17 de dezembro de 2010

Em Pipestone, Minnesota, estão as três únicas turbinas eólicas de fabricação chinesa em operação nos EUA.  Mas isso pode mudar quando a Goldwind USA e outras empresas sob controle chinês implementarem seus planos para um forte avanço no mercado norte-americano, nos próximos meses. Continuar lendo

A força dos ventos

Potencial eólico brasileiro movimenta pesquisa para o desenvolvimento de geradores de pequeno porte

Dinorah Ereno, Revista Fapesp, novembro de 2010

Moinhos de vento de cerca de 110 metros de altura transformam em energia os ventos alísios que sopram constantemente durante todo o ano nas costas e no interior do Nordeste brasileiro, assegurando aos parques eólicos instalados na região uma produtividade bem acima da média mundial. “Os parques eólicos de Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte produzem bem mais do que os da Europa, China ou Estados Unidos”, diz o engenheiro aeronáutico Odilon Camargo, um dos donos da empresa Camargo Schubert, de Curitiba, no Paraná, responsável pelo Atlas do potencial eólico do território brasileiro, lançado em 2001 pelo Ministério das Minas e Energia e Eletrobrás. O atlas apontou um potencial eólico para o Brasil da ordem de 143 gigawatts, ou seja, 10 vezes a capacidade de Itaipu. “O potencial estimado naquela época já era maior do que tudo o que se tem hoje instalado em termos de geração de eletricidade, que é da ordem de 100 gigawatts”, diz Camargo, que antes de se tornar empresário era pesquisador do Centro de Tecnologia Aeroespacial (CTA) do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos, no interior paulista. Continuar lendo

Impulsionando o crescimento verde

A adoção de medidas concretas agora revigorará a dinâmica do combate à mudança climática e ajudará a restabelecer a confiança na cooperação internacional

Caio Koch-Weser e George Soros, Valor Econômico, 23 de novembro de 2010

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, divulgou o relatório final do seu Grupo Consultor de Alto Nível sobre Financiamento da Mudança Climática (AGF, na sigla em inglês). Por sermos os dois membros do setor privado no AGF, estamos orgulhosos do nosso trabalho. O relatório apresenta as opções disponíveis para mobilizar US$ 100 bilhões anualmente para a mitigação e adaptação da mudança climática nos países em desenvolvimento e estabelece as condições que se atingir esse objetivo até 2020.

Uma condição essencial é estipular um preço robusto para o carbono, de US$ 25 a tonelada de CO2, com o fim de desencadear os vastos investimentos do setor privado necessários para financiar a transição para uma economia de baixo nível de carbono. Estamos preocupados, porém, com a falta de vontade política para a fixação do preço do carbono. Continuar lendo

EUA e China se confrontam na área de energia

Tecnologia e geração de energia solar e eólica passam a ser pontos de divergência entre Pequim e Washington

Denise Chrispim Marin, O Estado de S.Paulo, 22 de novembro de 2010

Estados Unidos e China encontraram na tecnologia e produção de energia solar e eólica um novo campo de confronto. Embora os chineses estejam na dianteira, pressionados pela demanda em expansão por eletricidade e pela necessidade de reduzir emissões de gases poluentes, o governo americano pretende incentivar essa área principalmente por sua capacidade de geração de empregos locais. Continuar lendo

Integração energética e mudança do clima

Carolina Lembo e Nestor Gonzalez Luna, Folha de S.Paulo, 22 de novembro de 2010

Muito se tem falado sobre as consequências das emissões de gases de efeito estufa para o aquecimento global: a cadeia do setor de energia sempre aparece entre os principais atores que contribuem para essa questão, respondendo por 60% do total emitido.
Assim, é facilmente compreensível que, nas atuais negociações internacionais, que ocorrem no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, em inglês), o setor energético esteja no centro das discussões. Continuar lendo

Voces de alerta ante la estrategia energética del Banco Mundial

Elizabeth Peredo Beltrán, Rebelion, 16 de noviembre de 2010

El cambio climático no es una crisis medioambiental, es básicamente una de las crisis de carácter global que más ámbitos de la sociedad involucra pues está íntimamente ligado al modelo de desarrollo, a las culturas civilizatorias del planeta y a los modelos energéticos.

Uno de los temas más relacionados con el cambio climático es la energía, las matrices energéticas y la transición hacia modelos menos contaminantes. Por ello es importante analizar la Nueva Estrategia Energética del Grupo del Banco Mundial que piensa ser implementada a partir del 2011, por su relevancia con relación a la problemática del cambio climático y por sus conexiones con la estructura del sistema neoliberal siendo implementada por una de las entidades con mayor poder en el mundo como es el Banco Mundial. Continuar lendo

Brasil será líder na área energética

Luciano Máximo entrevista Jeremy Rifkin, Valor, 16 de novembro de 2010

Defensor de causas ambientais e de iniciativas de sustentabilidade empresarial, o economista americano Jeremy Rifkin é um ativista diferente. Professor da Wharton School, tradicional faculdade de administração dos Estados Unidos, sua militância se resume a aconselhar executivos de grandes corporações e chefes de Estado em todo o mundo. Já previu o esgotamento dos empregos por causa do advento de novas tecnologias e profetiza o fim da era do petróleo. Continuar lendo

In California’s Mojave Desert, Solar-Thermal Projects Take Off

By year’s end, regulators are expected to approve a host of solar energy projects in California that could eventually produce as much electricity as several nuclear plants. In an interview with Yale Environment 360, John Woolard, the CEO of the company that has begun construction on the world’s largest solar-thermal project, discusses the promise — and challenges — of this green energy boom.

Todd Woody interview John Woodard, Yale 360, October 27, 2010

This week, California Gov. Arnold Schwarzenegger, Interior Secretary Ken Salazar, and other dignitaries gathered in the Mojave Desert to officially break ground on BrightSource Energy’s Ivanpah Solar Electric Generating System, the first large-scale solar thermal power plant to be built in the United States in nearly two decades. Continuar lendo

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