Manifestações de rua acendem alerta no G-20

20jun2013---milhares-de-pessoas-seguem-em-protesto-no-centro-do-recife-pe-nesta-quinta-feira-segundo-a-secretaria-de-defesa-social-a-manifestacao-reune-100-mil-pessoas-dez-foram-detidas-pela-pm-1371764710675_1920xPreocupação sobre a coesão social, diante do desemprego recorde e da desconfiança generalizada nas instituições, marcará a primeira reunião de ministros das Finanças e do Trabalho das maiores economias desenvolvidas e emergentes, reunidas no G-20, amanhã em Moscou.

“Há um sentido de urgência, as autoridades estão um pouco assustadas, eu diria mesmo com um pouco de medo”, afirmou uma autoridade internacional. “A perda de confiança é generalizada. Governos, partidos políticos, bancos ou sindicatos, ninguém escapa.”

Assis Moreira, Valor, 18 de julho de 2013

Manifestações de rua ocorreram na Rússia, Indonésia, Índia, África do Sul, Chile, Peru, Turquia e Brasil. Sem falar da nações mais em crise na Europa, como Portugal, Grécia e Espanha, onde o desemprego está em 18% no primeiro país e 27% nos outros dois.

Centrais sindicais compareceram em peso a Moscou desta vez. A Confederação dos Sindicatos Alemães apareceu com um plano de desenvolvimento, investimento e retomada econômica da Europa que acredita poder juntar parceiros sociais, políticos e sociedade civil. Continuar lendo

Sonhos e pesadelos do imaginário reaccionário

Hoje todos os indicadores importantes sobre o desempenho da economia mundial indicam que a crise se aprofunda. Dos Estados Unidos à Europa, passando pelo Japão e pela China, o barómetro anuncia uma tempestade que ameaça converter-se num furacão global.

Alejandro Nadal, Esquerda.net, 17 de julho de 2011

Os sonhadores, os especuladores e os reaccionários acabaram por afundar o mundo na Segunda Guerra Mundial. Essa é o grande ensinamento da controversa obra do historiador A. J. P. Taylor sobre As origens da Segunda guerra mundial (publicada em 1961). Só lhe faltou acrescentar como pano de fundo desse processo a Grande Depressão. Uma vez completado o quadro, as semelhanças com os acontecimentos dos nossos dias começam a delinear-se de maneira mais clara e alarmante. Continuar lendo

Declaração da Sociedade Latino-Americana de Economia Política e Pensamento Crítico

Nós, integrantes da Sociedade Latino-Americana de Economia Política e Pensamento Crítico, SEPLA, reunidos no Brasil, no VII Colóquio na Universidade Federal de Uberlândia (MG), e depois em sessão de trabalho na sede da Escola Nacional Florestan Fernandes (MST), em Guararema (SP), manifestamos:

1. A crise capitalista não terminou. Contrariamente ao que defendem os governos da região e boa parte do pensamento do stablishment e inclusive setores do movimento popular e da esquerda, a crise capitalista em curso continua descarregando seu custo sobre os trabalhadores e os povos em todo o mundo. São os um bilhão e vinte milhões de pessoas que passam fome, reconhecidos pelaFAO; ou os um bilhão de trabalhadores com problemas de emprego e ingresso, segundo a OIT. O governo dos Estados Unidos aprofunda o déficit estrutural, comercial e fiscal, e continua demandando ao seu Parlamento a ampliação de sua capacidade de endividamento público, exacerbando seu caráter de grande devedor mundial e afiançando a debilidade global do dólar. Por sua vez, a Europa está acossada pela crise da periferia da União, aprofundando o ajuste nesses países e no leste. Existe o temor do descumprimento das dívidas públicas, especialmente na Grécia, o que afetaria a situação dos principais bancos alemães e franceses, e, em última instância, os norte-americanos. A União Europeia sofre a crise e coloca em discussão a estabilidade e o papel pensado para o Euro. O Japão incorporou os problemas derivados do terremoto e do tsunami aos problemas recorrentes da crise. O capitalismo desenvolvido, que explica 75% do produto global, dá conta de uma crise de longa duração e só atina para resolvê-la com ajustes em seus territórios e a uma fortíssima intervenção estatal de liquidez para salvar as empresas comprometidas. A crise se processa em ondas, primeiro nos Estados Unidos, depois na Europa e no Japão para desenvolver um círculo vicioso de ajustes e intervenções estatais para a continuidade do capitalismo em sua etapa de transnacionalização. Essas gigantescas intervenções de gasto público para o salvamento induzem a uma imagem de solução no imaginário social. Continuar lendo

Are We Still on an Imperial Planet?

China as Number One? Don’t Bet Your Bottom Dollar

Tom Engelhardt, Tom Dispatch, May 2, 2011

Tired of Afghanistan and all those messy, oil-ish wars in the Greater Middle East that just don’t seem to pan out? Count on one thing: part of the U.S. military feels just the way you do, especially a largely sidelined Navy — and that’s undoubtedly one of the reasons why, a few months back, the specter of China as this country’s future enemy once again reared its ugly head. Continuar lendo

Petróleo pode levar economia à recessão

Alta nos preços causada por turbulência política traz riscos; plano de assistência a países deve ser proposto

Nouriel Roubini, Folha de S.Paulo, 20 de março de 2011

O tumulto no Oriente Médio tem fortes implicações econômicas, especialmente por elevar o risco de estagflação, uma combinação letal de desaceleração no crescimento e inflação em alta.

De fato, caso surja estagflação, existe sério risco de uma recessão de duplo mergulho, em uma economia mundial que mal acaba de sair da pior crise em décadas. Continuar lendo

Hacia un regulación caótica

La nueva fase de la crisis capitalista.

Michel Husson, Viento Sur, 26 de febrero de 2011. Traducción: Josu Egireun para VIENTO SUR

La nueva hoja de ruta de la crisis en Europa está bastante clara: se trata de hacer pagar la factura de la crisis a las y los asalariados. Con el objetivo de arrojar un poco de luz sobre la coyuntura actual, vamos a abordar, en primer lugar, la trayectoria de la crisis estos últimos años, para después caracterizar los dilemas planteados en la fase actual y, finalmente, plantear los retos estratégicos de este nuevo periodo. Continuar lendo

El G20 en París: La crisis y los alimentos

Julio C. Gambina, Argenpress, 22 de febrero de 2011

Entre el 18 y 19 de febrero en París, bajo la presidencia francesa para el 2011, se realizó la reunión de ministros de Finanzas y titulares de los bancos centrales del G20, con eje en la reforma del sistema financiero internacional y la volatilidad de los precios internacionales de las comodities. (1) Allí discutieron los administradores gubernamentales del 85% de la riqueza mundial y el 66% de la población total.

El G20 discute la crisis de la economía mundial, que en la coyuntura se manifiesta con “la subida de los precios de las materias primas, el potencial sobrecalentamiento de las economías emergentes y los problemas de deuda soberana en los países avanzados” (2), para decirlo en el lenguaje del poder mundial. Continuar lendo

China: sonrisas y lágrimas

Xulio Ríos, Rebelión, 21 de febrero de 2011

Tras conocerse los nuevos datos oficiales de la economía japonesa, se ha confirmado lo que ya se sabía desde agosto del pasado año: la economía china es ya la segunda del mundo, solo por detrás de Estados Unidos, modificando un pódium en vigor desde 1968. No obstante, en términos de PIB per cápita, se expresa otra realidad bien diferente: según el FMI, el de China ascendió a 4.283 dólares en 2010, ocupando la posición 95 en el ranking mundial, frente a los 42.325 dólares de Japón, diez veces superior al de China. Es un hito para China, pero distorsionante en extremo. China ha superado a Japón en algo más de 400 millones de dólares en valor bruto del PIB. Continuar lendo

O afundamento de Chimérica

Agora com a crise global instalada, Chimérica está condenada à desintegração. A população dos Estados Unidos foi atingida e não poderá continuar a ser a consumidora insaciável de que a China precisa.

Alejandro Nadal, Esquerda.net, 9 de janeiro de 2010

Nos últimos 20 anos a economia mundial foi dominada por uma relação simbiótica entre a China e os Estados Unidos. Este consórcio baseou-se em vínculos comerciais e financeiros sui generis, por trás dos quais se escondem profundas mudanças estruturais em ambas as economias. A associação foi baptizada Chimérica, uma mistura não muito feliz de China e América (porque os norte-americanos insistem em se chamarem a si próprios como o continente). Continuar lendo

Chimérica y Chiindia

Alfredo Toro Hardy, Público, 10 de enero de 2011

La economía del siglo XXI se encontrará indisolublemente ligada a dos contracciones: Chimérica y Chiindia.

La primera de ellas fue acuñada por el historiador Niall Ferguson (The Ascent of Money, Londres, 2008). La misma se sustenta en la imbricación profunda que existe entre las dos mayores economías del mundo: China y Estados Unidos. El analista norteamericano Zachary Karabell llega a comparar a esta asociación de facto con la Unión Europea, en virtud de la intensidad y diversidad que alcanza su complementariedad económica (Superfusion, Nueva York, 2009). Añade, sin embargo, que a diferencia de la experiencia europea, Chimérica es el fruto de las circunstancias y no el resultado de una acción deliberada o aún deseada. Continuar lendo

Perspectivas da economia mundial em 2011

O triunfo da austeridade nos EUA e na Europa, sem dúvida alguma, eliminará essas duas áreas como motores para a recuperação económica global. Mas a Ásia encontra-se num caminho diferente? Pode ela suportar, como Sísifo, o peso do crescimento global?

Walden Bello, Esquerda.net, 8 de janeiro de 2011

Em contraste com as suas previsões optimistas, no final de 2009, de uma recuperação sustentada, o humor dominante nos círculos económicos liberais no final de 2010 é sombrio, para não dizer apocalíptico. Os falcões fiscais ganharam a batalha política nos EUA e na Europa, para alarme dos defensores do gasto público, como o prémio Nobel Paul Krugman e o colunista do Financial Times, Martin Wolf, que consideram as restrições orçamentais como a receita mais segura para matar a incipiente recuperação nas economias centrais. Continuar lendo

Perspectivas de la economía mundial en 2011

Walden Bello, Focus on the Global South / Sin Permiso, 2 de enero de 2011

En contraste con sus previsiones cautamente optimistas, a finales de 2009, de una recuperación sostenida, el humor dominante en los círculos económicos liberales cuando termina 2010 es sombrío, si no apocalíptico. Los halcones fiscales han ganado la batalla política en EEUU y Europa, para alarma de los abogados del gasto público, como el premio Nobel Paul Krugman y el columnista del Financial Times Martin Wolf, quienes ven las restricciones presupuestarias como la receta más segura para matar la incipiente recuperación de las economías centrales. Continuar lendo

Nadie quiere hablar en Cancún de macroeconomía

Alejandro Nadal, Sin Permiso, 6 de deciembre de 2010

La conferencia sobre cambio climático en Cancún atrae la atención del mundo entero. Y no es para menos. Si las predicciones de los científicos sobre los aumentos de temperatura son válidas, la humanidad entera estará enfrentando su peor desafío. Y los segmentos más pobres de la población mundial serán los más castigados. Hay muchas razones para colocar a la política macroeconómica entre las prioridades de las negociaciones, pero nadie quiere oír hablar de este tema en estas conferencias de la Convención Marco sobre Cambio Climático (UNFCCC, por sus siglas en inglés). Continuar lendo

Alternativas à austeridade

Os países que apostam em reduções no déficit irão se desapontar, porque haverá um, consequente, recuo na arrecadação e um aumento de benefícios sociais

Joseph E.Stiglitz, Project Syndicate / O Estado de S.Paulo, 07 de dezembro de 2010

No período atual, imediatamente posterior à Grande Recessão, os países se veem enredados em déficits cujas proporções não têm precedentes em períodos de paz e com um sentimento de medo cada vez maior em relação ao seu endividamento nacional. Em muitos países, este quadro está levando a uma nova rodada de austeridade – medidas que quase certamente resultarão numa economia enfraquecida tanto no âmbito global quanto no nacional, representando uma desaceleração no ritmo da recuperação. Aqueles que esperam grandes reduções no déficit ficarão desapontados, pois a desaceleração vai representar um recuo na arrecadação fiscal e aumentar a demanda pelo seguro-desemprego e outros benefícios sociais. Continuar lendo

Um debate frustrante

Carlos Lessa, O Globo, 21 de outubro de 2010

Fui professor e convivi com Serra e Dilma. Sei que ambos são bons economistas e têm agilidade intelectual. Assisti atentamente ao debate dos candidatos na TV Bandeirantes e na Rede TV!, e quero manifestar surpresas incômodas. Na Bandeirantes, não houve nenhuma referência a respeito da crise mundial. Continuar lendo

A crise e o fim de Bretton Woods II

As principais economias do mundo estão à beira de sofrer uma recaída de proporções alarmantes. A recessão em forma de W para a economia global é quase inevitável.

Alejandro Nadal, La Jornada,  13 de outubro de 2010. Tradução de Esquerda.net. 

A assembleia anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) concluiu com a persistência de desacordos básicos, o que é um mau presságio. Nenhuma das dificuldades fundamentais da economia mundial pôde resolver-se nestes dias. A guerra das divisas está ao virar da esquina e os piores dias da crise poderiam estar de regresso dentro de alguns meses. Até se diz que 2008 poderia ser um passeio no campo comparado com o que vem em 2011. Continuar lendo

Economia global fica sem locomotiva, diz a Unctad

A economia dos Estados Unidos dificilmente voltará a ser a locomotiva da demanda mundial, mas nem a China, a zona do euro ou os países emergentes estão em condições de assumir esse papel num futuro previsível, avalia a Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad).

Assis Moreira, Valor, 15 de setembro de 2010

A Unctad considera que o perigo atual é um fim prematuro das políticas de expansão fiscal, que poderá provocar uma espiral deflacionária no mundo, contraindo ainda mais o crescimento e o emprego globalmente. Continuar lendo

A China e o mundo

“O sucesso da economia chinesa exerce uma atração irresistível para os que veem no seu modelo a possibilidade de fácil replicação”

Antonio Delfim Netto, Valor, 31 de agosto de 2010

A rápida evolução da economia chinesa é, de um lado, objeto da admiração e inveja por parte dos países emergentes e, de outro, motivo de preocupação real e ideológica por parte dos países desenvolvidos (que são o centro do capitalismo financeiro). Esses são sempre apoiados num Estado constitucionalmente limitado. Seus governos são escolhidos periodicamente pelo sufrágio universal em eleições abertas, que garantem a competição livre e honesta entre várias organizações partidárias. Neles, a própria Constituição impede o “aparelhamento” do Estado pelo partido eventualmente vencedor. Isso é fundamental para garantir a continuidade e legitimidade do jogo eleitoral. Continuar lendo

Desempenho da China é crucial para futuro do Brasil, diz analista

Sergio Lamucci, Valor, 13 de agosto de 2010

O economista Thomas Palley, do instituto New America Foundation, vê o risco de nova depressão econômica, caso os países avançados retirem os estímulos fiscais e adotem medidas de austeridade. Para ele, a ameaça, que tem sido apontada pelo Nobel Paul Krugman, de fato existe. Palley acredita, porém, que a mera manutenção do expansionismo fiscal não deve ser suficiente para evitar uma prolongada estagnação no mundo desenvolvido -é preciso também atacar desequilíbrios estruturais das economias. No caso dos EUA, ele cita a distribuição de renda, o divórcio entre a evolução dos salários do crescimento da produtividade e os déficits comerciais. Continuar lendo

Una época de dobles caídas de la economía mundial

Abróchense los cinturones para un viaje muy accidentado

Nouriel Roubini, Rebelión, 21 de julio de 2010

La economía mundial, artificialmente impulsada desde la recesión de 2008–2009 por un estímulo fiscal y monetario en gran escala y rescates financieros, va camino de una profunda recesión este año, al ir desapareciendo los efectos de esas medidas. Peor aún, no se han abordado los tremendos excesos que alimentaron la crisis: demasiada deuda y demasiado endeudamiento en el sector privado (familias, bancos y otras entidades financieras e incluso en gran parte del sector empresarial). Continuar lendo

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