O Estilingão será o mais novo símbolo da sociedade do automóvel (paulistana). A obra, de mais de 230 milhões, financiada a partir venda pela prefeitura à construtoras de direitos de “burlar” o plano diretor da cidade, chama a atenção não só pelo seu tamanho, mas também pela simbologia que carrega.
Considerada uma obra viária inútil, que aliviará o trânsito da região por uns 6 meses no máximo, o Estilingão ainda proíbe a passagem de ônibus, pedestre e bicicleta. Por essas e outras que uma idéia de combate à esse tipo de aberração passa pela moratória de grandes obras viárias e de canalização desse tipo de recurso para soluiconar problemas mais dignos, como a melhoria do transporte público, do transporte individual não motorizado (ciclovias) e a construção de calçadas decentes na cidade.
Leia no blog apocalipse motorizado, um excelente relato sobre as múltiplas facetas sociais, políticas e econômicas envolvidas na construção da ponte do Estilingão, oficialmente ponte Otávio Frias, que liga o morumbi à avenida Águas Espraiadas (oficialmente “Jornalista” Roberto Marinho e para muitos Jornalista Vladimir Herzog).
O texto é ilustrado com muitas e boas fotos da obra e do entorno. De todo modo, vejam a foto e respondam: parece ou não parece um grande estilingue?
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