Os objetivos eram claros, denunciar e protestar contra a ocupação do solo urbano público (asfalto) por propriedades privadas móveis (carros) e promover as idéias que estão sendo lançadas pela campanha (do coletivo outra política) da Mari Almeida.
Sábado de manhã, frio e chuvoso. Todos se encontraram na Teodoro Sampaio, em frente às tão conhecidas lojas de instrumentos musicais, para fazer um primeiro teste. Dez horas da manhã, vasos com plantinhas, cadeiras de praia, bancos, cadeiras, frescobol e baralho em riste, todos estavam preparados para protestar e se divertir, tornando aquele pedacinho de espaço público asfaltado mórbido, onde minutos atrás jazia uma dessas super caminhonetes poluidoras, numa realidade viva!
Já instalados, bilhete zona azul devidamente preenchido (MA 50999) e colado na testa, iniciamos a diversão. Uns panfletando, explicando o que aquilo significa, ou o que a campanha da Mari pode contribuir para uma cidade melhor, outros deitados em suas cadeiras de praia prozeando, felizes por estarem em plena Teodoro Sampaio, vivendo como se estivesse num Parque Ibirapuera (tirando o barulho e a fumaça, pois a poluição é a mesma), algumas ainda ensaiando um truco. Durante quase quarenta minutos vivemos um espaço público onde antes sequer se pensava em haver algo do tipo. Mostramos que esse tipo de coisa pode ser uma realidade, uma coisa muito bacana de se fazer.
Tudo estava indo muito bem até um velho, no melhor estilo tio chato, querer para o carro bem ali. Mais de mil vagas nas ruas. E o chatão quer parar bem ali? Era obviamente para provocar. E o pior de tudo, nosso querido causador trouxe consigo a polícia a tiracolo para tentar impor a saída do grupo da vaga.
(des)Razão:
- “Quero levar minha câmera digital para consertar!” (Até aí, mais ou menos justo se não fosse o detalhe da loja ter uns 3 estacionamentos vazios bem em frente).
Alegação:
- “Meu carro tem o direito de estacionar aí!” (O que??????????)
Motivados pelo novíssimo “direito do automóvel”, afinal, nesta cidade ele é muito mais cidadão que muitas pessoas de carne osso, o dois policiais saem do carro, olham feio para nossas caras, tiram suas respectivas armas do coldre e, bradando que nem cão raivoso, dão a ordem:
- Vocês tem 1 (hum) minuto para sair daí!
No início ficamos atônitos (por isso nem conseguimos filmar ou tirar fotos da situação tal como ocorria neste instante). As mulheres entraram em cena. Tentamos dialogar, esclarecer o que estávamos fazendo ali. Mas nem o apelo (há sim, infelizmente a realidade nos diz, somos mais cidadãos que outros) a nossa cara de classe média, nem a nossa cor branca da pele, nem a presença de nosso querido professor de economia, mui respectado, da PUC, fez baixar a guarda da puliça! Era ou isso ou o xilindró! Mais um ótimo exemplo do preparo e do cuidado que a nossa querida PM tem por nós cidadãos!
O final foi muito pouco feliz. Como se diz popularmente, “enfiamos o rabo nos meios das pernas” e saímos com esta cara para panfletar na praça Benedito Calixto.
Que final simbólico! Iniciamos tentando construir uma praça em plena Teodoro Sampaio e terminamos onde nos deixaram terminar. Numa praça sim, pública, porém minúscula (dado o tamanho do Bairro), mas que simboliza a resistência. Os tempos hão de mudar!
Sendo assim, todo o sábado, até o dia 05 de outubro, na “pegada” da bicicletada, teremos vagas vivas nesta cidade!
Arquivado em: Direitos Humanos, Ecologia urbana | Etiquetado: abuso da força policial, dia mundial sem carro, Ecologia urbana, vaga viva

Incrível como a reação da polícia é previsível………
O carro do cara tinha o mesmo direito de estar ali quanto vocês. A policia não poderia fazer nada, a rua é pública e não dos carros. Nem a Zona Azul vocês precisariam ter. Uma pena vocês terem se rendido a eles, eu iria para a delegacia (mais uma vez) e jamais sairia de lá. Dia 19, quando faremos a nossa Vaga Viva, nada nos tirará da rua, pode ter certeza disso.
Lamento vocês terem saído sem justificativa.
Significa que se tivessem feito a vaga viva na caçamba de uma picape era permitido?
Este foi o primeiro teste. Maior teimosia e argumentação nas próximas!
Onde será a próxima?
Ah, esquece, nem revela senão é capaz de estar o BOPE esperando vocês.
XPK!
Que vergonha!!!
Uma pena terem saído….vou estar na vaga viva e quero ver quem vai me tirar dali!!!
Muito revoltado!
Pasqualini, desde quando carro tem direito? hehehe, era uma ironia, mas o cara disse exatamente isso.!
Saímos pelo susto, pela agressão policial, e pelo nosso despreparo. Mesmo em oito, o grupo se assutou muito, duas armas na mão fazem muita coisa com a cabeça.
Realmente foi um teste! Não estávamos preparados!
Agora que repensamos, refletimos, etc. vios que podemos fazer muita coisa, desde não sair mesmo, até chamar a polícia. E se a mari tivesse sido presa, ibope pra campanha!
Valu pelos comentários d etodos.
Fotos e vídeo logo mais! Não esperem muita coisa….
Gostaria de saber onde e quando farão a próxima vaga viva. Se puder engrossarei o caldo!