Num artigo publicado na London Review of Books, o filósofo esloveno sustenta que “só uma nova ‘heresia’ – representada hoje pela Syriza – pode salvar o que valha a pena do legado europeu: a democracia, a confiança nas pessoas, a solidariedade igualitária”.
Slavoj Žižek, London Review of Books / Outras palavras, 29 de maio de 2012. Tradução: Vila Vudu
“O sujeito que odeia os progressistas em Londres,
apresenta-se como progressista na África”
[Chesterton, 1908, loc. cit. (Nota 1) [NTs].
Imagine uma cena de um filme distópico que mostre nossa sociedade num futuro próximo. Guardas uniformizados patrulham ruas semivazias dos centros das cidades, à caça de imigrantes, criminosos e desocupados. Os que encontram, os guardas espancam. O que parece fantasia de Hollywood já é realidade hoje, na Grécia. Durante a noite, vigilantes uniformizados com as camisas negras do partido neofascista Golden Dawn [Aurora Dourada], de negadores do Holocausto –, que receberam 7% dos votos no segundo turno das eleições gregas e que contam com o apoio, como ouve-se pela cidade, de 50% da polícia de Atenas – patrulham as ruas, espancando todos os imigrantes que cruzem seu caminho: afegãos, paquistaneses, argelinos. É como a Europa defende-se hoje, na primavera de 2012. Clique aqui e leia mais…
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