Álvaro García Linera : “Precisamos de uma internacional de movimentos sociais”

Elena Apilánez, Vinicius Mansur, Brasil de Fato 350, 12 de novembro de 2009

Vice-presidente da Bolívia cobra mais iniciativa dos movimentos sociais latino-americanos, pede visão “continentalizada” da esquerda e afirma que o atual processo político ainda não põe a superação do capitalismo em jogo, mas dele emergem ações comunistas no interior da sociedade.

La Paz –Bolívia.- Álvaro García Linera não é um vice qualquer. Além de acumular o posto de presidente do Congresso boliviano, ele é um dos principais responsáveis pelas articulações políticas do governo de Evo Morales e talvez o mais destacado teórico do processo pelo qual passa a Bolívia atualmente. Sua larga bagagem política e intelectual, além de o credenciar a receber títulos como o “vice-presidente mais atuante do continente” ou o “intelectual mais importante da América Latina na atualidade”, também o capacita para dar largas e aprofundadas respostas, fazendo com que nossa entrevista não chegasse nem à metade das perguntas preparadas. Em meio à atribulada agenda de um vice-presidente e candidato à reeleição em campanha, Álvaro García concedeu ao Brasil de Fato duas rápidas horas de uma conversa pouco factual e mais analítica sobre o processo político que vive a América Latina, em geral, e a Bolívia, em particular. Clique aqui e leia mais…

Economia dos EUA está mais fraca do que parece

Ricos estão se tornando mais ricos com a alta nas Bolsas, mas a maior parte do país enfrenta uma quase depressão

Nouriel Roubini, Folha de S. Paulo, 15 de novembro de 2009

Embora os Estados Unidos tenham recentemente registrado crescimento de 3,5% para o seu PIB no terceiro trimestre, o que sugere que a mais severa recessão desde a Grande Depressão está encerrada, a economia norte-americana na verdade está muito mais fraca do que os dados oficiais sugerem. Os indicadores oficiais de Produto Interno Bruto podem superestimar grosseiramente o crescimento econômico, porque não capturam os sentimentos negativos que prevalecem entre as pequenas empresas e a sua severa queda de produção. Clique aqui e leia mais…

Quanto maior a bolha atual, maior será o inevitável estouro

Para o economista Nouriel Roubini, juros negativos nos EUA e dólar fraco geram “mãe” de todos os “carry trades” e bolha global cujo estouro é inevitável

Nouriel Roubini, Folha de S.Paulo, 3 de novembro de 2009

Desde março vem ocorrendo um aumento maciço em ativos de alto risco de todo tipo -participações, preços do petróleo, energia e commodities-, um estreitamento dos “spreads” de alta rentabilidade e alta classificação e um aumento maior ainda nas classes de ativos de mercados emergentes (suas ações, obrigações e moedas). Clique aqui e leia mais…

Mobilização para salvar a civilização

Envolverde, 20 de outubro de 2009

Lester Brown vem ao Brasil para lançar edição em português do Plano B 4.0, uma proposta de reconstrução da economia global.

Como conduzir a sociedade a uma nova trajetória de crescimento sustentável na velocidade que a crise atual requer? A questão inquieta tanto a céticos quanto entusiastas da sustentabilidade. Às vésperas da Conferência do Clima, em Copenhague, onde será negociado um acordo para frear o aquecimento global, Lester Brown aponta o caminho para formular estratégias coletivas de mudança em seu mais recente livro: Plano B 4.0: Mobilização para salvar a civilização, que será lançado em português no dia 22 de outubro pelas editoras New Content e Ideia Sustentável, com o patrocínio do Bradesco. Clique aqui e leia mais…

Climate change: The carbon trading debacle

Carter Burke, Links,October 28, 2009

The next major international summit on climate change will be held in Copenhagen in early December, 2009. The position of the United States in these talks remains ambiguous. The latest climate legislation to move through the US Congress is H.R. 2454, the American Clean Energy and Security Act of 2009. It passed the US House of Representatives in June 2009, mostly along party lines, to the applause of President Obama and house speaker Nancy Pelosi.

It had the support of a wide variety of US environmental organisations, including Defenders of Wildlife, Alliance for Climate Protection, the Environmental Defense Fund, the National Wildlife Federation, the Nature Conservancy, the Audubon Society and the Natural Resources Defense Council, among many others. Needless to say, it also had the blessing of neoliberal environmentalism’s patron saint, Al Gore. Clique aqui e leia mais…

Ecologia, projetos partidários e recomposição da esquerda no Brasil

José Correa Leite, 19 de outubro de 2009

A questão ambiental está no centro da política mundial e nacional. Na recente reunião do G-20, em Pittsburg, nos EUA, ela foi colocada no mesmo plano da reorganização das finanças mundiais e da proliferação das armas nucleares. Mas, com a aproximação da Conferência de Copenhague, de 8 a 18 de dezembro –  a 15ª dos países que integram a Convenção do Clima de 1992, que negociará o novo Protocolo sobre Mudanças Climáticas (pós-Kyoto, para após 2012) – a questão ambiental se torna o tema mais espinhoso, candente e duradouro da agenda mundial. Este tema se sobrepõe aos demais na medida que, objetivamente, coloca em discussão o modelo consumista e predador de civilização estabelecido pelo capitalismo. Não é possível, por exemplo, negociar um acordo climático global efetivo sem que isso deixe de envolver barreiras ambientais à exportação dos poluidores e isso significa, na prática, uma revisão geral dos acordos da OMC sobre livre comércio. A Câmara dos Deputados dos EUA já votou uma lei neste sentido, acendendo o alerta vermelho para a burguesia do mundo todo. Clique aqui e leia mais…

Estado criminaliza a pobreza

Gizele Martins, 27 de agosto de 2009, site do Marcelo Freixo

“Que Estado é esse que desrespeita o mais fundamental direito, que é o direito à vida? Que política de segurança é essa que extermina as camadas mais pobres da sociedade, que considera cidadão apenas as pessoas provindas da classe média pra cima? Que polícia é essa que extermina nossas crianças e que fala para a imprensa, órgãos regulatórios, entre outros, que o que aconteceu não partiu deles, que a criança morreu por bala perdida em confronto de facções rivais? Que confronto? Onde estão as cápsulas de bala no chão? Onde ressoaram os barulhos dos tiros trocados? Cadê as paredes perfuradas? Apenas um tiro de fuzil foi disparado… tiro este que encontrou seu destino na cabeça de uma criança inocente que saía para comprar o pão”, este relato, assinado e divulgado pela jornalista Silvana Sá, quando Matheus Rodrigues, de apenas 8 anos, foi morto com uma bala de fuzil na cabeça em dezembro do ano passado, tiro dado pela Polícia Militar que fazia ronda na favela em que o menino morava, na Baixa do Sapateiro, Complexo da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro, reafirma a ação violenta e rígida que a polícia tem dentro das favelas cariocas. Além disso, prova também como a mídia e os órgãos públicos tratam essa população, mostrando que a criminalização a eles é claramente defendida e praticada.

A mãe de Matheus, Gracilene Rodrigues dos Santos, que até hoje luta por justiça, buscando uma resposta para tal atrocidade ao seu filho, infelizmente não foi, e não é a única mãe que chora ou chorou pela covarde morte de seu filho. Outras mães de pobre, de negro e de favelado, as maiores vítimas desta violência policial, estão neste extato momento enterrando seus filhos, enterrando sua história, colocando para fora suas lágrimas de dor e revolta. Clique aqui e leia mais…

TicTacTicTac: está chegando a hora de Copenhague

tictactictac_29Ago09_relogioNesta semana, ganhou destaque na imprensa a declaração do presidente Lula sobre as metas que o país levará para a 15ª. Conferência das Partes (COP-15) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCC, da sigla em inglês), a realizar-se em Copenhague, em dezembro. “Nem que o Brasil fosse careca teria meta de desmatamento zero”, provocou o presidente, em resposta ao Greenpeace, que cobrava desmatamento zero para 2015. A posição oficial do Brasil no que se refere a metas para o encontro da ONU na capital da Dinamarca é a diminuição do desmatamento em 70% até 2017 e em 80% – uma novidade anunciada por Lula – até 2020, em relação aos níveis de 1990. Clique aqui e leia mais…

Um bilhão de famintos nas estradas do mundo

a-fome-de-pduaFrancesca Caferri e Anais Ginori, do jornal La Repubblica/Envolverde, 16 de outubro de 2009

Hoje, no mundo, há mais de um bilhão de pessoas famintas. O alarme chega da FAO [Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação], que, em seu último relatório, registrou um aumento de 9%. A crise econômica, portanto, levou para baixo da linha da desnutrição um sexto da população mundial. Não sem culpa dos governos, mais preocupados com os mercados financeiros evidentemente: “Os líderes mundiais reagiram com determinação à crise, mobilizando bilhões de dólares em um lapso de tempo muito curto. Agora, a mesma ação decisiva é necessária para combater a fome e a pobreza”, diz o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf. Clique aqui e leia mais…

Brasil não deve ter meta de emissão de CO2

Minc e DilmaAla do governo defende que País se comprometa apenas com a redução do desmate em 80%

Lígia Formenti, O Estado de S.Paulo, 16 de outubro de 2009

Brasil não deve ter meta específica de redução da emissão de CO2 para apresentar na Conferência sobre Mudanças Climáticas em dezembro, em Copenhague. É o que defende a ala majoritária do governo. Para o grupo, o único compromisso que o País deve defender é a redução de 80% do desmatamento – o que automaticamente traz uma redução na emissão projetada para 2020 de 20%. Clique aqui e leia mais…