Manifesto

Queremos outra vida, precisamos de outra política!

(Para um texto mais curto sobre este blog, veja o Sobre nós.)

Uma vida, muitas vidas, vinte milhões delas à nossa volta, por toda parte. Vidas que lutam por empregos, salários, reconhecimento; que desejam prazer, amor, companhia, descanso, tranqüilidade. Vidas extenuadas, que se esvaem em coisas sem propósito: no trânsito ou nos ônibus parados, em empregos ruins, em relações vazias, em situações opressivas e humilhantes, na falta de dinheiro e na miséria, esperando atendimento em filas, na solidão diante da televisão ou no meio da multidão anônima, no medo dos outros e da violência, na falta de tempo… Em concessões e mais concessões.

Queremos outra vida. Queremos trabalhos que façam sentido, mas não nos consumam a alma, que paguem um salário suficiente para uma vida sem angústias; queremos condições de existência dignas e justas; queremos um lazer que não seja o shopping ou a tevê; queremos paixão, amor e amigos, uma existência prazerosa; queremos poder crescer, aprender coisas, conhecer pessoas e lugares novos; queremos desenvolver nosso potencial e vê-lo aproveitado e reconhecido.

Mas querer é fácil, difícil é tornar o desejo realidade. Os projetos e ideologias que antes empolgavam as pessoas fracassaram. Quase todos se conformaram. Cada um procura saídas pessoais com o que está a seu alcance. Com tal descrença com a possibilidade de mudar o mundo, como falar de cidadania, política e eleições que façam sentido?

O que fazer?

O primeiro passo deve ser voltar a falar de política. Mas sobre qual política? Justamente aquela que afeta nosso dia-a-dia, aquela que nos coloca à mercê dos poderosos e que nos oprime, mas que também pode ser a que nos liberta.

E sobre o que fala essa política?

Sobre tudo aquilo que é necessário para construirmos outra vida.

Se entendemos que a civilização – identificada com a sociedade capitalista – destrói rapidamente as condições de manutenção da biosfera do planeta (pelo efeito estufa, o aquecimento global, poluição, destruição das florestas e da vida nos mares), deteriorando nossas condições de existência, então temos que denunciar o absurdo que é aquilo que chamamos de desenvolvimento e estar dispostos a construir algo novo. Não podemos mais aceitar um progresso que busca construir milhões de automóveis para entupir as cidades e depois enche-las de pontes e viadutos, degradando as relações humanas. Um progresso que destrói a Amazônia para produzir etanol para carros, encarecendo a comida e matando de fome milhões de pessoas que vivem no limite, que comemora a descoberta de petróleo que vai envenenar ainda mais o planeta e a nossa vida e, pior ainda, que mata milhões em guerras por petróleo. Um desenvolvimento que nos faz viver para consumir produtos inúteis e alimentos cada vez menos saudáveis e descartar cada vez mais lixo.

A política precisa falar em sustentabilidade. Precisa encarar o absurdo que é morar numa cidade com onze milhões de habitantes e seis milhões de veículos, onde comerciantes protestam toda vez que se fala em construir um corredor de ônibus ou retirar estacionamentos das ruas. E a prefeitura recua. Onde as pessoas se refugiam em shopping centers cada vez mais luxuosos enquanto cidade a volta se deteriora. Uma capital em que se comemora a retirada da publicidade das ruas, para elas reaparecerem em milhares de telas em ônibus e metrôs, saturando nossa visão e audição. Um município no qual destruímos as reservas de água ao nosso lado, tendo que ir buscar água para beber em Minas Gerais, cujas fontes também já estão sendo poluídas; onde cada paulistano vive três anos menos do que viveria pela poluição produzida pelos carros e nem se dá conta disso.

Uma política para outra vida precisa falar de conhecimento e cultura livres, questionando o absurdo que é continuar cobrando por música e literatura, antes caros porque circulavam em livros, discos e fitas, mas que agora podem ser compartilhados, quase sem custos, entre aqueles com acesso a rede de computadores. Por causa de um modelo de remuneração viciado e anacrônico (direitos autorais patrimoniais e patentes), a maioria da população continua sem acesso ao saber, enquanto, contraditoriamente, computadores possibilitam a conexão da humanidade em uma rede global, gerando novas capacidades produtivas e criativas que não são plenamente aproveitadas. É esse o modelo que nos mantém como espectadores passivos da televisão, quando poderíamos, através da digitalização, criar e difundir nossas idéias, imagens, pensamentos e sentimentos. É esse o modelo de exploração do conhecimento que direciona a ciência para ser utilizada na construção de armas cada vez mais destrutivas.

Assim, uma outra política tem que pensar numa economia para além desta que só considera riqueza aquilo que for medido em dinheiro. Enquanto a tecnologia aumenta a produtividade do trabalho humano, as formas tradicionais de emprego expulsam as pessoas das atividades geradoras de renda, impedindo que o benefício tecnológico se converta em melhoria nas condições de vida para todos, com tranquilidade material e aumento do tempo livre. Faz-se urgente uma profunda transformação no mundo do trabalho, de modo a garantir que os avanços científicos sejam uma ferramenta de desalienação do trabalho e não um processo de maior precarização e desmobilização da classe trabalhadora.

Uma outra vida não pode aceitar como normal que o estado atue como guardião dos ricos contra os pobres, disciplinando policialmente, se necessário pelo extermínio, os rebeldes; que a publicidade e a família estimulem desde a primeira infância a posse (de mercadorias e pessoas) como ideal de felicidade; que genocídios e agressões militares sejam acompanhados por toda a humanidade pela televisão como mais um espetáculo, despertando apenas indiferença ou um sentimento de impotência. Não podemos mais aceitar que a metade masculina da humanidade explore, use, aterrorize e se beneficie, de diferentes formas, da opressão da metade feminina, mantida subordinada pela ideologia ou pela lei, pela inércia ou pela violência física, aceita como normal. Temos que romper com a imposição de modelos de comportamento e de sexualidade, com a idéia de que alguns seres humanos sejam considerados superiores aos demais e o racismo e a discriminação de descendência tão difusa. Com visões religiosas que alimentam intolerância, violência, discriminação, desqualificação da vida real dos seres humanos, com a defesa dos interesses privados sobre o público. Não podemos deixar que a solidariedade seja substituída pela insensibilidade, que as relações consideradas afetivas em pólos modernos da sociedade sejam a vida de “gente fria que não suporta a própria frieza”(Adorno). Precisamos, portanto, de uma política baseada em verdadeiros Direitos Humanos.

Assim, a política que queremos fala de sustentabilidade, de conhecimento e cultura livres, da transformação do mundo do trabalho e dos Direitos Humanos. Essa política questiona a nossa realidade e os modos de vida por ela estabelecidos, atualmente tomados como verdades, e sabe que é urgente estabelecermos uma nova relação com a natureza e com os seres vivos, muito diferente daquela estabelecida pelo capitalismo e pela sociedade industrial, redefinindo o que é progresso.

Outra política

As medidas necessárias para enfrentar a crise de nossa época, a começar pelo aquecimento global, terão que tornar nosso modo de vida menos artificial, mas não conduzirão a uma condição pré-industrial. Elas encaminham a humanidade, sim, para uma civilização pós-industrial, que continuará sendo altamente urbanizada e amparada nas tecnologias mais sofisticadas (eletrônicas e biológicas), mas que deixará para trás grande parte da tecnologia mecânica e agressiva do mundo do carro, petróleo e carvão.

Essa outra civilização deverá manter um importante nível de atividades industriais, reorganizadas para formas sustentáveis, mas trazendo para o coração da sociedade a economia do conhecimento, com serviços cada vez mais complexos, como educação permanente, saúde universal, pesquisa e ciência, mídia, arte, cultura, esportes etc. Será um mundo muito mais conectado e integrado em escala global, graças às tecnologias da informação e da comunicação, e muito menos integrado pelo mercado.

Trata-se de transitarmos da economia do stress – do consumo, do quantitativo, do desempenho, da coisificação dos seres humanos, em síntese, do capitalismo neoliberal globalizado – para a economia da qualidade de vida e do tempo livre – fora do lazer induzido pelo consumo – do lúdico, do erótico, da espiritualidade, da criatividade, da possibilidade permanente de auto-desenvolvimento, que só atingirá seu propósito se for uma economia capaz de eliminar a miséria e a dominação das elites, viabilizando tanto o cuidado com a natureza e com a vida, quanto o acesso ilimitado ao conhecimento e à cultura.

Este é o sentido da política que precisamos: questionar “verdades” que estão produzindo miséria e sofrimento desnecessários, existências vazias, e conduzindo o planeta para uma catástrofe ecológica global. Se queremos outra vida, precisamos de outra política, capaz de fazer com que uma civilização humana nasça de dentro de nosso mundo cada vez mais devastado.

Outra política em São Paulo

Para nós, moradores de São Paulo, colocar esses desafios de civilização como questões concretas significa não só remetermos a discussão a problemas da política de um estado nacional – algo que parece cada vez mais inatingível para as pessoas comuns em uma sociedade fragmentada como a nossa – mas também para os problemas cotidianos.

Para vinte milhões de pessoas que vivem nesta gigantesca mancha de concreto e asfalto – e que são decisivas para estabelecer o rumo que o Brasil vai seguir – isso significa debater um modelo alternativo de civilização a partir das questões e da condição de vida urbana. Isso significa impor uma ruptura profunda com a história paulistana; afinal a cidade é uma criação da indústria e, depois de 1956, da indústria automobilística. E se hoje quase não há mais indústrias, foram suas promessas que atraíram para cá milhões de pessoas, que vivem e se locomovem diariamente em meio às ruas caóticas da capital.

Para que possamos defender uma vida digna, precisamos propor e mobilizar vontade política para mudar a matriz de transportes de São Paulo, do transporte individual para o coletivo. Não se trata de lamentar que sucessivos governos abandonaram no passado a construção do metrô, mas de apontar que fizeram isso porque outros interesses se beneficiam da expansão do sistema do automóvel – dos comerciantes aos empreiteiros, dos shopping centers à indústria automobilística.

Queremos mostrar como é possível, com custos relativamente baixos, multiplicar em várias vezes os corredores de ônibus, assim como a rede de metrô – ainda mais se ela for integrada, em escala metropolitana, com a atual rede de trens e corredores especiais, e padronizada a partir do tipo de serviço hoje oferecido pelo sistema metroviário. Para isso vai ser necessário quebrar a forte resistência à expansão dos corredores segregados de ônibus, que asseguram rapidez e qualidade, mas que são uma medida que piora ainda mais a situação do automóvel.

Para garantir uma melhor mobilidade de pessoas na capital paulista, é necessário também desestimular fortemente o uso do carro em toda a região entre as marginais – com a proibição de estacionamento nas ruas, ampliação e modernização do CET etc – e dos caminhões, mexendo com todos os interesses do comércio. Outra prioridade são grandes investimentos em um sistema metropolitano de transportes sobre trilhos, que exige uma verdadeira revolução administrativa e política, integrando governo municipal e estadual, rompendo com as disputas de interesses mesquinhos. É urgente uma moratória do sistema viário, que reivindique não construir um metro sequer de novas pontes, túneis ou viadutos. Para garantir uma melhor qualidade de vida, é essencial tirar de circulação todos os veículos (carros, caminhões, ônibus, motos) que não atendam a padrões rigorosos de emissão de poluentes, melhorando radicalmente a qualidade do ar. Nesse sentido, viabilizar a construção de centenas de quilômetros de ciclovias, garantirá condições às bicicletas de trafegarem com segurança pela cidade, colaborando com o meio ambiente e com a mobilidade cidadã.

Há dezenas de outras medidas que podem se somar às que propomos. Cerca de 40% da área construída da cidade é ocupada pelo sistema viário e por veículos. É urgente que as pessoas reconquistem esse espaço.

Esse é, todavia, apenas o aspecto mais aparente da revolução urbana de que precisamos para vivermos melhor. Temos um milhão de imóveis vazios na cidade, o mesmo número de famílias que não tem onde morar. A atual legislação urbana não penaliza a manutenção de um imóvel desocupado, estimulando a expulsão da população de baixa renda para áreas cada vez mais distantes. Ela tem que ser alterada para penalizar os especuladores, estimular a construção civil e permitir que a população tenha acesso à casa própria fora do esquema de auto-construção – que estimula ainda mais a segregação espacial e a expansão horizontal da cidade.

Mas, ao mesmo tempo, uma cidade mais densa precisa ser uma cidade com mais espaços públicos e uma dinâmica de vivência humana coerente com a qualidade de vida e não com a economia do stress. Ainda há muitas áreas verdes ou passíveis de serem transformadas em grandes espaços de convivência, mas que hoje estão segregados para os ricos (como o Jóquei Club), de circulação restrita (como a USP) ou utilizados para fins impróprios em qualquer centro de grandes cidades (dois aeroportos que são aberrações de qualidade de vida: Congonhas e o Campo de Marte, em Santana).

Melhorar a qualidade de vida urbana é ter uma cidade reorganizada e capaz de estabelecer uma relação sustentável com seu entorno rural próximo, reduzindo substancialmente seu impacto em aspectos como poluição, tratamento de dejetos, captação de água, sistema viário metropolitano etc. É estabelecer um sistema generalizado de reciclagem, apoiado em pesadas sanções econômicas para todos que não cumprirem as normas, a começar pelo comércio e a indústria. É conter e reverter a ocupação das áreas de proteção ambiental, dos mananciais da Zona Sul à Serra da Cantareira.

Mas o aspecto mais significativo de outra vida urbana é, contudo, social. Passa pela criação ou recriação de espaços públicos. Estimula o pequeno comércio e desestimula sua concentração nos shoppings e nos Wall Marts e Carrefours. Recria uma dinâmica de bairros. Garante a ocupação de moradias vazias na região central da cidade, combatendo a especulação imobiliária. E, respeitando o direito dos moradores ao silêncio, acaba com o toque de recolher que está eliminando a vida noturna e a boemia da cidade.

As grandes cidades sempre foram os “espaços de esperança”, o lugar do dinamismo e da construção do novo, de encontro e convivência com o diferente, de formulação de utopias. Em síntese, da construção da razão política democrática que hoje, mais do que nunca, a humanidade necessita para sair do beco civilizatório sem saída em que se meteu. É essa efervescência política que nossa cidade pode oferecer ao Brasil.

Essa é a política que precisamos, se queremos outra vida.

3 Respostas

  1. Este manifesto aqui é diferente, mas, quem sabe?!, complementar: Para uma economia política institucionalista .

  2. CANCUN MEXICO, NOVIEMBRE 2,010…

    Lean esto y espero sus comentarios y sugerencias antes de 3 de agosto para completarlo….hacia Cancún México noviembre del este año 2,010.
    Otra Forma, aun más directa, de demostrar la existencia y como aprovechar la energía Geo Rotacional, (Energía Planetaria) del planeta Tierra, para producir energía eléctrica abundante. (Ver Nota 1). Guatemala, presente ante el Mundo, con ciencia y tecnología en Ruta a México, convención mundial sobre Calentamiento Global, CANCÚN noviembre 2,010. (Ver Nota 2 A y B)
    El planeta Tierra, al estar girando sobre su eje, tiene “áreas” que van a más velocidad que otras. En relación a un observador que se encuentre arriba del Polo Norte. Las cosas y las aguas que se encuentran en la superficie de la Tierra, por sus distancias al eje de giro, tienen distintas velocidades. Las aguas de los Océanos Y Mares conexos que se encuentran en la latitud o paralelo 42 grados, van a una velocidad tangencial de 344metros por segundo que es igual a decir, 1,238 kilómetros por hora (Ver Nota 3) y las que están en la latitud o paralelo 45 grados van a 327 metros por segundo o sea a 1,177 kilómetros por hora. Se preguntan algunos… ¿Con relación a que cosa?). , Con relación al centro de sus respectivas circunferencias de giro y también se podría decir que es con respecto a cualquier meridiano y los puntos geográficos de 42 y 45 grados de latitud, respectivamente. Estas aguas están a la misma presión atmosférica (presión estática) ya que la fuerza centrífuga que experimentan las cosas en la Tierra por su giro, (rotación) es compensado por la atracción gravitacional alzándose las aguas, de los polos al Ecuador hasta el nivel en que quedan en equilibrio: La fuerza de la atracción gravitacional y la “fuerza centrífuga” aplicadas a las aguas en la Tierra. Las energías Cinéticas, que estas aguas llevan al ir desplazándose en el sentido en contra de las agujas del reloj, tienen por cada kilogramo de agua: 59,168 y 53,464 kilogramos-fuerza -metro respectivamente ¿En qué consiste esa diferencia de energía? Es porque todo masa que se desplaza tiene una energía cinética igual a un medio multiplicado por la masa por la velocidad que lleva, esta masa al desplazarse, al cuadrado. Lo que da una diferencia energética por cada kilogramo de agua de 5,703. Kilogramos-fuerza-metros. Si trasladamos 19,635 metros cúbicos por segundo, por bombeo (sistema forzado con energía externa al sistema a instalar) o simplemente provocando con una excitatriz ¿Qué cosa provocará la excitatriz?, un bombeo menor que al comenzar una succión o empuje haga que la masa de agua se comience a mover y por la rotación de la Tierra o por la diferencias de velocidades (diferencias de energía Cinética) que tienen las distintas masas de agua mencionadas, la velocidad incipiente, provocada, comienza a subir. Lo que quiere decir, que no se requiere que se coloque todas las bombas que son necesarias para el desarrollo completo del bombeo, sino que puede ser con solo 375 kilo wat de fuerza y dejado pasar un cierto tiempo para que se vaya dando el desarrollo de la velocidad del fluido, con ello se logra llegar el movimiento, del agua, a los 19,635 metros cúbicos por segundo. (Ver Nota 4). Con lo que se ha podido trasladar una energía de 112,000 millones kilogramos-fuerza-metros en un segundo lo que representa una cantidad de un millón de mega wat. Equivalente a la energía de mil plantas nucleares. Si este volumen de agua es transportada en un tubo o ducto de 50 metros de diámetro, de paredes internas de PVC o fibra de vidrio, se requiere la energía de 105,000 mega wat, energía necesaria donde se han considerando o calculado la fricción u oposición que ponen las paredes del ducto a la velocidad concebida. Si se usa la energía externa completa para el desarrollo del bombeo, o sólo se haya usado una pequeña cantidad de energía como excitatriz, la energía completa de bombeo total se debe de restar de la capacidad del sistema construido que nos dio el diferencial que tienen estas aguas. Con el resto de energía que queda se puede producir energía eléctrica.
    Si las turbinas a instalar son con una eficiencia de un 60 % (actualmente hay turbinas que se construyen con un 90 % de eficiencia) nos queda para obtener, la cantidad de 538,000 mega wat. Que es el equivalente de 538 plantas nucleares. (Ver Nota 5). Buscando un diseño más eficiente se puede lograr más energía, a producir. Este diseño trabajándolo en las condiciones indicadas no está produciendo y/o consumiendo más que el 0.05 por millar de la energía que la Tierra puede proporcionar en esas condiciones o circunstancias. (En la conducción de agua en un tubo de 50 metros de diámetro de la latitud 42 a la latitud 45 grados) Sin embargo solamente con dos de este diseño, se le puede dar o surtir energía eléctrica a todo Estados Unidos de Norte América. (El consumidor mayor del mundo, que consume más de la decima parte de la producción mundial).

    Nota 1. Descubrimiento e invención presentada y patentada a nivel Mundial por el ingeniero guatemalteco Fradique Lee Duarte; “Aprovechamiento de la Rotación de la Tierra para producir energía eléctrica abundante”. “ENERGIA GEO ROTACIONAL” O “ENERGIA PLANETARIA”.
    .
    Nota 2. “A” Ciencia y tecnología de Guatemala al Mundo… El fenómeno natural o fuerza de Coriolis que interpreta o explica, el comportamiento de las masas en la superficie del planeta Tierra. (Físico francés 1,858).Teoría física, que aún sigue siendo la única conocida y utilizada, este fenómeno vino hacer ampliado por el descubrimiento e invención, del ingeniero guatemalteco, al descubrir que hay un fenómeno natural, o fuerza natural existente, a la que le llama “Fradiquelees” y que la Ciencia y la Técnica no han tomado en cuenta… Fuerza, real, no ficticia, no imaginaria, fuerza de atracción gravitacional, rotacional, que acciona a toda masa que esté estática o en movimiento en la Tierra, comparar esta fuerza con la fuerza de Coriolis, la que no es aplicable si las masas no están en movimiento.
    Fenómeno “fradiquelees” se puede resumir como: “El Centro de atracción gravitacional del sistema Tierra y Luna gira inverso al giro de la Tierra”. Fenómeno que se pude observar a diario con las mareas.
    Nota 2 “B” Presentemos, ante la cumbre CANCUN, MEXICO, noviembre 2,010 soluciones que salven al planeta Tierra, del Calentamiento Global. Con esta fuente de Energía, que es afín a la naturaleza de la Tierra, ENERGIA PLANETARIA O ENERGIA GEO ROTACIONAL. Se puede producir cantidad abundante de energía, más que con la energía nuclear; limpia, renovable, rentable, y su construcción se puede realizar en poco tiempo, en dos años. Con esta energía se puede producir el combustible Hidrogeno que puede ser usado en los vehículos. Y enriquecer nuestra atmosfera de Oxigeno.
    Nota 3. Observar que la velocidad tangencial que llevan las aguas de la Tierra en estas latitudes, con relación al centro de su radio de giro, van con una velocidad similar a la velocidad del sonido.
    Nota 4. Trasladar 19,635 metros cúbicos por segundo en un tubo de 50 metros de diámetro equivale a que el agua tenga una velocidad en el tubo o ducto de 10 metros por segundo, o será 36 kilómetros por hora.
    Nota 5. Se consideran las plantas nucleares de 1,000 mega wat. Que fue el diseño original concebido.

    Nota 6. Si se hace el diseño, considerando poder obtener la energía que se requiere, esta es posible con menos velocidad del fluido, esta es una consideración de un sistema circular, a explicar en su oportunidad. Con ello se puede reducir considerablemente el diámetro del ducto como también el largo del ducto. Y las turbinas pueden tener una construcción menos robusta.

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