A Path to Nowhere: Study Shows Limited Career Ladder in Fast Food Industry

Mijin Cha, Policy Shop Blog, July 26, 2013

Last week, my colleague Joe Hines analyzed how impossible it was to live on the budget McDonald’s outlined for its employees. Among many issues, McDonald’s budget assumed each employee had a second job to help ends meet. Given the low-wages and wage theft prevalent throughout the industry, it’s a wonder that McDonald’s didn’t assume that its workers needed a third job just to make ends meet. Continuar lendo

Guerra salarial abala Bangladesh

Setor de têxteis tem impasse trabalhista

Jim Yardkey, The New York Times /Folha de S.Paulo, 3 de setembro de 2012

Bangladesh, um país antes pobre e irrelevante para a economia mundial, hoje é um grande exportador. Perdendo apenas para a China em exportações globais de roupas, suas fábricas produzem roupas para grifes como Tommy Hilfiger, Gap, Calvin Klein e H&M. Redes varejistas internacionais, como Target e Walmart, hoje têm escritórios na capital, Dacca. O setor de confecção de roupas é responsável por 80% das exportações de manufaturados do país e garante mais de 3 milhões de empregos.

Mas a fórmula manufatureira bengalesa depende de o país ter a mão de obra mais barata do mundo, o salário mínimo pago aos trabalhadores do setor de roupas é de aproximadamente US$ 37 por mês. Nos últimos dois anos, à medida que a inflação de mais de 10% vem erodindo os salários, os protestos e choques violentos com a polícia vêm se tornando comuns. Continuar lendo

Smartphone: uma forma moderna de te manter no cabresto

Leonardo Sakamoto, Blog do Sakamoto, 20 de agosto de 2012

A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve decisão que havia reconhecido o direito ao recebimento de horas de sobreaviso a um chefe de almoxarifado que ficava à disposição de uma empresa da Soluções Usiminas pelo celular. De acordo com nota divulgada pelo TST, embora decisões anteriores do TST (como a súmula 428) estabeleçam que só o uso do celular não caracteriza sobreaviso, os ministros concluíram que empregado permanecia à disposição da empresa, que o acionava a qualquer momento, limitando sua liberdade de locomoção. Continuar lendo

Processo de licenciamento para a obra foi coletânea de erros

A revolta dos trabalhadores de Jirau é apenas a previsível coroação da série de erros cometidos no processo de licenciamento. Primeiro, o componente humano nem mesmo figurava no primeiro termo de referência do Ibama para os estudos de impacto.

Cláudio Angelo, Folha de S. Paulo, 23 de março de 2011

Depois houve a desautorização pública, pelo governo, de pareceres técnicos do Ibama contrários às obras. Em seguida, o que o ambientalista Roberto Smeraldi chama de “licença móvel” – pedido da Camargo Corrêa, deferido, para fazer Jirau a 13 km do local previsto na licença.

Tudo isso porque o licenciamento começa onde deveria terminar: na decisão de fazer dada obra em dado local. A avaliação ambiental estratégica, que deveria dizer se o local comporta, por exemplo, fluxos migratórios como o que se viu em Jirau e Santo Antônio, passa longe da cabeça dos eletrocratas.

O incêndio de Jirau também deveria acender a luz amarela sobre o plano de seis usinas no rio Tapajós, uma das regiões mais preservadas da Amazônia.

A Eletrobras insiste na ideia de “usinas-plataforma”: dezenas de milhares de trabalhadores seriam instalados num canteiro de obras no meio da selva para serem desmobilizados e levados para longe depois. O plano tem tudo para acabar em fumaça.

Hidrelétricas: confirmação de conflitos e impactos. A nota do Cimi

As hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira, têm sido palco de ocorrências de desrespeito a legislação trabalhista: denúncia de trabalho análogo ao escravo, impactos ambientais e sociais, transgressões aos direitos das comunidades tradicionais, colapso nos serviços e espaços públicos (hospitais, ruas, escolas, postos de saúde…), alto custo de vida, tendo a taxa do transporte coletivo um das mais altas do país. A insegurança e o medo estão tomando conta dos moradores da capital.

Cimi Rondônia, 18 de março de 2011

Hidrelétricas em construção na Amazônia Brasileira põem em risco de extinção populações tradicionais, entre elas povos indígenas, a exemplo das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau no Madeira que estão sendo construídas próximas a territórios de quatro povos indígenas em situação de isolamento e risco, os quais desconhecem que grande parte de suas terras está ameaçada e sujeita a destruição. A política indigenista do governo que deveria garantir a proteção desses povos livres tem em seu primeiro plano os grandes projetos. Em nome de um “desenvolvimento” continua ferindo e matando culturas milenares antes mesmo da sociedade ter conhecimento dessas culturas, em contradição à Constituição Federal e a Convenção 169 da OIT que reconhecem ser o Brasil um país pluriétnico. Continuar lendo

Jirau: um país que vai pra frente, mas passando por cima

Leonardo Sakamoto, Blog do Sakamoto, 18 de março de 2011

A destruição de parte do canteiro de obras da hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, causada por protestos de trabalhadores, tem sido pauta nos últimos dias. O quiprocó teria começado com uma briga entre operários e motoristas da obra, a maior em curso no país. Mas pavio aceso só explode se tiver pólvora por trás. E esta seriam as condições a que estariam submetidos os trabalhadores, o que inclui reclamações por falta de tratamento decente aos doentes, pagamento de hora extra e o não cumprimento das promessas dos recrutadores que trouxeram mão-de-obra para a usina. Continuar lendo

Wisconsin: Cem mil pedem demissão do Governador

Dezenas de milhares de pessoas manifestaram-se neste sábado em Madison, Wisconsin, contra a lei anti-sindical assinada pelo governador Scott Walker. Tendo sofrido uma derrota legislativa, os manifestantes afirmam-se determinados a prosseguir a luta e exigem a demissão do governador.

Esquerda.net, 14 de março de 2011

Alguns órgãos de comunicação consideram que foi a maior manifestação, das muitas marchas e protestos realizados no último mês, e uma das maiores de sempre da história do Estado de Wisconsin. A cidade de Madison tem uma população total de cerca de 250.000 habitantes e o protesto deste sábado juntou muitas dezenas de milhares, provavelmente mesmo mais de cem mil pessoas. Continuar lendo

EUA: O Significado de Madison

A batalha pela defesa dos sindicatos no Wisconsin demonstra o potencial para os trabalhadores tomarem uma posição contra o ataque da Indústria Americana – e mudar o rumo da política dos EUA.

Editorial do Socialist Worker, Esquerda.net, 12 de março de 2011

O que começou como protestos de estudantes e activistas sindicalistas e por professores na cidade capital Madison espalhou-se até a uma ocupação do edifício do Capitólio do estado por estudantes e trabalhadores. Continuar lendo

Anti-Union Bills, Climate Justice, and the ‘Shock Doctrine’Done American-Style

Author and activist, Naomi Klein, appeared on Democracy Now! to discuss with Amy Goodman the recent anti-union legislation being pushed in state capitols across the US. Their hour-long interview also touches on climate activist Tim DeChristopher and the broader climate justice movement and how, taken together, these issues acknowledge the need for a re-engerized (and mobilized) progressive movement in the United States that can push back against corporate control and center-right politics.

Doutrina do Choque, Estados Unidos

O que está a acontecer em Wisconsin é uma tentativa de explorar a crise fiscal para destruir o último contrapeso ao poder político das corporações e dos ricos. E a jogada de poder vai além de destruir os sindicatos.

Paul Krugman, Esquerda.net, 5 de março de 2011

Aqui vai uma reflexão: talvez Madison, Wisconsin, não seja mesmo o Cairo. Talvez seja Bagdade — especificamente, Bagdade em 2003, quando o governo Bush colocou o Iraque sob o controle de autoridades escolhidas mais pela lealdade e confiabilidade políticas do que pela experiência ou competência. Continuar lendo

EEUU: el despertar de un gigante

Martín López, Prensa Obrera, 4 de marzo de 2011

El medio oeste estadounidense se ha convertido en el escenario de una movilización de trabajadores sin precedentes -decenas de miles de empleados públicos y privados, estudiantes, bomberos, policías, jóvenes y amas de casa salieron a enfrentar un plan de recortes y ataques contra los sindicatos lanzado por el gobernador republicano del Estado. Los manifestantes ocuparon el Capitolio durante más de dos semanas. Los senadores demócratas, bajo la presión popular, se negaron a dar quórum para votar el proyecto de ley de ajuste y se refugiaron en el vecino Estado de Illinois, dado que las leyes de Wisconsin autorizan a la policía a llevar por la fuerza a los legisladores al recinto. La “batalla de Wisconsin” se ha colocado en el centro de la escena de la política estadounidense: proyectos de ajuste similares se debaten en otros Estados como Indiana, Michigan y Ohio, donde también se desarrolla una resistencia sindical. El sábado 26 se realizaron manifestaciones solidarias en todo el país. Esto ocurre en la “América Profunda” -el medio oeste anglosajón y blanco. Hace tres años, una gran parte del país fue paralizado por una huelga general convocada por la comunidad latina. Otra cosa: los manifestantes corean consignas que emparentan sus movilizaciones con las revoluciones en los países árabes. Claro, tienen en común su raíz: la bancarrota capitalista internacional, incluidos los Estados y sus recursos fiscales. Continuar lendo

Trabalhador chinês da Honda: “Vamos seguir as pisadas dos nossos pais?”

“Os tempos mudaram! Por isso este tipo de regime de salários baixos tem de acabar!” escreveu, e publicou na internet em 29 de Maio, um trabalhador da fábrica da Honda de Foshan, que esteve paralisada durante mais de 15 dias por uma greve.

Esquerda.net, 28 de agosto de 2010

“A Honda é uma empresa que faz parte da lista das 500 maiores empresas registadas anualmente pela revista Fortune 500! No ano passado ganhou mais de 4 mil milhões de yuan (moeda chinesa que vale cerca de € 0,12)! No ano anterior tinha ganho mais de mil milhões! Comparemos a Honda com outras empresas. Mas nenhuma, realmente, se lhe pode comparar! A Honda é uma empresa da Fortune 500 e que ganhou mais de 4 mil milhões em 2009 mas que só paga salários mínimos aos seus trabalhadores. Dá-nos mil yuan por mês, (+/- 120€) que chega apenas para a alimentação, e as férias não estão incluídas! Será que gostaria de trabalhar para esta empresa? Até pode dizer que a Honda contribuiu para as nossas pensões e que outras empresas não o fizeram. Desculpe lá, mas é ilegal que os trabalhadores não contribuam para um fundo de pensões. Têm de reclamar ao ministério do trabalho. Uma empresa que faz parte da Fortune 500 não pode, de modo algum, cometer semelhantes ilegalidades! Desta vez aumentaram os nossos salários. 355 yuan! Continuar lendo

Legalização da terceirização é o mais novo golpe contra os trabalhadores

Gabriel Brito e Valéria Nader, Correio da cidadania, 24 de outubro de 2008

Nos últimos anos, já sob o governo Lula, o país prosseguiu diante de sucessivas e sorrateiras tentativas de mudanças em leis e relações trabalhistas – algo que pareceria insólito anteriormente ao começo da gestão de um líder sindical e trabalhista. Desde as discussões sobre a reforma sindical no Fórum Nacional do Trabalho – marco inicial na abertura do caminho a eventuais e posteriores mudanças na legislação trabalhista, vez que imporia menores resistências ao não incidir diretamente nas relações de classe, entre capital e trabalho -, o caminho tem sido pleno de surpresas. Continuar lendo

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