Brasil passou de 46 para 65 bilionários em um ano

desigualdade-socialO número de bilionários brasileiros na lista da revista norte-americana Forbes passou de 46 em 2013 para 65 em 2014, um crescimento de 41% em um ano! Um feito até mesmo para um dos países com maior concentração de renda do mundo. Em 2013 a economia brasileira cresceu 2,3%; para qual alguns ganhem tanto, outros tem que perder muito – e esses outros podem ser muitos…

Abaixo a reportagem e a lista dos bilionários da revista Época Negócios de 3 de março de 2014

O número de bilionários brasileiros aumentou. No ano passado, o país tinha 46 representantes na tradicional lista da Forbes, publicação norte-americana que lista os mais ricos do mundo. Na edição de 2014, há 65 representantes nacionais.

Os primeiros lugares continuam ocupados pelos mesmos: Jorge Paulo Lemann segue liderando o ranking, com fortuna estimada em US$ 19,7 bilhões, e Joseph Safra vem logo atrás, com US$ 16 bilhões. Na classificação geral, Lemann aparece em 34º lugar e Safra em 55º. Em terceiro lugar, subindo algumas colocações em relação ao ano passado, está Marcel Telles, sócio de Lemann no fundo 3G Capital. Continue reading

Mundo perde 62 milhões de empregos

yacht-landscape-billion-oxfam-460A crise financeira iniciada em 2008 expulsou do mercado de trabalho 62 milhões de pessoas no mundo e, hoje, 202 milhões de pessoas estão desempregadas, o equivalente a um Brasil inteiro. Enquanto isso, uma elite composta por apenas 85 indivíduos controla o equivalente à renda de 3,5 bilhões de pessoas no mundo.

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo, 21 de janeiro de 2014

Dados divulgados nesta segunda-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pela entidade Oxfam revelam o impacto social da crise de 2008. Meia década depois do colapso dos mercados, os ricos estão mais ricos e a luta contra a pobreza sofreu forte abalo. Hoje, 1% da população mundial tem metade da riqueza global. Continue reading

País não resiste à permanência da desigualdade

desigualdadesocialA ebulição social a que o país assiste, com a escalada de protestos, reflete, na opinião de Jorge Almeida, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o preenchimento do vácuo dos movimentos sociais que se burocratizaram desde a chegada do PT ao poder, em 2003. Para ele, os distúrbios vêm num momento em que, por meio do convencimento e do aumento do poder de consumo – mas não da redução da desigualdade social – o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou uma situação de hegemonia estável para o grande capital no país. Mas ela não teria resistido à permanência da desigualdade. E com um elemento novo, a presença de jovens que, depois de dez anos dos petistas no poder, cresceram sem ter parâmetros de outros governos. “Talvez esta juventude não esteja mais raciocinando numa base comparativa”, afirma.

Cristian Klein, Valor, 19 de junho de 2013

Qual é o pano de fundo deste movimento?

No começo do governo Lula houve um enfraquecimento dos movimentos sociais, não há dúvida. Eles passaram por um processo de moderação, apoiaram o governo e deixaram de mobilizar as suas bases. Ao mesmo tempo, o governo Lula representou o fortalecimento da hegemonia do grande capital no Brasil. Eu uso o conceito de hegemonia de Gramsci, o qual não se trata de uma simples dominação. Requer uma construção de consensos. A história do Brasil, desde a Colônia, é marcada por uma dominação muito grande, mas autoritária, que sempre se utilizou da força, mesmo no interregno democrático entre as ditaduras getulista e militar. Isso mostra uma hegemonia fraca, ou instável, porque a força tem que estar na frente, não o convencimento. A instabilidade dessa hegemonia sempre esteve associada à desigualdade social e aos movimentos sociais e entidades que se opunham a ela, como a UNE, o PT, a CUT, o MST. Estas organizações dificultavam a hegemonia e dois fatos importantes ocorrem no pós-Lula. Continue reading

Rendimentos dos 100 mais ricos acabavam quatro vezes com a pobreza mundial

6393693341_4723ba5466_0Os 240 bilhões de dólares de rendimentos líquidos das 100 pessoas mais ricas do planeta bastariam para acabar quatro vezes com a pobreza extrema mundial, segundo o mais recente relatório da Oxfam.

Marco Antonio Moreno, Esquerda.net, 20 de janeiro de 2013

A explosão da riqueza e os rendimentos extremos está a exacerbar a desigualdade e a dificultar a capacidade mundial de combater a pobreza, segundo adverte a organização internacional Oxfam num comunicado tornado público a poucos dias do Fórum Económico de Davos, que terá lugar na próxima semana.

Os 240 bilhões de dólares de rendimentos líquidos das 100 pessoas mais ricas do planeta bastariam para acabar quatro vezes com a pobreza extrema, segundo o relatório ‘The cost of inequality: how wealth and income extremes hurt us all’. (O custo da desigualdade: como a riqueza e os rendimentos extremos nos prejudicam todos). O relatório faz um apelo aos líderes mundiais para conter os rendimentos extremos e que se comprometam à redução da desigualdade, pelo menos até os níveis existentes em 1990. O 1% das pessoas mais ricas do planeta aumentaram os seus rendimentos em 60% nos últimos 20 anos e a crise financeira só tem acelerado esta tendência, em vez de a reduzir. Continue reading

Fault Lines: The Top 1%

AlJazeeraEnglish, August 2, 2011

The richest 1% of US Americans earn nearly a quarter of the country’s income and control an astonishing 40% of its wealth. Inequality in the US is more extreme than it’s been in almost a century — and the gap between the super rich and the poor and middle class people has widened drastically over the last 30 years. Continue reading

O panorama da renda no momento da crise

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 23 de dezembro de 2011

O falecido ministro Roberto Campos recomendava cuidado com as estatísticas, porque com elas se pode demonstrar qualquer coisa – embora ele mesmo fosse mestre em usá-las em defesa de suas teses raramente pacíficas. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) comentados há poucos dias (15/12) pelos jornais poderiam ser um bom exemplo, ao mostrarem que 25% de toda a renda gerada no País se concentra em cinco municípios, apenas (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e Belo Horizonte). Mas os dados também mostram que essa parcela da renda se concentra em menos de 0,1% dos 5.565 municípios brasileiros e nesses cinco vive 12% da população total. Continue reading

Inglaterra: la privatización de la mente, la pobreza de la imaginación y los disturbios

Paul Gilroy, The Dream of Safety / Rebelión, 4 de septiembre de 2011. Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens

[Winston Silcott en su introducción, señaló que si Londres tuviera un Estado de bienestar como Suecia, tal vez los disturbios no habrían tenido lugar]

Gilroy: No quiero que nos pongamos demasiado románticos sobre Escandinavia… [Aplausos]. La última vez que estuve en Malmö había un francotirador con laser que disparaba a gente de color en las calles.

Quiero decir algunas cosas en solidaridad con la gente que ha sufrido, las familias, incluida la familia de Mark Duggan, que han perdido tanto. Esta mañana estaba sentado en el tribunal del magistrado en Highbury, viendo como el magistrado condenaba a meses y meses a personas que no tenían antecedentes criminales incluso antes de escucharlas. Y esos jóvenes, algunos no estaban con sus familias sino solos, no podrían haber sido defendidos con éxito ni siquiera por alguien como Michael Mansfield. Es una vergüenza lo que está pasando allí. Para gente que ha sido acusada de desorden violento, 2 de cada 3 han sido condenados a prisión preventiva, y eso es un escándalo, no justicia. Continue reading

Israel: cerca de 400 mil manifestantes exigem “justiça social”

Tel Aviv e outras 15 cidades israelitas foram palco de novos protestos contra a”injustiça social”, o aumento do custo da habitação, da alimentação, da educação e da saúde no país. A dimensão dos protestos, que reuniram cerca de 400 mil pessoas, surpreendeu o governo.

Esquerda.net, 4 de setembro de 2011

A manifestação de sábado à noite superou, inclusive, a iniciativa de 6 de Agosto passado, sendo considerada a maior demonstração desde o início dos protestos, a 14 de Julho. O presidente do sindicato dos estudantes, Itzik Shmuli, falou à multidão.”Eles disseram-nos que o movimento estava a parar. Hoje estamos a mostrar que é o oposto. Nós somos os novos israelitas, determinados a continuar a luta por uma sociedade melhor e mais justa”, afirmou o dirigente sindical. Continue reading

O caos da ordem

Em Londres, estamos perante a denúncia violenta de modelo que tem recursos para resgatar bancos, mas não os tem para uma juventude sem esperança

BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS

Os motins na Inglaterra são um perturbador sinal dos tempos. Está a ser gerado nas sociedades um combustível altamente inflamável que flui nos subterrâneos da vida coletiva sem que se dê conta.
Esse combustível é constituído pela mistura de quatro componentes: a promoção conjunta da desigualdade social e do individualismo, a mercantilização da vida individual e coletiva, a prática do racismo em nome da tolerância, o sequestro da democracia por elites privilegiadas e a consequente transformação da política em administração do roubo “legal” dos cidadãos. Cada um dos componentes tem uma contradição interna. Continue reading

A crise é o impasse absoluto do regime guiado pela dívida

Entrevista – François Chesnais
Folha de S. Paulo – 15/08/2011 – ELEONORA DE LUCENA

ECONOMISTA FRANCÊS AFIRMA QUE ENTRAMOS NAS PIORES CONDIÇÕES POSSÍVEIS NUMA ERA EM QUE A CIVILIZAÇÃO ESTÁ PATINANDO

A crise financeira não tem final à vista. O modelo de crescimento baseado em endividamento, seguido nos países ricos, está num beco sem saída. E o calcado em exportações de insumos –como o do Brasil– pode não funcionar por muito tempo.
A análise é do economista marxista François Chesnais, 77. Para ele, os protestos em Londres, no Chile e no Oriente Médio são expressão “de uma doença mundial criada pelo caminho tomado pelo neoliberalismo e pela dominação das finanças”.
Numa época de valorização do consumismo, são “reações ao extraordinário abismo social”, afirma.

Folha – Qual a natureza da crise atual?
François Chesnais – O momento atual é um novo episódio na crise mundial. Ela começou há cinco anos, teve seu ponto mais crítico com a quebra do Lehmann Brothers, e não tem um final à vista.
Foi prenunciada pela crise asiática (1997-1998) e pela quase quebra do Long Term Capital Management, no início da crise financeira russa.
Eventos-chave nos anos 2000 e 2001 lançaram as bases para a eclosão da crise: o crash da Nasdaq, a resposta norte-americana ao 11 de Setembro, as guerras no Iraque e no Afeganistão e a entrada da China na Organização Mundial do Comércio. Continue reading

O lago da riqueza emergente

Banhada pelas águas da represa de Furnas, Capitólio sempre atraiu a elite de Minas Gerais e do interior de São Paulo. Agora, com a multiplicação de fortunas na região e um boom de condomínios de alto luxo, foi elevada a outro patamar

Melina Costa, O Estado de S.Paulo, 2 de maio de 2011

É tarde de sábado de Aleluia e o Pier JTR está lotado. O restaurante fica na extremidade nordeste de uma península de 170 hectares no Lago de Furnas, em Minas Gerais. A maioria dos frequentadores chega de lancha – e há várias delas atracadas próximo a um jardim forrado de palmeiras. Há quem prefira ir de helicóptero, como Paulo Gonçalves, dono da siderúrgica Siderbras, de Divinópolis (MG). Continue reading

Darwinismo social

Frei Betto, Adital, 24 de janeiro de 2011

A catástrofe na região serrana do Rio de Janeiro é noticiada com todo alarde, comove corações e mentes, mobiliza governo e solidariedade. No entanto, cala uma pergunta: de quem é a culpa? Quem o responsável pela eliminação de tantas vidas?
Do jeito que o noticiário mostra os efeitos, sem abordar as causas, a impressão que se tem é de que a culpa é do acaso. Ou se quiser, de São Pedro. A cidade de São Paulo transbordou e o prefeito em nenhum momento fez autocrítica de sua administração. Apenas culpou o excesso de água caída do céu. O mesmo cinismo se repetiu em vários municípios brasileiros que ficaram sob as águas. Continue reading

Salário máximo

Vladimir Safatle, Folha de S. Paulo, 25 de janeiro de 2011

Falta uma oposição de esquerda no país. A última eleição demonstrou que todos aqueles que procuraram fazer oposição à esquerda do governo acabaram se transformando em partidos nanicos. Uma das razões para tanto talvez esteja na incapacidade que tais setores demonstraram em pautar o debate político. Continue reading

Cuando el sueño americano se transforma en pesadilla

Aram Aharonian, ALAI , 11 de enero de 2011

Mientras la prensa hegemónica difunde cartelizadamente la “realidad virtual” de que Estados Unidos, primera potencia mundial, parece estar saliendo de la crisis económica, los sociólogos alertan sobre la muerte del “sueño americano”, hecho reconocido incluso por Timothy Geithner, el Secretario del Tesoro, quien en los primeros días del año señaló que “Estados Unidos está al borde de la insolvencia”. Continue reading

Insensível

O nível de mortes devidas a invernos rigorosos no Reino Unido é maior do que na Sibéria. A razão é esta.

George Monbiot, Esquerda.net, 10 de janeiro de 2011

Ao enumerar os factores que distinguem a civilização da barbárie, há um que viria perto do topo: os idosos não são abandonados para morrer de frio. Por esta bitola, o Reino Unido é um país cruel. Apesar de normalmente termos uma das menores diferenças entre as temperaturas de Inverno e de Verão nestas latitudes, temos um dos maiores níveis de mortes devidas a invernos rigorosos. Morrem aqui quase o dobro das pessoas, per capita, do que na Escandinávia e noutros locais do Norte da Europa, embora os nossos invernos sejam tipicamente mais amenos(1). Mesmo a Sibéria tem níveis de mortalidade devida a invernos rigorosos inferiores aos nossos(2). Cá, entre 25 000 e 30 000 pessoas por ano são levadas à sepultura devido ao frio(3) – este Inverno pode ser muito pior. Continue reading

Rethinking the Global Economy: The Case for Sharing

Rajesh Makwana and Adam Parsons, Share the World’s Resources (STWR), November 26, 2010

As the 21st Century unfolds, humanity is faced with a stark reality. Following the world stock market crash in 2008, people everywhere are questioning the unbridled greed, selfishness and competition that has driven the dominant economic model for decades. The old obsession with protecting national interests, the drive to maximise profits at all costs, and the materialistic pursuit of economic growth has failed to benefit the world’s poor and led to catastrophic consequences for planet earth. Continue reading

Números da distribuição de renda

João Sicsu, Folha de S. Paulo, 13 de outubro de 2010

Distribuir renda e reduzir desigualdades injustas deveriam estar sempre entre as prioridades de qualquer governo.

Para medir a distribuição e a desigualdade de renda, normalmente são utilizados dois indicadores: o índice de Gini, para medir a chamada distribuição pessoal da renda, e a participação das rendas do trabalho no PIB, para medir a distribuição funcional da renda. Continue reading

Crescimento causa aumento nas grandes fortunas do Brasil

Um excepcional crescimento causou um boom na casta das grandes fortunas no Brasil. Na capital econômica do país, esses abastados vivem isolados e fazem a alegria da indústria do luxo. Uma visita guiada por esses guetos dourados desse país que irá às urnas no próximo dia 3.

Jean-Pierre Langellier, Le Monde / Portal Uol, 29 de setembro de 2010

Joia negra, a garrafa consente em se apresentar ao nosso olhar maravilhado. O homem que a segura com carinho, Henry Villar, gerencia o Kinoshita, o melhor restaurante japonês de São Paulo. Ele desliza o dedo pelo rótulo: Clos d’Ambonnay 1995. É o mais raro dos champanhes Krug. Um branco de uvas tintas lendário, colhido de um pequeno vinhedo, envelhecido durante doze anos e servido, do outro lado do Atlântico, por R$ 22 mil. “Atualmente existem somente duas garrafas dessa safra na América Latina”, garante com orgulho o gerente. “A outra se encontra na casa de um cliente particular. A nossa está esperando por um comprador há um mês”. Ele não tem dúvidas de que um amante de vinhos muito rico logo saboreará aquilo que a propaganda descreve como “uma resplandecente harmonia de notas de brioche, amêndoas tostadas, especiarias caramelizadas e luxuriantes frutas vermelhas”. Continue reading

Perfil mundial e latino-americano

Frei Betto, Correio da Cidadania, 29 de setembro de 2010

A Universidade de Bergen, na Noruega, desenvolve um Programa Internacional de Estudos Comparativos sobre a Pobreza. Suas análises, como observa o cientista social Atílio A. Boron, da Argentina, têm desmoralizado o discurso oficial elaborado nos últimos trinta anos pelo Banco Mundial, e reproduzido incansavelmente pelos grandes meios de comunicação, autoridades governamentais, acadêmicos e intelectuais.

Hoje, habitam o planeta 6,8 bilhões de pessoas. Das quais, 1,2 bilhão são desnutridos crônicos (FAO, 2009); 2 bilhões não têm acesso a medicamentos (http://www.fic.nih.gov/); 884 milhões vivem sem água potável (OMS/UNICEF, 2008); 924 milhões estão sem teto ou se abrigam em moradias precárias (ONU Habitat, 2003); 1,6 bilhão não dispõem de eletricidade (ONU, Habitat, Urban Energy); 2,5 bilhões não contam com saneamento básico (OMS/UNICEF, 2008); 774 milhões de adultos são analfabetos (http://www.uis.unesco.org/%3E); 18 milhões morrem, por ano, devido à pobreza, a maioria crianças com menos de 5 anos (OMS); 218 milhões de jovens, entre 5 e 17 anos trabalham em regime de semi-escravidão (OIT: La eliminación del trabajo infantil: un objetivo a nuestro alcance, 2006). Continue reading

EUA com maior número de pobres dos últimos 50 anos

Um em cada sete americanos vive abaixo da linha da pobreza e a situação não tende a alterar-se devido aos níveis preocupantes do desemprego, cuja taxa se mantém perto dos 10%

Esquerda.net, 18 Setembro, 2010

Segundo o Census Bureau, que compila as estatísticas nos EUA e que divulgou estes dados na quinta-feira, 2009 foi o terceiro ano consecutivo em que a taxa de pobreza subiu no país, grande parte por causa da recessão, passando de 13,2 por cento em 2008 para 14,3 por cento no ano passado. Isto significa que 43,6 milhões de americanos estavam na categoria de pobres em 2009. Continue reading

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