Limites da economia no centro do palco

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 17 de maio de 2013

Não há como não prestar atenção: são cada vez mais frequentes na comunicação mais especializada informações sobre teses e análises no âmbito econômico que já não se referem às crises do nosso tempo apenas como ciclos em que se exaurem modelos de relações governamentais, empresariais e sociais – à espera de que novas fórmulas nesses âmbitos sejam capazes de levar a novos ciclos de crescimento econômico e prosperidade. Essas novas teses se centram progressivamente na análise do que está sendo chamado de caminhada rumo à exaustão dos “limites físicos” do planeta – o que implicaria a impossibilidade de continuar tentando trafegar por sendas que exijam maior consumo desses recursos com o objetivo de assegurar o crescimento econômico. Leia mais »

2012 foi um dos dez anos mais quentes já registados

Ranking dos 50 anos mais quentes desde 1850 / OMM

A Organização Meteorológica Mundial afirma que a temperatura em 2012 ficou 0,45ºC acima da média histórica e alerta que o degelo do Ártico é um sinal claro e alarmante das mudanças climáticas.

Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil, 7 de maio de 2013

Os representantes dos 195 países reunidos em Bonn, na Alemanha, para mais uma ronda das negociações climáticas sob as Nações Unidas receberam na quinta-feira, 2 de maio, um relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM) que traça um retrato bastante preocupante sobre o clima no planeta.

Segundo o documento, 2012 foi o nono ano mais quente desde que as medições começaram, em 1850, e o 27o ano consecutivo com temperaturas acima da média entre 1961 e 1990, marcando 14,45oC quando a média é de 14oC. Leia mais »

Queima do lixo a galope, apesar da lógica e da lei

incineradorWashington Novaes, O Estado de S. Paulo, 26 de abril de 2013

Vai e volta sem chegar a consenso a discussão sobre o destino do lixo, dos resíduos sólidos e orgânicos, tantos são os interesses envolvidos. Neste momento, o centro do debate está em torno da decisão ou intenção de alguns municípios paulistas, principalmente da Região Metropolitana de São Paulo – Mogi das Cruzes, Barueri, São Bernardo do Campo -, de partir para projetos de incineração de resíduos.

Barueri, por exemplo, que hoje leva seu lixo para 30 quilômetros de distância, vai aplicar R$ 160 milhões na instalação de uma usina que incinerará, a uma temperatura de 800 graus, 90% dos resíduos, a um custo de R$ 44,6 milhões anuais (Folha de S.Paulo, 6/4). Mogi das Cruzes e outros cinco municípios terão um projeto conjunto para incinerar 500 toneladas diárias. O Conselho do Instituto Pólis, por exemplo, já condenou o projeto, não só por causa dos riscos da incineração (emissão de dioxinas e furanos, cancerígenos, dependendo da temperatura), como pelos prejuízos para as cooperativas de catadores de materiais recicláveis. Leia mais »

Crise europeia interrompe processo de globalização

Jovens_e_EspanhaPara Ignacio Ramonet, “o curso da globalização parece suspenso” e o momento é marcado por “desglobalização e decrescimento”. “Todas as sociedades do sul da Europa tornaram-se furiosamente anti alemãs, uma vez que a Alemanha, sem que ninguém lhe tenha outorgado esse direito, se erigiu em chefe. (…) A Europa é agora, para milhões de cidadãos, sinónimo de castigo e sofrimento: uma utopia negativa”.

Manuel Fernández-Cuesta entrevista Ignacio Ramonet, Eldiario.es, 26 de abril de 2013

Ignacio Ramonet (Redondela, 1943) é um dos pensadores mais lúcidos dos últimos tempos. Falamos com ele sobre a atualidade política, a crise e os emergentes movimentos sociais, a Europa e o porvir.

Assistimos a um renascimento dos movimentos de protesto cidadão?
Ignacio Ramonet – Desde que estourou a atual crise económico-financeira, em 2008, estamos a assistir a uma multiplicação dos movimentos de protesto cidadão. Em primeiro lugar, nos países mais afetados (Irlanda, Grécia, Portugal, Espanha), os cidadãos – civicamente – apostaram em apoiar, com os seus votos, a oposição, pensando que esta traria uma mudança de política tendente a menos austeridade e menos ajuste. Mas quando todos estes países mudaram de Governo, passando da esquerda ou centro-esquerda à direita ou centro-direita, a estupefação foi completa, já que os novos Governos conservadores radicalizaram ainda mais as políticas restritivas e exigiram mais sacrifícios, mais sangue e mais lágrimas aos cidadãos. Aí é quando começam os protestos. Sobretudo porque os cidadãos têm diante dos seus olhos os exemplos de dois protestos com êxito: o do povo unido na Islândia e o dos contestadores que derrubaram as ditaduras na Tunísia e no Egito. Além disso, destaca o facto de que as redes sociais estão a facilitar formas da organização espontânea das massas sem necessidade de líder, de organização política, nem de programa. Tudo está preparado então para que surjam, em maio de 2011, os indignados espanhóis, e que o seu exemplo se imite de um modo ou outro em toda a Europa do sul. Leia mais »

Projetos ameaçam 152 terras indígenas

Existem 152 terras indígenas na Amazônia potencialmente ameaçadas por projetos de mineração. Todos os processos minerários em terras indígenas estão suspensos, mas, se fossem liberados, cobririam 37,6% das áreas. O diagnóstico faz parte de um estudo do Instituto Socioambiental (ISA) e mostra a pressão que os índios sofreriam se suas terras fossem abertas à exploração, como pode ocorrer no segundo semestre, com a tramitação no Congresso do polêmico projeto de lei 1.610, que pode ser votado no segundo semestre deste ano.

Daniela Chiaretti, Valor, 19 de abril de 2013

Existem 4.220 processos minerários relacionados às 152 terras indígenas, sendo 104 titulados – ou seja, com autorização de pesquisa, ou lavra, concedida pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Os outros são 4.116 interesses minerários em terras indígenas, ou seja, pedidos de pesquisa e lavra. “Se fossem abertas à mineração, algumas terras indígenas teriam 96% de seu território coberto pela exploração”, diz o advogado Raul Silva Telles do Vale, do ISA. Leia mais »

Por qué basar todo en el crecimiento?

Contestación a Vicenç Navarro

Margarita Mediavilla, Carlos de Castro, Luis Javier Miguel, Iñigo Capellán, Pedro Prieto, Emilio Menéndez, Juan José Álvarez, energia.ds.uva, 18 de abril de 2013

El pasado 6 de febrero Vicenç Navarro, respetado sociólogo y catedrático de Ciencias Políticas y Sociales, publicaba un artículo en El País titulado Las pensiones no están en peligro en el que criticaba a “aquellos que concluyen que el sistema público de pensiones en España no es viable como consecuencia de la transición demográfica” e indicaba que el incremento de la productividad, el crecimiento económico y el aumento de la población cotizante resolverían los “mal llamados problemas de viabilidad del sistema público de pensiones”.

Este artículo fue contestado el 27 de febrero por Floren Marcellesi, coordinador de Ecopolítica, Jean Gadrey, economista y miembro del consejo científico de ATTAC Francia y Borja Barragué,investigador de la Universidad autónoma de Madrid, en otro texto aparecido en el Diario Público y titulado Las pensiones y el fin del crecimiento. Estos autores criticaban que Vicenç Navarro basase el futuro de las pensiones en el aumento de la productividad y el crecimiento económico, olvidando completamente la crisis ecológica. Leia mais »

Os povos indígenas não cabem no atual modelo da esquerda no poder

A análise da Conjuntura da Semana é uma (re) leitura das Notícias do Dia publicadas diariamente no sítio do IHU. A análise é elaborada, em fina sintonia com o Instituto Humanitas Unisinos – IHU, pelos colegas do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores – CEPAT, parceiro estratégico do IHU, com sede em Curitiba-PR, e por Cesar Sanson, professor na Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, parceiro do IHU na elaboração das Notícias do Dia.

CEPAT, IHU On line, 22 de abril de 2013

Povos indígenas: Obstáculo ao projeto nacional desenvolvimentista

“Índio não ‘produz’. Índio vive” – Eduardo Viveiros de Castro

Os povos indígenas são um estorvo ao modelo nacional desenvolvimentista da esquerda latino-americana e brasileira no poder. Esses povos não cabem no projeto da atual esquerda. Mais ainda, são vistos como obstáculo e amarra ao livre desenvolvimento das forças produtivas portadoras do crescimento econômico. Tributária de um marxismo reducionista que vê as forças produtivas – trabalho e capital – como meio para controlar e transformar os recursos naturais com vistas à produção de bens materiais, base do crescimento econômico, a atual esquerda latino-americana enxerga nos povos indígenas um obstáculo ao pleno desenvolvimento do modelo em curso. Nesse modelo, as terras, águas, matas, ar, biodiversidade e minérios estão subordinados à lógica produtivista, âncora do crescimento econômico e base da “distribuição de renda”. Na medida em que os povos indígenas ocupam os territórios onde se encontram os recursos vitais para o modelo, devem ser removidos. Leia mais »

Report: Last 3 Decades of 20th Century Hotter Than Anytime in 1,400 Years

New research confirms dramatic shift in long-term cooling trend “correlates directly” with human induced carbon emissions 

Lauren McCauley,Common Dreams, April 22, 2013

A groundbreaking new report published Sunday by Nature Geoscience found that average worldwide temperatures over the past thirty years were “higher than any other time in nearly 1,400 years.”

Researchers behind the report, “Continental-Scale Temperature Variability During the Past Two Millennia,” reconstructed past temperatures for continental regions over the past one to two millennia. Over that time, the analysis shows a long term cooling trend that lasted through to the middle of last century. Then, as the climate advocacy group Tck Tck Tck writes, the cooling “halted with a sharp reversal” in the late nineteenth century, “correlat[ing] directly with an increase in carbon emissions from human activity.” Leia mais »

Earth Day – Its Legacy and Our Future

Paul Prescod, Europe Solidaire Sans Frontières, April 22, 2013

EARTH DAY BEGAN on April 22, 1970 as an environmental teach-in modeled after those on the Vietnam War, initiated by Wisconsin Senator Gaylord Nelson in response to the 1969 Santa Barbara oil spill. It had resonance because there was a vibrant environmental movement that had been developing. The date was deliberately chosen because it was not during students’ exams or spring break, and 20 million activists participated. Streets, parks, auditoriums, and college campuses were the sites of protests against environmental degradation. Leia mais »

Entering a Resource-Shock World

How Resource Scarcity and Climate Change Could Produce a Global Explosion

Michael T. Klare, TomDispatch.com, April 22, 2013

Brace yourself. You may not be able to tell yet, but according to global experts and the U.S. intelligence community, the earth is already shifting under you. Whether you know it or not, you’re on a new planet, a resource-shock world of a sort humanity has never before experienced.

Two nightmare scenarios — a global scarcity of vital resources and the onset of extreme climate change — are already beginning to converge and in the coming decades are likely to produce a tidal wave of unrest, rebellion, competition, and conflict. Just what this tsunami of disaster will look like may, as yet, be hard to discern, but experts warn of “water wars” over contested river systems, global food riots sparked by soaring prices for life’s basics, mass migrations of climate refugees (with resulting anti-migrant violence), and the breakdown of social order or the collapse of states. At first, such mayhem is likely to arise largely in Africa, Central Asia, and other areas of the underdeveloped South, but in time all regions of the planet will be affected. Leia mais »

Camponeses do mundo, uní-vos!

Esther Vivas, 19 de abril de 2013

Ano após ano, a população camponesa no mundo foi diminuindo. O êxodo rural tornou-se uma realidade palpável no decorrer do século XX, o que levou a uma mudança radical da paisagem e da agricultura camponesa e tradicional. Em 2007, pela primeira vez na história da humanidade, a maioria da população mundial já vivia em cidades.

O Estado espanhol não foi uma exceção. E a agricultura deixou de ser uma das principais atividades econômicas para ser uma prática quase residual. Se, na década de 70, 25% da população ativa ainda trabalhava na agricultura, hoje este número foi reduzido para 4% e significou uma perda de mais de dois milhões e meio de empregos. Os estabelecimentos agrários estão desaparecendo rapidamente. Entre 1999 e 2009, diminuíram em 23%, de acordo com o Censo Agropecuário 2009 do INE. Em breve teremos que pendurar em nossos campos o cartaz de “fechado por morte”. Leia mais »

Nenhum dia mais é dia do índio

Marcio Santilli, ISA, 19 de abril de 2013

Com o fim da ditadura, o Dia do Índio foi adotado como ocasião oportuna para os governos apresentarem um balanço do que andam fazendo a respeito e, via de regra, aproveitarem a visibilidade do assunto para anunciar demarcações de terras indígenas (TIs). Cumprimento, ainda que lento, da Constituição.

Há também os que consideram a homenagem uma forma hipócrita de afagar aqueles a quem se negam direitos nos demais dias do ano: “todo dia era dia de índio”. Ou, deveria ser, pois são atores vivos do presente e do futuro, não apenas do passado. Em 2012, no entanto, a presidente Dilma preferiu nem realizar qualquer cerimônia, muito menos anunciar alguma demarcação. Pouco depois, homologou sete TIs, num total de pouco mais de 900 mil hectares. E seguiu-se um ano duro para os índios, com os processos fundiários quase paralisados, nenhum investimento sério na gestão das terras demarcadas, imposição de obras impactantes sem consulta e com condicionantes fictícios. Leia mais »

Por que correram, deputados?

2303_20090623_164957A cena protagonizada pelos deputados seria risível se não representasse claramente o que pensam dos índios. Os engravatados correram, desesperados, quando viram um pequeno grupo de indígenas avançando em danças rituais pelo meio do plenário.

Elaine Tavares, Brasil de Fato, 17 de abril de 2013

As comunidades indígenas do Brasil estão em processo de crescimento. Desde 1991 , segundo mostraram os dados do IBGE, o aumento da população foi de 205%. Hoje, o Brasil já contabiliza 896,9 mil índios de 305 etnias, e em quase todos os municípios (80%) tem alguma pessoa autodeclarada indígena. Até mesmo alguns grupos já considerados extintos, como os Charrua, se levantam, se juntam, retomam suas raízes, formam associações e lutam por território. Isso significa que a luta que vem incendiando a América Latina desde o início dos anos 90 já chegou por aqui. Leia mais »

Cimi aponta aliança entre ruralistas e evangélicos contra pautas indígenas

indigenas no congressoApós ocupação de indígenas ontem (16) na Câmara dos Deputados, Henrique Alves (PMDB) faz acordo com lideranças, que reclamam de falta de espaço para pautas reivindicadas no Congresso.

Júlia Rabahie, Rede Brasil Atual, 17 de abril de 2013

O secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Cléber Buzzato, disse que, apesar de não ter se pronunciado oficialmente sobre vinculações ou alianças, a bancada ruralista da Câmara dos Deputados se aliou à bancada evangélica para compor um movimento que retarde o avanço das pautas indígenas no Congresso Nacional. “Em todas as votações os evangélicos se posicionam como os ruralistas. Foi inclusive o que aconteceu na aprovação da admissibilidade da PEC 215”, afirmou. Leia mais »

Demarcação de terras indígenas: uma demanda histórica

indios_do_xingu_4De um total de 1046 terras indígenas, apenas um terço delas está regularizada, um terço está em procedimento e outras 300 terras indígenas reivindicadas ainda não foram concedidas pelo Estado brasileiro. Essa é uma demanda premente que continua atual”, diz o secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário – Cimi.

IHU Online entrevista Cleber César Buzatto, secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário – Cimi, IHU Online, 17 de abril de 2013

Há 25 anos, desde que os direitos indígenas foram garantidos pela Constituição da República, de 1988, o reconhecimento e a demarcação das terras das comunidades têm sido a “demanda histórica” que está no centro dos conflitos com ruralistas e o Estado brasileiro. “De um total de 1046 terras indígenas, apenas um terço delas está regularizada, um terço está em procedimento e outras 300 terras indígenas reivindicadas ainda não foram concedidas pelo Estado brasileiro”, informa Cleber Buzatto em entrevista concedida à IHU On-Line, por telefone.

Ao avaliar a atuação do Estado junto às comunidades indígenas, Buzatto acentua que “existe uma deliberação política por parte do governo para que a Funai não funcione, especialmente no que tange à sua responsabilidade de responder às demandas fundiárias dos povos indígenas no país”. Diante da atual conjuntura, ressalta, a garantia dos direitos dos povos tradicionais “vai depender do grau de mobilização e articulação dos próprios povos indígenas. Estamos confiantes de que os povos terão sabedoria em mais esse momento histórico para efetivar essas articulações contra seus direitos. Esperamos que o Estado e a sociedade se sensibilizem para essa demanda, e que os direitos se tornem efetivos para que os povos tenham, a partir então, condições mais dignas de existência de acordo com o seu jeito próprio de ser”. Leia mais »

China’s Rise: Strength and Fragility

shanghai_2425673kA Marxist analysis of Chinese capitalism and its ruling class illuminates the contradictions in its foreign relations, and the class tensions within.

Sean Ledwith, The Guardian, April 13, 2013

China’s Rise: Strength and Fragility, ed. Au Loong Yu, with contributions from Bai Ruixue, Bruno Jetin and Pierre Rousset (Merlin Press 2012), x, 316pp.

The accession earlier this year of Xi Jinping as China’s new President has activated a renewed surge of Western interest in the trajectory of its pre-eminent economic and military rival. Most of the political analysis of China in the Western media, predictably, is superficial and incoherent. The majority of mainstream commentators are simultaneously mystified and awe-struck by the spectacle of an apparently ‘communist’ state starting to overtake the capitalist West at its own game of global economic hegemony. Their dismay at the ascent of China is tempered by a smug belief that this development represents a moral victory for capitalism as the ‘People’s Republic’ has in effect abandoned its prior commitment to ‘Marxism-Leninism’.

The analysis edited by Au Loong Yu in China’s Rise: Strength and Fragility, represents a superior and more convincing approach as it is based on a starting point that the modern Chinese state has no socialist elements whatever and that, in fact, it represents a modified form of the capitalist economies that exist elsewhere. The book is also written from an explicitly Marxist perspective that with which readers of this website can identify. The writers have an avowed commitment to solidarity with the Chinese working class in its struggles with the country’s ruling class. Au Loong Yu is a left-wing activist from Hong Kong who manages to be both scathing about the hollow pretensions of Beijing’s elite to be part of a Marxist tradition, and dedicated to reviving that tradition in an authentic form. Leia mais »

En el Mundo Árabe lo que se está produciendo es una especie de gigantesco ‘Caracazo’

107788557Entrevista con Santiago Alba Rico
“En el Mundo Árabe lo que se está produciendo es una especie de gigantesco ‘Caracazo’”

Emiliano Teran Mantovani, kaosenlared, 5 de abril de 2013

Hemos tenido un agradable encuentro con el conocido investigador Santiago Alba Rico, filósofo y experto en temas del Mundo Árabe, quien ha visitado varias veces Venezuela y ha hecho parte de la Red de Intelectuales y Artistas En Defensa de la Humanidad. Con él, conversamos sobre el recientemente finalizado Foro Social Mundial de Túnez, sus incidencias en las luchas de los pueblos árabes, sobre cuáles son las claves para entender la dinámica del Mundo Árabe desde América Latina, y en los posibles escenarios para el futuro próximo de esta zona caliente del planeta. Leia mais »

Climate Change to Bring ‘Superstorm Sandys’ to Europe

hurricane-sandy-storm-surge-kittyhawk-nc-8am10-29-12_northcarolina-dept-transportationHurricanes and extratropical storms will bring ‘far reaching consequences

Andrea Germanos, Common Dreams, April 8, 2013

Hurricane Sandy may have been a harbinger of storms to come to Europe, new research shows, as more details about the destructive climate impact greenhouse gases are bringing the planet come to light.

Global warming brings a warmer Atlantic Ocean, and will create “more frequent and intense hurricanes following pathways directed towards Europe,” according to a new paper in the journal Geophysical Research Letters. Leia mais »

As florestas no centro das grandes estratégias

Washington Novaes, O Estado de S.Paulo, 5 de abril de 2013

É impressionante como boa parte da sociedade e dos meios empresariais – no Brasil e fora daqui – continua a entender que temas como conservação de florestas, biodiversidade e mudanças climáticas nascem da fantasia de “ambientalistas” desocupados e extravagantes. Não levam em conta, na sua visão crítica dos “ambientalistas”, os impactos negativos da predação dos ecossistemas, principalmente na área da produção econômica – ainda que sejam cada vez mais frequentes os estudos que alertam para essas consequências. Leia mais »

Study: Global Warming to Intensify Already Extreme Rainfalls

lq5ZT“We have high confidence that the most extreme rainfalls will become even more intense,” said the study’s lead author

Andrea Germanos, Common Dreams, April 4, 2013

In another grim warning of the inheritance we have left future generations, a new NOAA-led study details how global warming is set to intensify already extreme “precipitation events.”

“We have high confidence that the most extreme rainfalls will become even more intense, as it is virtually certain that the atmosphere will provide more water to fuel these events,” said lead author Kenneth Kunke. Leia mais »

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