Publicado por Janeiro 12, 2009 por José Correa Leite
“Os principais comentaristas econômicos comentam a crise que irrompeu no centro do sistema e apontam o desmoronamento de suas teses mestras, mas continuam com a crença ilusória de que o mesmo modelo que nos trouxe a desgraça, ainda pode nos tirar dela. Ainda utilizam a interpretação clássica dos ciclos do capitalismo depois da abundância, sem perceber a mudança substancial do estado da Terra ocorrida nos últimos tempos”.
Leonardo Boff
Leio os principais comentaristas econômicos dos grandes jornais do Rio e de São Paulo. Aprendo muito com eles, porque venho de outra área do saber. Mas, na minha opinião, eles continuam aplicando a cartilha neoliberal, o que os impede de ter um pensamento mais crítico. Ainda utilizam a interpretação clássica dos ciclos do capitalismo depois da abundância, sem perceber a mudança substancial do estado da Terra ocorrida nos últimos tempos. Por isso, noto neles uma certa cegueira em um nível profundo de seu paradigma. Comentam a crise que irrompeu no centro do sistema e apontam o desmoronamento de suas teses mestras, mas continuam com a crença ilusória de que o mesmo modelo que nos trouxe a desgraça, ainda pode nos tirar dela. Leia mais »
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Publicado por Janeiro 12, 2009 por José Correa Leite
A superação da crise atual, sistêmica e estrutural, exige a construção de uma nova agenda civilizatória. Para isso, é preciso formar uma maioria política que alie capital produtivo e estratos sociais organizados, como trabalhadores e seus sindicatos, associações de bairros e entidades de classe média. Uma das principais tarefas é a defesa da sustentação das atividades produtivas com redistribuição da renda e riqueza acompanhada da democratização das estruturas de poder, produção e consumo. A análise é de Márcio Pochmann, presidente do IPEA.
Marcio Pochmann
O agravamento da crise do capital globalizado neste início do século 21 torna mais claro o anacronismo das idéias-forças atualmente existentes para a implantação de um novo projeto de sociedade. Poucas vezes antes as elites mundiais persistiram prisioneiras de pressupostos constituídos por quem já não vive mais, desconhecendo, portanto, as oportunidades que o novo permite concretizar.
De um lado, porque a trajetória do desenvolvimento econômico e social percorrida desde antes do segundo pós-guerra se mostrou incapaz de incluir a todos, uma vez que não mais de 1/3 de toda a população mundial teve alguma forma de acesso ao padrão civilizatório produzido pela chamada sociedade industrial do século 20. De outro, devido à insustentabilidade ambiental que marca profundamente a perspectiva de reprodução continuada do atual padrão de produção e consumo em larga escala, fortemente destrutivo, especialmente pela elevação da temperatura e demais transtornos crescentemente ocasionados pelas mudanças climáticos globais. Ou seja, o projeto de sociedade existente não pode ser universalizado, salvo na forma do subdesenvolvimento que gera o mito de permitir a absorção de alguns simultaneamente à exclusão da maioria. Leia mais »
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Publicado por Janeiro 7, 2009 por zecopol
Dia 11.01 – Domingo – 10 h – Vão do MASP
Cerca de 150 pessoas com representação de mais de 40 entidades, centrais sindicais, partidos políticos, organizações populares, estudantis, culturais e religiosas decidiram intensificar as iniciativas de repúdio a mais um ataque criminoso do Estado Genocida de Israel contra o povo palestino.
As mobilizações e a solidariedade internacional são decisivos na luta de resistência do povo palestino para derrotar o Estado de Israel nesse seu crime contra a humanidade.
Para isso, a compreensão de todos, é garantir a unidade de todos que defendem o povo palestino ante os ataques do Estado de Israel. Que têm clareza que neste conflito existe um agressor, o estado genocida e invasor de Israel e um agredido, o povo Palestino.
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Publicado por Dezembro 26, 2008 por José Correa Leite
Vencedor do Nobel da Literatura em 2005, fez do seu discurso uma acusação à política externa de Bush e Blair, baseada na mentira que levou à guerra do Iraque. Com uma vida ligada ao teatro e à poesia, Pinter é considerado um dos nomes maiores da dramaturgia britânica do século XX.
Esquerda.net, 26 de dezembro de 2008
O obituário de Harold Pinter no Guardian dizia que Beckett será o seu único rival no que respeita à influência teatral do século passado. E dá como exemplo a expressão “pinteresca” para qualificar “uma situação cripticamente misteriosa imbuída de uma ameaça escondida”. “Não tinha apenas um ouvido afinadíssimo para os perigos que se escondem nas palavras banais, não tinha apenas um gosto acutilante pela escassez dos meios, tinha o génio luminoso de encurtar caminhos, abrir fendas, descobrir malentendidos, revelar suspeitas, cruzar tempos passados e mentiras”, diz Jorge Silva Melo que com os Artistas Unidos levou à cena algumas peças de Pinter. Leia mais »
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Publicado por Dezembro 26, 2008 por José Correa Leite
A última tentativa internacional para combater os paraísos fiscais foi um fracasso. Cerca de 200 especialistas em finanças internacionais reuniram-se no mês passado em Monte Carlo para estudar regras mais duras contra a evasão fiscal. Esta cidade fica no principado do Mónaco, sul da França, um dos mais famosos paraísos fiscais da Europa.
Artigo de Julio Godoy da IPS . Esquerda.net, 20 de dezembro de 2008
“Discutimos a evasão no coração geográfico do problema”, disse à IPS um dos especialistas franceses que participou da conferência. “O Mónaco tem uma imagem muito ruim, inclusive na comunidade financeira internacional”, acrescentou. Leia mais »
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Publicado por Dezembro 26, 2008 por José Correa Leite
A fraude envolvendo o investidor norte-americano Bernard Madoff mostra que as grandes finanças da nossa época não são senão uma grande burla, um jogo de cassino em que todos fazem artimanhas entre si e que, em si mesmas, se baseiam num mero embuste.
Juan Torres Lopez, Esquerda.net, 20 de dezembro de 2008
O último escândalo financeiro envolveu o investidor norte-americano Bernard L. Madoff, um dos mais admirados gestores de fundos e investimentos financeiros, para não dizer o mais. Centenas de multimilionários e de bancos investiam nos seus fundos, dedicados principalmente a mobilizar os chamados hedge funds (valores muito arriscados e precisamente por isso muito rentáveis). Entre eles, e em grandes quantidades, o Banco Santander. Leia mais »
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Publicado por Dezembro 22, 2008 por Miguel Vieira
Depois de Cuba e Venezuela, a Bolívia tornou-se, dia 20 de dezembro, área livre de analfabetismo. Mais de 819 mil pessoas foram alfabetizadas em um universo de 824.101 analfabetos detectados. Mobilização envolveu trabalho de 130 assessores cubanos e 47 venezuelanos que capacitaram técnicos bolivianos na aplicação do método audiovisual cubano “Yo sí puedo”. Programa Nacional de Alfabetização teve um custo estimado de 36,7 milhões de dólares.
Rosa Rojas – La Jornada. Reproduzido de Carta Maior, 22 de dezembro de 2008
La Paz – Com três anos de formidável mobilização social, somada à vontade política de um indígena que queria ser presidente para alfabetizar a Bolívia e à solidariedade dos governos e povos de Cuba e Venezuela, se logrou a proeza: neste sábado, 20 de dezembro, o segundo país pobre da América depois do Haiti foi declarado área livre de analfabetismo. A Bolívia converteu-se, assim, no terceiro país que conseguiu vencer o analfabetismo na América Latina, depois de Cuba, em 1961, e da Venezuela, com apoio cubano, em 2005. Os números: 819.417 pessoas alfabetizadas em um universo de 824.101 analfabetos detectados (99,5%); 28.424 pontos de alfabetização criados nos nove departamentos da Bolívia; 130 assessores cubanos e 47 venezuelanos que capacitaram 46.457 facilitadores e 4.810 supervisores bolivianos na aplicação do método audiovisual cubano “Yo sí puedo”. Leia mais »
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Publicado por Dezembro 22, 2008 por José Correa Leite
Greenpeace Brasil
O cenário europeu projeta o crescimento da capacidade instalada de energias renováveis em seis vezes até 2050. A energia eólica e os painéis fotovoltaicos responderão a mais de dois terços deste total, complementado pela geração hidroelétrica, co-geração a biomassa, geotérmica e solar concentrada. Em comparação ao cenário de referência, a redução da procura por eletricidade por meio de medidas de eficiência energética será superior a 30% em 2050.
O lançamento do [R]evolução Energética Europeu, na semana passada, aconteceu em um momento extremamente favorável para a energia eólica. O governo da Bélgica propôs aos governos da França, Alemanha, Holanda e Luxemburgo a construção de uma rede elétrica interligada entre os países a fim de atender a futura geração eólica no Mar do Norte. A ideia foi fortemente embasada pelo relatório Revolução Elétrica do Mar do Norte, lançado em setembro pelo Greenpeace Internacional. A cooperação deve ser estendida ao Reino Unido, Irlanda, Dinamarca e Noruega. Leia mais »
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Publicado por Dezembro 22, 2008 por José Correa Leite
O balanço quase final da 14ª Conferência das Partes, em Poznan, é desanimador. Os delegados não estavam com vontade de produzir, quem mais trabalhou foram os observadores.
Redação da Vitae Civilis, via Envolverde
Na quinta-feira, dia 11 de dezembro, foi aberto o segmento de alto-nível da 14ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima, com a presença de ministros e chefes de Estado dos mais de 190 países que ratificaram a Convenção. Durante a cerimônia de abertura, houve momentos memoráveis e outros, no mínimo, estranhos. Foi de arrepiar o discurso do primeiro-ministro de Tuvalu, principalmente a parte que ele enfatizou que a existência de sua nação é um direito fundamental do povo de Tuvalu e que está fora de questão migrarem para outro lugar. Leia mais »
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Publicado por Dezembro 22, 2008 por José Correa Leite
A concepção republicana de liberdade é muito exigente. Liberdade e igualdade são dois fatores indissociáveis. Hoje, grandes fortunas convivem com milhões de miseráveis. As desigualdades sociais são causa da falta de liberdade para milhões de pessoas. A proposta de uma renda básica universal não se reduz à invocação de um direito humano a uma subsistência mínima. Ela se baseia numa concepção de justiça que assegure a cada pessoa não apenas a possibilidade de consumir, mas também de escolher sua forma de vida. A análise é de Daniel Raventós.
Daniel Raventós – Sin Permiso. Reproduzido de Carta Maior, 16 de dezembro de 2008
No começo de novembro de 2007, no marco do Fórum das Culturas que se celebrou na cidade mexicana de Monterrey, aprovou-se mais ou menos solenemente uma declaração intitulada “Declaração Universal de Direitos Humanos Emergentes” (1). Esta declaração era na realidade a continuação, depois de amplos e, em minha opinião, muito oportunos retoques e esclarecimentos de uma primeira, que já havia sido anunciada em Barcelona três anos antes, em setembro de 2004, também no marco do Fórum das Culturas. No terceiro item do primeiro artigo pode ler-se: Leia mais »
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